Colunistas

Giba Um

"Eu acho que tem muitas questões que ele mesmo (Flávio) precisa explicar...

...Eu acho que a população está vendo aí esse escândalo do Banco Master, que é uma coisa que agride a sociedade como um todo. Tudo tem que ser muito bem explicado", de Tarcísio de Freitas, sobre a relação Flávio-Vorcaro

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Uma das empresas de Karina Gama, que produziu o filme “Dark Horse” sobre Jair Bolsonaro, registrou crescimento de 1.180% entre as eleições de 2020 e 2024. Além de dona da Go Up Entertainment, que fez o filme, Karina também é sócia da G07 Assessoria. A empresa estreou no circuito eleitoral em 2020, em uma modesta campanha de vereança.

Mais: na campanha para vereadora de Patrícia Alonso (Rep-SP), que não foi eleita, a produtora recebeu R$ 13.352,45. Em 2022, foram R$ 67 mil nas campanhas de Mário Frias (R$ 54 mil), não eleito deputado estadual ambos do PL- SP. Nas eleições de 2024, a empresa faturou ainda mais com políticos: foram R$ 171 mil em duas campanhas para vereador.

Inspirada na avó

A Mondepars, que acaba de completar dois anos, lançou sua nova coleção de inverno, com Sasha Meneghel optando por transformar suas memórias afetivas em moda. O desfile aconteceu na quarta (27), na Arca, situada na Vila Leopoldina, em São Paulo, e traz como inspiração a história de sua avó materna, Alda Meneghel, que era costureira, pintora e uma rica fonte de criatividade para a família. Esta coleção é uma homenagem ao mundo artístico e artesanal de Alda, famosa por ter criado muitos dos figurinos icônicos do início da carreira de Xuxa Meneghel. Foi também ela quem apresentou Sasha ao mundo da arte. “Ela fazia de tudo: pintura, costura, biscuit, papel machê. Era uma arte muito livre.” Sasha relembrou ainda as brincadeiras da infância no ateliê improvisado da avó: “Eu mexia nas criações dela, e ela dizia: ‘Agora é que está bonito’”. O desfile trouxe referências sutis à vida de Alda, incluindo ombreiras, botões sofisticados e detalhes que refletem diferentes fases de sua vida, tudo dentro da estética minimalista da marca. A cenografia, elaborada por João Lucas e Ana Arietti, recriou a atmosfera da primeira casa da família em Santa Rosa, no Rio Grande do Sul. O evento contou com a presença de várias celebridades. Além dos pais de Sasha, Xuxa Meneghel e Luciano Szafir, e de seu marido, João Lucas, estavam Bruna Marquezine, uma das melhores amigas de Sasha; Manu Gavassi; a skatista e artista Karen Jonz.

Apoio de Trump ficou na vontade

Não tem declaração de nada apoio, como não deveria ter, não poderia ter. Jamais pediria que isso acontecesse”. Era Flávio Bolsonaro garantindo que não pediu o apoio de Donald Trump à sua candidatura, nem que o presidente americano sinalizou que poderia apoiá-lo. Ou seja: Flávio ficou na vontade. Chegou a imaginar que Trump faria isso até mesmo em homenagem a seu pai, Jair Bolsonaro, hoje doente e em prisão domiciliar. O americano perguntou sobre o ex-presidente; Flávio disse que o pai lhe havia mandado um abraço, mas não ganhou o abraço presidencial de volta. Aliados avaliam que a imagem de Flávio ao lado de Trump, no Salão Oval, fortalece o filho “01” de Bolsonaro no momento em que a pré-campanha enfrenta pressão crescente na própria direita e passou a conviver com discussões sobre alternativas, como a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Flávio pediu a Trump que classifique as facções criminosas brasileiras, como PCC e CV, como organizações terroristas e fez outros comentários. Resumo da ópera: nada que signifique mais percentuais nas pesquisas.

Não acrescenta

Analistas de plantão acham que a foto de Flávio, de um lado de Trump, e Eduardo Bolsonaro, do outro, além de Paulo Figueiredo atrás da cadeira do presidente americano (eles cavaram uma boquinha, mas não abriram a boca), não acrescenta nada, em especial, ao pré-candidato ao Planalto. Eduardo está em baixa no Brasil, não será candidato a nada e apenas sonha em virar “chanceler” de um suposto governo do irmão. Figueiredo não traz nem um voto a mais. E pior: Flávio não conseguiu uma sala na Casa Branca para falar com jornalistas — o pedido foi negado. Teve de arrumar um local fora de lá, decepcionando muitos profissionais.

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Sustentabilidade com humor

Quando existe estratégia e criatividade, até meme vira campanha de sucesso. A Globo alcançou isso ao combinar elementos do passado e do futuro em sua nova proposta de sustentabilidade, colocando William Bonner e Bia Reis no centro das atenções. A emissora reinterpretou o icônico meme da “latinha” de Bonner, que se tornou popular nas eleições de 2022, e agora a brincadeira representa a redução do uso de plásticos descartáveis. Bia, por sua vez, reviveu um dos momentos mais memoráveis do Big Brother Brasil 24, usando um acessório inspirado em um traje feito de saco de lixo, provando que a criatividade pode ser uma aliada da consciência ambiental. No comercial, os dois falam sobre reaproveitamento, reciclagem e sustentabilidade de maneira leve e divertida. O auge acontece quando a latinha ressurge nas mãos de Bonner. Bia, então, finaliza com uma dose de humor: “Uma latinha e um William Bonner já são o bastante”, dando vida nova ao meme que conquistou a internet.

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"Beleza pura"

De volta à presidência da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf vem provocando as mais diversas reações diante da exibição dos resultados de trechos de transplante capilar e harmonização facial — jovialidade, contorno e harmonia dos traços, segundo especialistas. Nos olhos, retirou excessos da parte superior e bolsas, além do aumento da região da testa até metade da cabeça. Novos cabelos ocupam a parte superior e áreas laterais, agora sem costeletas. Aliados mais próximos batizaram o resultado de “Beleza pura”.

Apoio improvável

Dirigentes da federação União Brasil-PP consideram improvável o apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro depois da divulgação da relação dele com Daniel Vorcaro. Bater o martelo, só em julho, dependendo do surgimento de novos fatos que aumentem o desgaste do senador, fora a força de Lula no Norte e Nordeste. A federação quer saber onde foi parar o dinheiro do filme e, especialmente, em que bolso. Também aguarda saber o que Flávio conversou com Daniel em longa reunião, quando anunciou que “ia zerar tudo”. Acham que essa expressão não quer dizer nada.

Pérola

“Eu acho que tem muitas questões que ele mesmo (Flávio) precisa explicar. Eu acho que a população está vendo aí esse escândalo do Banco Master, que é uma coisa que agride a sociedade como um todo. Tudo tem que ser muito bem explicado”,

de Tarcísio de Freitas, sobre a relação Flávio-Vorcaro.

R$ 278 mil em comilança

Entre uma votação e outra, bem perto do Plenário, a boca livre rola solta nas lideranças partidárias. Não correm o risco de fazer “vaquinha” e bancar os próprios quitutes: empurram a conta para o contribuinte. Podemos, PSD, PSOL, Solidariedade, União Brasil, Progressistas, PSDB e PT foram os partidos que serviram banquetes ao custo de R$ 278 mil. O maior gasto vem do PT, que torrou, de fevereiro até agora, R$ 75.790 em canapés. Em março, foram mais R$ 33.735 gastos com buffet. O União Brasil vem logo atrás: gastou R$ 55.250 entre fevereiro e abril.

Recusas à extradição 1

A decisão da Corte de Cassação de Roma, última instância da Justiça italiana, de rejeitar o pedido de extradição da ex-deputada Carla Zambelli, feito pelo governo brasileiro, soma-se a pelo menos outros quatro casos de relevância em que governos estrangeiros se recusaram a mandar de volta ao Brasil figuras da direita brasileira.O primeiro foi o jornalista Allan dos Santos (EUA); depois, outro jornalista, Oswaldo Eustáquio (Espanha); Jorge Borges Corrêa, condenado pelo 8 de janeiro, que ganhou refúgio político na Argentina; e o ex-deputado Alexandre Ramagem (EUA).

Recusas à extradição 2

No caso de Allan dos Santos, os crimes apontados contra ele no Brasil seriam considerados “crimes de opinião”, que não existem por lá. A Audiência Nacional da Espanha entendeu que o pedido brasileiro contra Oswaldo Eustáquio tinha “evidente conexão e motivação política”. Em março, Joel Corrêa, com pena de 13 anos, tornou-se o primeiro condenado pelo 8 de janeiro a ganhar status de refugiado na Argentina.

Verde e amarelo

No encontro com Trump, Flávio Bolsonaro usava uma gravata de listras verde e amarelo, como Lula faz há anos em ocasiões especiais. Na entrevista, resolveu atacar o presidente brasileiro: “Enquanto o Lula cai de joelhos, rastejando, para implorar ao presidente americano, Trump, que não declare organizações criminosas, como PCC e CV, como terroristas, eu faço o contrário. Fui fazer exatamente esse pedido a ele”. Uma interferência de Trump, inclusive com gesto de tomar partido, seria um dos temores de Lula. E Flávio também não ganhou elogios parecidos com os que Trump ofereceu ao petista: “um bom homem”, “cara inteligente” e “presidente dinâmico”.

Queria escapar

Até integrantes do PL e mesmo bolsonaristas apostavam que o que Flávio Bolsonaro queria com sua viagem aos Estados Unidos, e ao conseguir falar com Trump (graças ao esforço de assessores de Marco Rubio), era mesmo sair da cena da dinheirama que levou (parte dela) de Daniel Vorcaro. Do lado de cá, acontecia nova busca de provas de um esquema de Cláudio Castro com o Banco Master. Ao citar nova busca, o ministro André Mendonça apontou “vínculo pessoal estreito” entre Daniel e Castro, que permitiu “encontros frequentes” no Brasil e no exterior. Já se sabia que o rombo da Previdência enterrou quase R$ 1 bilhão no Master. Agora, descobriu-se que outros R$ 2 bilhões sumiram.

Mistura Fina

O encontro-relâmpago de Flávio com Trump ficou longe dos recentes encontros do republicano com Lula, que foram oficiais, com direito a almoço e três horas de conversa. E a reunião do filho “01” de Bolsonaro com Trump ocorreu também em um momento no qual o presidente americano era pressionado internamente pelo Congresso e buscava se apoiar em meio a uma crise de prestígio internacional.

O decreto de Lula que regulamenta o Marco Civil da Internet deu um “superpoder” ao advogado-geral da União, Jorge Messias, que teve o nome barrado para uma vaga no Supremo. A medida diz que a AGU notificará as big techs quando publicidade enganosa ou fraudulenta estiver relacionada a políticas públicas. A AGU diz que não há “superpoder” e que Messias vai continuar fazendo a defesa das políticas públicas. Segundo o órgão, o trabalho é feito sob demanda, quando há desinformação deliberada.

Enquanto Neymar Jr. festeja a ida à Copa do Mundo, Neymar Pai esfrega as mãos e já faz cálculos sobre a prosperidade que virá a reboque da convocação. Logo depois da grande cena promovida pela Confederação Brasileira de Futebol no Museu do Amanhã, o que se ouvia é que o jogador já tinha dois grandes contratos de publicidade engatilhados, um deles com uma plataforma de bets. Faltava apenas a confirmação de sua presença no Mundial para assinar.

A convocação poderá render a Neymar receitas adicionais com publicidade superiores a R$ 150 milhões. Além de novos contratos, a ida à Copa do Mundo deve destravar bonificações de acordos já em vigor, a começar pelo patrocínio da Puma, que rendeu ao atleta ganhos fixos anuais de 25 milhões de euros.

In – Chá de gengibre
Out – Chá de cúrcuma

Giba Um

"O Haddad está na frente na capital e na região metropolitana. Simone Tebet, Marina Silva e...

...Márcio França têm que estar bem encaixados na chapa. O que eu defendo? Dois para o Senado e um para vice. Será uma chapa potente", de José Guimarães (Relações Institucionais), feliz com os 47% de intenções de voto para Lula na pesquisa

28/05/2026 06h00

Giba Um

Giba Um Foto: Reprodução

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O Planalto decidiu abrir mão da disputa pela relatoria do projeto que estabelece o marco legal dos minerais críticos. Mesmo tratando-se de um tema dos mais sensíveis, que está no centro da mesa de negociações com a Casa Branca, a articulação política do governo recuou para evitar mais uma derrota no Senado.

Mais: entre os candidatos à relatoria do projeto, há um único nome próximo do Planalto: o senador Eduardo Braga (MDB-AM). Só que sua escolha está longe de ser contabilizada como articulação do governo. Outros nomes são Nelsinho Trad (PSD-MS), Wilder Moraes (PL-GO) e Esperidião Amin (PP-SC).

Giba Um

Premiação musical

O American Music Awards de 2026 foi um evento repleto de emoções numa cerimônia que ocorreu na segunda (25), na MGM Grand Garden Arena, Paradise, Nevada, consolidando-se como um dos maiores festivais musicais do mundo. Ao contrário de outras premiações, Taylor Swift, apesar de ter sido indicada em oito categorias, saiu sem conquistar nenhum prêmio. Os reencontros roubaram a cena. O BTS retornou aos palcos após uma ausência de quatro anos e se destacou como um dos grandes vencedores, levando para casa os prêmios de Artista do Ano e Música do Verão. Fergie, por sua vez, reuniu-se com o Black Eyed Peas em um momento nostálgico, celebrando o prêmio de Throwback do Ano com “Rock That Body”. Outro destaque foi o retorno das The Pussycat Dolls, com três integrantes — Nicole Scherzinger, Kimberly Wyatt e Ashley Roberts — que animaram a plateia com suas músicas icônicas e muita energia. Queen Latifah também foi uma figura marcante ao apresentar a cerimônia, após três décadas longe do palco do AMA. Dentre os vencedores, Sombr impressionou com uma apresentação repleta de efeitos visuais e conquistou três prêmios significativos: Melhor Álbum, Música e Revelação de Rock/Alternativo. Katseye provou seu valor como uma das bandas femininas mais promissoras da atualidade, enquanto Karol G recebeu uma homenagem merecida por sua notável trajetória, e Billy Idol foi celebrado por sua longa carreira, fazendo todos cantarem juntos suas clássicas canções.Entre tantas no tapete vermelho estavam, Hillary Duff e Paula Abdul.

Devolução de R$ 60 bi na delação de Vorcaro

Se o Banco Master é “terceira divisão do sistema financeiro”, como disse Gabriel Galípolo, presidente do BC, a dinheirama que o dono do enrolado banco, Daniel Vorcaro, pode ter de devolver segue o “padrão Fifa”. Confirmada a devolução do montante de R$ 60 bilhões no acordo entre o banqueiro e a Procuradoria-Geral da República, o valor é maior que o orçamento de quase todas as capitais brasileiras. Só não consegue superar São Paulo (R$ 137 bilhões) e Brasília (R$ 74,4 bilhões). Rio de Janeiro (R$ 52 bilhões) e Belo Horizonte (R$ 24,1 bilhões) seguem no ranking dos maiores orçamentos, mas menores do que o cofre de Vorcaro. Listando as capitais pelo tamanho do orçamento, a delação supera a somatória da receita de 14 capitais. Para comparar, o lucro líquido do Itaú Unibanco em 2025, com 70 milhões de clientes, foi de R$ 46,8 bilhões. A delação é mais da metade do que faturou a Petrobras em 2025: R$ 110,1 bilhões. E mais do que o lucro de 2024: R$ 36,6 bilhões.

Hidrovias ameaçadas

Entre investidores do setor, há uma descrença generalizada de que o governo conseguirá colocar de pé, ainda neste ano, os editais de concessões hidrodoviárias prometidos pelo Ministério de Portos e Aeroportos. A descrença aumentou depois do adiamento da hidrovia do Rio Paraguai para 2027 e já contaminou projetos do Arco Norte. O calendário regulatório não fecha. Some-se o alto potencial de judicialização e os conflitos com comunidades indígenas e ambientalistas em trechos sensíveis da Amazônia. Olho vivo.

Giba Um

De volta às novelas

A atriz Alinne Moraes voltou a movimentar as redes sociais com fotos repletas de estilo e um toque de mistério, divulgando imagens vestindo apenas um elegante sobretudo vermelho. Há cerca de dois meses, ela vem publicando fotos sensuais sem dar detalhes. Enquanto encanta seus seguidores com essas imagens, Alinne está vivendo um intenso retorno às novelas. Atualmente, ela aparece na reprise de Além do Tempo, exibida nas tardes da Globo, e também integra o elenco de Guerreiros do Sol, disponível no Globoplay. Após sua participação em Um Lugar ao Sol (2021), ela não havia atuado em novelas da Globo, mas já se prepara para um novo desafio: dará vida à vilã Vanessa em Por Você, a futura novela das 19h. Para se preparar para essa personagem, Alinne até mudou o visual, clareando os cabelos para interpretar a poderosa médica que dirige um hospital. Anteriormente, ela havia sido considerada para o papel de Violeta, mãe de Juquinha (Gabriela Medvedovsky), na novela “Três Graças”.

Giba Um

Olho vivo

O ministro André Mendonça (STF) está convencido de que a defesa de Daniel Vorcaro atua para tumultuar as investigações do caso Master, alinhada a interesses de forças dentro do próprio Supremo. Paulo Henrique Costa, ex-chefe do BRB preso por receber propina de Vorcaro, não tem elementos que sustentem uma proposta de colaboração. As histórias que ele quer contar os investigadores já conhecem há tempos.

Para anotar

O eleitor do centro se apresenta de modo fragmentado na pesquisa Datafolha, com leve preferência por Lula. Numa escala ideológica de 1 (extrema esquerda) a 7 (extrema direita), os pesquisados que estão no nível 4 (centro) dão ao presidente 29% das intenções de voto, contra 20% para Flávio Bolsonaro. O senador vem tentando se colocar como “moderado”, diferente do pai, mas não tem dado certo. Os que se apresentam como “terceira via” patinam entre os moderados. Ronaldo Caiado (PSD) obtém 6% no grupo e Romeu Zema (4% também) consegue índices modestos. O resto é o resto.

Pérola

“O Haddad está na frente na capital e na região metropolitana. Simone Tebet, Marina Silva e Márcio França têm que estar bem encaixados na chapa. O que eu defendo? Dois para o Senado e um para vice. Será uma chapa potente”,

de José Guimarães (Relações Institucionais), feliz com os 47% de intenções de voto para Lula na pesquisa.

Michelle na vice

O escândalo que abalou a candidatura de Flávio Bolsonaro não convenceu, até agora, o ex-presidente preso a permitir que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro se prepare para entrar no páreo. Ele veta qualquer possibilidade de Michelle disputar a Presidência da República neste ano. Contudo, sob inspiração de Valdemar Costa Neto, presidente do PL, um grupo de aliados acha que ela “cairia como uma luva” na vice de Flávio Bolsonaro. Detalhe: os três enteados, Carlucho, Eduardo e o próprio Flávio, não gostam dessa ideia do pai. Preferem vê-la eleita senadora pelo Distrito Federal.

Resistência a Flávio 1

O olhar perdido e a distância que Sergio Moro manteve de Flávio Bolsonaro durante um pronunciamento dele na Câmara são mais que reveladores. Aos poucos, a candidatura do “01” começa a enfrentar focos de resistência dentro do próprio PL, e Moro é um deles. Flávio tem uma viagem a Curitiba marcada para a próxima sexta-feira, dia 29, quando se encontrará com Moro e Filipe Barros, aliado do ex-ministro da Justiça e candidato ao Senado pelo PL. A princípio, o roteiro traçado previa uma declaração de ambos em apoio a Flávio. No entanto, a revelação das relações promíscuas com Daniel Vorcaro deverá provocar rasuras no script.

Resistência a Flávio 2

Moro está reticente em se manifestar formalmente a favor da candidatura de Flávio à Presidência. O ex-juiz já confidenciou que, à luz dos novos fatos, não está disposto a entrar na batalha sanguinolenta entre Lula e os Bolsonaro. Ele pode até bater no presidente da República — afinal, para os seus, sempre terá capital político para dizer “eu coloquei o Lula na cadeia” —, mas não pretende fazê-lo na posição de backing vocal para o clã Bolsonaro. Moro está numa posição confortável no Paraná. Lidera com folga todos os cenários para o governo estadual e já consolidou apoio do eleitor bolsonarista.

Investidor assediado 1

Em negociações para comprar a SAF do Vasco, Marcos Lamacchia virou o dono do cheque mais assediado do futebol brasileiro. Além de Botafogo e Fluminense, que o procuraram nos últimos meses, Santos e Santa Cruz também fizeram sondagens junto a Lamacchia. Paulistas e pernambucanos estão na fase de garimpar investidores. O clube paulista ainda joga no primeiro tempo: ainda não aprovou seu novo estatuto. O Santa Cruz quase vendeu 90% da SAF ao consórcio Cobra Coral, mas as tratativas foram encerradas. Tanto no Santos quanto no Santa Cruz, os milhões de Lamacchia viriam a calhar.

Investidor assediado 2

Marcos Lamacchia é filho de José Roberto Lamacchia, dono da Crefisa, e de Júnia, uma das herdeiras de Aloysio Faria, fundador do Banco Real. Seu avô, um dos banqueiros mais míticos do país, figurou entre as 20 maiores fortunas do Brasil. Além da linhagem, não há muita clareza sobre os negócios de Marcos Lamacchia. Pesquisa realizada sobre os 40 maiores veículos jornalísticos não fez nenhuma menção a ele ou à sua gestora, a Blue Star. Há quem aposte, contudo, que ele estaria comprando a SAF do Vasco como front de seu pai e de sua madrasta, Leila Pereira, presidente do Palmeiras.

Mistura Fina

A semana começou no governo com a certeza de que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), vai pisar no freio na PEC que pode acabar com a jornada de trabalho de 44 horas semanais, a escala 6x1. Como as festas juninas esvaziam o Congresso, a aposta é que, entre o recesso de meio de ano e as eleições, o senador só coloque o item para votação após o período eleitoral, ou seja, com sorte, em novembro ou dezembro.

Lula parece ter esquecido que o Congresso é bicameral e ignorou a reunião no Planalto. Alcolumbre não deve atuar ativamente contra a PEC, mas o texto deve seguir o fluxo normal e sem pressa para o relator. O texto deve sofrer alterações no Senado, e o prazo de transição para a mudança é ponto de divergência entre os parlamentares. Na Câmara, Hugo Motta aceitou o projeto e marcou sessões deliberativas às sextas-feiras, o que é mais do que raro.

Decretos de Lula fixando controle do seu governo sobre conteúdos das redes sociais, roubando prerrogativas do Congresso, reforçam a omissão dos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara, Hugo Motta. Eles poderiam reagir à iniciativa autoritária de Lula com instrumentos democráticos em defesa das instituições, anulando a norma, mas mantêm silêncio. Advogados advertem que o decreto é grave risco à liberdade de expressão.

Tem sido recorrente no regime (Lula e aliados no STF) desqualificar e neutralizar o Legislativo, como se houvesse a ideia de torná-lo dispensável. Essa suposta paralisia esvazia o papel do Legislativo, reduzindo-o a coadjuvante do Planalto e do Supremo. O decreto autoritário obriga as plataformas a estabelecer a autocensura, ferindo a internet livre.

In - Exercício: Burpee
Out - Exercício: Jump Squat 

CLÁUDIO HUMBERTO

"Foi ele [Lula] que te enrolou"

Ronaldo Caiado (PSD), pré-candidato ao Planalto, sobre o programa Desenrola

27/05/2026 07h00

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

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PL avalia trocar pré-candidatura de Cláudio Castro

Alvo de duas operações da Polícia Federal em menos de 15 dias, Cláudio Castro é taxado como “eleitoralmente tóxico” pelos colegas do PL, que já iniciaram movimento para retirar o nome do ex-governador do Rio de Janeiro da lista de pré-candidatos ao Senado. Eventual troca não é exatamente uma crise no partido, que tem vários nomes com potencial de votos para levar a cadeira. Circulava nos corredores do partido que a batida da PF ontem (26) implodiu as chances de Cláudio Castro.

Um na mão

Com poucas chances de levar o governo do Rio, o partido tenta manter influência no estado e não quer arriscar ficar sem cadeira no Senado.

Eu de novo

Carlos Portinho, senador em fim de mandato e preterido na disputa, iria disputar a Câmara, mas já se articula para tentar voltar ao jogo.

Na disputa

Outros que também são lembrados para a vaga são os deputados federais Sóstenes Cavalcante e Carlos Jordy.

Costas quentes

Márcio Canella, presidente do União Brasil e eleito prefeito de Belford Roxo, é o outro nome que vai ter o apoio de Flávio Bolsonaro na disputa.

Acordo’ no TCU prevê dispensa de multa milionária

Acordo em fase final no Tribunal de Contas da União chama atenção da agência reguladora Aneel e do Ministério Público Federal. Atropelando a Aneel, que defendeu a caducidade de cinco concessões do Grupo MEZ Energia obtidas há mais de cinco anos, o acordo no TCU pretende uma “solução consensual” do qual a Aneel não quis participar. O processo tem a relatoria de Augusto Nardes. A MEZ venceu o leilão de lotes com descontos agressivos, superiores a 66% de deságio, mas não conseguiu investimentos para executar as obras associadas aos cinco contratos.

De pai para filho

Na “solução consensual” esperta na pauta do TCU de quarta (27), multas de R$186 milhões cairiam para R$38 milhões, com 26 anos para pagar.

Só coisas estranhas

A correção da Receita Anual Permitida (RAP), proposta pela própria MEZ, garante aumento de receita de 142%, suficiente para a multa.

Leilão beneficente

A Aneel não concorda com a correção da RAP, que na prática derruba o deságio na proposta vencedora para 28%, e põe a MEZ em oitavo lugar.

Haverá repeteco

Eduardo Girão (Novo-CE) não vê brecha para Lula reenviar indicação de Jorge Messias ao STF este ano, prática vedada pelo regimento interno do Senado. O senador avisou: “se indicar, vamos derrotar novamente!”.

Onde estou?

A cada dia, Lula (PT) sugere que não saber o que diz. Após defender a escala “6 por 2”, que não existe, expôs conceitos misóginos afirmando que a vida da mulher é “mais grave” porque “tem que lavar louça, lavar banheiro, lavar roupa, cuidar das coisas”. Feministas nem abrem a boca.

Burocracia natural

Rosangela Moro (PL-SP) aponta como é “curioso” a PF ter dito ao STF que é “burocracia” a troca de comando no caso Lulinha. “Se fosse caso de opositores, seria tratada com a mesma naturalidade?”, pergunta.

Olha o golpe

Para Ronaldo Caiado (PSD), o aperto das famílias brasileiras tem um responsável: Lula. “Liberou crédito, incentivou o endividamento e depois cobrou taxas de juros impagáveis. É golpe em cima de golpe”.

Entra e sai

Vai ter mudança na bancada do Ceará na Câmara. Como o TSE anulou os votos de Heitor Freire (União Brasil), na sexta (29) terá recontagem. A vaga deve ir para Priscila Costa (PL) ou Ronaldo Martins (Republicanos).

Estranha demora

“O que estão esperando para aplicabilidade das leis contra Lulinha, filho do Lula? Buscas e apreensões, aprender passaporte, prisão, chamar para depor, tabelas com a velha mídia? Por que não há vazamento de informações?”, pergunta o pré-candidato a senador Carlos Bolsonaro.

Mundo real

Maurício Marcon (PL-RS) diz que eventual aprovação do fim da escala 6x1 terá impacto financeiro para a população. Diz que o custo não será pago “pela fada do dente”, mas pelo contribuinte.

Outro foco

Mais de 60% das exportações de petróleo bruto da Petrobras agora se destinam à China, enquanto as exportações para os EUA teriam caído de cerca de 60 mil barris por dia para zero, em março, diz a Al Jazeera.

Pensando bem...

...trocar delegado agora é “normal”, tanto quanto existir investigação.

PODER SEM PUDOR

Cláudio Humberto

Parente e parceiro

O deputado Manuel Gilberto fazia oposição sem tréguas ao governador Moura Cavalcanti ("no Nordeste, quem não é Cavalcanti é cavalgado", dizia), em Pernambuco, e sempre dava um jeito de mostrar intimidade com a obra de Eça de Queiroz. Certa vez, ao responder a aparte do colega Maviel Cavalcanti, primo do governador, ele ironizou:

- Vossa Excelência tem mesmo que defender esse governo, porque, tal qual um personagem de Eça, o deputado é parente, patrício e parceiro.

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