Colunistas

Giba Um

"Eu acho que tem muitas questões que ele mesmo (Flávio) precisa explicar...

...Eu acho que a população está vendo aí esse escândalo do Banco Master, que é uma coisa que agride a sociedade como um todo. Tudo tem que ser muito bem explicado", de Tarcísio de Freitas, sobre a relação Flávio-Vorcaro

Continue lendo...

Uma das empresas de Karina Gama, que produziu o filme “Dark Horse” sobre Jair Bolsonaro, registrou crescimento de 1.180% entre as eleições de 2020 e 2024. Além de dona da Go Up Entertainment, que fez o filme, Karina também é sócia da G07 Assessoria. A empresa estreou no circuito eleitoral em 2020, em uma modesta campanha de vereança.

Mais: na campanha para vereadora de Patrícia Alonso (Rep-SP), que não foi eleita, a produtora recebeu R$ 13.352,45. Em 2022, foram R$ 67 mil nas campanhas de Mário Frias (R$ 54 mil), não eleito deputado estadual ambos do PL- SP. Nas eleições de 2024, a empresa faturou ainda mais com políticos: foram R$ 171 mil em duas campanhas para vereador.

Inspirada na avó

A Mondepars, que acaba de completar dois anos, lançou sua nova coleção de inverno, com Sasha Meneghel optando por transformar suas memórias afetivas em moda. O desfile aconteceu na quarta (27), na Arca, situada na Vila Leopoldina, em São Paulo, e traz como inspiração a história de sua avó materna, Alda Meneghel, que era costureira, pintora e uma rica fonte de criatividade para a família. Esta coleção é uma homenagem ao mundo artístico e artesanal de Alda, famosa por ter criado muitos dos figurinos icônicos do início da carreira de Xuxa Meneghel. Foi também ela quem apresentou Sasha ao mundo da arte. “Ela fazia de tudo: pintura, costura, biscuit, papel machê. Era uma arte muito livre.” Sasha relembrou ainda as brincadeiras da infância no ateliê improvisado da avó: “Eu mexia nas criações dela, e ela dizia: ‘Agora é que está bonito’”. O desfile trouxe referências sutis à vida de Alda, incluindo ombreiras, botões sofisticados e detalhes que refletem diferentes fases de sua vida, tudo dentro da estética minimalista da marca. A cenografia, elaborada por João Lucas e Ana Arietti, recriou a atmosfera da primeira casa da família em Santa Rosa, no Rio Grande do Sul. O evento contou com a presença de várias celebridades. Além dos pais de Sasha, Xuxa Meneghel e Luciano Szafir, e de seu marido, João Lucas, estavam Bruna Marquezine, uma das melhores amigas de Sasha; Manu Gavassi; a skatista e artista Karen Jonz.

Apoio de Trump ficou na vontade

Não tem declaração de nada apoio, como não deveria ter, não poderia ter. Jamais pediria que isso acontecesse”. Era Flávio Bolsonaro garantindo que não pediu o apoio de Donald Trump à sua candidatura, nem que o presidente americano sinalizou que poderia apoiá-lo. Ou seja: Flávio ficou na vontade. Chegou a imaginar que Trump faria isso até mesmo em homenagem a seu pai, Jair Bolsonaro, hoje doente e em prisão domiciliar. O americano perguntou sobre o ex-presidente; Flávio disse que o pai lhe havia mandado um abraço, mas não ganhou o abraço presidencial de volta. Aliados avaliam que a imagem de Flávio ao lado de Trump, no Salão Oval, fortalece o filho “01” de Bolsonaro no momento em que a pré-campanha enfrenta pressão crescente na própria direita e passou a conviver com discussões sobre alternativas, como a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Flávio pediu a Trump que classifique as facções criminosas brasileiras, como PCC e CV, como organizações terroristas e fez outros comentários. Resumo da ópera: nada que signifique mais percentuais nas pesquisas.

Não acrescenta

Analistas de plantão acham que a foto de Flávio, de um lado de Trump, e Eduardo Bolsonaro, do outro, além de Paulo Figueiredo atrás da cadeira do presidente americano (eles cavaram uma boquinha, mas não abriram a boca), não acrescenta nada, em especial, ao pré-candidato ao Planalto. Eduardo está em baixa no Brasil, não será candidato a nada e apenas sonha em virar “chanceler” de um suposto governo do irmão. Figueiredo não traz nem um voto a mais. E pior: Flávio não conseguiu uma sala na Casa Branca para falar com jornalistas — o pedido foi negado. Teve de arrumar um local fora de lá, decepcionando muitos profissionais.

2   290526_1

Sustentabilidade com humor

Quando existe estratégia e criatividade, até meme vira campanha de sucesso. A Globo alcançou isso ao combinar elementos do passado e do futuro em sua nova proposta de sustentabilidade, colocando William Bonner e Bia Reis no centro das atenções. A emissora reinterpretou o icônico meme da “latinha” de Bonner, que se tornou popular nas eleições de 2022, e agora a brincadeira representa a redução do uso de plásticos descartáveis. Bia, por sua vez, reviveu um dos momentos mais memoráveis do Big Brother Brasil 24, usando um acessório inspirado em um traje feito de saco de lixo, provando que a criatividade pode ser uma aliada da consciência ambiental. No comercial, os dois falam sobre reaproveitamento, reciclagem e sustentabilidade de maneira leve e divertida. O auge acontece quando a latinha ressurge nas mãos de Bonner. Bia, então, finaliza com uma dose de humor: “Uma latinha e um William Bonner já são o bastante”, dando vida nova ao meme que conquistou a internet.

1   290526_2_1

"Beleza pura"

De volta à presidência da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf vem provocando as mais diversas reações diante da exibição dos resultados de trechos de transplante capilar e harmonização facial — jovialidade, contorno e harmonia dos traços, segundo especialistas. Nos olhos, retirou excessos da parte superior e bolsas, além do aumento da região da testa até metade da cabeça. Novos cabelos ocupam a parte superior e áreas laterais, agora sem costeletas. Aliados mais próximos batizaram o resultado de “Beleza pura”.

Apoio improvável

Dirigentes da federação União Brasil-PP consideram improvável o apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro depois da divulgação da relação dele com Daniel Vorcaro. Bater o martelo, só em julho, dependendo do surgimento de novos fatos que aumentem o desgaste do senador, fora a força de Lula no Norte e Nordeste. A federação quer saber onde foi parar o dinheiro do filme e, especialmente, em que bolso. Também aguarda saber o que Flávio conversou com Daniel em longa reunião, quando anunciou que “ia zerar tudo”. Acham que essa expressão não quer dizer nada.

Pérola

“Eu acho que tem muitas questões que ele mesmo (Flávio) precisa explicar. Eu acho que a população está vendo aí esse escândalo do Banco Master, que é uma coisa que agride a sociedade como um todo. Tudo tem que ser muito bem explicado”,

de Tarcísio de Freitas, sobre a relação Flávio-Vorcaro.

R$ 278 mil em comilança

Entre uma votação e outra, bem perto do Plenário, a boca livre rola solta nas lideranças partidárias. Não correm o risco de fazer “vaquinha” e bancar os próprios quitutes: empurram a conta para o contribuinte. Podemos, PSD, PSOL, Solidariedade, União Brasil, Progressistas, PSDB e PT foram os partidos que serviram banquetes ao custo de R$ 278 mil. O maior gasto vem do PT, que torrou, de fevereiro até agora, R$ 75.790 em canapés. Em março, foram mais R$ 33.735 gastos com buffet. O União Brasil vem logo atrás: gastou R$ 55.250 entre fevereiro e abril.

Recusas à extradição 1

A decisão da Corte de Cassação de Roma, última instância da Justiça italiana, de rejeitar o pedido de extradição da ex-deputada Carla Zambelli, feito pelo governo brasileiro, soma-se a pelo menos outros quatro casos de relevância em que governos estrangeiros se recusaram a mandar de volta ao Brasil figuras da direita brasileira.O primeiro foi o jornalista Allan dos Santos (EUA); depois, outro jornalista, Oswaldo Eustáquio (Espanha); Jorge Borges Corrêa, condenado pelo 8 de janeiro, que ganhou refúgio político na Argentina; e o ex-deputado Alexandre Ramagem (EUA).

Recusas à extradição 2

No caso de Allan dos Santos, os crimes apontados contra ele no Brasil seriam considerados “crimes de opinião”, que não existem por lá. A Audiência Nacional da Espanha entendeu que o pedido brasileiro contra Oswaldo Eustáquio tinha “evidente conexão e motivação política”. Em março, Joel Corrêa, com pena de 13 anos, tornou-se o primeiro condenado pelo 8 de janeiro a ganhar status de refugiado na Argentina.

Verde e amarelo

No encontro com Trump, Flávio Bolsonaro usava uma gravata de listras verde e amarelo, como Lula faz há anos em ocasiões especiais. Na entrevista, resolveu atacar o presidente brasileiro: “Enquanto o Lula cai de joelhos, rastejando, para implorar ao presidente americano, Trump, que não declare organizações criminosas, como PCC e CV, como terroristas, eu faço o contrário. Fui fazer exatamente esse pedido a ele”. Uma interferência de Trump, inclusive com gesto de tomar partido, seria um dos temores de Lula. E Flávio também não ganhou elogios parecidos com os que Trump ofereceu ao petista: “um bom homem”, “cara inteligente” e “presidente dinâmico”.

Queria escapar

Até integrantes do PL e mesmo bolsonaristas apostavam que o que Flávio Bolsonaro queria com sua viagem aos Estados Unidos, e ao conseguir falar com Trump (graças ao esforço de assessores de Marco Rubio), era mesmo sair da cena da dinheirama que levou (parte dela) de Daniel Vorcaro. Do lado de cá, acontecia nova busca de provas de um esquema de Cláudio Castro com o Banco Master. Ao citar nova busca, o ministro André Mendonça apontou “vínculo pessoal estreito” entre Daniel e Castro, que permitiu “encontros frequentes” no Brasil e no exterior. Já se sabia que o rombo da Previdência enterrou quase R$ 1 bilhão no Master. Agora, descobriu-se que outros R$ 2 bilhões sumiram.

Mistura Fina

O encontro-relâmpago de Flávio com Trump ficou longe dos recentes encontros do republicano com Lula, que foram oficiais, com direito a almoço e três horas de conversa. E a reunião do filho “01” de Bolsonaro com Trump ocorreu também em um momento no qual o presidente americano era pressionado internamente pelo Congresso e buscava se apoiar em meio a uma crise de prestígio internacional.

O decreto de Lula que regulamenta o Marco Civil da Internet deu um “superpoder” ao advogado-geral da União, Jorge Messias, que teve o nome barrado para uma vaga no Supremo. A medida diz que a AGU notificará as big techs quando publicidade enganosa ou fraudulenta estiver relacionada a políticas públicas. A AGU diz que não há “superpoder” e que Messias vai continuar fazendo a defesa das políticas públicas. Segundo o órgão, o trabalho é feito sob demanda, quando há desinformação deliberada.

Enquanto Neymar Jr. festeja a ida à Copa do Mundo, Neymar Pai esfrega as mãos e já faz cálculos sobre a prosperidade que virá a reboque da convocação. Logo depois da grande cena promovida pela Confederação Brasileira de Futebol no Museu do Amanhã, o que se ouvia é que o jogador já tinha dois grandes contratos de publicidade engatilhados, um deles com uma plataforma de bets. Faltava apenas a confirmação de sua presença no Mundial para assinar.

A convocação poderá render a Neymar receitas adicionais com publicidade superiores a R$ 150 milhões. Além de novos contratos, a ida à Copa do Mundo deve destravar bonificações de acordos já em vigor, a começar pelo patrocínio da Puma, que rendeu ao atleta ganhos fixos anuais de 25 milhões de euros.

In – Chá de gengibre
Out – Chá de cúrcuma

Giba Um

"A Defesa é precaríssima. A Defesa brasileira é incompatível com o tamanho e...

...as potencialidades do Brasil. Nós não temos defesa. Eu digo o que a sociedade precisa saber. Muita gente pensa que nós temos como nos defender; nós não temos", disse José Múcio, ministro da Defesa, sobre eventuais agressões ao país

05/06/2026 06h00

Giba Um

Giba Um Foto: Reprodução

Continue Lendo...

Parte da esquerda já se mobiliza para encontrar nomes para ocupar o vácuo de poder que será deixado por Lula, que completa 81 anos em outubro, a partir de 2030. Uma das citadas é a ex-deputada Manuela d'Ávila (RS), pré-candidata ao Senado pelo PSOL.

Mais: Manuela foi vice de Fernando Haddad na campanha presidencial de 2018 e possui predicados elogiados pelos progressistas. É popular na Região Sul, onde a esquerda tem encontrado dificuldades para crescer diante do avanço do bolsonarismo.

Giba Um

Uma lição de Vida

A jornada de Paulo Gustavo recebeu uma emocionante homenagem nos palcos com o musical "Meu Filho é um Musical", apresentado para convidados na terça-feira (2), no Teatro Multiplan, no Rio de Janeiro. A peça, idealizada por Déa Lúcia e Ju Amaral, mãe e irmã do humorista, revisita momentos importantes de sua vida, desde a infância em Niterói até o sucesso que o transformou em um ícone querido por milhões. Com uma mescla de música, humor e emoções profundas, o espetáculo não apenas celebra a trajetória do artista, mas também destaca a influência duradoura que ele exerceu sobre a cultura brasileira. No palco, Pierre Baitelli e João Pedro Chaseliov representam Paulo Gustavo em diversas fases de sua vida. Durante a estreia, Thales Bretas, que foi casado com Paulo Gustavo de 2015 até a morte do ator, destacou a significativa mensagem que a peça transmite ao público: "O aprendizado de uma pessoa que batalhou, que chegou onde quis com muita determinação, que tinha muito talento, muito humor. O aprendizado de não desistir, de que coisas tristes acontecem, mas que a arte transforma. Muita coisa. Acho que tem muitas lições por aí para aprender." Para Thales, o legado de Paulo continua inspirando pessoas, especialmente em lares homoafetivos e na comunidade LGBT+. Entre os convidados estavam Fátima Bernardes, Angélica e Luciano Huck, Ingrid Guimarães e Emanuelle Araújo.

Tarifaço de volta: Flávio sabia antes

Há dias, depois de uma reunião com Trump, no Salão Oval da Casa Branca, quando levou junto o irmão Eduardo Bolsonaro e o influenciador Paulo Figueiredo, o pré-candidato ao Planalto, Flávio Bolsonaro, reuniu-se também com o vice-presidente J.D. Vance, e com o secretário do Estado Marco Rubio, com quem também tirou fotos. Na ocasião, falando sobre a transformação do PCC e do CV em "terroristas", Flávio teria sido informado da intenção de impor um novo tarifaço ao Brasil. De volta ao Brasil, o filho “01”do ex-presidente Bolsonaro informou seu pai sobre o que ouvira de Rubio, mas teriam preferido não passar adiante. Na sequência, Flávio teria preparado uma carta ao próprio Rubio, pedindo que não aumentasse as tarifas sobre o Brasil. Foi o primeiro a enviar o pedido porque já havia redigido o conteúdo, mas não obteve resposta. Do lado de cá, garantiu que eles não haviam conversado sobre o tarifaço.

"Patriotas de verdade"

Em sua carta a Marco Rubio, que muitos apostam não ter sido enviada (uma cópia foi exibida nas redes sociais), Flávio Bolsonaro diz que "fez um pedido direto aos EUA para não taxarem as empresas brasileiras, que já são absurdamente taxadas pelo governo Lula. Os empreendedores já estão sufocados de tanto imposto, burocracia e perseguição". Os petistas contra-atacaram ao emplacar a expressão "Tariflávio" nas redes sociais. Para quem tem memória curta: há menos de um ano, o próprio Flávio declarou que "patriotas de verdade" deveriam celebrar o primeiro tarifaço contra o Brasil. Apostava na sabotagem econômica para livrar o pai da cadeia.

Giba Um

Demonstração de carinho

A Princesa de Gales, Kate Middleton, e o Rei Charles participaram do evento Cancer Research UK, em Londres, voltado à conscientização e à pesquisa sobre o câncer. Kate Middleton demonstrou um lado carinhoso e pouco comum ao se referir ao Príncipe William durante o evento. Enquanto conversava com o cantor Ronan Keating e sua esposa, Storm, recebeu elogios sobre o marido. Quando Storm disse que William era "um verdadeiro cavalheiro" e Ronan expressou sua admiração por ele, a princesa retribuiu com um sorriso, afirmando: "Eu também." Em outro momento emocionante, Kate conversou com Sebastien Bowen, viúvo de Deborah James, que agradeceu pelo apoio que William ofereceu a seus filhos após a morte da mãe. Com orgulho, Kate comentou: "Ele é bom nisso." As declarações chamaram atenção por romperem a habitual reserva da família real, expondo o carinho e a admiração que a princesa sente pelo marido. O evento também contou com a presença da Rainha Camilla, além do Duque e da Duquesa de Gloucester.

Giba Um

Prêmio de consolação

A desistência de Rodrigo Pacheco (PSB-MG) de concorrer ao governo de Minas Gerais e sua anunciada saída da política não fecham outra porta: o Tribunal de Contas da União (TCU). Há articulações de Davi Alcolumbre, presidente do Senado, para arrumar uma cadeira em razão da antecipada aposentadoria de Bruno Dantas, alçado ao posto de ministro em uma das vagas destinadas à indicação do Senado. Ele é cria do MDB, que já topou a substituição. Pacheco evita fechar a porta do TCU, onde pode até dar muita dor de cabeça para Lula.

Trocou de enforcado

Quando explodiram as informações sobre os 25% de tarifa geral sobre produtos brasileiros, Lula saiu na frente chamando os filhos do ex-presidente Bolsonaro de "vendilhões da pátria": "Foram pedir para que um país estrangeiro se intrometesse nas decisões brasileiras. São traidores. Por menos do que isso, Joaquim Silvério dos Reis, que delatou Tiradentes, foi enforcado." E cometeu um tropeço e tanto: enforcado não foi Silvério dos Reis, mas o próprio Tiradentes. Nas redes sociais, a troca ganhou os mais diversos comentários, e o pessoal da oposição escreveu que "Lula fugiu da escola" (ele cursou apenas o ensino primário).

Pérola

“A Defesa é precaríssima. A Defesa brasileira é incompatível com o tamanho e as potencialidades do Brasil. Nós não temos defesa. Eu digo o que a sociedade precisa saber. Muita gente pensa que nós temos como nos defender; nós não temos”,

disse José Múcio, ministro da Defesa, sobre eventuais agressões ao país.

Material radioativo

O escândalo do Banco Master tem provocado uma verdadeira corrida de políticos, incluindo Ciro Nogueira, que há duas semanas virou alvo da PF, aos tribunais para se afastarem de Daniel Vorcaro, figura bajulada por poderosos no passado, mas agora considerada radioativa para quem precisa de votos para renovar seus mandatos. Pelo menos 12 autoridades já moveram processos de remoção de publicações nas redes sociais sobre relações com o Master e Vorcaro, alegando danos à imagem. Na lista estão Jair Bolsonaro, Rui Costa e Gleisi Hoffmann, além de deputados do PT, PL e Centrão. Na maioria dos casos, a Justiça retirou as postagens do ar.

Férias nos Alpes

O senador Ciro Nogueira (PP-PI), o mesmo que, segundo a PF, recebia pagamentos mensais de Daniel Vorcaro entre R$ 300 mil e R$ 500 mil, ficou hospedado por 13 dias nos Alpes Franceses durante o mês de janeiro do ano passado, com despesas pagas pelo banqueiro do Banco Master. A informação foi revelada pela revista Piauí, que relata ter acessado "mais de sessenta páginas" do relatório da Polícia Federal sobre a apuração do caso. O custo total da viagem foi de R$ 1.849.201,00. Nogueira e sua companheira ficaram hospedados em um hotel de alto padrão em Courchevel, estação de esqui de luxo.

Licença para encanador

O ex-presidente Jair Bolsonaro pediu ao Supremo autorização para receber um encanador, a fim de fazer reparos em sua casa, no Condomínio Solar de Brasília. O pedido foi parar nas mãos do relator Alexandre de Moraes. A defesa alega que o encanador iria realizar reparos em um vazamento hidráulico, manutenção de esquadrias, vistoria de equipamentos e instalações na área do imóvel, além de outros consertos. Uma semana depois de deixar o hospital, Bolsonaro foi internado novamente para uma cirurgia no ombro direito e continua com soluços, fadiga e momentos de dor.

"Tiro ao Pix"

Analistas de plantão acham que a tentativa de Trump de embargar ou limitar o uso do Pix, na base da ameaça, trata-se de um daqueles assuntos que podem implodir uma candidatura, no caso, a de Flávio Bolsonaro. Não foi por outra razão, como salienta Vera Magalhães em sua análise, que o filho de Jair correu para mostrar ofício, carta, sinal de fumaça, tudo o que pudesse dissociar a mesma reunião do anúncio de um novo tarifaço e de uma eventual ofensiva contra o meio de pagamento queridinho dos brasileiros. Todo mundo usa, todo mundo gosta, ninguém imagina viver sem.

Dados defasados

O desmatamento ilegal foi um argumento central na investigação do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) para a proposta de um novo tarifaço de 25% contra produtos brasileiros. O documento, porém, cita dados defasados e ignora recentes reduções nas taxas de corte de árvores. Além disso, destaca que o desmatamento no Brasil atingiu um pico em 2021, justamente na gestão de Jair Bolsonaro, quando houve recordes de crimes ambientais na Amazônia. Detalhe: dados técnicos comprovam que o Brasil redobrou a fiscalização e reduziu o desmatamento em todos os biomas, e isso foi apresentado ao governo americano.

Mistura Fina

Analistas de plantão relatam que vem de ativistas de esquerda alinhados ao governo o "espetáculo mais patético", justificando o fato de o governo Lula não agir contra organizações criminosas. Parecem viver uma Síndrome de Estocolmo: defendem, justificam ou minimizam as mesmas gangues que aterrorizam a população. Mal disfarçam fascínio pelos que, nas periferias e favelas, exercem o poder com eficiência brutal. Para eles, criminosos são vítimas da "desigualdade", nunca os algozes.

E mais: soberania não é discurso contra os Estados Unidos; é a capacidade de controlar o território, proteger o povo e impedir que o crime substitua o poder público. Facções controlam rotas de drogas, impõem toque de recolher, recrutam crianças, dominam penitenciárias e até financiam campanhas eleitorais. O governo Lula não age porque, pelo que se vê, não quer. Prefere narrativas e rejeita ajuda externa não por patriotismo, mas por ideologia e conveniência.

A Previ não está depositando muita confiança nos planos da Prefeitura do Rio de Janeiro para a reurbanização e revitalização do Centro da cidade. O fundo de pensão colocou à venda seus principais imóveis na região. O pacote engloba 15 andares do Candelária Corporate, assim como três pavimentos do Edifício Rio Branco 1. A fundação procura comprador também para os dois andares que possui no Teleporto (Centro Empresarial Cidade Nova).

Ao todo, o lote está avaliado em cerca de R$ 190 milhões. A debandada da Previ do Centro do Rio é mais um movimento de redução do portfólio imobiliário do fundo. Na semana passada, a entidade acertou a venda das torres A e B do WTorre Nações Unidas, na Marginal Pinheiros, em São Paulo, para o JS Renda Imobiliária, ligado ao Safra. Além disso, também negocia a venda de sua participação nos shoppings ABC e Metrô Tatuapé, em São Paulo.

In – Plantas internas: bambu-da-sorte
Out – Plantas internas: palmeira de Madagascar

artigos

O novo impulso da corrupção: o Brasil sob o véu do sigilo e da impunidade

04/06/2026 07h15

Continue Lendo...

O Brasil parece ter ingressado em um ciclo perigoso de retrocesso institucional, em que o combate à corrupção, antes uma prioridade nacional, foi substituído por uma sofisticada engenharia de autoproteção dos poderosos. O que assistimos hoje não é apenas à sobrevivência das velhas práticas de desvio de recursos públicos, mas a um novo impulso da corrupção, blindado por uma impunidade institucionalizada e pelo uso estratégico do segredo de Estado, muitos dos quais por até 100 anos.

Historicamente, o País sofre com o dreno de recursos que deveriam financiar áreas vitais. Dados técnicos indicam que a corrupção consome anualmente cerca de R$ 250 bilhões ou o equivalente a 2% do PIB Brasileiro (R$ 12,5 trilhões). Esse dado é uma estimativa clássica utilizada em relatórios da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e da Transparência Internacional. 

Esse valor não é apenas um número contábil, ele representa o atraso no desenvolvimento e a manutenção da pobreza. No entanto, o agravante atual é o desmonte das ferramentas de controle. Sempre que uma investigação se aproxima de núcleos sensíveis do poder, a resposta é imediata: a decretação de sigilos centenários, a anulação de provas técnicas e o asfixiamento de órgãos de inteligência, como o Coaf, que teve seu orçamento e autonomia reduzidos drasticamente nos últimos anos.

O “véu do sigilo” tornou-se a ferramenta predileta para esconder o que o cidadão, que paga a conta, tem o direito de saber. A transparência, pilar da democracia, vem sendo sacrificada no altar da conveniência política.

O cenário é agravado pela insegurança jurídica: países com altos índices de impunidade deixam de crescer até 1,5% ao ano pela fuga de capital estrangeiro. A falta de transparência parece lembrar a frase basilar do ex-juiz da Suprema Corte americana Louis Brandeis (1856-1941): “A luz do sol é o melhor detergente”, em julgamento sobre corrupção.

O pior é que essa sombra parece agora se projetar sobre áreas do Judiciário que deveriam ser o último refúgio da moralidade pública. A proximidade de membros das altas cortes com o poder político e econômico cria um ambiente onde se tem a sensação de que o julgamento técnico dá lugar ao compadrio e onde decisões monocráticas frequentemente servem como “salvo-conduto” para figuras influentes.

A impunidade é o combustível da criminalidade. Quando o sistema judiciário falha em punir, ou quando se torna parte da engrenagem de proteção, o sinal enviado à sociedade é de que o crime compensa para quem detém conexões certas. Isso destrói a confiança nas instituições e condena o Brasil ao subdesenvolvimento. 

Para romper essa inércia, é preciso coragem para reformas estruturais:
1) Transparência absoluta: limitar drasticamente as hipóteses de sigilo em atos da administração pública;
2) Independência dos órgãos de controle: garantir autonomia orçamentária à Polícia Federal e ao Coaf;
3) Reformas no Judiciário: estabelecer limites rígidos para decisões monocráticas que paralisam investigações;
4) Fim do foro privilegiado (especialmente em casos penais): ninguém deve estar acima da lei em virtude do cargo que ocupa.

O Brasil não pode mais aceitar que a corrupção seja tratada como um “mal inevitável”. Enquanto o cidadão comum é cobrado por cada centavo de imposto, os poderosos se escondem atrás de togas e sigilos para manter privilégios espúrios. A prosperidade econômica só virá quando a impunidade deixar de ser a regra. É preciso que o Estado volte a servir ao povo, e não a uma elite que se julga intocável.

O Brasil, do alto de sua posição de destaque como 10ª maior economia do mundo, precisa escolher entre sua inclusão no rol de países evoluídos e democráticos ou retroceder para o regime de capitanias hereditárias do século 16, agora, sem rei.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).