Colunistas

CLÁUDIO HUMBERTO

"Estão provocando a volta do povo às ruas para muito logo"

Marcel van Hatten (Novo-RS) sobre o adiamento da instalação da CPMI do 8 de janeiro

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Subserviência a Lula faz Pacheco passar vergonha

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), tem apresentado conduta tão subserviente ao presidente Lula que já passa vergonha entre parlamentares.

A oposição atribui suas desculpas esfarrapadas, para postergar a CPMI dos Atos de 8 de Janeiro, às ordens do Planalto, que garantiu sua vitória na disputa pela reeleição.

Por alguma razão, a CPI mista inspira medo em Lula, cuja ordem é barrar a investigação. A atitude constrangedora rendeu a Pacheco, o roda-presa, o apelido de “enrolão”.

Poder de um só

O regimento garante a criação da CPMI, com assinaturas necessárias, e aguarda leitura no plenário. Mas Pacheco, o enrolão, segura como pode.

Em uma semana

No governo Bolsonaro, o ministro Luis Barroso ordenou a criação da CPI da Covid Pacheco cumpriu sem demora a ordem do STF.

Embromation

Após marcar a sessão do Congresso para 11 de janeiro, o presidente do Congresso desmarcou tudo e se embarcou no avião de Lula à China.

Desculpa II

Sob pressão, o senador roda-presa marcou sessão para esta terça (18), mas em poucos minutos a cancelou por alegada “falta de quórum”.

Lula cobra Haddad sobre comunicação da Fazenda

O presidente Lula se viu obrigado a desautorizar Fernando Haddad, ordenando o recuo de impor 60% de impostos sobre produtos de pequeno valor, comprados por milhões de brasileiros em sites chineses.

A decisão política permitiu a Lula lembrar ao ministro e ao secretário da Receita, Robinson Barreirinhas, quem é que governa. Lula reagiu com irritação quando viu Barreirinhas declarando na véspera que não abriria mão da taxação. Assessores acham “iminente” a saída do secretário.

Atenção, ‘gênios’

A intenção de Lula, recuando da taxação desses produtos, fez lembrar sua advertência para que “ideias geniais” sejam antes submetidas a ele.

O pior momento

A primeira surpresa da turma de Haddad, irritando Lula, foi anunciar a decisão hostil a empresas chinesas quando ele desembarcava na China.

Batendo cabeças

Haddad acusava site chineses de “contrabando” e “concorrência desleal” enquanto Lula e comitiva tentavam fazer negócios em Shangai e Pequim.

Zero à esquerda

O chanceler de enfeite Mauro Vieira levou cinco dias para obter “ok” de Lula e Celso Amorim, chanceler de fato, a fim de divulgar nota criticando a ditadura da Coreia do Norte pelo lançamento de míssil que desrespeita resolução do conselho de segurança da ONU, do qual o Brasil faz parte.

Desculpa de amarelo

Ao negar investigação da compra de móveis de luxo para a mordomia de Lula e Janja no Alvorada, Vital do Rêgo (TCU) citou os atos de 8 de janeiro. Mas a quebradeira foi no Palácio do Planalto e não no Alvorada.

Regalias ilimitadas

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) criou “auxílio creche” para juízes de todo o País, outro penduricalho que dribla o teto salarial. A regalia era pretendida por sindicalistas e negado honradamente pelo TJ-RS. Agora, suas excelências terão filhos sem preocupações: a despesa será nossa.

Derrota em casa

Marina Silva saiu derrotada em disputa interna pelo comando do próprio partido, o Rede Sustentabilidade. O grupo apoiado pela ministra do Meio Ambiente perdeu para a turma de Randolfe Rodrigues e Heloisa Helena.

Rio-24

No PL, não falta de gente de olho da Prefeitura do Rio de Janeiro se Flávio Bolsonaro desistir do pleito. Topam a empreitada o deputado federal Eduardo Pazuello e o ex-ministro da Defesa Walter Braga Netto.

Calote assombra chineses

O jornal Financial Times alerta para uma série de calotes que a China tem recebido de países mau-pagadores que receberam empréstimos chineses desde 2020. Quase US$80 bilhões tiveram de ser negociados ou estão em “default” (calote) apenas nos últimos três anos.

Minas-26

Atualmente deputado federal, Aécio Neves pode ser o escolhido do PSDB para disputar o governo de Minas Gerais, em 2026. O plano é trabalhar o nome do tucano e viabilizar Aécio para o pleito.

Mico simultâneo

Enquanto Lula propunha para o presidente da Romênia, Klaus Iohannis, “possibilidades de intercâmbio entre a Embrapa” e o país europeu, invasores do MST permaneciam nas terras da estatal em Pernambuco.

Pensando bem...

...no Brasil, tirar R$200 mil do Tesouro para móveis de luxo, tudo bem; o que não pode é fazer piadinha.

PODER SEM PUDOR

Sinceridade de político

Embaixador em Lisboa em 1985, o ex-chanceler Azeredo da Silveira convidou o senador FHC para almoço com diplomatas no restaurante Mônaco, à beira mar.

Lá pelas tantas, um deles perguntou ao político: “É verdade que o Senhor vai disputar a prefeitura de São Paulo?” Com um sorriso condescendente, FHC devolveu a pergunta: “Ô, meu filho, você acha que eu vou entrar numa fria de disputar uma eleição contra Jânio Quadros?” Entrou e perdeu.

CLÁUDIO HUMBERTO

"Não podemos mais conviver com o que estamos vivendo"

Ronaldo Caiado (PSD), ao prometer anistia aos condenados pelo 8 de janeiro de 2023

09/08/2026 08h01

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

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Mulher de Marcola teve aval para trabalhar no PT

A quase decorativa Comissão de Ética Pública da Presidência da República liberou Nicole Briones para trabalhar no PT, sem necessidade de respeitar a quarentena imposta aos que ocupam cargos estratégicos na administração pública.

Nicole era superintendente de Comunicação Digital e Mídias Sociais da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), mas também é casada com Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, agora ex-chefe do gabinete pessoal de Lula (PT). Problema resolvido.

Ano de ouro

Nicole foi convidada em 2025 para coordenar as mídias sociais do PT. Ela é dona da Matilha Comunicação, aberta no mesmo ano do convite.

Corrente

O processo foi relatado pelo conselheiro Bruno Espiñeira Lemos, que não viu conflito de interesse. Lemos foi nomeado por... Lula.

Colado em Lula

Marcola era um dos assessores mais próximos de Lula, até emprestava o celular ao presidente. Estava na campanha de reeleição do petista.

Fim melancólico

Marcola saiu da campanha após flagra de receber dinheiro de lobista amiga de Lulinha enrolada no caso INSS. Nicole não foi localizada.

Média das pesquisas ainda prevê empate técnico

Nos últimos dois meses, foram divulgadas 33 pesquisas eleitorais sobre o cenário de segundo turno para presidente da República. Em média, o atual presidente Lula (PT) lidera com 46% das intenções contra 42,1% do principal adversário, Flávio Bolsonaro (PL).

A média das margens de erro é de 2,1% para mais ou para menos, o que configura empate técnico entre os candidatos, cenário que se repete desde o início do ano.

Bem fora da curva

A CNT/MDA de meados de junho (BR-04256/2026) previu vitória de Lula por 12,5% de vantagem, mesmo com a margem de erro de 2,2 pontos.

Lado oposto

Levantamento Gerp (BR-03067/2026) do início de julho apontou vitória de Flávio por três pontos, com margem de erro de 2,2%.

Empate na prática

Pesquisa Nexus/BTG (BR-02874/2026) do início de agosto viu apenas um ponto separando os dois candidatos; Lula com 46% a 45% de Flávio.

É provocação

Mesmo com aprovação do Senado dos Estados Unidos para Daniel Perez ser embaixador do país no Brasil, Lula só deve andar com a avaliação do indicado de Donald Trump após o 2º turno das eleições. 

Pobre agro

Até o Produto Interno Bruto (PIB) do resiliente agronegócio brasileiro sucumbiu e registrou queda de 2% no primeiro trimestre deste ano. O levantamento é do Cepea em parceria com a CNA.

Pedras fundamentais

Ao confirmar Sanderson (PL) e Marcel van Hattem (Novo) candidatos no Rio Grande do Sul, Flávio Bolsonaro reforçou que a dupla terá papel central na formação da “maioria conservadora no Senado”.

Livramento

Sobre a decisão do governo Lula de rebaixar as relações diplomáticas com a Argentina, Flávio Bolsonaro disse o “próximo país a se libertar de projeto fracassado será o Brasil. A partir de 2027, voltaremos a tratar nossos vizinhos como sócios, não adversários ideológicos”.

Censura de incompetentes

Kim Kataguiri (Missão) criticou pedido de Janja para retirar a plataforma Discord do ar e questionou a atuação da primeira-dama: "quem votou nela?". Para o deputado federal, o país é “refém de incompetentes”.

Chega

Ronaldo Caiado, pré-candidato do PSD ao Planalto, diz que tomará uma série de medidas já no primeiro dia de um eventual governo. Entre elas, anistia aos presos pelo 8 de janeiro. Diz que é para pacificar o país.

Esperança de reabertura

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que um acordo sobre o Estreito de Ormuz é possível já na quarta-feira (12). A expectativa é que até um pré-acordo possa permitir a reabertura da via marítima.

Triste recorde

"Se você está endividado, a culpa é do Lula", acusou Flávio Bolsonaro ao comentar o recorde de endividamento das famílias brasileiras, que atingiu 82%. Para o candidato ao Planalto, “a conta não fecha”.

Pensando bem...

...tem casamento que é bom negócio.

PODER SEM PUDOR

Conta de somar

Homem sério, o líder mineiro Milton Campos nunca foi daqueles políticos que tentam explicar o inexplicável.

Ele perdeu para João Goulart, em 1960, a eleição para vice-presidente da República, que na época não era “casada” com a de presidente. Na expectativa de obter uma avaliação profunda do seu próprio insucesso, um jornalista provocou:

“Dr. Milton, por que o senhor perdeu?”. Encerrando a conversa mole, disse: “Perdi porque ele teve mais votos”.

 

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Arthur Maximilliano

A nova era dos dados: quando o empresário deixa o achismo para trás e passa a decidir com clareza

04/08/2026 00h03

COLUNISTA ARTHUR MAXIMILIANO

COLUNISTA ARTHUR MAXIMILIANO

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Durante muito tempo, o sucesso de uma empresa foi construído sobre a experiência e o famoso "faro" do empreendedor. A intuição sempre foi protagonista nas grandes decisões. Mas algo mudou — e mudou rápido.

Hoje, quem ainda aposta apenas na sensação corre o risco de ficar para trás, enquanto outros aprenderam a ler os sinais que os números deixam pelo caminho. Não se trata de abandonar a intuição. Trata-se de potencializá-la.

Bem-vindo à era da gestão orientada por evidências, onde o dado se tornou o novo instinto do líder.

Do achismo à clareza empresarial

Tomar decisões sem dados é como dirigir de noite com os faróis apagos. O carro até anda, mas cada curva vira uma aposta.

Os líderes que prosperam hoje são aqueles que transformaram números em narrativas reais. Eles sabem que cada gráfico revela um comportamento, cada indicador esconde (ou revela) uma oportunidade, e cada desvio traz um aprendizado valioso.

Não olham para uma planilha como algo frio ou técnico. Olham como quem lê o pulso da empresa — e transformam informação em ação.
Business Intelligence: o espelho fiel do seu negócio

Com o avanço do Business Intelligence e das ferramentas de visualização, ficou possível enxergar a empresa em tempo real. Hoje, você descobre onde o dinheiro entra, onde escapa e onde poderia render mais — tudo em um único painel.

Mas BI não é só tecnologia. É sobre fazer as perguntas certas:

Quais produtos realmente sustentam meu lucro?

Qual canal me traz clientes que ficam?

Qual time entrega mais com menos atrito?

Quando o dado responde, você para de adivinhar e começa a decidir de verdade.

A combinação entre razão e sensibilidade

O dado mostra o caminho. Mas quem escolhe a direção ainda é você.

A melhor liderança não é aquela que abandona a intuição — é a que a usa com inteligência. Intuição apoiada em dados deixa de ser palpite e vira estratégia. É nesse ponto que tecnologia e humanidade se encontram: o dado oferece o diagnóstico; o líder, o propósito.

Inteligência Artificial e o novo papel do gestor

Com a Inteligência Artificial, as empresas deixaram de apenas olhar para trás. Agora, elas antecipam o que vem pela frente. Sistemas identificam padrões, preveem quedas de receita, antecipam cancelamentos e até recomendam ações antes que o problema bata à porta.

Mas o verdadeiro diferencial está em quem interpreta o que a IA aponta. O dado mostra o que está acontecendo. A inteligência humana entende por que — e decide o que fazer a partir disso.

O dado como cultura, não como ferramenta

A empresa do futuro não será a que tiver mais tecnologia. Será a que ensinar sua equipe a pensar com base em dados. Quando cada pessoa, de qualquer área, entende o impacto real de suas decisões nos resultados, a empresa deixa de reagir e passa a planejar.

Decidir com dados é decidir com consciência. E consciência é a base da alta performance.
 

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