O assessor internacional do presidente (ex-chanceler em governo passado), Celso Amorim garante que o Brasil vai retomar relações com a Venezuela sem fazer condenações explicitas ao regime político do país vizinho.
Amorim acha que “o Brasil não vai dar lições a ninguém”. E emenda: “A gente vai favorecer a democracia pelo exemplo e pelo diálogo, como sempre fizemos”. O atual chanceler Mauro Vieira está com um pé atrás.
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Não ter controle
A cantora, compositora e atriz, Manu Gavassi, que acaba de completar 30 anos. Capa de duas revistas digitais (Rolling Stones e Boa Forma) ela confessou que sempre foi muito controladora.
“Eu sempre precisei ter muito controle das coisas para me sentir segura. Muito disso porque comecei ainda adolescente e, quando cresci, percebi que eu poderia não só opinar, mas eu poderia fazer e decidir tudo. Mas essa é minha promessa para esse ano, meu principal desafio: ficar um pouco mais calma e aprender até a beleza de não ter o controle”.
Manu ainda rebateu as críticas que tem trabalhado pouco, porque decidiu ficar menos ativa nas redes sociais.
“Eu fiz muitas coisas ano passado e desde que saí do Big Brother. Fiz uma série, Maldivas, fiz um filme na Amazon, o Me Sinto Bem Com Você, fiz o disco Gracinha, gravei um álbum visual pro Disney+. Isso sem falar de todos os projetos que ainda não saíram. Então é muito louco ouvir que eu não faço nada”.
Sobre ter que escolher entre atuar ou cantar foi direta: “Eu me sinto incompleta sem um dos lados. Eu nunca seria 100% feliz sendo só cantora, eu adoro inventar, ser outras pessoas, estudar e pegar personagens mais desafiadores”.
Auditoria da fraude
Jorge Paulo Lemann, Carlos Alberto Sicupira e Marcel Telles já escolheram o seu Judas. O comunicado publicado pelos jornais, na semana passada, joga a culpa na PwC (antiga PriceWaterhouseCoopers) pela fraude contábil na Americanas.
O trio demonstra estar disposto a transformar um parceiro de longa data no responsável por um dos maiores escândalos da história do mercado de capitais no Brasil. A PwC tornou-se uma espécie de “auditoria in house” tamanho o vínculo com as empresas de Lemann, Sicupira e Telles.
Audita também a Ambev, AB Inbev e Kraft Heinz. Na Kraft Heinz aceitou pagar US$ 62 milhões para encerrar investigação da CVM norte-americana por “irregularidades contábeis”. No Brasil, audita também a Burger King. O tempo vai dizer se a PwC tem culpa no cartório, por enquanto já tem “condenação prévia”.

Várias modelos sonham alto: em desfilar, posar e estrelar campanhas para grandes grifes. Só que algo inacreditável aconteceu e que deixou muita gente chocado. Sucesso no TikTok com mais de 600 mil seguidores e mais de 10 milhões de visualizações em 33 vídeos, Velveeta acaba de fechar contrato com a Burberry.
Tudo isso não seria estranho se a escolhida não fosse um caramujo. O molusco gastrópode terrestre chamou tanto a atenção do novo diretor criativo da grife Daniel Lee, que ele resolveu apostar na influencer gosmenta.
Em seu último vídeo na rede social ela aparece com uma réplica de uma bolsa da grife e foi visto por mais de 700 mil pessoas, com 54 mil curtidas e mais de 600 de comentários.
Dois chapéus
O Santander, onde Sérgio Rial era o chairman antes de assumir a Americanas, já avalia provisionar até 70% da dívida da rede varejista, que soma R$ 3,7 bilhões. Cerca de R$ 1,8 bilhão do valor se refere à modalidade do “risco sacado” para pagamento de fornecedores, justamente o terreno onde brotou a fraude da Americanas.
Rial, à propósito, usou por dez dias os chapéus de CEO da rede varejista e de chairman do Santander, cargo ao qual renunciou dia 20. Essa promiscuidade reforça o cuidado com o que o Santander precisa administrar na Americanas.

Numa agenda no Uruguai, na semana passada, Lula chamou Michel Temer de “golpista” (e o ex-presidente o exortou a descer do palanque e começar a governar), esquecendo-se de que tem como ministra do Planejamento outra “golpista” chamada Simone Tebet (quando senadora votou pelo impeachment de Dilma Rousseff) e também o vice e ministro do Desenvolvimento Geraldo Alckmin, também apoiador do afastamento da petista. Fora lista de políticos e partidos que apoiaram o impeachment e hoje integram o governo.
Risco de incêndio
A partir de eleição dos comandos da Câmara e do Senado, esta semana, o Congresso terá de dividir na primeira grande questão quanto à criação da CPI de 8 de janeiro.
A senadora Soraya Thronickle já tem as assinaturas necessárias. Rodrigo Pacheco avisa que, se eleito, lerá o requerimento imediatamente e Randolfe Rodrigues (Rede) terá de convencer a Casa a não instalá-la, como quer Lula.
O temor do governo é que a CPI se transforme, com décadas de atraso, no julgamento de militares não promovido na redemocratização – e que isso incendeie o clima, sobretudo no Exército.
ROMPER
A ministra dos Esportes, Ana Moser, avalia o rompimento da parceria entre a Pasta e o Instituto Dani Alves, ONG pertencente ao ex-jogador da seleção. A entidade recebe cerca de R$ 3,5 milhões por ano em repasses do governo federal.
Não é fácil: de um lado, o instituto desenvolve ações voltadas a crianças e adolescentes carentes; de outro, a contaminação do episódio de Barcelona, onde a acusação de estupro pesa contra o jogador. A pressão pelo rompimento vem de outras Pastas: 11 ministérios são ocupados por mulheres.
Sem comemoração
No primeiro mandato de Lula, entre 2003 e 2006, o comando do Exército resolveu exaltar a ditadura militar na “ordem do dia alusiva ao 31 de março de 1964”. A celebração do golpe militar foi coibida no governo de Dilma Rousseff em meio de atritos com generais do Alto Comando e retomada em 2019 por decisão de Jair Bolsonaro.
Agora, o mesmo Lula, em seu terceiro mandato está preocupado com a proximidade do aniversário do golpe, que completa 59 anos daqui a dois meses. Historiadores avaliam que a exaltação da data seria “totalmente inadequada” diante de fatos recentes.
MEMÓRIA
O golpe de 1964 foi oficialmente removido do rol de datas comemorativa das Forças Armadas em 2011, no primeiro ano do governo de Dilma Rousseff. Na ocasião, o então general da ativa Augusto Heleno foi proibido de fazer uma palestra, no dia do golpe militar, intitulada “A contrarrevolução que salvou o Brasil”.
O veto foi atribuído oficialmente ao Exército. No governo Bolsonaro, em que Heleno assumiu o GSI, a retomada de ordens do dia da celebração ao golpe foi determinada pelo próprio presidente.
Contra Janja
Nas últimas horas, a internet está cheia de fotografias de mulheres com montagens com o rosto de Rosângela da Silva, a Janja, primeira-dama do país, em diversas situações. É uma nova ofensiva de bolsonaristas para provocar Lula.
Enquanto isso, a lista de 1.500 convidados para a festa da posse, organizado por Janja, foi colocada em sigilo pelo governo. O Itamaraty também se recusa a detalhar as despesas totais com o evento. A justificativa é a mesma usada por Bolsonaro em outros tempos.
Nada de novo
Os primeiros tempos de João Carlos Camargo, do grupo Esfera, como CEO da CNN Brasil, contratado por Rubens Menin para enxugar a emissora (60% de funcionários demitidos e muitos trabalhando em casa, para onde levaram material eletrônico da TV), reformular o jornalismo e faturar mais publicidade (levantar a audiência é mais complicado), ainda não revelaram dados positivos.
E o fantasma do fechamento da CNN Brasil volta a rondar. William Waack e Márcio Gomes, atrações especiais, ganham R$ 250 mil cada um. No passado, a CNN deu um prejuízo de R$ 160 milhões (Menin pensava em lucrar R$ 30 milhões).
NO CHÃO
Ainda sobre emissoras dedicadas totalmente a jornalismo: a Jovem Pan News é objeto de investigação do Ministério Público Federal por divulgação de matérias antidemocráticas.
No dia 8 de janeiro, quando bolsonaristas golpistas quebraram prédios dos Três Poderes, em Brasília, a emissora foi ao chão em audiência, depois de defender o terrorismo praticado.
Ainda não se recuperou e está um tanto à deriva, depois de ter demitido metade de seu elenco de profissionais.
MISTURA FINA
O GOVERNO Lula pretende usar o BNDES, mais especificamente o Fundo da Marinha Mercante para um projeto de ressureição da indústria naval brasileira. A ideia é aumentar o orçamento do Fundo para empréstimos feitos pelo banco de fomento com recursos do FMM.
O governo quer estimular a produção de plataformas e equipamentos para instalação de eólicas offshore e usar o FMM para fomentar a renovação da frota de apoio à Petrobras.
ASSESSORES de Rodrigo Pacheco, que tenta se reconduzir na presidência do Senado, captou dois fatores na peregrinação do mineiro.
De um lado, o também candidato Eduardo Girão (Podemos-CE) pode levar a disputa para o segundo turno entre Pacheco e Rogério Marinho (PL-RN); de outro, Davi Alcolumbre (União-AP), cabo eleitoral de Pacheco, tem a desconfiança dos pares. O senador do Amapá quer apenas continuar presidindo a CCJ.
ANA Estela Haddad, mulher de Fernando Haddad (Fazenda), está de volta ao Ministério da Saúde, onde assumirá a Secretaria de Informação de Saúde Digital.
Ela já havia ocupado cargos na pasta entre 2005 e 2010, quando o marido era ministro da Educação nos dois primeiros governos de Lula. Na época, trabalhou na implementação de programas de telesaúde.
VALDEMAR Costa Neto, dono do PL, que continua dando entrevistas e jurando que Jair Bolsonaro não tem nada a ver com o vandalismo de 8 de janeiro, também pensa em nomes do partido que podem concorrer em eleições futuras.
Agora, pensa no nome do ex-ministro Ricardo Salles, do Meio Ambiente, para concorrer à prefeitura de São Paulo, em 2024 (Salles é que se ofereceu primeiro).
O ITAMARATY não perdeu tempo. Já costura um encontro do diplomata Júlio Bitelli, indicado como novo embaixador do Brasil em Buenos Aires, com a equipe do ministro da Economia da Argentina, Sérgio Massa.
Em pauta, às primeiras tratativas formais para o possível apoio do BNDES à construção do gasoduto Nestor Kirchner.
DEPOIS de uma nota pública em que Josué Alencar, presidente da Fiesp e Paulo Skaf, ex-presidente, encerraram um mês de brigas, a nova fase será selada com a participação do ministro Fernando Haddad (Fazenda).
O representante de Lula na área econômica fará uma visita à Fiesp hoje pela manhã, participa de uma reunião e depois, almoça com lideranças da indústria paulista.
A FELICIDADE do brasileiro, numa escala de 0 a 10, subiu de 6 em 2021 para 6,3 em 2022. Ainda é distante de 7, nota obtida em 2014, como lembra Marcelo Neri, da FGV Social. Com base em dados da Gallup, o lugar mais feliz do mundo é a Finlândia com 7,7 na escala. O último colocado é o Afeganistão, com 1,3.



