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GIBA UM

"Fui secretário de segurança, sei lidar com bandido"

de MICHEL TEMER // ex-presidente, prometendo "falar verdades se Lula insistir nos ataques".

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O assessor internacional do presidente (ex-chanceler em governo passado), Celso Amorim garante que o Brasil vai retomar relações com a Venezuela sem fazer condenações explicitas ao regime político do país vizinho. 

Amorim acha que “o Brasil não vai dar lições a ninguém”. E emenda: “A gente vai favorecer a democracia pelo exemplo e pelo diálogo, como sempre fizemos”. O atual chanceler Mauro Vieira está com um pé atrás.

In – Cuidados com a pele: skincare
Out – Cuidados com a pele: toxina botulínica

Não ter controle  

A cantora, compositora e atriz, Manu Gavassi, que acaba de completar 30 anos. Capa de duas revistas digitais (Rolling Stones e Boa Forma) ela confessou que sempre foi muito controladora.

“Eu sempre precisei ter muito controle das coisas para me sentir segura. Muito disso porque comecei ainda adolescente e, quando cresci, percebi que eu poderia não só opinar, mas eu poderia fazer e decidir tudo. Mas essa é minha promessa para esse ano, meu principal desafio: ficar um pouco mais calma e aprender até a beleza de não ter o controle”.

Manu ainda rebateu as críticas que tem trabalhado pouco, porque decidiu ficar menos ativa nas redes sociais.

“Eu fiz muitas coisas ano passado e desde que saí do Big Brother. Fiz uma série, Maldivas, fiz um filme na Amazon, o Me Sinto Bem Com Você, fiz o disco Gracinha, gravei um álbum visual pro Disney+. Isso sem falar de todos os projetos que ainda não saíram. Então é muito louco ouvir que eu não faço nada”.

Sobre ter que escolher entre atuar ou cantar foi direta: “Eu me sinto incompleta sem um dos lados. Eu nunca seria 100% feliz sendo só cantora, eu adoro inventar, ser outras pessoas, estudar e pegar personagens mais desafiadores”.

Auditoria da fraude  

Jorge Paulo Lemann, Carlos Alberto Sicupira e Marcel Telles já escolheram o seu Judas. O comunicado publicado pelos jornais, na semana passada, joga a culpa na PwC (antiga PriceWaterhouseCoopers) pela fraude contábil na Americanas.

O trio demonstra estar disposto a transformar um parceiro de longa data no responsável por um dos maiores escândalos da história do mercado de capitais no Brasil. A PwC tornou-se uma espécie de “auditoria in house” tamanho o vínculo com as empresas de Lemann, Sicupira e Telles.

Audita também a Ambev, AB Inbev e Kraft Heinz. Na Kraft Heinz aceitou pagar US$ 62 milhões para encerrar investigação da CVM norte-americana por “irregularidades contábeis”. No Brasil, audita também a Burger King. O tempo vai dizer se a PwC tem culpa no cartório, por enquanto já tem “condenação prévia”.

Várias modelos sonham alto: em desfilar, posar e estrelar campanhas para grandes grifes. Só que algo inacreditável aconteceu e que deixou muita gente chocado. Sucesso no TikTok com mais de 600 mil seguidores e mais de 10 milhões de visualizações em 33 vídeos, Velveeta acaba de fechar contrato com a Burberry.

Tudo isso não seria estranho se a escolhida não fosse um caramujo.  O molusco gastrópode terrestre chamou tanto a atenção do novo diretor criativo da grife Daniel Lee, que ele resolveu apostar na influencer gosmenta.

Em seu último vídeo na rede social ela aparece com uma réplica de uma bolsa da grife e foi visto por mais de 700 mil pessoas, com 54 mil curtidas e mais de 600 de comentários.

Dois chapéus  

O Santander, onde Sérgio Rial era o chairman antes de assumir a Americanas, já avalia provisionar até 70% da dívida da rede varejista, que soma R$ 3,7 bilhões. Cerca de R$ 1,8 bilhão do valor se refere à modalidade do “risco sacado” para pagamento de fornecedores, justamente o terreno onde brotou a fraude da Americanas.

Rial, à propósito, usou por dez dias os chapéus de CEO da rede varejista e de chairman do Santander, cargo ao qual renunciou dia 20. Essa promiscuidade reforça o cuidado com o que o Santander precisa administrar na Americanas.

Numa agenda no Uruguai, na semana passada, Lula chamou Michel Temer de “golpista” (e o ex-presidente o exortou  a descer do palanque e começar a governar), esquecendo-se de que tem como ministra do Planejamento outra “golpista” chamada Simone Tebet (quando senadora votou pelo impeachment de Dilma Rousseff) e também o vice e ministro do Desenvolvimento Geraldo Alckmin, também apoiador do afastamento da petista. Fora lista de políticos e partidos que apoiaram o impeachment e hoje integram o governo.

Risco de incêndio

A partir de eleição dos comandos da Câmara e do Senado, esta semana, o Congresso terá de dividir na primeira grande questão quanto à criação da CPI de 8 de janeiro.

A senadora Soraya Thronickle já tem as assinaturas necessárias. Rodrigo Pacheco avisa que, se eleito, lerá o requerimento imediatamente e Randolfe Rodrigues (Rede) terá de convencer a Casa a não instalá-la, como quer Lula.

O temor do governo é que a CPI se transforme, com décadas de atraso, no julgamento de militares não promovido na redemocratização – e que isso incendeie o clima, sobretudo no Exército.

ROMPER

A ministra dos Esportes, Ana Moser, avalia o rompimento da parceria entre a Pasta e o Instituto Dani Alves, ONG pertencente ao ex-jogador da seleção. A entidade recebe cerca de R$ 3,5 milhões por ano em repasses do governo federal.  

Não é fácil: de um lado, o instituto desenvolve ações voltadas a crianças e adolescentes carentes; de outro, a contaminação do episódio de Barcelona, onde a acusação de estupro pesa contra o jogador.  A pressão pelo rompimento vem de outras Pastas: 11 ministérios são ocupados por mulheres.

Sem comemoração

No primeiro mandato de Lula, entre 2003 e 2006, o comando do Exército resolveu exaltar a ditadura militar na “ordem do dia alusiva ao 31 de março de 1964”. A celebração do golpe militar foi coibida no governo de Dilma Rousseff em meio de atritos com generais do Alto Comando e retomada em 2019 por decisão de Jair Bolsonaro.

Agora, o mesmo Lula, em seu terceiro mandato está preocupado com a proximidade do aniversário do golpe, que completa 59 anos daqui a dois meses. Historiadores avaliam que a exaltação da data seria “totalmente inadequada” diante  de fatos recentes.

MEMÓRIA

O golpe de 1964 foi oficialmente removido do rol de datas comemorativa das Forças Armadas em 2011, no primeiro ano do governo de Dilma Rousseff. Na ocasião, o então general da ativa Augusto Heleno foi proibido de fazer uma palestra, no dia do golpe militar, intitulada “A contrarrevolução que salvou o Brasil”.

O veto  foi atribuído oficialmente ao Exército. No governo Bolsonaro, em que Heleno assumiu o GSI, a retomada de ordens do dia da celebração ao golpe foi determinada  pelo próprio presidente.

Contra Janja

Nas últimas horas, a internet está cheia de fotografias de mulheres com montagens com o rosto de Rosângela da Silva, a Janja, primeira-dama do país, em diversas situações. É uma nova ofensiva de bolsonaristas  para provocar Lula.

Enquanto isso, a lista de 1.500 convidados para a festa da posse, organizado por Janja, foi colocada em sigilo pelo governo. O Itamaraty também se recusa a detalhar as despesas totais com o evento. A justificativa é a mesma usada por Bolsonaro em outros tempos.

Nada de novo

Os primeiros tempos de João Carlos Camargo, do grupo Esfera, como CEO da CNN Brasil, contratado por Rubens Menin para enxugar a emissora (60% de funcionários demitidos e muitos trabalhando em casa, para onde levaram material eletrônico da TV), reformular o jornalismo e faturar mais publicidade (levantar a audiência é mais complicado), ainda não revelaram dados positivos.

E o fantasma do fechamento da CNN Brasil volta a rondar. William Waack e Márcio Gomes, atrações especiais, ganham R$ 250 mil cada um. No passado, a CNN deu um prejuízo de R$ 160 milhões (Menin pensava em lucrar R$ 30 milhões).

NO CHÃO

Ainda sobre emissoras dedicadas totalmente a jornalismo: a Jovem Pan News é objeto de investigação do Ministério Público Federal por divulgação de matérias antidemocráticas.

No dia 8 de janeiro, quando bolsonaristas golpistas quebraram prédios dos Três Poderes, em Brasília, a emissora foi ao chão em audiência, depois de defender o terrorismo praticado.

Ainda não se recuperou e está um tanto à deriva, depois de ter demitido metade de seu elenco de profissionais.

MISTURA FINA

O GOVERNO Lula pretende usar o BNDES, mais especificamente o Fundo da Marinha Mercante para um projeto de ressureição da indústria naval brasileira. A ideia é aumentar o orçamento do Fundo para empréstimos feitos pelo banco de fomento com recursos do FMM.

O governo quer estimular a produção de plataformas e equipamentos para instalação de eólicas offshore e usar o FMM para fomentar a renovação da frota de apoio à Petrobras.

ASSESSORES de Rodrigo Pacheco, que tenta se reconduzir na presidência do Senado, captou dois fatores na peregrinação do mineiro.

De um lado, o também candidato Eduardo Girão (Podemos-CE) pode levar a disputa para o segundo turno entre Pacheco e Rogério Marinho (PL-RN); de outro, Davi Alcolumbre (União-AP), cabo eleitoral de Pacheco, tem a desconfiança dos pares. O senador do Amapá quer apenas continuar presidindo a CCJ.

ANA Estela Haddad, mulher de Fernando Haddad (Fazenda), está de volta ao Ministério da Saúde, onde assumirá a Secretaria de Informação de Saúde Digital.

Ela já havia ocupado cargos na pasta entre 2005 e 2010, quando o marido era ministro da Educação nos dois primeiros governos de Lula. Na época, trabalhou na implementação de programas de telesaúde.

VALDEMAR Costa Neto, dono do PL, que continua dando entrevistas e jurando que Jair Bolsonaro não tem nada a ver com o vandalismo de 8 de janeiro, também pensa em nomes do partido que podem concorrer em eleições futuras.

Agora, pensa no nome do ex-ministro Ricardo Salles, do Meio Ambiente, para concorrer à prefeitura de São Paulo, em 2024 (Salles é que se ofereceu primeiro).

O ITAMARATY não perdeu tempo. Já costura um encontro do diplomata Júlio Bitelli, indicado como novo embaixador do Brasil em Buenos Aires, com a equipe do ministro da Economia da Argentina, Sérgio Massa.

Em pauta, às primeiras tratativas formais para o possível apoio do BNDES à construção do gasoduto Nestor Kirchner.

DEPOIS de uma nota pública em que Josué Alencar, presidente da Fiesp e Paulo Skaf, ex-presidente, encerraram um mês de brigas, a nova fase será selada com a participação do ministro Fernando Haddad (Fazenda).

O representante de Lula na área econômica fará uma visita à Fiesp hoje pela manhã, participa de uma reunião e depois, almoça com lideranças da indústria paulista.

A FELICIDADE do brasileiro, numa escala de 0 a 10, subiu de 6 em 2021 para 6,3 em 2022. Ainda é distante de 7, nota obtida em 2014, como lembra Marcelo Neri, da FGV Social. Com base em dados da Gallup, o lugar mais feliz do mundo é a Finlândia com 7,7 na escala. O último colocado é o Afeganistão, com 1,3.

EDITORIAL

O bolso também vai às urnas

Renegociação de dívidas alivia o orçamento, mas não resolve a distância entre o desejo de consumo, a renda e a capacidade de pagamento

19/09/2026 07h15

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Nesta edição, o Correio do Estado mostra que os feirões de renegociação de dívidas e programas como o Desenrola, embora tenham permitido a milhões de brasileiros reorganizar suas finanças, não têm sido o suficiente para resolver o problema do endividamento. Renegociar uma dívida pode aliviar juros e recuperar parte da capacidade de pagamento, mas não elimina as causas que levaram o consumidor a comprometer sua renda.

A explicação para isso tem várias camadas. Em primeiro lugar, os hábitos de consumo não apenas do brasileiro, mas do cidadão do mundo ocidental, mudaram. O aumento da escala de produção tornou mais acessíveis produtos e serviços que antes eram restritos a uma parcela menor da população. Ao mesmo tempo, as redes sociais turbinaram a exposição a esses produtos, criando e ampliando desejos de consumo que nem sempre correspondem à renda de quem os deseja.

O problema surge quando a expectativa de consumo cresce mais rapidamente do que a capacidade financeira. A sociedade passou a conviver com uma vitrine permanente de viagens, carros, roupas, eletrônicos, restaurantes e experiências. O que antes era visto como excepcional passou a ser apresentado diariamente como algo comum e desejável. O consumidor, porém, continua limitado pela renda que recebe.

Dessa distância entre desejo e capacidade de pagamento surgem dois problemas. O primeiro é a frustração de quem não consegue alcançar aquilo que gostaria de ter. O segundo, ainda mais grave do ponto de vista financeiro, é o superendividamento de quem recorre ao crédito para aproximar sua realidade do padrão de consumo que deseja. O crédito, que deveria ajudar principalmente na aquisição de bens duráveis e no planejamento financeiro, acaba sendo utilizado para antecipar uma renda que não existe.

É por isso que os feirões e programas de renegociação, por mais importantes que sejam, não podem ser vistos como solução definitiva. Eles atacam a dívida já existente, mas não necessariamente modificam os hábitos de consumo, as expectativas ou a relação do cidadão com o crédito. Sem essa mudança, existe o risco de que a renegociação apenas abra espaço para um novo ciclo de endividamento.

Essa realidade também terá reflexos sobre as eleições que se aproximam. O bolso do cidadão é uma dimensão concreta da vida pública e pode pesar na forma como parte do eleitorado avalia governos, políticas econômicas e candidatos. Questões como corrupção, rachadinha e soberania continuarão presentes no debate, mas podem dividir espaço com preocupações muito mais imediatas para quem enfrenta dificuldades para fechar as contas do mês.

No fim, a questão é simples e, ao mesmo tempo, complexa: quanto maior a distância entre aquilo que o cidadão deseja consumir e aquilo que sua renda permite, maior tende a ser a pressão sobre seu orçamento e sua percepção sobre a realidade econômica. Compreender essa relação entre consumo, crédito, renda e frustração será importante para entender uma parcela do comportamento do eleitor nas eleições deste ano.

ARTIGO

Pelo fim dos superpoderes e a defesa da Constituição

19/09/2026 07h00

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Pedro Simon - Advogado, foi governador do Rio Grande do Sul, ex-senador da República e ministro da Agricultura

Ao longo dos meus 96 anos, vivenciei alguns dos piores momentos da história brasileira. Dos autoritarismos da ditadura militar aos maiores escândalos de corrupção da Nova República, estive na linha de frente de todos esses episódios, em defesa de um país melhor, mais justo, livre e igualitário. Confesso que lutei, como disse em meu discurso de despedida do Senado, em 2014: onde vi corrupção, lutei para levar a ética; onde vi impunidade, lutei para levar a justiça.

Hoje, assisto de longe, com angústia, à fragilização das instituições que construímos a partir de 1988, corroídas pela improbidade, pela maximização do interesse pessoal e por novas formas de coronelismo.

Vivemos hoje a maior crise deste século no Brasil: uma crise constitucional, da relação entre os poderes constituídos, que coloca em xeque a credibilidade da República perante a sociedade civil e a comunidade internacional.

Enquanto o Poder Executivo é capturado por projetos de poder que se confundem com projetos de governo, e não por projetos de Estado-nação, o Legislativo sequestra o orçamento republicano por meio de emendas parlamentares sem transparência nem responsabilidade, sob o domínio dos mesmos grupos políticos fisiológicos.

Enquanto isso, o Poder Judiciário, encastelado em uma superioridade autoproclamada, assume uma posição perigosa de tutela absoluta de todos os assuntos da República – mas, sob o comando de alguns de seus agentes e salvaguardadas honrosas exceções, em nada difere, em condutas recentes, dos entes corruptos e corruptores que se propõe a julgar.

As investigações em torno do escândalo do Banco Master e o embate público recente entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) expuseram, em todo o País, uma Corte que deveria pacificar a Nação e que, em vez disso, tornou-se palco de disputas que corroem a sua própria autoridade moral. Já disse, e repito: vivemos a página mais triste da nossa história neste século, na qual perdemos a confiança nos Três Poderes da República.

A recente deliberação do STF aprofunda essa crise de credibilidade institucional. Ao expor divisões internas e hesitar no rigor sobre as apurações do caso do Banco Master que envolvem membros da própria Corte, o Tribunal compromete a autocontenção e a neutralidade exigidas da magistratura. O episódio confirma que a ausência de controle externo efetivo e a resistência à transparência corroem a autoridade moral do guardião da Constituição.

Foi no Senado que passei 32 dos meus 60 anos de vida pública, ao lado de Ulysses Guimarães, Tancredo Neves e Teotônio Vilela, na reconstrução da nossa democracia. É por essa vivência que faço um alerta: compete privativamente ao Senado, por força da Constituição Federal, processar e julgar os ministros do STF por crimes de responsabilidade. Esse é um dos pilares do equilíbrio entre os Poderes que ajudamos a erguer em 1988, e hoje ele está, na prática, esvaziado. Dezenas de pedidos de impeachment contra ministros da Corte acumulam-se há anos nas gavetas da mesa diretora, sem parecer e sem votação.

Em toda a nossa história democrática, nenhum ministro do Supremo jamais chegou a ser julgado até o fim por esse rito. O Senado, a quem caberia fiscalizar o Judiciário, tem preferido o silêncio ao exercício desse dever constitucional, seja por cálculo eleitoral, seja pelo receio de turbulência institucional. Um poder que se omite de fiscalizar torna-se, ele também, parte da crise.

O Brasil precisa de uma resposta firme e rigorosa; necessita que se instaure investigação regular e independente sobre os fatos revelados, assegurados o contraditório e a ampla defesa; que o STF retome, sem subterfúgios, a sua autocontenção institucional; que se encerre o inconstitucional inquérito das fake news; que todos os envolvidos com o Banco Master sejam investigados, independentemente do cargo ou partido político; que se restabeleça a atuação dentro dos limites da Constituição, e que ninguém, nem mesmo quem julga a Nação, esteja acima da lei.

Chegou o momento de reformas na Corte, com mandatos fixos, aperfeiçoamento do modelo de indicação e de um Código de Ética efetivo. Volto, então, àquilo em que sempre acreditei: a democracia não se sustenta na força de um só poder, mas no equilíbrio entre todos eles e na vigilância permanente da sociedade civil. Ao povo brasileiro, e sobretudo à juventude que hoje herda esta crise sem tê-la criado, deixo o mesmo apelo que fiz ao deixar o Senado: que não desistam da política, nem do Brasil. 

A pátria é feita de quem rejeita a corrupção, a impunidade e a soberba dos que se creem acima da lei. Que essa pátria, mais uma vez, prevaleça.

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