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CLAÚDIO HUMBERTO

"Há algo de muito podre no Brasil"

Adriana Ventura (Novo-SP) reage ao 'toma-lá-dá-cá" por aprovação de Messias no STF

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Lula manda apressar projetos, após pesquisa

Foi com irritação que Lula (PT) recebeu os números do Datafolha no fim de semana, com Flávio Bolsonaro (PL) numericamente à frente do petista em um eventual segundo turno. A crise fez o presidente mandar os ministros adiantarem os projetos com algum apelo popular para estancar a sangria na popularidade. A previsão é que um programa que mira o endividamento familiar seja antecipado e saia já na próxima semana. O fim da escala 6x1 também deve encorpar dentro do governo.

Vai piorar

A estratégia é reverter a maré para Lula e mitigar o estrago eleitoral da inflação, que ainda deve aparecer, em razão da alta dos combustíveis.

Ligou o alerta

Um dos pontos que mais preocupam a turma petista é que Flávio superou numericamente Lula antes mesmo de anunciar o vice na chapa.

Segundo turno

No Planalto, a leitura é de cenário mais favorável para o herdeiro de Jair Bolsonaro, que naturalmente deve herdar votos da direita no 2º turno.

Fica, ainda

Apesar da alteração que coloca Flávio em vantagem, Lula ainda tem dito que segue na disputa e espera melhora no segundo semestre.

Filas persistentes derrubaram presidente no INSS

O ministro Wolney Queiroz (Previdência) decidiu demitir o presidente do INSS ao perceber a falta de melhorias operacionais efetivas e uma certa “escalada” na questão filas, e de oferecer respostas a milhões de demandas de todos os tipos, incluindo pedidos de aposentadoria. Ele avaliou que era momento de assumir a presidência do INSS alguém de carreira, experiente. Por isso sugeriu a Lula a nomeação de Ana Cristina Viana Silveira, sua secretária-executiva adjunta, para presidir o INSS.

Só pensa naquilo

Waller Jr, o ex-titular, pertence aos quadros da Controladoria Geral da União (CGU) e não tinha o viés operacional que o ministro impunha.

Cumpriu o papel

Queiroz não fala sobre o assunto, mas acha que Gilberto Waller Jr cumpriu o papel relevante na crise do roubo bilionário aos aposentados.

Burocracia anda

Entre amigos, o ministro registra que, apesar de tudo, o INSS bateu recorde na resposta a 1,6 milhão de requerimentos de todos os tipos.

Posição marcada

Novo ministro da articulação política de Lula, José Guimarães (Relações Institucionais) foi quem garantiu, no início do ano, que, “se dependesse dele” não haveria CPI ou CPMI do Banco Master no Congresso.

Marca do pênalti

O embaixador Luís Cláudio Gomes dos Santos não deve gostar da vida em Taipei. Chefe do escritório do Brasil, ele conseguiu ofender o governo local dizendo em entrevista que Taiwan não é um país, e que faz parte da China continental. Sua permanência no posto ficou insustentável.

Ele se arranjou

Demitido do ministério de Direitos Humanos de Lula após escândalo sexual, Silvio Almeida arrumou uma boquinha na prefeitura petista de Maricá (RJ). O convite foi de Washington Quaquá.

Fim melancólico

Chega ao fim hoje (14), com votação do relatório final, a esvaziada CPI do Crime Organizado. É mais uma que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), enterrou e não quis prorrogar as investigações.

Hungria é direita

Apesar de Viktor Orbán ter perdido a eleição na Hungria, não foi eleito nenhum representante da esquerda. O novo premier era seu fã e todos os parlamentares eleitos são oriundos de três partidos conservadores.

Tudo atrasado

O Senado prevê instalar a Comissão de Orçamento até o fim de abril, já com um mês de atraso. A lei manda o governo enviar o projeto do orçamento ao Congresso até 15 de abril, que deve ser analisado até 17 de julho. Mas eleição e até Copa vão empurrar tudo para o fim do ano.

Contra Messias

Já passou das 12 mil assinaturas na plataforma Change.org o abaixo-assinado contra a indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF) do advogado-geral da União, Jorge Messias.

De volta

Romário (PL-RJ) reassumiu o mandato no Senado nessa segunda (13), após quatro meses de licença. O afastamento tinha sido combinado com o partido. Bruno Bonetti (PL) foi quem assumiu a cadeira no período.

Pergunta nas manchetes

Agora a atuação do ICE é positiva?

PODER SEM PUDOR

Palocci falando mal de Mantega

Segunda-feira o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), presidente da Força Sindical, cruzou com o ex-ministro Antônio Palocci no aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Paulinho lia nos jornais que o ministro Guido Mantega (Fazenda) preparava medida provisória garfando R$ 2,2 bilhões do FAT para pagar dívidas de agricultores com multinacionais.

- Que absurdo! – resmungou Paulinho.

- Claro que é um absurdo, eu jamais faria isso! – concordou Palocci.

E, diante de um Paulinho cada vez mais surpreso, o ex-ministro observou:

- E você, Paulinho, vivia pedindo minha cabeça!...

Giba Um

"Na megalomania criminosa, o réu acha que os brasileiros deveriam aceitar o...

...sacrifício do tarifaço em favor da impunidade do pai dele", de Alexandre de Moraes (STF), sobre a condenação de Eduardo Bolsonaro, que declarou que o objetivo do julgamento era tirá-lo das eleições

19/06/2026 06h00

Giba Um

Giba Um Foto: Reprodução

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Em uma das primeiras ações como nova presidente do INSS, Ana Cristina Silveira promoveu uma servidora que, na gestão Bolsonaro, deu aval a acordos com entidades que descontaram ilegalmente benefícios de aposentados

Mais: Michelli Manieri coordenou o grupo de trabalho dentro do órgão que fiscalizou essas ações. Após o escândalo vir à tona, em 2023, ela perdeu o cargo de confiança que ocupava. Agora, na nova gestão, foi alçada a um posto ainda maior: o de coordenadora-geral de atendimento.

Giba Um

Premiação teatral

Na terça (16), foi realizada a 20ª edição do Prêmio APTR de Teatro, no Teatro Riachuelo, no Rio de Janeiro. A grande atração da noite foi “Torto Arado – O Musical”, inspirado na obra de Itamar Vieira Junior e vencedor de três troféus, tornando-se a produção mais premiada do evento. Também se destacaram entre os vencedores “O Céu da Língua”, de Gregorio Duvivier e Luciana Paes, e “(Um) Ensaio Sobre a Cegueira”, reforçando a importância das obras que marcaram a temporada teatral. A cerimônia foi apresentada por Armando Babaioff, Luana Xavier e Valéria Barcellos. A abertura ficou por conta da personagem Dona Fernandona, interpretada por Thiago Chagas, que trouxe leveza e humor ao evento, enquanto o encerramento contou com um emocionante medley de musicais brasileiros. A noite também foi marcada por homenagens especiais. Guida Vianna recebeu o recém-criado Troféu Camilla Amado em reconhecimento aos seus 50 anos de carreira, enquanto o Grupo Galpão foi homenageado por sua significativa contribuição ao teatro nacional. Sylvia Massari, premiada como melhor atriz coadjuvante por “Chatô e os Diários Associados – 100 Anos de Paixão”, emocionou o público ao dedicar o prêmio ao falecido marido, Guto Graça Mello. O evento reuniu artistas como Taís Araújo, Mel Lisboa e Arlete Salles.

Cabo de guerra no Plano Safra

A disputa em torno da equalização dos juros do próximo Plano Safra está provocando uma queda de braço dentro do governo. De um lado está o Ministério da Agricultura; de outro, a Fazenda. O ministro da Agricultura, André de Paula, tem defendido um orçamento robusto para a compensação das taxas de crédito. Ele trabalha por uma dotação superior a R$ 20 bilhões. Até o ex-ministro Carlos Fávaro atua nos bastidores para que o valor seja liberado. A cifra atenderia cerca de 75% do pleito do agronegócio. A Frente Parlamentar da Agropecuária pressiona por R$ 27 bilhões. Só que, do outro lado da mesa, está a equipe econômica, que trabalha para reduzir esse valor para a casa dos R$ 15 bilhões. A preocupação de Dario Durigan e seus assessores é impedir que a conta se transforme em mais uma fonte de pressão sobre as já combalidas finanças públicas. É o círculo vicioso de uma Selic nas alturas. Cada bilhão adicional destinado à equalização desperta uma despesa direta para o Tesouro Nacional. Na prática, o governo paga aos bancos a diferença entre o custo da captação dos recursos e os juros cobrados dos produtores rurais.

Dedicada à pré-campanha

Cotada para ser ministra da área econômica em um eventual governo de Flávio Bolsonaro, Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal, licenciou-se da presidência da consultoria financeira Legend. Indicada por Paulo Guedes, com quem mantém relações profissionais e societárias, ela vai se dedicar à pré-campanha presidencial do filho “01” de Bolsonaro, formulando projetos de mobilidade social e mantendo proximidade com Guedes. Flávio, frequentemente, faz elogios a Daniella em eventos.

Giba Um

História das lendas

As lendas do basquete brasileiro Hortência Marcari e Magic Paula vão ganhar uma cinebiografia. As atrizes escolhidas para interpretar essas ícones do esporte são Juliana Didone, que dará vida a Hortência, e Tainá Müller, que assumirá o papel de Paula. O filme será contado principalmente pelo olhar de Paula e mostrará a relação entre as duas atletas, marcada por rivalidade saudável, respeito e admiração. A produção também explorará o retorno de Hortência à seleção brasileira após a aposentadoria e a maternidade, quando competiu nos Jogos Olímpicos de Atlanta, em 1996, consolidando-se como uma das protagonistas daquela geração histórica. Nas redes sociais, Juliana Didone e Tainá Müller compartilharam a alegria pela oportunidade e destacaram a responsabilidade de interpretar duas atletas que se tornaram símbolos de talento, resiliência e inspiração. A produção não apenas relembrará momentos marcantes das carreiras de Hortência e Paula, mas também evidenciará os desafios enfrentados pelas mulheres no esporte de alto rendimento e a contribuição decisiva dessas jogadoras para a consolidação do basquete feminino no cenário internacional.

Giba Um

“A Amazônia é nossa”

Flávio Bolsonaro passou a usar camisetas com mensagens customizadas em agendas e viagens de sua pré-campanha. Na semana passada, vestiu uma com a frase “A Amazônia é nossa”, durante viagem ao Pará. Antes, já havia feito o mesmo em Minas Gerais e na Bahia( é o estado líder de índices de criminalidade, violência letal e homicídio do país). O recado em prol da soberania da floresta ocorre no momento em que Flávio é acusado por Lula de atender a supostos interesses de Donald Trump.

“Foto de família”

Tradicionalmente, a maioria dos grandes eventos que reúnem governantes de diferentes países termina com uma foto oficial para a posteridade. No encerramento do G7, em Évian-les-Bains, na França, o presidente anfitrião, Emmanuel Macron, decidiu concluir a reunião com uma verdadeira foto de família, na qual os governantes também posaram ao lado de suas esposas. Houve detalhes curiosos: Brigitte Macron estava de mãos dadas com Donald Trump e ainda segurava um de seus braços; o próprio Macron dava as mãos a Lula, que tinha Janja ao seu lado. Macron fez questão de manter Lula, convidado do encontro, próximo a ele, evidenciando a amizade entre ambos.

Pérola

“Na megalomania criminosa, o réu acha que os brasileiros deveriam aceitar o sacrifício do tarifaço em favor da impunidade do pai dele”,

de Alexandre de Moraes (STF), sobre a condenação de Eduardo Bolsonaro, que declarou que o objetivo do julgamento era tirá-lo das eleições.

Vice atrasado

Não deve sair neste mês o nome do candidato a vice na chapa de Flávio Bolsonaro. A discussão atrasou com o avanço das investigações sobre o caso Banco Master. O Progressistas deveria fazer a indicação, só que o plano subiu no telhado com a Polícia Federal escancarando as relações de Vorcaro com o senador Ciro Nogueira, chamado pelo ex-banqueiro de “grande amigo da vida”. Na campanha de Flávio, o temor é que a PF também avance sobre o presidente do União Brasil, Antonio Rueda. A preocupação maior é não arrastar a crise do Master para o debate eleitoral.

“Irmãozão”

Além de considerar o senador Ciro Nogueira um “grande amigo da vida”, Daniel Vorcaro também costumava chamá-lo de “irmãozão”, dada a proximidade entre eles. A Polícia Federal estima que Vorcaro tenha concedido a Ciro “um benefício direto” de pelo menos R$ 468 mil em viagens, jantares e estadias em Paris, Nova York e na estação de esqui de Courchevel, nos Alpes Franceses. A fotografia dos dois abraçados, com montanhas cobertas de neve ao fundo, despertou os mais variados comentários nas redes sociais, desde os mais apimentados, do tipo “amigo é para isso”, até alguns “românticos”, por assim dizer.

“Grau de intimidade”

Os investigadores encontraram, nas mensagens obtidas envolvendo Daniel, Ciro e até Hugo Motta, registros de pagamentos e diálogos que fazem referência ao presidente do PP “em valores vultosos”. Em conversas com o cunhado Fabiano Zetter, o nome “Ciro” é citado 79 vezes. A PF afirma que “existe uma relação pessoal estreita, contínua e marcada por elevado grau de intimidade” entre Vorcaro e Ciro. As mensagens “mostram um vínculo que extrapola os limites da mera cordialidade ou convivência ocasional, assumindo contornos de amizade íntima e declarada”.

Bananinha condenado 1

Por unanimidade, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, também conhecido como Dudu Bananinha, foi condenado pela Primeira Turma do STF a 4 anos e 2 meses de prisão e ficará inelegível por articular sanções dos Estados Unidos contra ministros durante o julgamento da trama golpista. Na segunda-feira (15), ele divulgou nas redes sociais um vídeo em um clube de tiro americano. De boné e camiseta, apareceu disparando com três armas: uma pistola, um fuzil e uma metralhadora. Demonstrava não estar preocupado com o julgamento marcado para o dia seguinte.

Bananinha condenado 2

Eduardo não indicou advogado, obrigando a Defensoria Pública da União a representá-lo na Corte às custas do contribuinte. Hoje, ele vive em uma mansão avaliada em R$ 6 milhões no Texas e, no ano passado, recebeu uma ajuda de R$ 2 milhões do pai, parte de uma série de transferências via Pix que Jair Bolsonaro teria recebido de apoiadores para auxiliar no pagamento de multas. Agora, em meio à crise envolvendo o filme sobre a vida de Jair Bolsonaro, a Polícia Federal investiga se Eduardo ficou com parte dos R$ 61 milhões que seu irmão Flávio recebeu de Vorcaro para a produção da obra. No ano passado, ele também recebeu salário da Câmara sem exercer atividades parlamentares.

Mistura Fina

São nítidos os sinais de preocupação de ministros do STF à medida que se aproximam as eleições, consideradas especialmente importantes, supostamente, para alguns deles diante da hipótese de eventual vitória da oposição. Um grupo de inclinação lulista não confia no ministro Nunes Marques, presidente do TSE, que chegou à Corte por indicação de Jair Bolsonaro e, por essa razão, imagina maneiras de até mesmo avocar decisões que são próprias do TSE.

Julgar em bloco os recursos contra a autocensura imposta às big techs nos meios políticos foi percebido como uma tentativa de controlar conteúdos. O episódio em que Nunes Marques suspendeu pesquisa que direcionava respostas contra Flávio Bolsonaro agitou determinados ministros. A ideia, segundo avaliações, seria atropelar o TSE e o Congresso, definindo regras, critérios de registro e até metodologias para pesquisas eleitorais. Institutos de pesquisa deveriam preservar sua credibilidade estabelecendo regulamentação nos moldes do histórico Conar na publicidade.

A sessão que manteve o pai de Daniel Vorcaro em prisão preventiva teve um embate entre os ministros André Mendonça e Gilmar Mendes, ambos do Supremo Tribunal Federal. O decano do STF fez críticas à atuação da Polícia Federal e comparou o caso Master à Lava Jato. Já o relator, André Mendonça, afirmou que “não aceitará delação seletiva” e disse ver articulações “para gerar uma futura anulação do caso”. E disparou: “Há um sistema articulado para criar vícios. Não sou cego”.

In – Latte de cenoura com especiarias
Out – Cappuccino de cenoura e canela

CLAÚDIO HUMBERTO

"Moraes transformou seu projeto de vingança em condenação"

Deputada Carol de Toni (PL-SC), sobre STF condenar Eduardo Bolsonaro por 'coação'

18/06/2026 07h00

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

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Suíte em hotel que Vorcaro bancou a Motta tem 247m²

Um dos endereços mais prestigiosos de Portugal, o Four Seasons Hotel Ritz Libon, que o enroladíssimo Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, investigado por fraude contra o sistema financeiro, bancou para o presidente da Câmara, Hugo Motta (Rep-PB), oferece uma exclusiva suíte presidencial maior que muitos apartamentos brasileiros: 247 m². O chão da mansão, que fica no 10º andar, é outra extravagância que só endinheirados podem bancar, todo em mármore de primeira linha.

Conta direito

Chama atenção o, acredite, baixo valor que Vorcaro teria pagado nas cinco diárias para Motta e senador Ciro Nogueira, R$90 mil.

Só ricaços

O hotel faz questão de exaltar as excentricidades para hóspedes tipo Ciro e Motta, como spa premiado e restaurante com estrela Michelin.

Petistas adoram

O luxuoso hotel recebeu Dilma em um pernoite em janeiro de 2014. À época, 12 anos atrás, a fatura da noitada saiu por R$73,5 mil.

Caminhão de dinheiro

A coluna cotou a segunda suíte mais cara para amanhã (19), a presidencial estava indisponível, o valor: R$32.369. E não é a mais cara.

Pão de Açúcar esfola mais as vítimas do seu calotex

Após lhes ser empurrados títulos de dívida (COE, debêntures, CRI) do Pão de Açucar, quando o mercado já sabia que o grupo estava “micado”, clientes de bancões como Itaú receberam “proposta” que deveria virar caso de polícia: ficar quieto e perder de cara 70% do que investiram. Ou continuar bancando otário e investir mais ainda na empresa oficialmente quebrada, aportando 20% de tudo o que já foi perdido. Por que fariam isso? Para “manter a chance” (remota) de receber algum valor no futuro.

Vítimas esfoladas

Trocando em miúdos, a “recuperação extrajudicial” do Pão de Açucar tenta arrancar ainda mais dinheiro dos credores, vítimas do seu calote.

É um golpe antigo

Investidores notam tardiamente que, quanto mais micada a empresa, maiores as comissões e spreads para quem indica seus títulos de dívida.

Coisas do Brasil

Emprestar a empresas é investimento comum, como os bonds nos EUA. Mas, lá, ninguém banca a esperto porque acaba na cadeia.

É resistência

Condenado pelo STF, Eduardo Bolsonaro afirma que a permanência dele nos EUA não se traduz a uma vida mais confortável: “Minha atuação é de combate e articulação internacional contra os abusos judiciais ditatoriais”

Estilo petista

Não tem nada de “química” a relação do governo Lula com os EUA. Na cúpula do G7, Donald Trump afirmou que se encontrou com o petista, mas ressaltou que a relação com o Brasil é uma “bagunça”.

É hoje

Pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL) lança nesta quinta-feira (18) o plano de ação para a segurança pública em um eventual governo. Vai ser em São Paulo, no Teatro B32.

Tempos bons

João Otávio de Noronha, ministro do STJ, arrancou risadas dos colegas ao dizer sentir saudades do tempo de diretor jurídico do Banco Brasil, ao lembrar dos honorários disse, “advogados estão milionários e eu pobre”.

O mínimo

A ida de Dario Durigan (Fazenda) à Câmara rendeu ao menos um elogio de Mauricio Marcon (PL-RS). Disse que o ministro ao menos responde as perguntas, já que o outro “fugiu”, talvez por “limitação intelectual”.

Silêncio sepulcral

Veio de onde pouco se espera a cobrança sobre o silêncio após menção dos favores que Vorcaro bancou ao presidente da Câmara, Hugo Motta. Chico Alencar (Psol-RJ) lembrou: não há almoço grátis.

Deu em nada

A ministra Estela Aranha (TSE) esclareceu à coluna que a ação por suposta infração disciplinar no CNJ, como noticiado pela coluna ontem (17), foi arquivada e que, diferente do publicado, não foi impetrada pelo PSD, mas pelo (agora) deputado Adelmo Soares (Republicanos).

Pinóquio

A turma da comunicação de Lula se desdobra para colar a fantasiosa versão de que o petista deu gelo em Trump, no G7. Na verdade, a diplomacia brasileira que nem mesmo conseguiu um papo de corredor.

Pensando bem...

... cara mesmo foi a conta que o brasileiro pagou da fatura Vorcaro.

PODER SEM PUDOR

Cláudio Humberto

Latindo por votos

Na campanha de Tancredo Neves ao governo de Minas, em 1982, o deputado Ronan Tito espalmava a mão e perguntava que número era aquele. O povão respondia “Cachorro!”, numa alusão ao jogo do bicho.

- Pois Tancredo será o cachorro que vai expulsar os ladrões do Palácio da Liberdade! – exclamava Tito.

A estratégia de gosto duvidoso preocupava os amigos de Tancredo, que provocaram uma reunião sobre o assunto. O vice Hélio Garcia discordou:

- Se for para ganhar a eleição, tem até que latir...

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