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Giba Um

"Hoje, são 40 conflitos no mundo e conflitos em violação da Carta da ONU...

Voltamos a um mundo de antes de 1914. Trump é a maior ameaça que a democracia americana enfrenta desde a Guerra Civil, em 1865", de Rubens Ricupero, ex-ministro e ex-diplomata, que por 10 anos dirigiu a Unctad, braço da ONU

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A Justiça de São Paulo considerou irregular a cobrança de R$ 50,7 milhões feita pelo escritório Nelson Wilians Advogados, para representar uma das herdeiras do Bradesco, Ana Luiza Aguiar, no inventário de sua mãe, Maria Ângela Aguiar. Filha adotiva de Amador Aguiar, fundador do Bradesco.

MAIS: Maria Ângela morreu em janeiro de 2025 e deixou cinco filhos. Ana Luiza herdou R$ 383,1 milhões. Em sua decisão, o juiz Baiardo de Brito Pereira Junior, da 14ª Vara Cível do Foro Central, reduziu os honorários a serem pagos por ela a Nelson Wilians para R$ 19,1 milhões. Cabe recurso.

Uma japonesa no samba

A apresentadora e ex-BBB Sabrina Sato que é uma das novas queridinhas da Globo, desde que passou a integrar o elenco da emissora carioca já esteve a frente de vários programas, sem falar nas participações especiais em outros programas. Só que para quem não sabe a penapolense (nome que se dá para quem nasce em Penápolis interior de São Paulo) na época do Carnaval procura se dedicar, quase que basicamente a festa. No ano seguinte de sua participação no Big Brother Brasil, em 2004, Sabrina já foi alçada a musa da escola de samba paulista  Gaviões da Fiel. Em 2010 foi nomeada madrinha de bateria e em 2018 assumiu o posto de rainha de onde não saiu mais. E não para por aí, entre 2005 e 2010 também foi musa do  Salgueiro. Já entre 2011 e 2019 assumiu o posto de rainha de bateria da Vila Isabel, se afastando por dois anos. Em 2020 foi substituída por Aline Riscado, mas Sabrina não ficou de fora do desfile, ocupou o cargo de “Musa da escola”. Em 2021, por conta da pandemia, não houve desfile, e em 2022, a apresentadora assumiu novamente o posto de rainha da bateria da Unidos de Vila Isabel onde permanece até hoje. Esta paixão pelo Carnaval,  fez com que ela resolvesse a dividir sua rotina de preparação  num programa chamado “Carnaval da Sabrina” que já está na sua décima temporada. As primeiras foram exibidas em seu canal no Youtube, só em 2022 começou a ser exibido no GNT e no Globoplay. “Essa nova temporada é muito especial pra mim. São 22 anos de Gaviões da Fiel, 15 anos de Vila Isabel e dez anos contando essa história por meio do reality Carnaval da Sabrina. Quando a gente começou, era quase um sonho sendo construído. Hoje, o programa chega à sua décima temporada, já consolidado, sendo a quinta temporada exibida no GNT e no Globoplay".

Solução no Ceará é Camilo contra Ciro

A recomposição do orçamento das instituições federais de ensino deve ser interpretada como mais um sinal de peso de Camilo Santana no tabuleiro eleitoral do PT no Nordeste. O esforço do governo em devolver R$ 977 milhões a verbas que haviam sido suprimidos teve um forte cálculo político, que deve ser capitalizado não apenas por Lula, mas também por Santana. Para todos os efeitos, o ministro da Educação vai deixar o cargo em abril para trabalhar pela reeleição do atual governador do Ceará, Elmano Freitas. No entanto, dentro do próprio PT ganha corpo a tese de que Santana é que deve ser o candidato do partido ao governo cearense. O receio é perder o estado para Ciro Gomes (PSDB). Nas últimas pesquisas, Elmano tem aparecido atrás de Ciro nas intenções de voto. No levantamento Ipsos-Ipec, por exemplo, a distância chegou a 10 pontos percentuais.

Solução no Ceará

Ainda de olho nas eleições do Ceará: desde já, a ordem do partido é fortalecer Santana, vislumbrando a possibilidade dele sair do banco de reservas para entrar no campo de disputa contra Ciro Gomes, que já governou o estado e tem uma parte do eleitorado quase cativa. O próprio Lula conversa com chegados sobre a situação lá em cima. Por outro lado, petistas também sonham com o surgimento de um nome do partido para suceder Lula em 2030. Com a desistência anunciada de Fernando Haddad, Camilo Santana é o mais cotado.

Prêmio Framboesa

Criado em 1981 o Prêmio Framboesa de Ouro (Golden Raspberry Awards) é uma sátira ao Oscar, ou melhor,  uma premiação bem-humorada dos Estados Unidos que “premia” os piores filmes e atuações do ano,  que são escolhidos por membros da Golden Raspberry Foundation, composta por críticos, jornalistas e cinéfilos. E na edição deste ano a atriz brasileira Isis Valverde está concorrendo na categoria Pior atriz coadjuvante por sua atuação no filme “Código Alarum”, no qual Sylvester Stallone também foi indicado como pior ator coadjuvante. A ‘suposta rival’ de Isis é Scarlet Rose Stallone, que  por coincidência é a filha caçula de Sylvester , por sua atuação em “Gunslingers”.  Depois que Isis tomou conhecimento do que é o prêmio, conseguiu relaxar. “O prêmio-paródia é famoso pelo humor e pela sátira, e eu só consigo levar na brincadeira. Estou competindo com ninguém menos que Robert De Niro. Vi também que a Natalie Portman está na lista, que eu amo e sou apaixonada. O Francis Ford Coppola foi eleito por eles, no ano passado, como o pior diretor. Quando vi os nomes, falei: ‘peraí, gente, que estranho!’. E, depois, descobri ser um prêmio-sátira e levei na brincadeira também”.

Chegando à Nasdaq

A J&F, dos irmãos Wesley e Joesley Batista, já tem demanda garantida para a totalidade dos papéis do PicPay que serão colocados na Nasdaq. A procura das ações já teria superado em cerca de 20% o valor de oferta. Ao todo, a J&F planeja levantar US$ 434 milhões, o que significa um valuation de US$2,6 bilhões para a fintech. Um personagem importante da operação é Marcelo Claure, híbrido de megainvestidor e principal executivo da chinesa Shein na América Latina. Além de Bicycle, sua gestora, ter se comprometido a aportar US$ 75 milhões no IPO do PicPay, o próprio Claure se envolveu diretamente nas sondagens junto a fundos internacionais, ajudando a construir o book antes mesmo da fase final da precificação.

Alcolumbre em campo

Membros da oposição na CPI do INSS prometem recorrer ao Supremo se o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (sempre ele!) não prorrogar a comissão que termina em 28 de março. Querem que a CPI estique por mais 120 dias. A extensão é automática se houver requerimento com número mínimo de assinaturas. Há uma interpretação ainda que Alcolumbre deve ler o pedido de extensão em plenário e ele não se anima com essa hipótese. O pessoal da CPI quer mais tempo para investigar empréstimos consignados de bancos e mirar nas relações entre Antônio Carlos Antunes, o "Careca do INSS" com um dos filhos de Lula.

Pérola

"Hoje, são 40 conflitos no mundo e conflitos em violação da Carta da ONU. Voltamos a um mundo de antes de 1914. Trump é a maior ameaça que a democracia americana enfrenta desde a Guerra Civil, em 1865",

de Rubens Ricupero, ex-ministro e ex-diplomata, que por 10 anos dirigiu a Unctad, braço da ONU.

A Guerra interna

Desde o primeiro ano do mandato de Tarcísio de Freitas, deputados reclamam da relação entre os secretários Arthur Lima, da Casa Civil, amigo de infância do governador, e Gilberto Kassab, de Governo e Relações Institucionais, dono do  PSD. A queixa é que acordos fechados com assessores ligados à Casa Civil não avançam quando os processos chegam à Secretaria do Governo, o que atrasa assinatura de convênios e liberação de recursos. Ao todo, 17 secretarias liberaram recursos para as prefeituras em 2025 e cerca de 65% ficaram na Secretaria do Governo.

Em família

Irmão do ministro Dias Toffoli (STF), José Ticiano Dias Toffoli enfrenta problemas com o Judiciário desde que deixou a administração de Marília, interior de São Paulo, onde foi prefeito durante pouco menos de um ano, em 2012. O contratempo mais recente é de setembro, quando um juiz o condenou e outras autoridades municipais a devolverem R$ 180 mil aos cofres públicos pela contratação irregular de recapeamento asfáltico. A Justiça concluiu que os valores estavam superfaturados. Cabe recurso.

Generosas doações 1

Um dos advogados de Daniel Vorcaro, Walfrido Warde Júnior, é conhecido por seu bom trânsito no PT e entre os poderosos de Brasília e pelas generosas doações. Em 2022, foi o maior doador individual de campanha que elegeu Guilherme Boulos (Psol-SP), deputado federal, hoje ministro da Secretaria Geral de Lula: um cheque de R$ 200 mil. Também aparece como doador de campanha do petista Paulo Teixeira (SP), hoje ministro do Desenvolvimento Agrário, R$ 50 mil.

Generosas doações 2

Walfrido já foi sócio (2021) do escritório de Roberta Maria Rangel, ex-mulher de Dias Toffoli, relator do processo de Vorcaro no Supremo. Também já atuou na defesa de Dilma Rousseff, que sofreu impeachment e dos irmãos Batista na Operação Lava Jato. Warde debutou nas doações de 2014 com mais de R$ 40,7 mil para a campanha de Moreira Mendes (RO) ao Senado. Ele acaba de deixar a defesa de Vorcaro, depois da delação premiada do dono do Banco Master que estaria sendo costurada.

Aplicativo da Globo

A Globo vai entrar no mercado de vídeos curtos. A empresa vai lançar, ainda este ano, uma plataforma para concorrer com o TikTok (só com esforço se aguenta espiar) e Kwai, líderes do mercado nessa área. A ideia é misturar imagens que viralizam nas redes com conteúdo original produzido pela Globo, como as novelas verticais. Internamente, o projeto vem sendo chamado de "Globopop", referência ao que é popular na internet. Já existe uma equipe inteiramente dedicada a montagem da tecnologia do serviço, que deverá ser gratuito. O lucro virá de patrocinadores.

Novo barco

O apresentador José Luiz Datena, que já pediu demissão da Rede TV, onde permaneceu alguns meses com bom salário, mas sem audiência e patrocinador e já se prepara, com equipe e tudo mais, para os programas que comandará na EBC (Empresa Brasil de Comunicação). Lá se dividirá entre a TV Brasil, onde terá um programa semanal de entrevistas e, provavelmente, um diário na Rádio Nacional, com muito conteúdo de política. Quem quis levar Datena para a EBC foi o presidente Lula: eles são amigos há muito tempo.

Mistura Fina

O ministro  do TCU Augusto Nardes, está impressionado com o aumento do tráfico de drogas via portos brasileiros apesar do país não produzir um só grama de drogas de elevado consumo em todo o mundo como cocaína, por exemplo. A constatação do ministro do TCU decorre de auditoria de governança que ele determinou cujos dados estão sendo consolidados e deverão ser divulgados logo.

Nardes diz que "os portos brasileiros servem de base para exportação da América Latina". Historicamente, as drogas produzidas em países vizinhos entram sem dificuldades por fronteiras desguarnecidas, para serem exportadas. O Brasil é hoje o segundo maior exportador de cocaína do mundo, segundo denúncia de Lincoln Gakiya, do Ministério Público de São Paulo.

A tuberculose é uma doença endêmica no Brasil e problema de saúde pública há séculos. Entre 2013 e 2019 o coeficiente de mortalidade por TB manteve-se relativamente estável no país. No entanto, a partir de 2020, com a pandemia da Covid, os números têm aumentado  progressivamente retornando para seis mil óbitos, com 2,8 mortes por 100 mil habitantes.

Em 2024, o Brasil notificou mais de 84 mil novas ocorrências, o que corresponde a uma incidência de 39,7 casos por 100 mil pessoas. O Rio de Janeiro é um dos estados mais preocupantes, por conta do pequeno tamanho territorial enquanto é um dos mais populosos do país, além de grande concentração de pessoas em favelas. Com a incidência de 75,3 casos por 100 mil habitantes, o indicador estadual é quase duas vezes maior do que o nacional.

A Record vai voltar a produzir uma temporada do programa “Canta comigo" neste ano. Fará uma edição com cantores jovens, de 8 a 17 anos, e as inscrições já estão abertas na emissora de Edir Macedo. O programa já foi feito no passado por Gugu Liberato (1959-2019) e por Rodrigo Faro, mas ficará a cargo de uma dupla desta vez. O casal Felipe Andreoli (ele apresentou o "Globo Esporte" na Globo durante anos) e Rafa Brites comandará a atração, mais uma, na festa de programas de calouros que infesta as TVs, Deverá ocupar um horário nobre durante a semana. "The Voice Brasil" (SBT) e "Estrela da Casa" (Globo) também poderão voltar em abril.

In – Unha quadrada

Out – Unha pontiaguda

Direito

O efeito dominó das recuperações judiciais: por que a conta chega a todos nós

Confira a coluna desta quinta-feira (8)

08/10/2026 00h03

Leandro Provenzano

Leandro Provenzano Foto: Montagem / Correio do Estado

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A Selic está em 13,75% ao ano. Foi o quinto corte seguido desde março, quando a taxa começou a cair a partir de 15%, e o Banco Central não se comprometeu com novas reduções. A direção é boa, o ritmo, não. Para quem tomou capital de giro, financiou maquinário ou antecipou recebível, um quarto de ponto a cada reunião muda pouco: o dinheiro segue caro, e a conta vence todo mês.

É desse descompasso entre a queda lenta do juro e a pressa do vencimento que nasce um número já rotineiro no noticiário. Segundo a Serasa Experian, o Brasil fechou 2025 com 977 processos de recuperação judicial envolvendo 2.466 empresas, o maior número de empresas em recuperação desde o início da série, em 2012. O primeiro trimestre de 2026 somou mais 194 pedidos. E há o que não vira estatística: a loja que fecha na rua principal, a empresa que devolve as chaves, a linha industrial desativada porque perdeu a disputa para o produto importado.

Em Mato Grosso do Sul, o retrato é mais duro

No agronegócio sul-mato-grossense, foram 38 pedidos de recuperação judicial no primeiro trimestre de 2026, contra 25 no mesmo período de 2025. É alta de 52% em um ano, bem acima dos 21,9% do agro nacional. E um detalhe costuma passar despercebido: 22 desses 38 pedidos vieram de empresas da cadeia, agroindústrias, processadoras, prestadoras de serviço ao campo, e não do produtor dentro da porteira. A crise do agro não fica no agro. Ela sobe pela cadeia, chega à cidade e bate na folha de pagamento de quem nunca plantou um grão.

O problema é mundial; o juro, não

A Allianz Trade projeta alta de 6% nas insolvências empresariais no mundo em 2026, o quinto ano seguido de aumento, com cerca de 2,2 milhões de empregos em risco, sobretudo na construção, no varejo e nos serviços. A diferença brasileira não está em ter o problema, e sim no custo do dinheiro com que se tenta atravessá-lo: a empresa daqui reestrutura dívida pagando juros que a concorrente estrangeira desconhece, o que cria uma disputa profundamente desigual no mercado global.

Quem paga a conta

O consumidor sente primeiro no bolso e depois no atendimento: menos concorrentes significam preço maior, e loja fechada significa garantia difícil de acionar, assistência que sumiu, produto pago e não entregue.

O fornecedor sente antes, e mais fundo. Quem vendeu a prazo para uma empresa que pede recuperação vira credor de um plano que não escreveu, com desconto e prazo que não escolheu. Começa então o efeito dominó: o fornecedor que não recebe atrasa o próprio pagamento, e o problema caminha pela cadeia até derrubar quem estava a três elos de distância do estouro original.

Ganhar o processo não é o mesmo que receber

Aqui entra o alerta que faço como advogado. Vencer a ação contra uma empresa que depois pede recuperação judicial não garante o pagamento. Se o fato que originou a dívida é anterior ao pedido - e o que conta é a data desse fato, não a da sentença, como definiu o STJ no Tema 1.051 -, o crédito entra na recuperação e passa a seguir o plano aprovado pelos credores: desconto, carência e parcelamento longo. Na falência é pior: o consumidor comum fica atrás dos trabalhadores, dos credores com garantia e do Fisco, e com frequência não recebe nada.

Um exemplo clássico é o da empresa de telefonia Oi, que teve a falência decretada em 25 de agosto deste ano, após seu segundo pedido de recuperação judicial. Quem havia vencido um processo judicial contra a empresa, cujo dinheiro já estava na subconta do Tribunal, viu esse dinheiro ser transferido para a massa falida (ou devolvido ao caixa da empresa durante a recuperação). Hoje, o 'crédito' virou prejuízo: com mais de R$ 44 bilhões em dívidas e um patrimônio líquido negativo superior a R$ 22,6 bilhões, a maioria dos credores simplesmente não receberá nada, a depender do seu lugar na fila.

A proteção, portanto, vem antes do processo. Antes de contratar valor alto, comprar parcelado, pagar entrada em obra ou fechar serviço de longo prazo, vale gastar dez minutos pesquisando protestos, negativações, execuções e pedidos de recuperação contra o CNPJ da empresa. Unidades fechando, salários atrasados, troca frequente de comando e fornecedores exigindo pagamento à vista são sinais visíveis de fora. Contratar quem já caminha para a recuperação é comprar um crédito futuro com desconto embutido.

O último a perder é o Estado - ou seja, todos nós

Empresa que encolhe recolhe menos. Cada unidade fechada retira empregos formais, faturamento tributável e contribuição previdenciária da conta pública, e boa parte do que deixou de ser pago migra para a dívida ativa, onde a recuperação é notoriamente baixa. O juro alto que ajudou a quebrar a empresa reaparece, meses depois, como arrecadação que não veio.

Nada disso torna a recuperação judicial vilã: é ela que evita que empresas viáveis morram por um problema de estrutura de dívida. O ponto é outro. Quando os pedidos batem recorde ano após ano, deixam de ser um problema do empresário endividado e passam a ser um dado sobre o preço do dinheiro no Brasil, pago, no fim, por quem compra, por quem fornece e por quem recolhe imposto.

A pergunta que fica é: como falar em salvar uma empresa quando o custo para mantê-la de pé acaba quebrando toda a cadeia ao seu redor?


 

CLAÚDIO HUMBERTO

"No SUS não tem nem fita pra teste de diabetes e falta até dipirona"

Ronaldo Caiado (PSD), sobre Lula promete caneta emagrecedora pelo SUS

21/09/2026 07h00

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

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Dobra número de moradores de rua no governo Lula

Se as pessoas em situação de rua no Brasil formassem uma cidade, ela já seria maior do que as capitais Vitória (ES), Palmas (TO) ou Rio Branco (AC). Em junho de 2026, o Cadastro Único registrava 392,4 mil pessoas nessa condição. Em dezembro de 2022, eram 198,7 mil. Em pouco mais de três anos e meio do governo Lula (PT), quase dobrou a legião de miseráveis nas ruas. Desde 2015, quando o CadÚnico apontava 52,4 mil, salto de 597%, enquanto a população brasileira crescia 0,4% ao ano.

Subiu em flecha

Desde janeiro de 2023, o ritmo médio de moradores de rua subiu para 4,6 mil por mês. Entre 2019 e 2022, a média foi de 2 mil ao mês.

Lorota oficial

O governo atribui a alta à “melhoria do cadastramento”, mas se fosse só subnotificação, a curva se estabilizaria depois da correção. Mas cresceu.

Conta de diminuir

Censos municipais acham menos gente nas ruas do que o CadÚnico. No Rio, a prefeitura contou 8.195 em 2024; o cadastro federal, 23 mil.

Só vê quem quer

Em São Paulo, o censo de 2021 falava em 31,9 mil famílias em situação de rua, mas, no CadÚnico, passou dos 104 mil.

Planos: cidadão pesa menos que os bancos, no STF

O Supremo Tribunal Federal, que se apresenta como “paladino da democracia”, em suas decisões tem feito opção preferencial pelos bancos, em detrimento dos cidadãos. No julgamento definitivo da ADPF 165, sobre expurgos inflacionários dos planos econômicos, entre eles o Plano Collor, e garantiu aos bancos o direito de aplicar calote nos grandes depositantes, mas ficou estabelecido, em acordo, que cerca de 200 mil famílias restantes receberiam os valores devidos. Só que não.

Passa-moleque

Entidades que negociaram na AGU levaram “passa-moleque” de Isaac Ferreira, então presidente da Febraban, e até hoje é só enrolação.

Expectativa

O caso é relatado pelo ministro Cristiano Zanin, que deu razão aos bancos. Flávio Dino pediu vista e o caso deve voltar ao Plenário. 

Tudo como antes

O representante da Febraban foi afastado por suas relações com o Master, mas suas manobras protelatórias continuam prevalecendo.

Vem aí

Tem novidade no pix. Contas-salário receberam autorização do Banco Central para ter uma nova funcionalidade, é o “Pix Automático”. A novidade não é para agora, só a partir de julho de 2027.

Olho no relógio

A equipe da campanha de Flávio Bolsonaro adotou espirituoso hábito ao marcar os compromissos do candidato. Agendas com compromissos são marcadas no minuto “22” da hora, que é o número de Flávio nas urnas.

Rombo é cratera

A oposição na Câmara lembra previsão do Fiscal Monitor do Fundo Monetário Internacional: a gigantesca dívida pública (bruta) do governo vai chegar a 100% do PIB brasileiro, em 2027. Em 2030 será 105,5%.

Bandeira mudou

Auxiliares da campanha de Flávio (PL) já trabalham com a informação de que o tema central da campanha 2026, assunto fundamental para a definição do voto, será a corrupção e não a segurança pública.

Vergonha alheia

Foi vergonha nacional a sessão do STF de ontem, com jeitão de briga de rua, segundo o senador Hamilton Mourão (Rep-SC). “Assistimos nossa Suprema Corte lavando a sua roupa suja”, registrou o senador.

Orgia palaciana

Lula agora diz que Vorcaro “corrompeu todo mundo” e descreve suas relações na República como “orgia mais orgia”. Só não contou o detalhe da história: também recebeu o banqueiro no Palácio do Planalto.

Não se bicam

Coordenador da campanha de Lula no Rio, Quaquá não foi convidado para ato com artistas e reclama que a direção nacional não o ouve “para nada”. Diz ainda que Lula “não ganha um voto” com esse tipo de evento.

Água no chope

Geraldo Alckmin prometeu a empresários superávit de ao menos 0,5% em eventual novo governo Lula. Três dias depois, Lula chamou de “babaquice” fazer superávit e ter controle fiscal.

Pensando bem…

...cidadão comum não tem R$131 milhões para contratar banca influente no STF.

Cláudio Humberto

Mal não faz

Todo santo dia, o veterano deputado Mauro Benevides (PMDB-CE) utiliza um recurso próprio de sua vasta experiência: na primeira meia-hora da sessão legislativa da Câmara, ele dá “como lido” discursos sem relevância, celebrando efemérides, elogiando eleitores e veículos de comunicação que aniversariam, com espaço garantido na “Voz do Brasil”. Vendo-o em ação, o novato Zenaldo Coutinho (PSDB-PA) cutucou Sérgio Carneiro (PT-BA): “Ainda não descobri para que serve isso, mas se ele faz é porque é bom...”
**(com Rodrigo Vilela e Tiago Vasconcelos)

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