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Giba Um

"Influenciadores só falam bobagem. Cara, que trabalha na internet e tem 3 milhões de seguidores...

Não conheço ninguém que ensina uma coisa séria  que tem 4 milhões. Mas, se o cara estiver falando bobagem, pode ter até 20 milhões. Bolsonaro tinha 30 milhões", de Lula, que tem 14 milhões de seguidores.

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O nome de Isadora Cartaxo subiu sua bolsa de apostas para a sucessão de Jorge Messias na Advocacia Geral da União. Há pressão de juristas ligados ao governo, notadamente do Grupo Prerrogativas e de setores do próprio PT para a escolha de uma mulher. 

MAIS: Isadora já tem uma posição de proeminência na estrutura da AGU: ocupa atualmente a Secretaria do  Contencioso e é uma das colaboradoras mais próximas de Messias, a caminho do Supremo (mesmo Alcolumbre dizendo que não tem ideia de quando acontecerá a sabatina dele no Senado).

Parceira de anos

A Dolce&Gabbana celebra duas décadas do seu perfume The One com o lançamento de uma nova edição e uma campanha protagonizada por Madonna. A icônica cantora é acompanhada pelo ator cubano Alberto Guerra, juntamente com uma versão renovada da clássica canção italiana La Bámbola, que foi originalmente interpretada por Patty Bravo. O filme, dirigido por Mert Alas, um colaborador regular da artista, apresenta uma narrativa envolvente, repleta de sensualidade, elegância e elementos da cultura italiana. Lançada em 2006, a linha de perfumes The One já contou com a colaboração de várias figuras famosas em suas campanhas, incluindo as atrizes Emilia Clarke, Scarlett Johansson e Matthew McConaughey, além da modelo Gisele Bündchen. O mais recente lançamento introduz duas novas variantes: The One for Men Parfum, desenvolvido por Jean-Christophe Hérault e The One Eau de Parfum Intense, criado pelo renomado perfumista Quentin Bisch. Este perfume é uma das fragrâncias mais emblemáticas da marca, evocando feminilidade, carisma e sofisticação – características que Madonna sempre enfatizou ao longo de sua carreira. A conexão criativa entre Madonna e a marca italiana é robusta e se desenvolveu ao longo de muitos anos, começando no final da década de 1980, quando os estilistas Stefano Gabbana e Domenico Dolce tiveram seu primeiro encontro com a artista.

Gleisi aguarda na encruzilhada

O futuro eleitoral da ministra Gleisi Hoffmann, principal liderança do Paraná, está ligado ao de Ratinho Jr. Se o atual governador lançar sua candidatura à Presidência pelo PSD, abre-se uma larga estrada para Gleisi concorrer ao Senado. Seria o caminho de preferência de Lula, que permitiria a construção de um palanque mais forte no estado e  a evidência é que o PT não tenha candidato próprio ao governo e apoie Requião Filho (PDT). Contudo, se Ratinho Jr desistir da disputa presidencial e se lançar ao Senado, tudo muda de figura. O governador é tido como imbatível. Restaria apenas a segunda vaga do Paraná ao Senado. Nesse caso, Gleisi iria se bater de frente com um candidato apoiado pelo clã Bolsonaro.

Encruzilhada 2

Hoje, três postulantes disputam o apoio do bolsonarismo: Cristina Graemi (União), Deltan  Dallagnol (Novo) e Filipe Barros (PL). Trata-se sabidamente de um estado em que Bolsonaro tem expressiva força eleitoral: no segundo turno de 2022, por exemplo, derrotou Lula por 62% a 37%. Ou seja: nesse cenário, Gleisi trocaria uma reeleição líquida e certa à Câmara dos Deputados por uma duvidosa corrida ao Senado. Por outro lado, Sergio Moro lidera todos os cenários para o governo do Paraná.

Mais uma vez Marisa

Em sua estreia no grupo especial do desfiles das escolas de samba a Acadêmicos de Niterói resolveu homenagear o presidente lula com o enredo: "Do alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil". E a escola chamou a atriz, apresentadora do talk show "Precisamos Conversar" no canal ICL (Instituto Conhecimento Liberta) e ex-paquita Juliana Baroni para representar a ex-primeira-dama Marisa Letícia (falecida em 2007). Mas para quem não sabe ou não se lembra Juliana já deu vida a “Marisa”, no filme “Lula, o Filho do Brasil”, de Fábio Barreto e Marcelo Santiago, de 2009. “Revisitar esse personagem 17 anos depois vai ser uma emoção enorme para mim, porque eu me aproximei muito afetivamente da Dona Marisa. Quando eu recebi o convite para fazer o filme, eu comecei a pesquisar a vida e o encontro dos dois, que foi uma história muito bonita. A Marisa era uma viúva muito jovem, e o Lula também e, quando eles se conhecem, o Marcos tinha três anos e o Lula adota o filho da Marisa e eles casam muito rapidamente. Foi uma grande paixão e eles passaram 40 anos da vida juntos”.

Muito cuidado

Convidado para ingressar no Conselho da Paz para Gaza, que terá coordenação de Donald Trump, o presidente Lula vai demorar para decidir se aceita ou não. Está analisando o convite com cautela para entender os objetivos técnicos e financeiros (cada integrante do Conselho entrará com R$1 bilhão nessa história) antes de confirmar sua participação. O Conselho enfrenta críticas: muitos acham que uma tentativa de esvaziar o papel da ONU no conflito. E enquanto pensa, Lula arruma as malas: em fevereiro, vai à Índia e à Coreia do Sul. Janja não aguenta mais o sol da Restinga da Marambaia.

Exame oral

O escritor, cronista e acadêmico Ruy Castro acha que é direito de Bolsonaro ler 12 livros por ano (cada um dá remissão de quatro dias de sentença), desde que produza um comentário escrito sobre a obra que seria analisado por uma comissão. O problema, segundo Ruy, é o comentário escrito. Ele tem quem leia para ele e repasse escondidamente os textos. Então, sugere que Bolsonaro seja submetido a arguições - um severo exame oral para cada livro e por uma bancada de especialistas em Marx a Foucault. E decreta: só então Bolsonaro saberá o que é pagar por cada um de seus crimes.

Pérola

"Influenciadores só falam bobagem. Cara,  que trabalha na internet e tem 3 milhões de seguidores. Não conheço ninguém que ensina uma coisa séria  que tem 4 milhões. Mas, se o cara estiver falando bobagem, pode ter até 20 milhões. Bolsonaro tinha 30 milhões"

de Lula, que tem 14 milhões de seguidores.

Ciúmes de Lula 1

Lula boicotou a assinatura do acordo com a União Europeia por ciúmes de Santiago Peña, presidente da direita do Paraguai que estreou sua presidência no Mercosul. Lula quis assinar quando presidia o bloco, mas não deu. Este também está com raiva porque Peña negocia com Trump atrair datacenters dos EUA com sua energia de Itaipu e "sem pedir licença a Lula", que não quer ver Peña de perto. Ele é um político conservador com ideias atuais.

Ciúmes de Lula 2

Energia barata atrai datacenters e indústrias. Gente competente no comando a segurança jurídica são diferenciais próprios do Paraguai. E Lula também está enciumado porque mais de 200 industriais trocaram o Brasil pelo Paraguai, atraídos pela elogiada política econômica de Peña. O Paraguai quer os empregos nas fábricas que se mudaram para lá e continuam abastecendo o mercado brasileiro. La, industrie paga 1% de impostos de exportação, 10% de IR e 0% ao importar insumos. O Brasil abocanha mais de 37% de quem produz.

Farra de diárias

O vaivém de servidores, juízes auxiliares, desembargadores e até "colaboradores eventuais" do Tribunal Superior do Trabalho  custou mais de R$ 2 milhões em 2025. São dados do Portal da Transparência. A maior parte foi nacional e inclui Brasília como um dos trechos. Entre as justificativas estão eventos de formação e correições ordinárias. O maior custo unitário foi de R$ 71.4 mil para uma viagem da ministra Kátia Magalhães Arruda para Lisboa. E o pico de gastança ocorreu em abril e agosto para destinos como Lima (Peru) a Belém (Pará), R$ 280 mil em cada mês.

R$ 300 bi em 20 dias

A torneira da gastança do dinheiro do contribuinte segue aberta em 2026 e já ultrapassou os R$ 300 bilhões nos primeiros 20 dias do ano. São dados de plataforma Gasto Brasil da Associação Comercial de São Paulo e da Confederação das Associações Comerciais do Brasil. O governo federal está no topo da gastança: R$ 120 bilhões e a Previdência aparece como principal gastador, com quase R$80 bilhões. Judiciário, Ministério Público e Defensoria Pública torrou quase R$ 3 bilhões, municípios, R$ 92 bilhões  e estados, R$83,5 bilhões.

Correndo atrás 1

O senador Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência (PL-RJ), antes de circular pelos estados brasileiros, embarcou para seu primeiro giro neste ano eleitoral. O destino é Israel, mas poderá incluir também países da Europa. O irmão Eduardo viaja com Flávio: eles foram convidados a palestrar numa conferência de combate ao antissemitismo, em Jerusalém, em 26 e 27 de janeiro, que terá a presença de Benjamin Netanyahu. O objetivo é se aproximar de líderes da direita no mundo.

Correndo atrás 2

A viagem foi organizada por Eduardo, que já se sente e até confessa "um pouco" de ministro das Relações Exteriores. Ele vive nos Estados Unidos desde março do ano passado. No ano passado, Flávio foi ver de perto o governo de ultradireita de Nayib Bukele. Ela planeja visitar ainda a Argentina am, governada por Javier Milei e Chile, onde Antonio Kast, de direita, venceu as eleições. No fim de 2025, Flávio viajou para os EUA para se reunir com Eduardo. Os dois devem voltar ao Brasil em 15 de fevereiro.

Mistura Fina

O Supremo decidiu por unanimidade tornar ré Maria Shirlei Pior tkievicz, enfermeira e servidora do governo do Paraná, por  proferir insultos contra o ministro Flávio Dino em um voo de São Luís (MA) a Brasília. Aconteceu em setembro do ano passado e tramitou na 1ª Turma da Corte, onde Dino é o atual presidente. Na denúncia ela foi acusada de injuria, incitação ao crime e atentado contra a segurança de transporte marítimo, fluvial ou aéreo.
 
No voo, Maria Shirlei teria  tentado avançar para cima do ministro e foi logo contida por um segurança. Ela fazia parte de um grupo de turistas com 16 pessoas. Entrou dizendo que a aeronave "estava contaminada" e que "não respeita essa espécie de gente". Gritava frases como "Dino está aqui", incitando uma espécie de rebelião a bordo. Só parou depois de advertida pela chefe da cabine. Testemunhas disseram que o ministro do STF permaneceu atônito o tempo todo.
 
O governo Lula chegou ao fim de seu terceiro ano com um total de nove acordos de leniência firmados, que preveem o pagamento de R$ 1,54 bilhão, valor seis vezes menos do que o celebrado no mesmo período no governo de Bolsonaro. O ressarcimento total acordado de 2019 a 2021 foi de R$ 9,3 bilhões em 11 processos diferentes. Só Braskem, OAS e Camargo Corrêa foram quase R$ 6,2 bilhões, ao todo. Já o maior acordo da atual gestão foi de R$ 728 milhões (firmado com empresas de Singapura e  Estaleiro Jurong Aracruz no Espírito Santo).

O PT sonha com uma chapa puro sangue para duas vagas no Senado por São Paulo. No desenho da legenda, os candidatos seriam os sinistros da Fazenda, Fernando Haddad e do Meio Ambiente, Marina Silva, A ideia a apresentar dois nomes fortes para enfrentar nomes da direita. Há problemas: Haddad não quer ser candidato a nada, Lula ainda precisa convencê-lo e, por enquanto, ele resiste. Já Marina Silva teria de retornar ao PT, de onde saiu brigada em 2009. Marina está insatisfeita com a Rede, quer sair e conversar também com Psol e PSB.

A propósito: quem deverá sair também para o Senado pelo MDB é a ministra Simone Tebet (Planejamento). Ela já foi prefeita de Três Lagoas, vice-governadora e senadora pelo Mato Grosso do Sul. E sabe que lá não se reelege.

In - Puxador tubular de alumínio

Out - Puxador tubular de aço

Direito

O efeito dominó das recuperações judiciais: por que a conta chega a todos nós

Confira a coluna desta quinta-feira (8)

08/10/2026 00h03

Leandro Provenzano

Leandro Provenzano Foto: Montagem / Correio do Estado

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A Selic está em 13,75% ao ano. Foi o quinto corte seguido desde março, quando a taxa começou a cair a partir de 15%, e o Banco Central não se comprometeu com novas reduções. A direção é boa, o ritmo, não. Para quem tomou capital de giro, financiou maquinário ou antecipou recebível, um quarto de ponto a cada reunião muda pouco: o dinheiro segue caro, e a conta vence todo mês.

É desse descompasso entre a queda lenta do juro e a pressa do vencimento que nasce um número já rotineiro no noticiário. Segundo a Serasa Experian, o Brasil fechou 2025 com 977 processos de recuperação judicial envolvendo 2.466 empresas, o maior número de empresas em recuperação desde o início da série, em 2012. O primeiro trimestre de 2026 somou mais 194 pedidos. E há o que não vira estatística: a loja que fecha na rua principal, a empresa que devolve as chaves, a linha industrial desativada porque perdeu a disputa para o produto importado.

Em Mato Grosso do Sul, o retrato é mais duro

No agronegócio sul-mato-grossense, foram 38 pedidos de recuperação judicial no primeiro trimestre de 2026, contra 25 no mesmo período de 2025. É alta de 52% em um ano, bem acima dos 21,9% do agro nacional. E um detalhe costuma passar despercebido: 22 desses 38 pedidos vieram de empresas da cadeia, agroindústrias, processadoras, prestadoras de serviço ao campo, e não do produtor dentro da porteira. A crise do agro não fica no agro. Ela sobe pela cadeia, chega à cidade e bate na folha de pagamento de quem nunca plantou um grão.

O problema é mundial; o juro, não

A Allianz Trade projeta alta de 6% nas insolvências empresariais no mundo em 2026, o quinto ano seguido de aumento, com cerca de 2,2 milhões de empregos em risco, sobretudo na construção, no varejo e nos serviços. A diferença brasileira não está em ter o problema, e sim no custo do dinheiro com que se tenta atravessá-lo: a empresa daqui reestrutura dívida pagando juros que a concorrente estrangeira desconhece, o que cria uma disputa profundamente desigual no mercado global.

Quem paga a conta

O consumidor sente primeiro no bolso e depois no atendimento: menos concorrentes significam preço maior, e loja fechada significa garantia difícil de acionar, assistência que sumiu, produto pago e não entregue.

O fornecedor sente antes, e mais fundo. Quem vendeu a prazo para uma empresa que pede recuperação vira credor de um plano que não escreveu, com desconto e prazo que não escolheu. Começa então o efeito dominó: o fornecedor que não recebe atrasa o próprio pagamento, e o problema caminha pela cadeia até derrubar quem estava a três elos de distância do estouro original.

Ganhar o processo não é o mesmo que receber

Aqui entra o alerta que faço como advogado. Vencer a ação contra uma empresa que depois pede recuperação judicial não garante o pagamento. Se o fato que originou a dívida é anterior ao pedido - e o que conta é a data desse fato, não a da sentença, como definiu o STJ no Tema 1.051 -, o crédito entra na recuperação e passa a seguir o plano aprovado pelos credores: desconto, carência e parcelamento longo. Na falência é pior: o consumidor comum fica atrás dos trabalhadores, dos credores com garantia e do Fisco, e com frequência não recebe nada.

Um exemplo clássico é o da empresa de telefonia Oi, que teve a falência decretada em 25 de agosto deste ano, após seu segundo pedido de recuperação judicial. Quem havia vencido um processo judicial contra a empresa, cujo dinheiro já estava na subconta do Tribunal, viu esse dinheiro ser transferido para a massa falida (ou devolvido ao caixa da empresa durante a recuperação). Hoje, o 'crédito' virou prejuízo: com mais de R$ 44 bilhões em dívidas e um patrimônio líquido negativo superior a R$ 22,6 bilhões, a maioria dos credores simplesmente não receberá nada, a depender do seu lugar na fila.

A proteção, portanto, vem antes do processo. Antes de contratar valor alto, comprar parcelado, pagar entrada em obra ou fechar serviço de longo prazo, vale gastar dez minutos pesquisando protestos, negativações, execuções e pedidos de recuperação contra o CNPJ da empresa. Unidades fechando, salários atrasados, troca frequente de comando e fornecedores exigindo pagamento à vista são sinais visíveis de fora. Contratar quem já caminha para a recuperação é comprar um crédito futuro com desconto embutido.

O último a perder é o Estado - ou seja, todos nós

Empresa que encolhe recolhe menos. Cada unidade fechada retira empregos formais, faturamento tributável e contribuição previdenciária da conta pública, e boa parte do que deixou de ser pago migra para a dívida ativa, onde a recuperação é notoriamente baixa. O juro alto que ajudou a quebrar a empresa reaparece, meses depois, como arrecadação que não veio.

Nada disso torna a recuperação judicial vilã: é ela que evita que empresas viáveis morram por um problema de estrutura de dívida. O ponto é outro. Quando os pedidos batem recorde ano após ano, deixam de ser um problema do empresário endividado e passam a ser um dado sobre o preço do dinheiro no Brasil, pago, no fim, por quem compra, por quem fornece e por quem recolhe imposto.

A pergunta que fica é: como falar em salvar uma empresa quando o custo para mantê-la de pé acaba quebrando toda a cadeia ao seu redor?


 

CLAÚDIO HUMBERTO

"No SUS não tem nem fita pra teste de diabetes e falta até dipirona"

Ronaldo Caiado (PSD), sobre Lula promete caneta emagrecedora pelo SUS

21/09/2026 07h00

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

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Dobra número de moradores de rua no governo Lula

Se as pessoas em situação de rua no Brasil formassem uma cidade, ela já seria maior do que as capitais Vitória (ES), Palmas (TO) ou Rio Branco (AC). Em junho de 2026, o Cadastro Único registrava 392,4 mil pessoas nessa condição. Em dezembro de 2022, eram 198,7 mil. Em pouco mais de três anos e meio do governo Lula (PT), quase dobrou a legião de miseráveis nas ruas. Desde 2015, quando o CadÚnico apontava 52,4 mil, salto de 597%, enquanto a população brasileira crescia 0,4% ao ano.

Subiu em flecha

Desde janeiro de 2023, o ritmo médio de moradores de rua subiu para 4,6 mil por mês. Entre 2019 e 2022, a média foi de 2 mil ao mês.

Lorota oficial

O governo atribui a alta à “melhoria do cadastramento”, mas se fosse só subnotificação, a curva se estabilizaria depois da correção. Mas cresceu.

Conta de diminuir

Censos municipais acham menos gente nas ruas do que o CadÚnico. No Rio, a prefeitura contou 8.195 em 2024; o cadastro federal, 23 mil.

Só vê quem quer

Em São Paulo, o censo de 2021 falava em 31,9 mil famílias em situação de rua, mas, no CadÚnico, passou dos 104 mil.

Planos: cidadão pesa menos que os bancos, no STF

O Supremo Tribunal Federal, que se apresenta como “paladino da democracia”, em suas decisões tem feito opção preferencial pelos bancos, em detrimento dos cidadãos. No julgamento definitivo da ADPF 165, sobre expurgos inflacionários dos planos econômicos, entre eles o Plano Collor, e garantiu aos bancos o direito de aplicar calote nos grandes depositantes, mas ficou estabelecido, em acordo, que cerca de 200 mil famílias restantes receberiam os valores devidos. Só que não.

Passa-moleque

Entidades que negociaram na AGU levaram “passa-moleque” de Isaac Ferreira, então presidente da Febraban, e até hoje é só enrolação.

Expectativa

O caso é relatado pelo ministro Cristiano Zanin, que deu razão aos bancos. Flávio Dino pediu vista e o caso deve voltar ao Plenário. 

Tudo como antes

O representante da Febraban foi afastado por suas relações com o Master, mas suas manobras protelatórias continuam prevalecendo.

Vem aí

Tem novidade no pix. Contas-salário receberam autorização do Banco Central para ter uma nova funcionalidade, é o “Pix Automático”. A novidade não é para agora, só a partir de julho de 2027.

Olho no relógio

A equipe da campanha de Flávio Bolsonaro adotou espirituoso hábito ao marcar os compromissos do candidato. Agendas com compromissos são marcadas no minuto “22” da hora, que é o número de Flávio nas urnas.

Rombo é cratera

A oposição na Câmara lembra previsão do Fiscal Monitor do Fundo Monetário Internacional: a gigantesca dívida pública (bruta) do governo vai chegar a 100% do PIB brasileiro, em 2027. Em 2030 será 105,5%.

Bandeira mudou

Auxiliares da campanha de Flávio (PL) já trabalham com a informação de que o tema central da campanha 2026, assunto fundamental para a definição do voto, será a corrupção e não a segurança pública.

Vergonha alheia

Foi vergonha nacional a sessão do STF de ontem, com jeitão de briga de rua, segundo o senador Hamilton Mourão (Rep-SC). “Assistimos nossa Suprema Corte lavando a sua roupa suja”, registrou o senador.

Orgia palaciana

Lula agora diz que Vorcaro “corrompeu todo mundo” e descreve suas relações na República como “orgia mais orgia”. Só não contou o detalhe da história: também recebeu o banqueiro no Palácio do Planalto.

Não se bicam

Coordenador da campanha de Lula no Rio, Quaquá não foi convidado para ato com artistas e reclama que a direção nacional não o ouve “para nada”. Diz ainda que Lula “não ganha um voto” com esse tipo de evento.

Água no chope

Geraldo Alckmin prometeu a empresários superávit de ao menos 0,5% em eventual novo governo Lula. Três dias depois, Lula chamou de “babaquice” fazer superávit e ter controle fiscal.

Pensando bem…

...cidadão comum não tem R$131 milhões para contratar banca influente no STF.

Cláudio Humberto

Mal não faz

Todo santo dia, o veterano deputado Mauro Benevides (PMDB-CE) utiliza um recurso próprio de sua vasta experiência: na primeira meia-hora da sessão legislativa da Câmara, ele dá “como lido” discursos sem relevância, celebrando efemérides, elogiando eleitores e veículos de comunicação que aniversariam, com espaço garantido na “Voz do Brasil”. Vendo-o em ação, o novato Zenaldo Coutinho (PSDB-PA) cutucou Sérgio Carneiro (PT-BA): “Ainda não descobri para que serve isso, mas se ele faz é porque é bom...”
**(com Rodrigo Vilela e Tiago Vasconcelos)

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