Colunistas

CLÁUDIO HUMBERTO

"Isso foi um trabalho em equipe"

Deputado Gustavo Gayer (PL-GO) ironizando "o tamanho a besteira" de Lula no exterior

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Repulsa mundial a Lula deve conter crise com Israel

Após a reprimenda humilhante de Israel ao governo Lula (PT), em pleno Museu do Holocausto, para comunicar que o petista é persona non grata naquele país, e a repulsa mundial às declarações irresponsáveis do presidente brasileiro, a crise não deve piorar, segundo expectativa dos diplomatas mais experientes do Itamaraty.

As relações bilaterais ficarão “congeladas” ou prejudicadas, ao menos enquanto Lula e Netanyahu ocuparem seus cargos, mas não devem evoluir para um rompimento.

Fora do script

As afirmações levianas de Lula foram feitas fora do discurso preparado pelo Itamaraty. Ele quis improvisar e acabou provocando um desastre.

Papo de mesa de bar

Fontes do Itamaraty acham que Lula reproduziu insultos a Israel que teria ouvido de radicais como Celso Amorim, notório bajulador do Hamas.

Presidente minúsculo

Passando pano em terroristas que matam judeus e até no regime da Rússia, que mata opositores, Lula faz história assim, com “h” minúsculo.

Um país envergonhado

Não se tem notícia de governante “persona non grata”, como Lula. É uma vergonha para o Brasil, para nossa diplomacia, para os brasileiros.

Teve mais: Lula passou pano para Putin e Maduro

Além de comparar a ação israelense na Faixa de Gaza ao holocausto de judeus na Alemanha nazista, o presidente Lula (PT) aproveitou para passar pano para os ditadores Vladimir Putin e Nicolás Maduro.

Após a morte do principal opositor do russo, Lula disse é preciso “fazer uma investigação” antes de qualquer acusação. O petista deu resposta semelhante à expulsão de funcionários da ONU pela Venezuela do seu companheiro Maduro: não tem “informações do que está acontecendo”.

Não sobrou ninguém

O ditador Maduro expulsou do país todo o Alto Comissariado da ONU para Direitos Humanos de Caracas, na Venezuela.

Coincidência

Principal opositor de Putin, Alexei Navalny morreu numa prisão na Sibéria Ocidental, após anos de batalha na Justiça por ser “extremista”.

Velho 'não sei'

"Não sei se ele estava doente, se tinha algum problema", disse Lula sobre o opositor morto de Vladimir Putin.

3º mundo caricaturado

Diplomata francês muito influente, Gérard Anaud contou ontem no “X”: “Passei dois anos no Conselho de Segurança (da UNU) com o Brasil. Perdi todas as minhas ilusões sobre a política externa deste país, um Terceiro Mundo tão caricaturado que defendia a Coreia do Norte.

Chanceler decorativo

Mais uma vez ficou claro o papel decorativo do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, na crise com Israel. Após a rebordosa de Tel Aviv, Lula “se aconselhou” com quem o tem influenciado em atitudes que o colocam à margem do mundo: o assessor Celso Amorim.

Eu não disse?’

Yigal Palmor, ex-porta-voz da diplomacia israelense, autor da expressão “anão diplomático” para classificar o Brasil, não perdeu tempo e voltou à carga, no dia em que Lula era alvo de críticas em todo o mundo.

Congresso se omite

Tão vexatório quanto o desatino de Lula, na afronta a Israel, foi o silêncio dos presidentes da Câmara e do Senado, apesar dos graves danos causados ao País pelo comportamento irresponsável do presidente.

Números genocidas

A determinação do governo Lula de impedir a divulgação diária de óbitos por covid completa um ano na segunda-feira (26). Na atual gestão do PT ocorreram 275 mortes por semana, totalizando mais de 15 mil em 2023.

Um novo ‘troféu’

Marcos Pontes (PL-SP), da Comissão de Relações Exteriores do Senado, achou “descabida” a fala de Lula: “já ganhou o troféu de primeiro ex-Presidente preso, agora esse de “persona non grata”.

Insulto repugnante

Para o senador Marcos Rogério (PL-RO), Lula promoveu mais um vexame internacional: “comparar Israel ao nazismo é abjeto, repugnante e desumano. É um desrespeito à memória de milhões de judeus”.

Só vendo

O senador Carlos Viana (Pode-MG) apresentou requerimento, nesta segunda (19), à Comissão de Relações Exteriores para ouvir o chanceler Mauro Vieira tentar explicar a fala de Lula, que comparou judeus a Hitler.

Pensando bem...

...agora só falta tentar dar 48h de prazo para Israel se explicar ao STF.

PODER SEM PUDOR

Não é a mamãe

Carlos Lacerda fazia mais um discurso devastador na Câmara dos Deputados contra o “mar de lama” do governo Getúlio Vargas. A deputada Ivete Vargas, sobrinha do presidente, pedia em vão um aparte. Cansada da insistência e muito irritada, Ivete perdeu a paciência: “FDP!”, gritou ao microfone. Com sua estonteante rapidez de raciocínio e sempre disposto a ofender adversários, Lacerda respondeu na bucha: “Vossa Excelência é muito nova para ser minha mãe!”.

ARTIGO

Pelo fim dos superpoderes e a defesa da Constituição

19/09/2026 07h00

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Pedro Simon - Advogado, foi governador do Rio Grande do Sul, ex-senador da República e ministro da Agricultura

Ao longo dos meus 96 anos, vivenciei alguns dos piores momentos da história brasileira. Dos autoritarismos da ditadura militar aos maiores escândalos de corrupção da Nova República, estive na linha de frente de todos esses episódios, em defesa de um país melhor, mais justo, livre e igualitário. Confesso que lutei, como disse em meu discurso de despedida do Senado, em 2014: onde vi corrupção, lutei para levar a ética; onde vi impunidade, lutei para levar a justiça.

Hoje, assisto de longe, com angústia, à fragilização das instituições que construímos a partir de 1988, corroídas pela improbidade, pela maximização do interesse pessoal e por novas formas de coronelismo.

Vivemos hoje a maior crise deste século no Brasil: uma crise constitucional, da relação entre os poderes constituídos, que coloca em xeque a credibilidade da República perante a sociedade civil e a comunidade internacional.

Enquanto o Poder Executivo é capturado por projetos de poder que se confundem com projetos de governo, e não por projetos de Estado-nação, o Legislativo sequestra o orçamento republicano por meio de emendas parlamentares sem transparência nem responsabilidade, sob o domínio dos mesmos grupos políticos fisiológicos.

Enquanto isso, o Poder Judiciário, encastelado em uma superioridade autoproclamada, assume uma posição perigosa de tutela absoluta de todos os assuntos da República – mas, sob o comando de alguns de seus agentes e salvaguardadas honrosas exceções, em nada difere, em condutas recentes, dos entes corruptos e corruptores que se propõe a julgar.

As investigações em torno do escândalo do Banco Master e o embate público recente entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) expuseram, em todo o País, uma Corte que deveria pacificar a Nação e que, em vez disso, tornou-se palco de disputas que corroem a sua própria autoridade moral. Já disse, e repito: vivemos a página mais triste da nossa história neste século, na qual perdemos a confiança nos Três Poderes da República.

A recente deliberação do STF aprofunda essa crise de credibilidade institucional. Ao expor divisões internas e hesitar no rigor sobre as apurações do caso do Banco Master que envolvem membros da própria Corte, o Tribunal compromete a autocontenção e a neutralidade exigidas da magistratura. O episódio confirma que a ausência de controle externo efetivo e a resistência à transparência corroem a autoridade moral do guardião da Constituição.

Foi no Senado que passei 32 dos meus 60 anos de vida pública, ao lado de Ulysses Guimarães, Tancredo Neves e Teotônio Vilela, na reconstrução da nossa democracia. É por essa vivência que faço um alerta: compete privativamente ao Senado, por força da Constituição Federal, processar e julgar os ministros do STF por crimes de responsabilidade. Esse é um dos pilares do equilíbrio entre os Poderes que ajudamos a erguer em 1988, e hoje ele está, na prática, esvaziado. Dezenas de pedidos de impeachment contra ministros da Corte acumulam-se há anos nas gavetas da mesa diretora, sem parecer e sem votação.

Em toda a nossa história democrática, nenhum ministro do Supremo jamais chegou a ser julgado até o fim por esse rito. O Senado, a quem caberia fiscalizar o Judiciário, tem preferido o silêncio ao exercício desse dever constitucional, seja por cálculo eleitoral, seja pelo receio de turbulência institucional. Um poder que se omite de fiscalizar torna-se, ele também, parte da crise.

O Brasil precisa de uma resposta firme e rigorosa; necessita que se instaure investigação regular e independente sobre os fatos revelados, assegurados o contraditório e a ampla defesa; que o STF retome, sem subterfúgios, a sua autocontenção institucional; que se encerre o inconstitucional inquérito das fake news; que todos os envolvidos com o Banco Master sejam investigados, independentemente do cargo ou partido político; que se restabeleça a atuação dentro dos limites da Constituição, e que ninguém, nem mesmo quem julga a Nação, esteja acima da lei.

Chegou o momento de reformas na Corte, com mandatos fixos, aperfeiçoamento do modelo de indicação e de um Código de Ética efetivo. Volto, então, àquilo em que sempre acreditei: a democracia não se sustenta na força de um só poder, mas no equilíbrio entre todos eles e na vigilância permanente da sociedade civil. Ao povo brasileiro, e sobretudo à juventude que hoje herda esta crise sem tê-la criado, deixo o mesmo apelo que fiz ao deixar o Senado: que não desistam da política, nem do Brasil. 

A pátria é feita de quem rejeita a corrupção, a impunidade e a soberba dos que se creem acima da lei. Que essa pátria, mais uma vez, prevaleça.

Cláudio Humberto

"Mostrou roubalheira enorme"

Romeu Zema (Novo), sobre queda do sigilo do caso Master

13/09/2026 07h00

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

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Moraes lidera número de pesquisas em crise do STF

Apontado como partícipe de intensa troca de mensagens com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master, o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes liderou o interesse de pesquisas no Google no último mês, conforme dados da plataforma. O pico da pesquisa foi em 1º de setembro, quando o ministro André Mendonça levantou o sigilo de relatório da Polícia Federal que revelou mensagens de Vorcaro a número atribuído a Alexandre de Moraes.

 

Interesse na capital

O índice do interesse tem escala de 0 a 100. O Distrito Federal liderou as pesquisas (100), seguido por Mato Grosso (66) e Rondônia (66).

 

Diferença

Enquanto Moraes bateu os 100, as pesquisas por André Mendonça bateram o pico na mesma data, mas com menos da metade (44).

 

Epicentro da crise

Até pesquisas por “STF” despertaram mais interesse do brasileiro do que Mendonça, atingiu 58 no índice de pesquisas.

 

Ninguém liga

Os números mostram que o interesse pelo filme “Dark Horse” não decolou. O pico foi na quinta-feira, só 23 na escala.

 

Governo Lula: R$90 milhões com viagens em 14 dias

O governo Lula (PT) conseguiu torrar cerca de R$90 milhões com viagens nas últimas duas semanas. Segundo dados do Portal da Transparência, o total de despesas com descolamentos já ultrapassa R$1,3 bilhão em 2026. Foram R$735,8 milhões com diárias distribuídas a funcionários e outros R$560,3 milhões com as passagens aéreas. O total não inclui a fortuna gasta nas viagens de Lula e da primeira-dama Janja.

 

Em dólar

Viagens internacionais do governo do PT já custaram R$161,7 aos pagadores de impostos. Foram R$8 milhões nas últimas duas semanas.

 

Tem mais

O governo petista conseguiu torrar também R$7,8 milhões com “outros gastos” de viagens. São taxas, seguros de viagens etc.

 

Número 1

A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, é número um entre os gastões com viagens: R$510 mil com passagens e diárias, diz a Transparência.

 

Falta combinar com o eleitor

A ordem na campanha de Lula é evitar que a eleição vire, nas palavras de petistas, “Fla x Flu” de ministros do STF. A estratégia é deixar Moraes e Mendonça brigando e tentar puxar o eleitor para outros assuntos.

 

Combustível eleitoral

Medidas do governo para segurar os preços dos combustíveis devem custar R$40 bilhões por seis meses, diz Bruno Moretti (Planejamento). O alívio é no posto e a conta estaciona no bolso do pagador de impostos.

 

Tudo certo, mas...

O TCU encontrou as projeções fiscais do governo formalmente dentro das metas, mas apontou aumento do déficit efetivo e problemas de transparência e consistência das estimativas. “Certo” com “ressalvas”.

 

Soberba na conta

Internamente, a campanha de Lula reconhece que subestimou a dificuldade da disputa contra Flávio Bolsonaro (PL). Até prepara mobilização neste domingo (13) para tentar “chacoalhão” na candidatura.

 

Cara de pau

Lula tomou invertidas ao celebrar o fim da taxa das blusinhas, criada por ele mesmo. Seguidores nas redes sociais não perdoaram, “a quadrilha do PT é assim, te quebram uma perna, depois te dão uma muleta”.

 

Na terça

Já tem data o novo depoimento de Daniel Vorcaro na Polícia Federal sobre as fraudes financeiras em operações com o BRB. O ex-banqueiro dono do Master falará à PF na terça-feira, dia 15.

 

Em queda

Caiu 66,6% o número de crianças registradas como cidadãs italianas no Brasil em 2025. O dado é do Instituto Nacional de Estatística da Itália (Istat), que relacionou parte da redução às novas regras para a transmissão da cidadania aos filhos nascidos no exterior.

 

Fatura petista

Rogério Marinho (PL-RN) apontou os R$120 bilhões a mais em tributos sobre consumo para 2027. Diz o senador que é o método do PT: aumentar gastos e empurrar a dívida para cima de quem trabalha.

 

Pensando bem...

...a aliança com Lula deu PT.

 

PODER SEM PUDOR

Cláudio Humberto

Greve teatral

O Ato Institucional nº 5, que revogou as liberdades democráticas no Brasil de 1968, levou muitos adversários do regime militar à cadeia. Entre eles Carlos Lacerda, que resolveu iniciar uma greve de fome no cárcere. O médico e amigo Antônio Rebello, que monitorava o pulso de Lacerda, começou a ficar preocupado e vivia implorando para que o líder carioca suspendesse a greve. Um dia fez uma comparação definitiva: “Você está tentando fazer Shakespeare no País da Dercy Gonçalves!”. Percebendo o ridículo da situação, Lacerda desistiu da greve na hora.

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