Colunistas

CLAÚDIO HUMBERTO

"Lula mente descaradamente"

Deputado Carlos Jordy (PL-RJ) sobre discurso de Lula na abertura dos trabalhos do STF

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CPMI votará quebra de sigilo bancário de Lulinha

Assim que reabriu o ano legislativo, ontem (2), a CPMI que apura a ladroagem no INSS recebeu mais de 40 pedidos nos primeiros minutos de funcionamento. Nada menos do que doze são assinados pelo relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), como, por exemplo, aquele que quebra de sigilo bancário e fiscal de Fabio Luís Lula da Silva, filho do presidente da República, com ligação nebulosa com Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, apontado como líder da bandalheira.

Vem aí

Lulinha entrou na mira da CPMI ainda no ano passado, após a bancada de esquerda se mobilizar para impedir sua convocação.

Eles não desistem

Ainda em dezembro, nos estertores do ano Legislativo anterior, o relator Alfredo Gaspar protocolou pedido para quebrar os sigilos de Lulinha.

Caldeirão de escândalo

A CPMI também quer avançar sobre a família de Daniel Vorcaro, dono do enrolado Banco Master e protagonista de mais um escândalo.

Peixe grande

A CPMI retoma as oitivas na quinta (5), com depoimentos de Vorcaro, Maurício Camisotti (Total Health) e Gilberto Waller Junior (INSS).

Petistas já brigam para chefiar Casa Civil em 2027

Antes mesmo da chegada do período eleitoral, é grande a briga no PT para levar a melhor fatia do rateio ministerial em um eventual quarto governo Lula. A Casa Civil, hoje chefiada pelo ex-governador da Bahia Rui Costa, virou ponto de cobiça de petistas, com os atuais ministros Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), Camilo Santana (Educação) e até Fernando Haddad (Fazenda) brigando pelo espaço a cotoveladas. É que o ocupante do cargo quer disputar eventual sucessão em 2030.

Fobia das urnas

Haddad é empurrado a disputar o governo de São Paulo, mas quer evitar outra humilhação nas urnas. Prefere coordenar a campanha de Lula.

Janela da frente

O PT sinaliza que, derrotado em São Paulo, Haddad terá ministério da Fazenda outra vez em eventual Lula 4. Mas ele quer a Casa Civil.

Zagueiro no Planalto 

Como Haddad, Gleisi também quer a Casa Civil, mas ambos têm em comum a inimizade de Rui Costa, o “Dilma de calças”. Mal se falam.

Padilha na CPMI

Mais um ministro de Lula entrou na mira da CPMI do INSS, após o retorno dos trabalhos legislativos. Já tem pedido para ouvir depoimento do ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Mão boba na carteira

“O Lula resolveu ser sócio no seu negócio”, o alerta é do deputado Evair de Melo (PP-ES) ao destacar garfada de 44% de impostos que o governo quer tributar de quem tem aluguéis de temporada.

É pouco

O senador Sérgio Moro (União-PR) considera que o Código de Conduta para ministros do STF, até merece apoio e é um avanço, mas que a iniciativa, por si só, não basta.

Negócio familiar

Além de pedir o afastamento de Dias Toffoli (STF) do processo do Caso Master, o senador Eduardo Girão (Novo-CE) também pediu a quebra de sigilo bancário dos irmãos do ministro, ligados ao resort Tayayá.

É Câmara

Nikolas Ferreira (PL-MG) desmentiu boataria de que disputaria o governo de Minas Gerais. O deputado federal ainda não alcançou a idade mínima de 35 anos, que a Constituição exige. Ele renovará o mandato.

Na cadeia

Virou caso de polícia conduta do petista Pedro Lobo, suplente de deputado estadual no Ceará. Foi preso em flagrante após ser denunciado por importunação sexual no aeroporto de Juazeiro do Norte.

Prescreveu

Roberto Jefferson se livrou de duas condenações no Supremo Tribunal Federal: calúnia e incitação pública. O ministro Alexandre de Moraes (STF) reconheceu que os crimes já prescreveram.

Como está

A Prefeitura do Rio de Janeiro vai continuar sob a tutela do PSD, após saída de Eduardo Paes para disputar o governo estadual. Quem assume é o vice Eduardo Cavaliere, do mesmo partido de Paes.

Pensando bem...

...petistas deveriam saber que dá azar tocar na taça antes da final.

PODER SEM PUDOR

Candidatos eleitos

Deputados federais pelo Rio Grande do Norte, Djalma Marinho e Vingt Rosado Maia foram ao enterro de um velho amigo. Vingt cochichou: “O morto é um homem da nossa idade... Já somos candidatos também...” O octogenário Djalma reagiu com graça e veemência: “Que candidatos Vingt, que candidatos! Nós já fomos eleitos. Estamos apenas aguardando o dia da posse.” Marinho faleceria em 1988 e Vingt em 1995.

Artigos

Despirocado

30/01/2026 07h45

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O título se refere ao termo incomum, empregado eventualmente, mas adequado para adjetivar negativamente tanto uma pessoa (estereótipo) como seu comportamento, tal qual encontramos nos noticiários atuais sobre o presidente americano e seus feitos. Este particípio passado do verbo despirocar, regular, transitivo direto, por vezes é utilizado como adjetivo para descrever alguém louco, fora de si, abilolado, desvairado, com a conotação de quem perdeu a razão, que age de modo estranho ou fora dos padrões habituais de convivência e diplomacia.

As regras de convivência envolvem as etiquetas que ditam o comportamento, a harmonia, a organização e a previsibilidade nas ações e são necessárias à interação humana. Já as normas da diplomacia referem-se às praticas protocolares reconhecidas internacionalmente de modo a promover as relações dos povos, o diálogo entre os Estados de modo pacífico, ordenado e respeitoso, necessárias às negociações e acordos relativos aos interesses nacionais. 

O simples fato de administrar e governar um país tendo como principal canal de comunicação por intermédio da web, utilizar plataforma própria (Truth Social) na divulgação de ordens conservadoras, estratégias, propaganda, desprezando a administração burocrática formal que se baseia na racionalidade, regras e hierarquia, visando máxima eficiência, padronização e impessoalidade nas organizações, por meio da divisão de tarefas, competência técnica e meritocracia, negando o uso de documentos oficiais, é um indício de quem imprime uma centralização administrativa a seu modo.

Quando a forma de administração moderna é aplicada, documentos físicos, respeito às hierarquias e o tratamento da estrutura organizacional do governo evita-se o favoritismo, equilibra e dá transparência às decisões, caso contrário, o desrespeito ao modelo de administração formal, o comportamento do gestor máximo é desvirtuado. 

Com isso, o desprezo e a quebra de regras leva a desconsideração na divisão de trabalho, a hierarquia, as regras e normas, a impessoalidade, a profissionalização, e a previsibilidade, item esse próprio da certeza que deve ter um presidente ao anunciar suas ações, seus planos para seus comandados.

O líder que projeta a imagem de irracionalidade e imprevisibilidade para convencer adversários de que é capaz de ações extremas forçando-os a ceder em negociações nos lembra da teoria de estratégia política (“Madman Theory” – Nixon 1969) e nos traz às comparações ao atual comportamento de Donald Trump, que usou essa mesma tática para forçar tarifas, e ameaçar com invasões e força bélica.

Agir de modo não convencional (aparentar inconstância nos anúncios), fazer ameaças desproporcionais (envio de tropas), pressionar adversários ou aliados coercitivamente (taxar e tarifar) faz parte intencional da um cálculo racional para obter vantagem em negociações de alto risco é próprio de um líder “despirocado”.
Em resumo, ele afronta os protocolos de hierarquia ao desdenhar autoridades acreditadas dispensando o tratamento formal frente aos representantes dos países, a garantia da igualdade entre as nações; desrespeita o princípio fundamental, a soberania, que é a não intervenção nos assuntos internos de outros Estados Nacionais; é irreverente quanto ao tratamento dos assuntos confidenciais, divulgando-os aos seus seguidores, preferindo os confrontos públicos; apresenta desequilíbrio entre as ações anunciadas e as consequentes, faz uso de acordos comerciais e propõe investimentos como ferramentas desproporcionais de política externa, na busca do domínio hegemônico de caráter unilateral, desconsiderando os padrões e as praticas normais da diplomacia. 

Ao testar seus limites presidenciáveis, estabelece arbitrária e aleatoriamente tarifa comercial unilateral; viola regras do Direito Internacional (soberania) ao sequestrar desafeto político em território estrangeiro; incentiva à expulsão de imigrantes baseando-se na Lei de Inimigos Estrangeiros; bombardeia o Irã, ataca embarcações á revelia; persegue servidores públicos e desmantela agências, pressiona economicamente universidades politicamente antagônicas, são ações que mostram bem a administração de um “despirocado”. 

Ainda assim seguidores ignaros, admiradores momentaneamente ludibriados e correligionários néscios, ou toda sorte de insatisfeitos que aplaudem tais atitudes populistas pela identidade cultural acreditam que os interesses das classes trabalhadoras estarão protegidas assim como os valores tradicionais e conservadores do American Way of Life, uma falsa propaganda criada no pós-guerra para vender prosperidade valores democráticos liberais, e que ainda existe.

editorial

MS sustenta platô alto de empregos

Economia aquecida traz desafios: melhorar a qualidade da educação, ampliar e qualificar os serviços públicos, fortalecer a sensação de segurança e fortalecer a infraestrutura

30/01/2026 07h30

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Mato Grosso do Sul encerrou o último ano com um dado que merece ser destacado para além das estatísticas frias: a geração de mais de 19 mil vagas de emprego com carteira assinada. O número, puxado principalmente pela construção civil, elevou o estoque de trabalhadores formais para perto de 690 mil vínculos ativos. Trata-se de um marco relevante para um estado que, historicamente, conviveu com ciclos econômicos mais instáveis e dependentes de poucos setores.

Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, confirmam o que já se percebe no cotidiano: Mato Grosso do Sul vive um bom momento econômico. Há canteiros de obras espalhados, projetos industriais saindo do papel e uma cadeia de serviços impulsionada por esse movimento. Emprego não surge do nada; ele é consequência direta de investimento, confiança e planejamento – e isso está acontecendo no Estado.

É claro que cada ano tem suas particularidades. Há meses de saldo positivo mais robusto, outros de acomodação e até de retração pontual. Isso é natural em qualquer economia. O que chama a atenção, porém, é a resiliência do mercado de trabalho sul-mato-grossense. Mesmo diante de oscilações nacionais, juros elevados ou incertezas externas, o Estado mantém um platô elevado de emprego formal. E isso não é casual: há bilhões de reais em investimentos já contratados para o médio e o longo prazo, especialmente nas áreas de infraestrutura, indústria e agroindústria.

Esse cenário aponta para um desafio que começa a se impor com clareza: a necessidade de mão de obra. Mato Grosso do Sul tem população relativamente pequena para atender à demanda que já está contratada, sobretudo em regiões estratégicas como o Vale da Celulose, no nordeste do Estado. A migração, que por décadas foi sinônimo de pressão social, passa a ser uma necessidade econômica. Atrair trabalhadores qualificados – e também aqueles dispostos a se qualificar – será fundamental para sustentar o ritmo de crescimento.

Quando há muitas vagas disponíveis, o problema deixa de ser o desemprego e passa a ser a capacidade do Estado de oferecer condições adequadas para quem vive e trabalha aqui. Economia aquecida traz novos desafios: melhorar a qualidade da educação, ampliar e qualificar os serviços públicos, fortalecer a sensação de segurança e acelerar investimentos em infraestrutura urbana e logística. Crescer é bom, mas crescer com qualidade é indispensável.

Os números macroeconômicos mostram que Mato Grosso do Sul está no caminho certo. O desafio agora é transformar esse bom momento em desenvolvimento duradouro, socialmente equilibrado e inclusivo. Se conseguir fazer isso, o Estado não apenas manterá os empregos gerados, como criará bases sólidas para muitos outros que ainda virão. Que assim continue.

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