Colunistas

CLÁUDIO HUMBERTO

"Nada relevante"

Ministro Rui Costa (Casa Civil) passa pano para o elo da ministra do Turismo de Lula, Daniela Carneiro, com milicianos

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PT leva ‘pedágio’ de filiados na Esplanada de Lula

O Partido dos Trabalhadores vai engordar a conta bancária com as nomeações no governo federal. Tabela de “contribuição” (dízimo) mensal para ocupantes de cargos de confiança no governo varia de R$37,20, para quem ganha entre R$1.860,01 a R$3.720,00, até R$522 para os mais abastados, com renda líquida superior a R$7.462,00. O pagamento, conforme estatuto do PT, é feito via débito em conta ou boleto bancário.

Quase imposto

Ganhar pouco não é desculpa. Mesmo os sem cargo e com renda inferior a três salários-mínimos têm que ‘contribuir’; são R$15 só para ser petista.

Taxação

Eleitos e sem cargos de confiança também deixam grana na caixinha. O PT tem uma fórmula própria de cobrança, mas a taxa vai de 6% a 20%.

Apetite voraz

Os filiados lotados nos gabinetes petistas, mesmo sem mandar em nada, também são cobrados. O desconto é de 5%, conforme estatuto do PT.

Pague ou vaze

Aqueles inadimplentes são severamente punidos pelo partido. As penas vão de suspensão de direito a voto até mesmo a expulsão da sigla.

Grosseria de Janja contra o Irã se soma as de Dilma

A grosseria de Janja, que correu da delegação do Irã na posse de Lula, não foi a primeira hostilidade petista contra o país. Antes mesmo de tomar posse como presidente, Dilma disparou descortesias que minou a até então boa relação. Dilma criticou a abstenção do Brasil na ONU em decisão para condenar o país por violação de direitos humanos, e piorou quando ela disse que via no Oriente Médio a ‘falência de uma política’.

Escolhido a dedo

As críticas de Dilma foram publicadas no Washington Post, jornal dos Estados Unidos, país hostil e com relação deteriorada com o Irã.

Anão diplomático

A retaliação não parou por aí. O Brasil foi ignorado na visita que o então presidente Mahmoud Ahmadinejad fez à América Latina, em 2012.

Começou com Lula

Lula também constrangeu o país ao oferecer asilo para uma iraniana condenada por adultério e conspiração. Os iranianos negaram.

Lá vem facada

Segundo o PT, a “mudança a política de preço dos combustíveis sem a intervenção direta no setor” é um dos planos do senador Jean Paul Prates, indicado de Lula para presidir a Petrobras. É como defender o Teto de Gastos com o aumento dos gastos públicos.

Avanço interrompido

A quantidade de dias que o brasileiro tem que trabalhar para pagar impostos, em alta desde 2010, diminuiu no governo de Jair Bolsonaro, chegou a 149. O índice se igualou ao marcador de 2011.

Tiroteio no pé

Após o ministro Carlos Lupi avisar que quer reforma da Previdência, o ex-ministro da Fazenda do governo Temer Henrique Meirelles avisou: aumentar gastos “vai reduzir os recursos para programas sociais”.

Apertem os cintos

Ex-líder do governo Bolsonaro no Senado, Carlos Portinho (PL-RJ) avisa: Lula terá no Congresso cenário bem diferente que no primeiro governo. Oposição consolidada e povo na rua, “que já derrubou Dilma e o PT”.

Destaque

O protagonismo de Rui Costa (Casa Civil) até agora no governo começa a gerar ciumeira entre os petistas. Já há até conversas que o ministro pode tomar o lugar de Fernando Haddad na sucessão de Lula.

Crítica seletiva

Na abertura da reunião ministerial, Lula fez insinuações sobre valores gastos na eleição de 2022, mas nada falou sobre a candidatura dele ter sido a mais cara: torrou mais de R$131 milhões para se eleger.

Agenda

Além da reunião ministerial, Lula está planejando se encontrar com governadores. A reunião está marcada para ocorrer no Palácio do Planalto ainda em janeiro, no dia 27, mas ainda não há confirmações.

Novo golpe

O Bradesco teve de informar aos clientes que não se utiliza de motoboys para recolher cartões de crédito ou débito mesmo quando precisam ser substituídos. É uma nova falcatrua, o Golpe dos Motoboys. Que país...

Pensando bem...

...até agora, nada de picanha livre.

PODER SEM PUDOR

Presidente muito doido

Eleito presidente, Jânio Quadros viajou à Europa no navio Aragon, acompanhado da mulher e da mãe. João Dantas, diretor do Diário de Notícias, do Rio, mandou o mestre Joel Silveira, seu melhor repórter, cobrir o passeio que seria relatado depois no seu livro “Viagem com o Presidente Eleito” (Mauad, Rio, 1996).

A bordo, Joel ficou chocado com o “tom frio, isento” do presidente maluco, ao apresentar a própria mãe: “E esta é D. Leonor, minha mãe. Está com câncer já adiantado, irreversível. Tem talvez mais uns poucos anos de vida.”

Escreva a legenda aqui

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Com Rodrigo Vilela e Tiago Vasconcelos

 

CLÁUDIO HUMBERTO

"É inegável que a crise desgastou a nossa campanha"

Edinho Silva, presidente nacional do PT, sobre os escândalos do Master e do STF

20/09/2026 07h00

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

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Pesquisas previam vida fácil de Lula. Mas a realidade...

A duas semanas do primeiro turno em 2022, o Datafolha previa Lula 12 pontos à frente de Jair Bolsonaro no primeiro turno e o Ipec (que era Ibope) chutava vitória de 15 pontos do petista.

Nas urnas, o placar válido foi 48,4% a 43,2%. No segundo turno, o Datafolha previa vitória de Lula com 16 pontos de vantagem, enquanto o ex-Ibope calculava vitória do petista por 19 pontos. Na realidade, a vantagem foi de 1,8% no 2º turno.

Repeteco?

A 15 dias da eleição de 2026, o Datafolha prevê Lula com 39% a 35% de Flávio Bolsonaro no primeiro turno e 46% a 44%, no segundo.

Muro estreito

O Quaest viu vitória de 8% de Lula em 2022 nos dois turnos. Agora prevê Lula à frente por 5% no primeiro, mas derrotado no segundo turno.

Instituto fechou

A duas semanas da eleição 2018, o Ibope errava em 18% o resultado de Bolsonaro no 1º turno. E ainda previu empate com Haddad no 2º turno.

Chegou perto

O instituto Paraná Pesquisa foi quem mais acertou em 2022. A 14 dias da eleição previa vitória de Lula por quatro pontos no primeiro turno.

Especialista vê presidência de Moraes como surreal

Próximo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), segundo a tradição, Alexandre de Moraes pode ter o comando da Corte sob impedimento perante a opinião pública, é o que avalia à coluna o professor, mestre e doutor em Direito Constitucional da USP Rubens Beçak, caso o Supremo abra investigação contra o magistrado.

Beçak diz ainda que os ministros deveriam examinar administrativamente se Moraes poderia continuar com os processos relacionados ao Master.

Peça o boné

Para Max Kolbe, advogado especialista em Direito Constitucional, Moraes deveria até se abster de disputar a presidência, caso investigado.

Situação surreal

Kolbe considera “estarrecedor” um investigado comandar a instituição responsável por supervisionar a apuração da própria conduta: “surreal”.

Não dá

No campo político, as críticas ao ministro são ainda mais incisivas, “é um escárnio com a cara do povo”, disse à coluna Rodrigo Valadares (PL-SE).

Tradição não é regra

Por tradição, o presidente o Supremo Tribunal Federal é o ministro mais antigo que ainda não tenha ocupado o posto. A eleição para sucessão de Edson Fachin deve ocorrer em agosto de 2027. Kassio Nunes Marques é o próximo da fila após Alexandre de Moraes.

Caravana

A chapa Flávio Bolsonaro e Alfredo Gaspar, do PL, tem investido no Nordeste nestes dias. A meta é percorrer os nove estados da região, tida como prioridade para a campanha.

Arruda no TSE

Derrotado no TRE-DF, José Roberto Arruda (PSD) tenta no TSE validar a indeferida candidatura ao governo do Distrito Federal. Quem vai relatar o recurso na mais alta corte eleitoral é o ministro Dias Toffoli.

Sangria na pauta

O julgamento do dissídio coletivo dos funcionários dos Correios, sem dó da combalida estatal, será nesta segunda-feira (21). Os grevistas querem coisas tipo adicional de 70% sobre férias e 200% sobre repouso ou feriado trabalhado, além de manter regalias tipo vale extra de Natal.

Picadeiro ocupado

Na polêmica sessão do STF que deveria definir se Alexandre de Moraes será investigado pela relação com Daniel Vorcaro, Gilmar Mendes falou durante mais tempo que Cármen Lúcia e André Mendonça... somados.

Foi pouco

Segundo a oposição no Congresso, o aumento do auxílio anunciado por Lula (PT) poderia ser maior do que 15%. “Desde que o imenso rombo da corrupção e do empreguismo público fosse eliminado”, diz um auxiliar.

Nome dado

Rogério Marinho (PL-RN) revelou ao Jornal Gente, da Bandeirantes, que o então líder do governo Lula, Jaques Wagner (PT-BA), recebeu ligação do decano do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, reclamando e “cobrando” após o Senado aprovar projeto que o STF não gostou.

Detalhe

O projeto que os ministros e Gilmar Mendes não gostaram, disse Rogério Marinho, determinava prazo curto para o plenário do STF analisar decisões monocráticas, aquelas expedidas por um só ministro.

Pensando bem…

... no Brasil, nada mais real do que o surreal.

PODER SEM PUDOR

O delegado professor

O jovem Tancredo Neves foi ser promotor em São João Del Rey. Foi chegando e arranjando uma namorada. Mal sabia que o delegado havia proibido namoro nas praças, por isso ele se misturou aos muitos casais que ocupavam um dos jardins públicos da cidade.

A polícia chegou de repente e expulsou todo mundo. Tancredo já ia protestar quando o delegado o percebeu. Rápido, o policial mostrou que tinha muito a ensinar a ele: “Doutor, botei esse pessoal para fora para deixar o senhor à vontade...”. Ah, bom.

 

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EDITORIAL

O bolso também vai às urnas

Renegociação de dívidas alivia o orçamento, mas não resolve a distância entre o desejo de consumo, a renda e a capacidade de pagamento

19/09/2026 07h15

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Nesta edição, o Correio do Estado mostra que os feirões de renegociação de dívidas e programas como o Desenrola, embora tenham permitido a milhões de brasileiros reorganizar suas finanças, não têm sido o suficiente para resolver o problema do endividamento. Renegociar uma dívida pode aliviar juros e recuperar parte da capacidade de pagamento, mas não elimina as causas que levaram o consumidor a comprometer sua renda.

A explicação para isso tem várias camadas. Em primeiro lugar, os hábitos de consumo não apenas do brasileiro, mas do cidadão do mundo ocidental, mudaram. O aumento da escala de produção tornou mais acessíveis produtos e serviços que antes eram restritos a uma parcela menor da população. Ao mesmo tempo, as redes sociais turbinaram a exposição a esses produtos, criando e ampliando desejos de consumo que nem sempre correspondem à renda de quem os deseja.

O problema surge quando a expectativa de consumo cresce mais rapidamente do que a capacidade financeira. A sociedade passou a conviver com uma vitrine permanente de viagens, carros, roupas, eletrônicos, restaurantes e experiências. O que antes era visto como excepcional passou a ser apresentado diariamente como algo comum e desejável. O consumidor, porém, continua limitado pela renda que recebe.

Dessa distância entre desejo e capacidade de pagamento surgem dois problemas. O primeiro é a frustração de quem não consegue alcançar aquilo que gostaria de ter. O segundo, ainda mais grave do ponto de vista financeiro, é o superendividamento de quem recorre ao crédito para aproximar sua realidade do padrão de consumo que deseja. O crédito, que deveria ajudar principalmente na aquisição de bens duráveis e no planejamento financeiro, acaba sendo utilizado para antecipar uma renda que não existe.

É por isso que os feirões e programas de renegociação, por mais importantes que sejam, não podem ser vistos como solução definitiva. Eles atacam a dívida já existente, mas não necessariamente modificam os hábitos de consumo, as expectativas ou a relação do cidadão com o crédito. Sem essa mudança, existe o risco de que a renegociação apenas abra espaço para um novo ciclo de endividamento.

Essa realidade também terá reflexos sobre as eleições que se aproximam. O bolso do cidadão é uma dimensão concreta da vida pública e pode pesar na forma como parte do eleitorado avalia governos, políticas econômicas e candidatos. Questões como corrupção, rachadinha e soberania continuarão presentes no debate, mas podem dividir espaço com preocupações muito mais imediatas para quem enfrenta dificuldades para fechar as contas do mês.

No fim, a questão é simples e, ao mesmo tempo, complexa: quanto maior a distância entre aquilo que o cidadão deseja consumir e aquilo que sua renda permite, maior tende a ser a pressão sobre seu orçamento e sua percepção sobre a realidade econômica. Compreender essa relação entre consumo, crédito, renda e frustração será importante para entender uma parcela do comportamento do eleitor nas eleições deste ano.

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