“Não é o que cada um de vocês deseja, não é o que Haddad deseja, o que eu desejo, mas tudo bem. Nós não somos senhores da razão”, de LULA // sobre a aprovação da reforma tributária.
O deputado Ricardo Salles (PL-SP) numa tentativa de ganhar pontos com Jair Bolsonaro, que lhe virou as costas, resolveu atacar também Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, dizendo que “ele não é de direita”.
Mais: o deputado ainda esticou: “Na hora de governar um Estado para qual foi designado pelo presidente, não governa como alguém de direita. Acabou essa brincadeira. É mais fácil fazer estrada do que combater a esquerda”.
In - Tênis preto com meia preta
Out - Tênis preto com meia branca (e vice-versa)

Pés no chão
A atriz Isis Valverde, 36 anos, que recentemente assumiu o namoro com o empresário Marcus Buaiz, que foi casado com Wanessa Camargo, está morando nos Estados Unidos, para estudar, investir na carreira internacional e buscar oportunidades no cinema estrangeiro, tanto que ela não renovou seu contrato com a Globo. Seu último trabalho em terras brasileiras foi na novela Amor de Mãe (2021). Pouco tempo atrás, a atriz recusou o papel de protagonista do remake Dona Beija, que será produzido pela HBOMax. Quer fazer trabalhos mais curtos para ter disponibilidade a outros projetos, o que inclui cinema (um dos trabalhos já está programado para este semestre e será rodado no sertão com o cineasta Sérgio Machado). Mais: Isis posou para sua primeira capa de revista em terras norte-americana: foi para revista digital Modeliste. Em entrevista falou sobre suas preferências, carreira e planos futuros. “Tenho um filme e duas séries chegando, mas ainda não posso falar muito sobre eles”. Entre tantas revelações ela contou que poucas pessoas sabem que ela é escritora e qual sua predileção em calçados: “Sempre depende da situação. Saltos para sair à noite. Tênis confortável para malhar, sapatilhas ou tênis no meu dia a dia e descalço. Adoro sentir a grama e o chão sob meus pés. Isso me conecta com o Universo”. E no final agradeceu a oportunidade de estar na capa: “Estou muito animada para que todos vocês me conheçam um pouco melhor. É a minha primeira capa nos EUA!”.
Bolsonaro derrotado
Na reunião com o pessoal de seu partido, quando conclamava todos a votarem contra a aprovação da reforma tributária, Jair Bolsonaro apostou na legenda comandada por Valdemar Costa Neto e no poder que ainda imaginava ter. “Se o PL estiver unido, não aprova nada”. O resultado da votação de quinta-feira (6) sinalizou que o partido não estava unido. O ex-presidente queria transformar as discussões sobre a reforma tributária, agora aprovada e que muda o regime de impostos no país, numa revanche contra Lula. Não quis nem saber que o interesse dos Estados e de setores tinha muito mais importância do que as dores da derrota que ainda carrega: “É uma reforma do PT”. Em outra postura, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que colaborou com a votação (concordava, de cara, com 95% do texto) e foi elogiado, defendia: “Não é uma reforma do PT. É uma reforma de Estado”.

Na frente novamente
A cantora Anitta em entrevista ela confessou que no final do ano passado ela ignorou um pedido médico, que suspeitava que ela poderia estar com câncer. “Eu disse para o médico, se for câncer, então eu terei que ficar aqui presa em um hospital. Então não quero fazer o exame agora. Quero tirar férias por um mês e quando voltar eu faço. E se for meu último mês de vida?! Eu não quero dizer que eu estava em um hospital, não! Eu quero ter tido bons momentos! Nas férias fui ao Japão e encontrei um curandeiro, uma coisa espiritual e fiz um retiro. Fui nessa coisa e, quando voltei, fiz os exames. Não tinha câncer. Aí comecei a melhorar”. Mais: a cantora é a brasileira mais seguida na nova rede social Threads, lançada por Mark Zuckerberg, CEO da Meta para rivalizar com o Twitter. Em menos de 24 horas Anitta já tinha 560 mil seguidores.
Já sabia
A mando de Jair Bolsonaro, Valdemar Costa Neto, dono do PL, chegou a divulgar uma nota avisando que encaminhava “pela rejeição total” ao texto. Reuniu a bancada, atraiu alguns deputados do Republicanos, do Novo e do União Brasil, que tem sua ala bolsonarista, mas sabia que não ganharia a parada. Tinha sólidas informações sobre a quantidade de votos que o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) já havia arregimentado. O texto passou com ampla maioria, com apoio de partidos da esquerda, centro e direita (menos bolsonaristas).

Novos postos
O ex-ministro do STF, Ricardo Lewandowski, que se aposentou recentemente, já tem ofertas de novos postos de trabalho. Deverá ser presidente do Conselho Jurídico da CNI, árbitro do Tribunal Permanente da Revisão do Mercosul e Lula pensa até em transformá-lo em conselheiro presidencial, com direito a uma sala no Planalto. Indicado ao Supremo pelo petista em governo anterior, o presidente deu uma demonstração de apreço a Lewandowski na sua própria sucessão no Supremo. Antes de oficializar a indicação de Cristiano Zanin, fez questão de conversar com o então ainda ministro.
Maturidade
Analistas políticos estão considerando que o governo Lula tem sabido separar as coisas e adotar cautela na relação com Arthur Lira, um sinal de maturidade e pragmatismo. Ou seja: nesse quesito, Lula preferiu não repetir o governo Dilma 2, que achou que poderia derrotar facilmente Eduardo Cunha. Acabou caindo em seguida. Dizem também que foram aprovadas matérias importantes “num Congresso que tem maioria ideologicamente diferente dos tempos de Cunha, mas que conseguiu isolar os radicais e alargar o Centrão – com Lira à frente”.
ALIANÇAS
Na semana passada, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, que se considera herdeiro político de Bolsonaro, andou conversando com adversários do PT e até com interlocutores do governador Tarcísio de Freitas em busca de eventuais alianças para sua corrida ao Planalto em 2026. Manteve reuniões com lideranças do PP, Republicanos e União Brasil que se alinham à oposição a Lula, que já imagina enfrentar nas próximas eleições presidenciais. Conversou, entre outros, com Antônio Rueda e ACM Neto (União), Ciro Nogueira (PP) e Marcos Pereira (Republicanos).
Zema no PL
Tarcísio de Freitas tem repetido que não será candidato a presidente em 2026, embora seja o político mais cotado hoje para a corrida. Quer disputar a reeleição no governo paulista e há quem aposte também que ele teme enfrentar Lula no pleito. Estimava-se que Tarcísio seria a escolha de Jair Bolsonaro. Só que ele discutiu (não educadamente) com ele pelo apoio à reforma tributária, reforçando que Tarcísio “não tem experiência política”. De quebra, tratou de espalhar o boato de que Romeu Zema estaria se filiando ao PL. Ou seja: que seria seu escolhido para as eleições presidenciais.
SÓ DEPOIS
O PL não quer anunciar nenhum pré-candidato ao Planalto, incluindo Romeu Zema se acabar filiado à legenda e virar o queridinho de Jair Bolsonaro, até serem julgados os recursos contra a inelegibilidade do ex-presidente (e outros tantos processos) imposta pelo TSE. O partido de Valdemar Costa Neto quer começar a definir nomes para prefeituras e eventualmente, para governos estaduais. Mesmo assim, o nome de Michelle Bolsonaro fica em evidência e já como pré-candidata ao Senado pelo Distrito Federal.
Virando o jogo
Lula pode faturar dobrado a mudança do horizonte de aferição da meta da inflação, a queda da taxa de Juros e um IPCA mais comportado e dentro da margem de tolerância (4,75%) no final do ano. Os juros devem cair, mesmo que pouco. O boletim Focus está prevendo uma Selic de 12% em dezembro, mas já há instituições financeiras projetando uma taxa de 11%. É ainda muito alta, contudo de serventia da arena política. O suficiente para o presidente, muito provavelmente, dizer que venceu a batalha com Roberto Campos Neto e contra o “BC de Bolsonaro”. E até subir nas pesquisas.
Na área digital
Ana Estela Haddad, mulher de Fernando Haddad, está no centro de um episódio que gerou uma situação de saia justa no PT. Na semana passada, Sérgio Rosa deixou o comando do Datasus, responsável pela gestão de dados do Sistema Único de Saúde do Brasil, depois de divergências com Ana Estela, secretária de Saúde Digital, órgão ao qual o Datasus está subordinado. Ela recebeu carta branca para conduzir uma pequena revolução na área digital do Ministério. O problema é que Rosa é um super petista, irmão de Luiz Pinguelli Rosa, presidente da Eletrobras. Já dirigiu o Serpro e seu currículo inclui passagens pela Cobra e Proderj.
NOVO “COMUNISTA”
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) entrou na mira dos bolsonaristas depois de dizer que concordava com 95% da reforma tributária. Nas redes sociais, os mais radicais seguidores de Bolsonaro, chamavam Tarcísio de “traidor” e até “comunista” por ter discordado do ex-presidente na votação da reforma. Tarcísio integrou a equipe do governo de Michel Temer como ministro e também no de Dilma Rousseff na condição de diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes – DNIT. Era chamado de “entregador de obras”.
A APROVAÇÃO da reforma tributária, segundo estudo que tem sido usado pela economia do governo, em projeções otimistas, poderia resultar em um aumento de R$ 1 trilhão na renda das famílias em 15 anos. O número deve ser lido com ressalvas, é baseado em versões iniciais do projeto. A nota técnica, publicada em 2020, estima que a medida pode fazer o PIB crescer de 12% a 20% na próxima década e meia. A mega cifra é projetada com maior crescimento econômico possível e o impacto na renda varia de R$ 112 bilhões a R$ 599 bilhões em outros cálculos.
O PLANALTO e Gilberto Kassab, presidente do PSD e Secretário Geral do governo paulista podem sonhar, por razões diferentes, com o rompimento de Tarcísio de Freitas com o PL e com o próprio Jair Bolsonaro. A esperança cresceu depois das hostilidades contra o governador na semana passada nas redes sociais e durante reunião do PL em Brasília. A direita quer distância de Kassab, mas Tarcísio poderia virar um candidato do PSD em 2026. Para o pessoal do Planalto, o rompimento cumpre o papel de enfraquecer a direita.
A OPERAÇÃO Hefesto investiga também denúncias de desvios de recursos federais na área da saúde, transferidos para municípios de Alagoas entre 2020 e 2021, ou seja, no auge da pandemia. As irregularidades teriam a participação do mesmo grupo acusado de fraude na venda de kits de robótica para escolas públicas do estado. O fio da meada levaria também na direção de Luciano Cavalcante, preso pela Hefesto e apontado como um dos mais próximos assessores de Arthur Lira.
OS investimentos incluídos na chegada da chinesa BYD na Bahia, iniciados em R$ 3 bilhões, vão ganhar mais combustível. Além das três fábricas em Camaçari, a montadora pretende apoiar um cinturão de fornecedores, trazendo indústrias de autopeças e componentes da própria China. A BYD quer também incentivar a instalação de startups, com foco no desenvolvimento de soluções para motores elétricos. Fazendo as contas, os investimentos chegarão perto dos R$ 4 bilhões.
NIKOLAS Ferreira, deputado federal mais votado nas últimas eleições e terceiro mais votado na história da Câmara, com 1,47 milhão de votos, não se entusiasmou com a ideia de alguns integrantes do PL, seu partido, de que ele poderia disputar a prefeitura de Belo Horizonte, no ano que vem. Se sua idade permitisse (ele tem 26 anos) gostaria de tentar o governo de Minas Gerais em 2026. Para disputar o cargo, a legislação eleitoral exige 30 anos completos no mínimo.



