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Giba Um

"Não pode existir norma dirigida a uma pessoa. Essa lei é dirigida clara e insofismavelmente...

a Bolsonaro e aos que com ele atentarem contra o Estado de Direito", de Belisário dos Santos Jr., advogado e ex-secretário da Justiça de SP, sobre projeto de lei da redução de penas

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Uma propaganda da gestão Tarcísio de Freitas que fala em fim da cracolândia e diz que o túnel Santos-Guarujá saiu do papel virou alvo de piadas de adversários do governador, que argumentam que as "realizações" estão longe da realidade. No vídeo, o governo afirma que, após 30 anos, a "Cracolândia "não existe mais".

MAIS:  contudo, o próprio Tarcísio já reconheceu em entrevistas que os usuários estão espalhados pelo centro de São Paulo. "Sempre vai ter gente consumindo drogas porque é um problema social" ele disse. No caso do túnel Santos-Guarujá, a inauguração está prevista para 2031.

Primeiro tapete

Mal começou o ano de 2026 e já começam os primeiros tapetes vermelhos. No domingo foi a vez do tapete ser estendido para o Golden Globe Awards, em sua 83ª edição.  A premiação que honraram os melhores profissionais de cinema e televisão, filmes e programas televisivos de 2025  aconteceu no The Beverly Hilton e pelo segundo ano consecutivo foi comandado pela comediante, atriz, apresentadora Nikki Glaser. O filme brasileiro “O agente secreto” levou duas estatuetas das três que concorria, de melhor Filme de Língua Não Inglesa e melhor ator de filme de drama com Wagner Moura. E claro uma legião de celebridades desfilou seu modelitos antes do grande evento, onde o preto foi a cor predominante como o look da vencedora de melhor atriz coadjuvante, Teyana Taylor, com algumas exceções. Um dos looks que mais chamou atenção foi da atriz Jennifer Lawrence, um modelo  da Givenchy assinado por Sarah Burton, completamente transparente, com um decote profundo e recortes ousados em ambos os lados da cintura coberto por de flores bordadas em tons de rosa, verde e dourado em partes estratégicas. Entre os looks mais elegantes, segundo alguns sites estavam Julia Roberts, Jennifer Garner, Emily Blunt, Selena Gomez e Amanda Seyfried. Mas também chamaram atenção estrelas como Miley Cyrus,  Emma Ston, Jenna Ortega, Kate Hudson, Alicia Silverstone entre outras. 

Influenciadores  defendem Master

Malgrado desmentidos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro garantindo que nunca "comprou" influenciadores para lançar suspeitas nas redes sociais sobre o processo de liquidação do Banco Master pelo Banco Central, foram obtidos documentos, troca de mensagens e recibos de depósitos bancários que comprovam que esse tipo de ação criminosa foi bastante usada – e bem paga. Algumas figuras que jogaram ao lado de Vorcaro chegaram a ganhar mais do que os R$ 2 milhões revelados até mesmo por jornalistas (o trabalho de Malu Gaspar tem merecido o maior aplauso de sua categoria). O nome do apresentador de fofocas de televisão e famoso ex-consumidor de drogas Leo Dias e alguns supostos sócios de seu grupo está alimentando mais investigações, embora ele diga que não tem nenhuma proximidade a Vorcaro. Acordos com esses influencers (a maioria desconhecida do grande público) tinham cláusula que previa sigilo absoluto. Correndo por fora, a Polícia Federal já tem uma lista deles que operavam uma espécie  de “ gabinete  do ódio".

Três a um

O ex-deputado federal José Genoíno (SP) não pretende se candidatar neste ano, ao contrário de outros envolvidos no mensalão, que planejam concorrer à Câmara. Três figuras do famoso escândalo devem disputar mandato de deputado federal: o ex-ministro José Dirceu, o ex-presidente da Câmara João Paulo Cunha e o ex-tesoureiro do partido Delúbio Soares. Detalhe: Dirceu tem certeza de que será eleito sem maiores dificuldades.

Segurando as rédeas

Nascida em Taiobeiras, uma cidade no norte do estado de Minas Gerais, com cerca de 33 mil habitantes, a cantora Marina Sena cada vez mais vai se destacando na música. Ela revelou a revista Ela algumas inseguranças que tinha a respeito de sua carreira, mesmo com um uma vida profissional desde 2015, ganhando notoriedade somente com seu primeiro álbum solo em 2021.  “Sempre fui uma pessoa segura, mas, enquanto presença na indústria da música, ainda sentia inseguranças, por estar entendendo a coisa toda e não ter seguido uma fórmula. Mas, quando o público me abraçou e me vi necessária para a cultura brasileira, fiquei bem mais fortalecida”.  Prestes a completar 30 anos (setembro 2026) ela conta que sofre uma pressão em respeito a maternidade, mas garante que só será mãe quando estiver 100% pronta para cuidar de outra vida. Namorando o influencer e dançarino Juliano Floss (8 anos mais novo), garantiu que é difícil gerenciar a vida com tanta opinião alheia.  “É difícil para qualquer pessoa manter as rédeas diante de tantos pitacos. É preciso ter inteligência para saber o que absorver. Toda mulher independente também já passou por situações em que o parceiro não dá conta dessa grandeza que é ser livre. Já aconteceu comigo, mas hoje não vivo mais isso. Inclusive, estou com uma pessoa que ama esse meu jeito”.

Outro "posto Ipiranga"

O senador Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência da República, passou o fim do ano visitando figurões do mercado financeiro, entre eles André Esteves, dono do BTG Pactual. Flávio se comprometia, nos encontros, a anunciar até abril um nome do quilate do ex-ministro Paulo Guedes para ser o seu "Posto Ipiranga". É a expressão utilizada por seu pai Bolsonaro na campanha de 2018, quando designou o aliado para responder tudo por ele na área econômica inspirado em um comercial de TV de rede de postos de gasolina. Flávio ainda não tem nenhum nome convidado.

Caso a caso

Integrantes do STF aceitaram o projeto de redução de penas aprovado pelo Congresso Nacional ainda que tenham críticas públicas. Uma das razões é o fato de que uma ala do tribunal entende que os efeitos da proposta não serão automáticos para todos os réus, incluindo Jair Bolsonaro (PL) mas avaliados caso a caso, a critério do relator, ministro Alexandre de Moraes. A ideia de uma anistia ampla era totalmente rejeitada pelos Magistrados. Essa ala do Supremo participou de conversas sobre a construção do texto  com o envio ao Senado.

Pérola

"Não pode existir norma dirigida a uma pessoa. Essa lei é dirigida clara e insofismavelmente a Bolsonaro e aos que com ele atentarem contra o Estado de Direito", 

de Belisário dos Santos Jr., advogado e ex-secretário da Justiça de SP, sobre projeto de lei da redução de penas.

Ao vivo

Na semana passada, o ministro Luiz Fux foi ao gabinete de Edson Fachin apresentar seu apoio no código de conduta defendido pelo presidente do STF para ministros de tribunais superiores. Fux até gostaria de participar do texto. Os ministros do Supremo estão divididos a Fux defende a votação do texto no plenário da Corte em sessão transmitida a todo país. Aos mais chegados, o mesmo Fux confessa que tem quase certeza que a maioria dos ministros não vai topar essa "votação no plenário".

Moraes elogiado

O presidente do STF, Edson Fachin, também preferiu não dar o ar da graça no ato organizado por Lula sobre o vandalismo entre os Poderes no 8 de janeiro de três anos atrás. Acha que o Congresso derruba o veto e alguém questione a legitimidade da redução de penas na Justiça e preferiu não se comprometer. Mas manteve seu apreço pela democracia numa cerimónia sobre  8/1 no próprio STF, quando elogiou Alexandre de Moraes. "O ministro Alexandre de Moraes colocou-se firme por dever de ofício, com sacrifícios pessoais e familiares e esteve onde precisava estar. Não por bravata, mas porque era seu ofício".

Até sósias

Há um ano, o MPF abriu um inquérito para investigar a sonegação pela Presidência, de informações sobre gastos de Lula e Janja  e sobre visita dos filhos do petista ao palácio. As apostas são de que nada vai andar. Na virada do ano, o caso dos sigilos de Lula foi arquivado no gabinete de Paulo Gonet, PGR. E a justificativa também está em sigilo. Outro procedimento arquivado no MPF investigava – mesmo –  a existência de sósias de Lula na Presidência - esses, contudo, com todos os dedos.

Fundo de imóveis

O governo Lula quer colocar em funcionamento no primeiro semestre deste ano um fundo lastreado em imóveis da União. Pretende dar  eficiência para gerir e até vender os ativos para levantar receitas e diminuir despesas do patrimônio público. O plano está sendo estudado pelo Ministério da Gestão em conjunto com a Caixa Econômica Federal e segue diretriz de Lula para não deixar imóveis públicos sem uso. A iniciativa já selecionou 58 unidades.

Avenida Brasil 2

A Globo vai produzir uma sequência da novela "Avenida Brasil" (2012), um de seus maiores sucessos para alavancar o horário nobre. João Emanuel Carneiro já teve aprovado o argumento depois de alguns ajustes pedidos pela direção. A novela já está em fase de pré-produção e irá ao ar somente em 2027, com Adriana Esteves mm revivendo o personagem "Carminha" e Débora Falabella trazendo de volta "Nina". E duas negociações já estão em andamento: a volta de Ana Paula Arósio, depois de 18 anos e a participação de Ticiane Pinheiro, ex-Record, agora morando no Rio com o marido César Tralli e toda a família.

Retrato

Admiradores de Nelson Motta estão encantados com o último retrato que ele traçou de Donald Trump em sua coluna: " Viciado em Coca-Cola, comedor de hambúrgueres e de menores de idade, é a figura pública mais odiada do planeta que ele quer dominar e impor seus padrões criminosos a sua total falta de escrúpulos  e de vergonha. E a cada dia é mais odiado pelos próprios americanos. Trump consegue ser mais ridículo do que o duce Mussolini, com sua boquinha de chupa-ovo, sua cara laranja e seus cabelos louros de palhaço".

Mistura Fina

Nas redes sociais, não são poucos os que dizem que "a vaidade de Trump não tem limite". Enquanto preparava a prisão de Maduro, o americano mandou criar um site oficial para reescrever a História em causa própria. Nele, é tratado como um "herói da democracia" e repete a mentira de que Joe Biden teria roubado a eleição  de 2020. Os golpistas (agora, poderão ter suas penas reduzidas) que invadiram o Capitólio são descritos como "manifestantes pacíficos e patriotas".
 
O vandalismo de Maduro foi mais espalhafatoso do que de Chaves. Em 2017, ele inventou uma Assembleia Constituinte para esvaziar os poderes da Assembleia Nacional, na qual o governo perdera a maioria. A obra-prima do chavismo, contudo, foi a ruína econômica. De 2012 a 2020, o PIB per capita foi de US$ 12.607 para USS 1.506, quase 90%. No mesmo intervalo, 7 milhões de venezuelanos (22% da população) deixaram o país. Não se tem notícia de nada parecido, exceto em guerras.

Na primeira fala depois do ataque a Caracas, Donal Trump proclamou a volta da Doutrina Monroe, que pregava "A América para os americanos" (não, a frase não é dele). Agora, o porrete está nas mãos do dono de um "ego desgovernado". Segundo o Washington Post, ele descartou dar o cargo de Maduro a Maria Corina Machado porque ela aceitou o Nobel da Paz, que ele preferia ver na sua estante. Ela já falou em entregar o prêmio a Trump. Um dia, ele não pareceu interessado na troca; no dia seguinte, falou que "até gostaria".

Donald Trump, pelo que se supõe, joga em várias frentes: agora, se diz "presidente em exercício da Venezuela; sugere acordo com Cuba "antes que seja tarde demais", oferece US$ 100 mil para cada morador da Groenlândia para comprar a área; chama Gustavo Petro, presidente da Colômbia, de "próximo alvo" e está interessado "em alguma coisa" no México (ele ainda não sabe o que é).

A eterna crise da Oi promete ser muito lucrativa para ao menos uma pessoa :o administrador judicial Bruno Rezende. A Justiça decidiu que ele receberá nada menos do que 5% la tudo o que for devolvido pelos credores. Como o próprio Rezende calculou em R$15 bilhões o valor dos ativos totais da Oi ique poderiam ser vendidos, numa conta simples chega-se a uma potencial bolada de R$ 750 milhões. Nada mal, não é?

In - Mel de laranjeira
Out - Mel Mandaguari

Direito

O efeito dominó das recuperações judiciais: por que a conta chega a todos nós

Confira a coluna desta quinta-feira (8)

08/10/2026 00h03

Leandro Provenzano

Leandro Provenzano Foto: Montagem / Correio do Estado

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A Selic está em 13,75% ao ano. Foi o quinto corte seguido desde março, quando a taxa começou a cair a partir de 15%, e o Banco Central não se comprometeu com novas reduções. A direção é boa, o ritmo, não. Para quem tomou capital de giro, financiou maquinário ou antecipou recebível, um quarto de ponto a cada reunião muda pouco: o dinheiro segue caro, e a conta vence todo mês.

É desse descompasso entre a queda lenta do juro e a pressa do vencimento que nasce um número já rotineiro no noticiário. Segundo a Serasa Experian, o Brasil fechou 2025 com 977 processos de recuperação judicial envolvendo 2.466 empresas, o maior número de empresas em recuperação desde o início da série, em 2012. O primeiro trimestre de 2026 somou mais 194 pedidos. E há o que não vira estatística: a loja que fecha na rua principal, a empresa que devolve as chaves, a linha industrial desativada porque perdeu a disputa para o produto importado.

Em Mato Grosso do Sul, o retrato é mais duro

No agronegócio sul-mato-grossense, foram 38 pedidos de recuperação judicial no primeiro trimestre de 2026, contra 25 no mesmo período de 2025. É alta de 52% em um ano, bem acima dos 21,9% do agro nacional. E um detalhe costuma passar despercebido: 22 desses 38 pedidos vieram de empresas da cadeia, agroindústrias, processadoras, prestadoras de serviço ao campo, e não do produtor dentro da porteira. A crise do agro não fica no agro. Ela sobe pela cadeia, chega à cidade e bate na folha de pagamento de quem nunca plantou um grão.

O problema é mundial; o juro, não

A Allianz Trade projeta alta de 6% nas insolvências empresariais no mundo em 2026, o quinto ano seguido de aumento, com cerca de 2,2 milhões de empregos em risco, sobretudo na construção, no varejo e nos serviços. A diferença brasileira não está em ter o problema, e sim no custo do dinheiro com que se tenta atravessá-lo: a empresa daqui reestrutura dívida pagando juros que a concorrente estrangeira desconhece, o que cria uma disputa profundamente desigual no mercado global.

Quem paga a conta

O consumidor sente primeiro no bolso e depois no atendimento: menos concorrentes significam preço maior, e loja fechada significa garantia difícil de acionar, assistência que sumiu, produto pago e não entregue.

O fornecedor sente antes, e mais fundo. Quem vendeu a prazo para uma empresa que pede recuperação vira credor de um plano que não escreveu, com desconto e prazo que não escolheu. Começa então o efeito dominó: o fornecedor que não recebe atrasa o próprio pagamento, e o problema caminha pela cadeia até derrubar quem estava a três elos de distância do estouro original.

Ganhar o processo não é o mesmo que receber

Aqui entra o alerta que faço como advogado. Vencer a ação contra uma empresa que depois pede recuperação judicial não garante o pagamento. Se o fato que originou a dívida é anterior ao pedido - e o que conta é a data desse fato, não a da sentença, como definiu o STJ no Tema 1.051 -, o crédito entra na recuperação e passa a seguir o plano aprovado pelos credores: desconto, carência e parcelamento longo. Na falência é pior: o consumidor comum fica atrás dos trabalhadores, dos credores com garantia e do Fisco, e com frequência não recebe nada.

Um exemplo clássico é o da empresa de telefonia Oi, que teve a falência decretada em 25 de agosto deste ano, após seu segundo pedido de recuperação judicial. Quem havia vencido um processo judicial contra a empresa, cujo dinheiro já estava na subconta do Tribunal, viu esse dinheiro ser transferido para a massa falida (ou devolvido ao caixa da empresa durante a recuperação). Hoje, o 'crédito' virou prejuízo: com mais de R$ 44 bilhões em dívidas e um patrimônio líquido negativo superior a R$ 22,6 bilhões, a maioria dos credores simplesmente não receberá nada, a depender do seu lugar na fila.

A proteção, portanto, vem antes do processo. Antes de contratar valor alto, comprar parcelado, pagar entrada em obra ou fechar serviço de longo prazo, vale gastar dez minutos pesquisando protestos, negativações, execuções e pedidos de recuperação contra o CNPJ da empresa. Unidades fechando, salários atrasados, troca frequente de comando e fornecedores exigindo pagamento à vista são sinais visíveis de fora. Contratar quem já caminha para a recuperação é comprar um crédito futuro com desconto embutido.

O último a perder é o Estado - ou seja, todos nós

Empresa que encolhe recolhe menos. Cada unidade fechada retira empregos formais, faturamento tributável e contribuição previdenciária da conta pública, e boa parte do que deixou de ser pago migra para a dívida ativa, onde a recuperação é notoriamente baixa. O juro alto que ajudou a quebrar a empresa reaparece, meses depois, como arrecadação que não veio.

Nada disso torna a recuperação judicial vilã: é ela que evita que empresas viáveis morram por um problema de estrutura de dívida. O ponto é outro. Quando os pedidos batem recorde ano após ano, deixam de ser um problema do empresário endividado e passam a ser um dado sobre o preço do dinheiro no Brasil, pago, no fim, por quem compra, por quem fornece e por quem recolhe imposto.

A pergunta que fica é: como falar em salvar uma empresa quando o custo para mantê-la de pé acaba quebrando toda a cadeia ao seu redor?


 

CLAÚDIO HUMBERTO

"No SUS não tem nem fita pra teste de diabetes e falta até dipirona"

Ronaldo Caiado (PSD), sobre Lula promete caneta emagrecedora pelo SUS

21/09/2026 07h00

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

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Dobra número de moradores de rua no governo Lula

Se as pessoas em situação de rua no Brasil formassem uma cidade, ela já seria maior do que as capitais Vitória (ES), Palmas (TO) ou Rio Branco (AC). Em junho de 2026, o Cadastro Único registrava 392,4 mil pessoas nessa condição. Em dezembro de 2022, eram 198,7 mil. Em pouco mais de três anos e meio do governo Lula (PT), quase dobrou a legião de miseráveis nas ruas. Desde 2015, quando o CadÚnico apontava 52,4 mil, salto de 597%, enquanto a população brasileira crescia 0,4% ao ano.

Subiu em flecha

Desde janeiro de 2023, o ritmo médio de moradores de rua subiu para 4,6 mil por mês. Entre 2019 e 2022, a média foi de 2 mil ao mês.

Lorota oficial

O governo atribui a alta à “melhoria do cadastramento”, mas se fosse só subnotificação, a curva se estabilizaria depois da correção. Mas cresceu.

Conta de diminuir

Censos municipais acham menos gente nas ruas do que o CadÚnico. No Rio, a prefeitura contou 8.195 em 2024; o cadastro federal, 23 mil.

Só vê quem quer

Em São Paulo, o censo de 2021 falava em 31,9 mil famílias em situação de rua, mas, no CadÚnico, passou dos 104 mil.

Planos: cidadão pesa menos que os bancos, no STF

O Supremo Tribunal Federal, que se apresenta como “paladino da democracia”, em suas decisões tem feito opção preferencial pelos bancos, em detrimento dos cidadãos. No julgamento definitivo da ADPF 165, sobre expurgos inflacionários dos planos econômicos, entre eles o Plano Collor, e garantiu aos bancos o direito de aplicar calote nos grandes depositantes, mas ficou estabelecido, em acordo, que cerca de 200 mil famílias restantes receberiam os valores devidos. Só que não.

Passa-moleque

Entidades que negociaram na AGU levaram “passa-moleque” de Isaac Ferreira, então presidente da Febraban, e até hoje é só enrolação.

Expectativa

O caso é relatado pelo ministro Cristiano Zanin, que deu razão aos bancos. Flávio Dino pediu vista e o caso deve voltar ao Plenário. 

Tudo como antes

O representante da Febraban foi afastado por suas relações com o Master, mas suas manobras protelatórias continuam prevalecendo.

Vem aí

Tem novidade no pix. Contas-salário receberam autorização do Banco Central para ter uma nova funcionalidade, é o “Pix Automático”. A novidade não é para agora, só a partir de julho de 2027.

Olho no relógio

A equipe da campanha de Flávio Bolsonaro adotou espirituoso hábito ao marcar os compromissos do candidato. Agendas com compromissos são marcadas no minuto “22” da hora, que é o número de Flávio nas urnas.

Rombo é cratera

A oposição na Câmara lembra previsão do Fiscal Monitor do Fundo Monetário Internacional: a gigantesca dívida pública (bruta) do governo vai chegar a 100% do PIB brasileiro, em 2027. Em 2030 será 105,5%.

Bandeira mudou

Auxiliares da campanha de Flávio (PL) já trabalham com a informação de que o tema central da campanha 2026, assunto fundamental para a definição do voto, será a corrupção e não a segurança pública.

Vergonha alheia

Foi vergonha nacional a sessão do STF de ontem, com jeitão de briga de rua, segundo o senador Hamilton Mourão (Rep-SC). “Assistimos nossa Suprema Corte lavando a sua roupa suja”, registrou o senador.

Orgia palaciana

Lula agora diz que Vorcaro “corrompeu todo mundo” e descreve suas relações na República como “orgia mais orgia”. Só não contou o detalhe da história: também recebeu o banqueiro no Palácio do Planalto.

Não se bicam

Coordenador da campanha de Lula no Rio, Quaquá não foi convidado para ato com artistas e reclama que a direção nacional não o ouve “para nada”. Diz ainda que Lula “não ganha um voto” com esse tipo de evento.

Água no chope

Geraldo Alckmin prometeu a empresários superávit de ao menos 0,5% em eventual novo governo Lula. Três dias depois, Lula chamou de “babaquice” fazer superávit e ter controle fiscal.

Pensando bem…

...cidadão comum não tem R$131 milhões para contratar banca influente no STF.

Cláudio Humberto

Mal não faz

Todo santo dia, o veterano deputado Mauro Benevides (PMDB-CE) utiliza um recurso próprio de sua vasta experiência: na primeira meia-hora da sessão legislativa da Câmara, ele dá “como lido” discursos sem relevância, celebrando efemérides, elogiando eleitores e veículos de comunicação que aniversariam, com espaço garantido na “Voz do Brasil”. Vendo-o em ação, o novato Zenaldo Coutinho (PSDB-PA) cutucou Sérgio Carneiro (PT-BA): “Ainda não descobri para que serve isso, mas se ele faz é porque é bom...”
**(com Rodrigo Vilela e Tiago Vasconcelos)

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