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Giba Um

"Não se faz composição apenas com quem gostamos e gosta de nós...

Eleições para o Senado são importantes. O governador mantém relação com o presidente porque precisa dele. Já o senador, com mandato de oito anos, pensa que é Deus", de Lula para Jorge Messias, cuja aprovação para o Supremo depende do Senado

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Há dias, o programa jornalístico comandado por Andréia Sadi foi palco de um colossal vexame. Foi colocado no ar, para supostamente rechear com dados numéricos uma matéria dedicada ao escândalo do Master, de Daniel Vorcaro. O que se viu foi um festival de erros, o que raramente se vê na GloboNews.

MAIS: dois editores mais jovens, responsáveis pelo infográfico, foram literalmente dispensados. Há quem aposte que muitos veteranos quase comemoraram: há por lá (e outras emissoras) uma epidemia de "jovens talentos" formados por universidades que deveriam ser fechadas.

É o momento que dá certo

Quem vê cara não vê coração, diz o velho ditado. Mas, no caso de Bruna Lombardi, também poderíamos adaptar a frase: quem vê cara não vê a idade. Ao longo dos anos, Bruna que além atriz é poetisa, escritor e modelo aos 73 anos, segue reinventando a própria trajetória e agora também se destaca como influenciadora, compartilhando reflexões sobre vida, bem-estar e autocuidado com seus seguidores. “Na hora em que você envelhece, é exatamente aquele momento em que está dando tudo certo, né? Acho que o grande trunfo do passar do tempo é conseguir ser a gente mesma e não ceder às pressões de fora". Recentemente, Bruna assumiu mais um papel: tornou-se embaixadora da campanha “Mulher en Provence”, da L’Occitane en Provence. A parceria marca presença na nova campanha da marca, chamada Flora Orchestra, que celebra os 50 anos da empresa com um olhar inovador. Conhecida por defender que a beleza nasce de dentro para fora, Bruna combina perfeitamente com a proposta da campanha: unir natureza, autocuidado e bem-estar. Em vez de anúncios tradicionais, o projeto transforma flores icônicas da marca, como a lavanda e a immortelle, em protagonistas de uma espécie de “sinfonia visual”. Com tecnologia que capta os movimentos sutis das plantas, a natureza praticamente vira música. Para a atriz, o autocuidado evolui com o tempo. Pequenos rituais diários, como cuidar da pele ou reservar alguns minutos para si, fazem toda a diferença. Não por acaso, com mais de 30 trabalhos na TV, 10 livros publicados e milhões de seguidores, Bruna segue inspirando diferentes gerações. Parte da campanha foi fotografada em Trancoso, no icônico Teatro L’Occitane, reforçando uma mensagem simples: beleza, natureza e autenticidade caminham melhor juntas.

Xadrez eleitoral do mineiro Romeu

Encaixes e desencaixes estão influenciando as candidaturas presidenciais da direita. Primeiro, foi Ratinho Jr., que deixou a corrida ao Planalto pelo receio de entregar de bandeja o comando da política do Paraná a Sérgio Moro. Agora é Romeu Zema, que enfrenta problema semelhante. Caso venha a concorrer à Presidência, Zema deixará o atual governador e seu ex-vice, Mateus Simões (PSD), em maus lençóis. Simões mantém relação de proximidade com o bolsonarismo. São milhões de votos que lhe interessam muito na campanha para a reeleição ao governo do estado. Contudo, se Zema lançar chapa própria para concorrer contra Lula e, principalmente, Flávio Bolsonaro, Simões ficará entre a cruz e a espada: como apoiar o ex-governador, seu aliado político, sem perder os votos do bolsonarismo? Como assegurar os votos do bolsonarismo sem cometer traição política a Zema? É uma equação difícil de ser resolvida.

Xadrez eleitoral 2

Na tentativa de colocar um pé em cada barco, não apenas Simões, mas o próprio Zema corre um risco político. Se o ex-governador disputar o Planalto, o clã Bolsonaro provavelmente despejará todo seu apoio na campanha de Cleitinho Azevedo (Republicanos) ao comando de Minas Gerais. Nesse caso, Simões, que já está bem atrás nas pesquisas, não conseguiria mais virar o jogo. E Zema acumularia duas derrotas na mesma urna: a sua, na corrida à Presidência, e a de seu candidato ao governo de Minas Gerais. Sem contar Rodrigo Pacheco, agora no PSB, que está chegando.

Pedindo licença

A atriz Alice Wegmann se aventurou no coração da Amazônia para viver Luiza no filme Rio de Sangue, que estreia nos cinemas em 16 de abril. Na história, ela interpreta uma médica de ONG que é sequestrada durante uma expedição no Alto Tapajós, em meio ao cenário tenso do garimpo ilegal em terras indígenas. O longa aposta em duas mulheres no centro da trama. Alice divide cenas com Giovanna Antonelli, que interpreta sua mãe, Patrícia. Para a atriz, é importante ver personagens femininas fortes nas telas. “Cresci vendo As Panteras e Três Espiãs Demais e sonhava ser detetive. Sempre gostei de ação: fui atleta, treinei boxe e nunca parei de me exercitar. Em Onde Nascem os Fortes já vivi algo parecido. Gosto de ver mulheres fortes no audiovisual brasileiro. Gosto de ver mulheres com atitude, que não ficam apenas esperando o príncipe encantado”, falou em entrevista à Glamour. As gravações na floresta duraram dois meses e foram marcantes. Alice conta que procurou agir com muito respeito diante da natureza e das comunidades locais. "Não entrei nenhuma vez no rio ou nos igarapés sem pedir licença. Aquilo tudo é tão maior do que a gente. Então tentei ter o máximo de respeito, mas ainda assim sinto que foi pouco". Depois de trabalhos intenso, incluindo a novela Vale Tudo, o filme e uma nova série da Netflix que estreia em novembro , a atriz de 30 anos quer uma pausa. “Eu amo trabalhar, mas agora estou precisando de férias e até de um tempinho para cuidar da saúde".

Papéis invertidos

No começo da semana passada, o ex-deputado e ex-presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha, deu uma entrevista ao programa "Frente a Frente" e disse que o pleito presidencial será decidido no erro de um dos dois candidatos principais. "Será a eleição da rejeição, assim como foi a eleição de 2022. Quem está no poder agora não é Bolsonaro, é Lula. Os papéis foram invertidos". Ou seja: não disse nada que qualquer profeta de esquina já não tivesse dito. Cunha vai tentar retomar a carreira política. Em 2022 já havia tentado, sem sucesso. Agora, sai por Minas Gerais porque não quer rivalizar com sua filha, a deputada Dani Cunha (União Brasil), eleita pelo Rio.

Delação complicada

A delação de Daniel Vorcaro está difícil de ser iniciada. Ele não quer permanecer na prisão, o valor do ressarcimento já está estimado em R$ 12 bilhões e não quer incluir informações sobre ministros do Supremo Tribunal Federal. Pessoal da PGR e da PF, que estaria do lado contrário, ouvindo as exigências do banqueiro, diz que ele tem de permanecer determinado prazo na prisão, não abre mão do ressarcimento (que pode ser discutido) e quer saber tudo sobre o Supremo. E Vorcaro também não quer assumir o cone de "delator", o que seria fundamental, além de algumas generosidades de seus "carcereiros" (designação antiga). Responsáveis pela condução de uma delação não escondem que a arrogância de Vorcaro começa a incomodar.

Pérola

"Não se faz composição apenas com quem gostamos e gosta de nós. Eleições para o Senado são importantes. O governador mantém relação com o presidente porque precisa dele. Já o senador, com mandato de oito anos, pensa que é Deus",

de Lula para Jorge Messias, cuja aprovação para o Supremo depende do Senado.

Fica no PSD

Apesar de não ter sido escolhido por Gilberto Kassab (PSD) para ser candidato do partido ao Planalto, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, não sairá de sua legenda, permanecendo até o final de seu mandato. Um manifesto assinado por ex-parlamentares, sociólogos, economistas e outros intelectuais pediu que ele fosse candidato a presidente pelo PSDB, e Eduardo não aceitou. No Rio Grande do Sul, ele se esforçará pela eleição de seu vice, Gabriel Sousa (MDB), como governador do estado. De quebra, ligou para Ronaldo Caiado, parabenizando-o pela escolha, e estará engajado na campanha.

Na campanha de Caiado

Lula pediu que o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, abra mão de se candidatar por Minas Gerais e fique no cargo. Ele é filiado ao PSD, que lançou Ronaldo Caiado à Presidência. A ideia é que Silveira tenha um papel de coordenação na campanha e ajude na interlocução com seu partido e outras legendas do centro. Lula está preocupado em garantir estabilidade da "cozinha" do governo, após as saídas de Fernando Haddad, Rui Costa e Gleisi Hoffmann.

Principal bandeira

A principal bandeira de Ronaldo Caiado na campanha é a segurança pública. Paulo Vasconcelos, marqueteiro de Caiado, já distribui vídeos sobre Goiás, estado que Caiado governa e onde se diz que "bandido não se cria". Em outro, menciona medidas contra feminicídios: "Tenho mão firme contra criminosos. Quando são opressores de mulheres, aí é que sou mais mão pesada". Caiado também já avisou — e está repetindo — que um de seus primeiros atos depois da posse (se vencer) será "assinar a anistia de Bolsonaro".

Com Michelle 1

Na semana passada, circularam rumores de novo agravamento no clã Bolsonaro. Michelle, que voltou a ter o ouvido do ex-presidente, estaria articulando uma candidatura alternativa à de Flávio — e essa alternativa seria Tarcísio de Freitas. Michelle mantém relação difícil com os filhos de Bolsonaro. Há oito anos, ela atua nos bastidores da política e se tornou um rosto admirado nacionalmente, em especial entre mulheres evangélicas, hoje distantes de Flávio. Essa base é volumosa e resultante do bolsonarismo e disputada pelo PT (muitos são beneficiárias de programas do PT).

Com Michelle 2

Agora, a prisão de Bolsonaro projeta Michelle como principal articuladora da direita junto a lideranças evangélicas. Essa rede foi construída como primeira-dama à frente do PL Mulher. Ela domina o falar bíblico e chega diretamente a lideranças relevantes. Há quem diga não ser impossível Michelle defender Tarcísio com argumentos parecidos com os de Silas Malafaia. Ela tem afirmado que, no primeiro turno, apoiaria o candidato com mais chances de derrotar o PT, que não seria Flávio. Na semana passada, José Dirceu disse que o nome que mais preocupa o PT é o de Tarcísio, por ter consolidado apoio de empresários e do mercado financeiro. E até acham que, para ele, Michelle na vice seria ideal.

Mistura Fina

A viagem de Lula aos Estados Unidos para se encontrar com Donald Trump pode ficar para julho. Eles tentaram realizá-la em março, novamente adiada, e nunca chegou a ser marcada. Não há, contudo, nenhum sinal de Washington de que seja descartada, já que a janela se alargou para o final do primeiro semestre. Eles se mantêm em contato, como diplomatas, sem qualquer divulgação. A Casa Branca não deve oferecer datas antes de chegar a uma solução para o conflito no Oriente Médio, e Lula pensa mais nas pesquisas nas últimas semanas.

O empresário Alfredo Cotait Neto acaba de assumir a presidência da Associação Comercial de São Paulo com o objetivo de dar à entidade uma roupagem mais política. Defende a ampliação do teto do Simples, que vem articulando com Hugo Motta, presidente da Câmara, além do voto distrital misto. Sobre o fim da escala 6x1, que enfrenta resistência entre empresários, Cotait quer ampliar o debate.

O programa "Em Família com Eliana" sofrerá algumas mudanças nas próximas semanas. O reality musical "Minha Família é Show" deverá ter seu fim abreviado. No quadro, famílias travam uma disputa musical em busca do prêmio: um carro. Detalhe: as apresentações das famílias é que estão derrubando os números de audiência. Agora, a Globo procura um game show com perguntas e respostas, o que lembra um pouco um quadro do "Domingo Legal", de Celso Portiolli.

Mais dois formatos estão em análise. A ideia inicial é que o "Em Família" fosse um programa em constante transformação, até atingir a fórmula ideal. Nesse futuro game, os participantes que responderão às perguntas serão convidados que também podem ser entrevistados. Nada de perguntas difíceis, apenas "perguntas inteligentes" — se possível — com pequenas doses de humor.

In - Coxinha tradicional (frango)
Out - Coxinha Hot Roll (salmão e cream cheese)

Giba Um

"Eu disse para o companheiro Alexandre de Moraes: 'Você fez uma biografia histórica neste país,...

...construída no julgamento da tentativa de golpe de Estado. Não permita que o caso do Vorcaro jogue fora tua biografia'", de Lula para o ministro do Supremo Tribunal Federal

13/04/2026 06h00

Giba Um

Giba Um Foto: Reprodução

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O ex-jogador Denilson está realizando um sonho de apresentar seu próprio programa. A Globo escalou o pentacampeão pela seleção brasileira para comandar o Hexa Neles!, uma referência ao bordão criado por Galvão Bueno.

MAIS: Denilson neles!, era assim que o apresentador o saudava em suas aparições nas partidas da seleção brasileira. A estreia já conteceu: o programa já entrou no ar no GE TV, novo canal de esportes gratuito da Globo.

Giba Um

Passando o bastão

A artista plástica Mana Bernardes foi a responsável pela “ponte” entre Dadá Coelho e Paulo Betti. Naquele momento, ela estava passando por sua separação do ator. Dadá contou, em entrevista ao podcast Desculpa Alguma Coisa, que a situação foi discutida de forma sincera e até com um toque de humor. "Ela virou para mim e disse que ela e Paulo estavam se separando. 'Acabou e eu queria que você ficasse com ele', ela me disse. Eu estava sem fazer nada mesmo e aceitei. Mana passou meu telefone para ele. Foi uma passada de bastão mesmo. Ela não queria mais. Acho que ela foi grandiosa. Achei que seria uma indelicadeza não aceitar. Antes, porém, ela me alertou sobre tudo". Mana também compartilhou o número de Paulo com a atriz. Movida pela curiosidade, Dadá resolveu assistir a uma peça de teatro de Paulo. "Fui ver a peça dele e fiquei doida com aquele homem no palco. Fomos jantar e ele me deu um beijo na gengiva. Paulo tem uma história linda de vida como a minha. Ele também veio de uma família grande, de 15 filhos. A gente se conecta muito. Temos uma tagarelice amorosa, uma troca que é incrível". E a história deu certo: Dadá e Paulo já estão há quase 10 anos juntos. Vale lembrar que o ator Paulo Betti foi casado com as atrizes Eliane Giardini (1973 a 1997) e Maria Ribeiro (2001 a 2005). Mais: a relação das ex-esposas com Dadá é a mais amigável possível; elas têm até um grupo de WhatsApp.

E-commerce ou fintech: Mercado Pago em campo

O Mercado Livre é uma plataforma de e-commerce que controla uma fintech, ou o Mercado Pago é uma fintech que controla uma plataforma de e-commerce? O megaplano de investimento de R$ 57 bilhões coloca a instituição financeira numa posição de centralidade e protagonismo no tabuleiro do grupo no Brasil. Agora, várias medidas serão colocadas em marcha para impulsionar a operação do Mercado Pago. A estratégia mais agressiva prevê volume maior de oferta de crédito aos consumidores. A pretensão é transformar o Mercado Pago na conta principal do usuário. A velocidade de expansão do Mercado Pago no Brasil não encontra paralelo em outros países em que o grupo atua. Os números ajudam a colocar o Mercado Pago em perspectiva: a operação já soma 72 milhões de usuários ativos mensais na América Latina, sendo 60 milhões apenas no Brasil. A carteira de crédito já se encontra entre US$ 11 bilhões e US$ 12,5 bilhões. É uma máquina de alta frequência: mais de 4,5 bilhões de transações por trimestre. O cartão de crédito responde por algo entre US$ 5 bilhões e US$ 5,7 bilhões. Em paralelo, a receita da fintech já alcança US$ 12,6 bilhões anuais, crescendo a taxas próximas de 50%.

Não vai dar

A direção do PL deu dois meses para que o presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais, Flávio Roscoe, percorra o estado, torne-se mais conhecido e mostre que tem condições de disputar eleições para governador. Ele se filiou na semana passada para ser uma alternativa de palanque para Flávio Bolsonaro no estado. A cúpula do PL já sabe que não vai dar certo e tem outras opções: o senador Cleitinho (Republicanos) e até mesmo o governador Mateus Simões (PSD).

Giba Um

Elegância fora das passarelas

O desfile da designer Lethicia Bronstein ocorreu na noite de quarta-feira, no Shopping JK Iguatemi, reunindo várias personalidades do mundo dos famosos, que mostraram elegância também fora da passarela. A influenciadora Thais Carla surpreendeu ao exibir sua nova forma, consequência de uma redução de mais de 90 kg após a cirurgia bariátrica realizada em abril de 2025. Ela optou por um look moderno e urbano, vestindo um trench coat cropped em tom cáqui que, apesar do design com lapelas largas e fivelas, ressaltou sua nova silhueta. Marisa Orth, por sua vez, adotou um estilo ousado, com um jogo de sobreposições em estampa animal, elaborado com um tecido leve e semitransparente, acrescido de detalhes em renda preta. Já Cátia Fonseca escolheu um conjunto notável e elegante, composto por um blusa branca com mangas bufantes e uma saia de renda preta.

Giba Um

Fim da ‘novela’

O Carf caminha para derrubar um processo de omissão de rendimentos contra Luiz Cláudio Lula da Silva, um dos filhos do presidente Lula, que recebeu milhões de um investigado pela PF por corrupção no mesmo Carf. O caso envolve a requalificação tributária de valores recebidos pela LFT Marketing Esportivo, empresa de Luiz Cláudio, que a Receita pretendia tributar na pessoa física sob alegação de serem valores ilícitos. O Carf deve acatar recurso do filho de Lula sobre o caso, já arquivado na Justiça.

"Flávio por Flávio"

O PT já começou uma ofensiva em seus canais digitais direcionada a Flávio Bolsonaro. O objetivo é mostrar quem ele é, já que a avaliação do partido é que o eleitorado sabe basicamente que ele é filho de Jair Bolsonaro,pouco mais. Internamente, a estratégia ganhou o apelido de "Flávio por Flávio". Vídeos e cards devem relembrar aspectos polêmicos, como o caso das "rachadinhas", acusação de ligações com milicianos e suspeitas sobre a compra de sua mansão em Brasília, hoje estimada em quase R$ 7 milhões.

Pérola

"Eu disse para o companheiro Alexandre de Moraes: 'Você fez uma biografia histórica neste país, construída no julgamento da tentativa de golpe de Estado. Não permita que o caso do Vorcaro jogue fora tua biografia'",

de Lula para o ministro do Supremo Tribunal Federal.

Coleção 1

Para os colecionadores de frases de Lula, as recomendações dele sobre o comportamento que o ministro Alexandre de Moraes deve assumir são, segundo analistas, "preciosidades". Trecho de uma: "Tem de prestar depoimento como testemunha. Tem gente que fala que Vorcaro não pode fazer delação. Ele pode. Delação é sempre complicada. Tem que ter mais gente acompanhando porque pode ser uma delação comprada. Temos que pegar a bandidagem de Vorcaro. Está preso, mas ainda tem muita coisa para ser descoberta. São 12 bilhões que a gente não sabe de onde saiu".

Coleção 2

Em outro trecho da conversa com Alexandre de Moraes, Lula mistura a posição da mulher do ministro, Viviane Barci, que declarou que o Master pagou R$ 80,2 milhões a seu escritório: "Primeiro, você não estava advogando em seu escritório há quase 15 anos. Mas sua mulher estava. Diga que sua mulher estava advogando e não tem que pedir licença para fazer as coisas. E prometa que, na Suprema Corte, dirá que está impedido de votar em caso que envolva sua mulher".

Coleção 3

E sobre imagem: "O companheiro Alexandre de Moraes sabe que tudo isso prejudica a imagem. Você pode ter uma coisa simples, uma coisa que é legal, mas, nas circunstâncias que acontecem e aos olhos do povo, o povo trata como se fosse uma coisa imoral. E, em um ano político, as pessoas vão tratar de dar muito destaque para isso".

"Hulk", não "Huck"

O apresentador Luciano Huck não gostou de ver nos jornais que o nome do pastor-belga considerado peça-chave para encontrar 45 toneladas de maconha no complexo da área tinha como nome "Huck". Achou que muitos policiais fizeram mesmo uma gozação. E Luciano logo tratou de espalhar pela mídia que se tratava de "um engano" (proposital ou coincidência). O nome do cão, afinal, é mesmo "Hulk", o homem verde quase gigantesco que aparecia nas histórias em quadrinhos. A série se chamava "O Incrível Hulk" e teve até reforço no cinema, com filmes de grande renda.

18 indicações seguras 1

Estão prontas para serem apreciadas no Senado 18 indicações de embaixadores para representações diplomáticas brasileiras mundo afora, que seguem acéfalas. As indicações estão na gaveta do senador Davi Alcolumbre desde setembro, como nos casos dos diplomatas indicados para as embaixadas na Finlândia, Tailândia/Laos e Barbados. Do total, 14 estão na "espera" desde 2025, quando Alcolumbre ficou mal-humorado com Lula, que não atendeu sua indicação para o STF.

18 indicações seguras 2

Também dormem na gaveta de Alcolumbre indicações de embaixadores do Brasil na Austrália, Quênia, Coreia do Norte e Nova Zelândia. E também estão na "espera" os indicados para Polônia, Coreia do Sul, Síria, Jamaica, Grécia, Togo, Congo, Namíbia, Iraque, Nepal e Sri Lanka. Muitos cargos, como o de embaixador no Quênia, acumulam a representação brasileira em outros países; no caso, Uganda, Burundi e Somália. Os embaixadores indicados pelo presidente da República passam pela Comissão de Relações Exteriores e são votados no plenário.

Mistura Fina

Autoridades do governo Lula já realizaram 279 voos em jatinhos da FAB, regalia concedida apenas a ministros de Estado, do Supremo Tribunal Federal, chefes das Forças Armadas e presidentes dos Três Poderes. Camilo Santana parece ter levado ao pé da letra a opinião do chefe Lula de que precisa aparecer em todo o país: tornou-se, de longe, a autoridade que mais viajou de jatinhos este ano, com 52 voos. Apenas em março, foram 29 viagens.

Presidente da Câmara, Hugo Motta, que até o mês passado era o maior viajante da Esplanada, caiu para a segunda colocação: 33 voos. Quando ministros do STF pedem para usar aviões da FAB, eles são requeridos a pedido (em nome) do ministro da Defesa, que soma 32 voos. Presidente do Supremo, o ministro Edson Fachin não requereu jatinhos. Março representou o mês com mais viagens em jatinhos da FAB: 111. Em janeiro foram 87 deslocamentos e, em fevereiro, 81.

A indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal gerou resistência imediata por reforçar o perfil de militância de esquerda que já marca outras indicações de Lula. O advogado-geral da União é visto por esses políticos como operador jurídico do PT desde os governos Dilma Rousseff, que o chamava de "Bessias", e pela defesa de pautas identitárias e comportamentais no Judiciário, incluindo tentativas de controle do que a esquerda não controla: conteúdos de redes sociais.

Messias é o homem que representou o governo em ações contra supostas ameaças às instituições, em embates com o bolsonarismo. Para críticos, Messias tem no DNA "teses lacradoras", o ativismo judicial que leva o STF para batalhas culturais, de censura e narrativas ideológicas. Lula desapontou, sem contestações, quem esperava juristas mulheres ou negros no Supremo. Ele só queria pessoas confiáveis. Tinha outras prioridades.

In – Decoração: enfeites de madeira (mais duráveis)
Out – Decoração: enfeites em cerâmica (mais frágeis)

CLAÚDIO HUMBERTO

"O Brasil precisa, com urgência, de uma reforma do Judiciário"

Senador Rogério Marinho (PL-RN), ao citar 'alinhamento' entre o Planalto e o STF

10/04/2026 07h00

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

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Ministros do STF e Vorcaro na mira de nova CPI

A proposta de nova CPI no Senado, desta vez para investigar relações de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) com grupos criminosos, assim, direto e reto, de autoria do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), já conta com 40 assinaturas, quase metade de toda a Casa. Vieira está convencido de que o Master não era banco e sim uma organização criminosa envolvida em lavagem de dinheiro, estelionato, corrupção e fraudes. E que manteve relações impróprias com ministros do STF.

Vínculos na lupa

Com a CPI, Vieira quer apurar a natureza e a extensão de eventuais vínculos pessoais, financeiros ou institucionais de ministros com Vorcaro.

Casos concretos

O senador citou Dias Toffoli e Alexandre de Moraes como ministros cujos vínculos com o ex-dono do Banco Master devem ser investigados.

Até que ponto?

A CPI, diz oponente, deverá esclarecer se as relações entre esses personagens influenciaram decisões dos Poderes da República.

Zero chance

O desafio será combinar com Alcolumbre, o zagueiro, que não permitirá a CPI. Por medo ou pacto, ele veta investigações contra ministros do STF.

Governo vê armadilha para Messias em dosimetria

Governistas foram pegos de surpresa com a decisão do presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), de pautar para apreciação no Parlamento do veto do presidente Lula à redução de pena dos condenados pelo 8 de janeiro de 2023. São duas as certezas entre os apoiadores do petista: que o veto vai cair e que a questão vai parar no Supremo Tribunal Federal (STF), endereço pleiteado por Jorge Messias (AGU), que atuou contra os envolvidos na quebradeira em Brasília.

Aquele é outro

Messias, que ajuizou quase 40 ações cobrando grana preta dos arruaceiros, vai ter a dura missão de convencer que é isento no caso.

Esquenta

Até entre aliados do AGU o clima não é de otimismo. A apreciação do veto, reivindicação da oposição, será um dia após a sabatina de Messias.

Ausência sentida

O assunto nos corredores do Senado nesta quinta (9) foi o jantar para Messias na noite anterior. Alcolumbre fez questão de não dar as caras.

Tacacá no STF

Quem organizou o regabofe para Jorge Messias, o Bessias, indicado de Lula para o STF, foi um conterrâneo pouco conhecido de Davi Alcolumbre, senador Lucas Barreto (PSD).

Ficou chato

O clima não é dos melhores no Supremo, com o julgamento do mandato tampão para o Governo do Rio de Janeiro. É que já tem decisão do TSE sobre isso e três dos ministros efetivos da Justiça Eleitoral são do STF.

A ficha do distinto

Relator da indicação de Jorge Messias, Weverton Rocha (PDT-MA), amigo pessoal do “Careca do INSS”, está na lista de indiciados no relatório da CPMI do INSS. Também é usuário de jatinhos de Vorcaro.

Governistas na lista

Três senadores do PSD assinaram o pedido de CPI para investigar relações de ministros do STF com o Master, assim como dois do PSB, partido do vice Geraldo Alckmin: Jorge Kajuru (GO) e Flávio Arns (PR).

Pendurado na brocha

Edegar Pretto agora espera para ver se e onde vai ser encostado por Lula. Deixou a chefia da Conab para disputar o governo do Rio Grande do Sul, mas Lula mandou cancelar tudo: o PT apoiará o PDT no Estado.

Tomado e devolvido

Vale tudo mesmo em ano eleitoral. A grana que o governo vai liberar para reduzir o endividamento dos trabalhadores, cerca de R$7 bilhões, é dos próprios trabalhadores. Vem do confisco mensal do FGTS.

Tipo INSS

O senador Rogério Marinho (PL-RN) denunciou tentativa do governo de financiar sindicatos autorizando parceria com os pelegos para “apoiar” pescadores a receber o seguro-defeso. A proposta acabou rejeitada.

Tapete puxado

Marina Silva, que já tomou rasteira do PT, não aprende: a vaga para disputar o Senado já começa a subir no telhado. Outro ex-ministro de Lula, Márcio França (PSB), quer a vaga na chapa petista em São Paulo.

Pensando bem...

...tem astronauta retornando à Terra e País indo pro espaço.

PODER SEM PUDOR

Cláudio Humberto

Empate deu nocaute

Os deputados Íris de Araújo (GO) e Cezar Schirmer (RS) disputavam no PMDB a última vaga de suplente na bancada brasileira do Parlamento do Mercosul, e a votação deu empate. Pelo regimento, idade é critério de desempate: o mais velho fica com a vaga. Schirmer foi logo declarando a idade na época 55 anos. A deputada olhou para um lado, para outro, e jogou a toalha: “Abro mão da disputa em favor do deputado Cezar Schirmer. Não revelo a minha idade por nada neste mundo!”

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