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Giba Um

"Não se faz composição apenas com quem gostamos e gosta de nós...

Eleições para o Senado são importantes. O governador mantém relação com o presidente porque precisa dele. Já o senador, com mandato de oito anos, pensa que é Deus", de Lula para Jorge Messias, cuja aprovação para o Supremo depende do Senado

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Há dias, o programa jornalístico comandado por Andréia Sadi foi palco de um colossal vexame. Foi colocado no ar, para supostamente rechear com dados numéricos uma matéria dedicada ao escândalo do Master, de Daniel Vorcaro. O que se viu foi um festival de erros, o que raramente se vê na GloboNews.

MAIS: dois editores mais jovens, responsáveis pelo infográfico, foram literalmente dispensados. Há quem aposte que muitos veteranos quase comemoraram: há por lá (e outras emissoras) uma epidemia de "jovens talentos" formados por universidades que deveriam ser fechadas.

É o momento que dá certo

Quem vê cara não vê coração, diz o velho ditado. Mas, no caso de Bruna Lombardi, também poderíamos adaptar a frase: quem vê cara não vê a idade. Ao longo dos anos, Bruna que além atriz é poetisa, escritor e modelo aos 73 anos, segue reinventando a própria trajetória e agora também se destaca como influenciadora, compartilhando reflexões sobre vida, bem-estar e autocuidado com seus seguidores. “Na hora em que você envelhece, é exatamente aquele momento em que está dando tudo certo, né? Acho que o grande trunfo do passar do tempo é conseguir ser a gente mesma e não ceder às pressões de fora". Recentemente, Bruna assumiu mais um papel: tornou-se embaixadora da campanha “Mulher en Provence”, da L’Occitane en Provence. A parceria marca presença na nova campanha da marca, chamada Flora Orchestra, que celebra os 50 anos da empresa com um olhar inovador. Conhecida por defender que a beleza nasce de dentro para fora, Bruna combina perfeitamente com a proposta da campanha: unir natureza, autocuidado e bem-estar. Em vez de anúncios tradicionais, o projeto transforma flores icônicas da marca, como a lavanda e a immortelle, em protagonistas de uma espécie de “sinfonia visual”. Com tecnologia que capta os movimentos sutis das plantas, a natureza praticamente vira música. Para a atriz, o autocuidado evolui com o tempo. Pequenos rituais diários, como cuidar da pele ou reservar alguns minutos para si, fazem toda a diferença. Não por acaso, com mais de 30 trabalhos na TV, 10 livros publicados e milhões de seguidores, Bruna segue inspirando diferentes gerações. Parte da campanha foi fotografada em Trancoso, no icônico Teatro L’Occitane, reforçando uma mensagem simples: beleza, natureza e autenticidade caminham melhor juntas.

Xadrez eleitoral do mineiro Romeu

Encaixes e desencaixes estão influenciando as candidaturas presidenciais da direita. Primeiro, foi Ratinho Jr., que deixou a corrida ao Planalto pelo receio de entregar de bandeja o comando da política do Paraná a Sérgio Moro. Agora é Romeu Zema, que enfrenta problema semelhante. Caso venha a concorrer à Presidência, Zema deixará o atual governador e seu ex-vice, Mateus Simões (PSD), em maus lençóis. Simões mantém relação de proximidade com o bolsonarismo. São milhões de votos que lhe interessam muito na campanha para a reeleição ao governo do estado. Contudo, se Zema lançar chapa própria para concorrer contra Lula e, principalmente, Flávio Bolsonaro, Simões ficará entre a cruz e a espada: como apoiar o ex-governador, seu aliado político, sem perder os votos do bolsonarismo? Como assegurar os votos do bolsonarismo sem cometer traição política a Zema? É uma equação difícil de ser resolvida.

Xadrez eleitoral 2

Na tentativa de colocar um pé em cada barco, não apenas Simões, mas o próprio Zema corre um risco político. Se o ex-governador disputar o Planalto, o clã Bolsonaro provavelmente despejará todo seu apoio na campanha de Cleitinho Azevedo (Republicanos) ao comando de Minas Gerais. Nesse caso, Simões, que já está bem atrás nas pesquisas, não conseguiria mais virar o jogo. E Zema acumularia duas derrotas na mesma urna: a sua, na corrida à Presidência, e a de seu candidato ao governo de Minas Gerais. Sem contar Rodrigo Pacheco, agora no PSB, que está chegando.

Pedindo licença

A atriz Alice Wegmann se aventurou no coração da Amazônia para viver Luiza no filme Rio de Sangue, que estreia nos cinemas em 16 de abril. Na história, ela interpreta uma médica de ONG que é sequestrada durante uma expedição no Alto Tapajós, em meio ao cenário tenso do garimpo ilegal em terras indígenas. O longa aposta em duas mulheres no centro da trama. Alice divide cenas com Giovanna Antonelli, que interpreta sua mãe, Patrícia. Para a atriz, é importante ver personagens femininas fortes nas telas. “Cresci vendo As Panteras e Três Espiãs Demais e sonhava ser detetive. Sempre gostei de ação: fui atleta, treinei boxe e nunca parei de me exercitar. Em Onde Nascem os Fortes já vivi algo parecido. Gosto de ver mulheres fortes no audiovisual brasileiro. Gosto de ver mulheres com atitude, que não ficam apenas esperando o príncipe encantado”, falou em entrevista à Glamour. As gravações na floresta duraram dois meses e foram marcantes. Alice conta que procurou agir com muito respeito diante da natureza e das comunidades locais. "Não entrei nenhuma vez no rio ou nos igarapés sem pedir licença. Aquilo tudo é tão maior do que a gente. Então tentei ter o máximo de respeito, mas ainda assim sinto que foi pouco". Depois de trabalhos intenso, incluindo a novela Vale Tudo, o filme e uma nova série da Netflix que estreia em novembro , a atriz de 30 anos quer uma pausa. “Eu amo trabalhar, mas agora estou precisando de férias e até de um tempinho para cuidar da saúde".

Papéis invertidos

No começo da semana passada, o ex-deputado e ex-presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha, deu uma entrevista ao programa "Frente a Frente" e disse que o pleito presidencial será decidido no erro de um dos dois candidatos principais. "Será a eleição da rejeição, assim como foi a eleição de 2022. Quem está no poder agora não é Bolsonaro, é Lula. Os papéis foram invertidos". Ou seja: não disse nada que qualquer profeta de esquina já não tivesse dito. Cunha vai tentar retomar a carreira política. Em 2022 já havia tentado, sem sucesso. Agora, sai por Minas Gerais porque não quer rivalizar com sua filha, a deputada Dani Cunha (União Brasil), eleita pelo Rio.

Delação complicada

A delação de Daniel Vorcaro está difícil de ser iniciada. Ele não quer permanecer na prisão, o valor do ressarcimento já está estimado em R$ 12 bilhões e não quer incluir informações sobre ministros do Supremo Tribunal Federal. Pessoal da PGR e da PF, que estaria do lado contrário, ouvindo as exigências do banqueiro, diz que ele tem de permanecer determinado prazo na prisão, não abre mão do ressarcimento (que pode ser discutido) e quer saber tudo sobre o Supremo. E Vorcaro também não quer assumir o cone de "delator", o que seria fundamental, além de algumas generosidades de seus "carcereiros" (designação antiga). Responsáveis pela condução de uma delação não escondem que a arrogância de Vorcaro começa a incomodar.

Pérola

"Não se faz composição apenas com quem gostamos e gosta de nós. Eleições para o Senado são importantes. O governador mantém relação com o presidente porque precisa dele. Já o senador, com mandato de oito anos, pensa que é Deus",

de Lula para Jorge Messias, cuja aprovação para o Supremo depende do Senado.

Fica no PSD

Apesar de não ter sido escolhido por Gilberto Kassab (PSD) para ser candidato do partido ao Planalto, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, não sairá de sua legenda, permanecendo até o final de seu mandato. Um manifesto assinado por ex-parlamentares, sociólogos, economistas e outros intelectuais pediu que ele fosse candidato a presidente pelo PSDB, e Eduardo não aceitou. No Rio Grande do Sul, ele se esforçará pela eleição de seu vice, Gabriel Sousa (MDB), como governador do estado. De quebra, ligou para Ronaldo Caiado, parabenizando-o pela escolha, e estará engajado na campanha.

Na campanha de Caiado

Lula pediu que o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, abra mão de se candidatar por Minas Gerais e fique no cargo. Ele é filiado ao PSD, que lançou Ronaldo Caiado à Presidência. A ideia é que Silveira tenha um papel de coordenação na campanha e ajude na interlocução com seu partido e outras legendas do centro. Lula está preocupado em garantir estabilidade da "cozinha" do governo, após as saídas de Fernando Haddad, Rui Costa e Gleisi Hoffmann.

Principal bandeira

A principal bandeira de Ronaldo Caiado na campanha é a segurança pública. Paulo Vasconcelos, marqueteiro de Caiado, já distribui vídeos sobre Goiás, estado que Caiado governa e onde se diz que "bandido não se cria". Em outro, menciona medidas contra feminicídios: "Tenho mão firme contra criminosos. Quando são opressores de mulheres, aí é que sou mais mão pesada". Caiado também já avisou — e está repetindo — que um de seus primeiros atos depois da posse (se vencer) será "assinar a anistia de Bolsonaro".

Com Michelle 1

Na semana passada, circularam rumores de novo agravamento no clã Bolsonaro. Michelle, que voltou a ter o ouvido do ex-presidente, estaria articulando uma candidatura alternativa à de Flávio — e essa alternativa seria Tarcísio de Freitas. Michelle mantém relação difícil com os filhos de Bolsonaro. Há oito anos, ela atua nos bastidores da política e se tornou um rosto admirado nacionalmente, em especial entre mulheres evangélicas, hoje distantes de Flávio. Essa base é volumosa e resultante do bolsonarismo e disputada pelo PT (muitos são beneficiárias de programas do PT).

Com Michelle 2

Agora, a prisão de Bolsonaro projeta Michelle como principal articuladora da direita junto a lideranças evangélicas. Essa rede foi construída como primeira-dama à frente do PL Mulher. Ela domina o falar bíblico e chega diretamente a lideranças relevantes. Há quem diga não ser impossível Michelle defender Tarcísio com argumentos parecidos com os de Silas Malafaia. Ela tem afirmado que, no primeiro turno, apoiaria o candidato com mais chances de derrotar o PT, que não seria Flávio. Na semana passada, José Dirceu disse que o nome que mais preocupa o PT é o de Tarcísio, por ter consolidado apoio de empresários e do mercado financeiro. E até acham que, para ele, Michelle na vice seria ideal.

Mistura Fina

A viagem de Lula aos Estados Unidos para se encontrar com Donald Trump pode ficar para julho. Eles tentaram realizá-la em março, novamente adiada, e nunca chegou a ser marcada. Não há, contudo, nenhum sinal de Washington de que seja descartada, já que a janela se alargou para o final do primeiro semestre. Eles se mantêm em contato, como diplomatas, sem qualquer divulgação. A Casa Branca não deve oferecer datas antes de chegar a uma solução para o conflito no Oriente Médio, e Lula pensa mais nas pesquisas nas últimas semanas.

O empresário Alfredo Cotait Neto acaba de assumir a presidência da Associação Comercial de São Paulo com o objetivo de dar à entidade uma roupagem mais política. Defende a ampliação do teto do Simples, que vem articulando com Hugo Motta, presidente da Câmara, além do voto distrital misto. Sobre o fim da escala 6x1, que enfrenta resistência entre empresários, Cotait quer ampliar o debate.

O programa "Em Família com Eliana" sofrerá algumas mudanças nas próximas semanas. O reality musical "Minha Família é Show" deverá ter seu fim abreviado. No quadro, famílias travam uma disputa musical em busca do prêmio: um carro. Detalhe: as apresentações das famílias é que estão derrubando os números de audiência. Agora, a Globo procura um game show com perguntas e respostas, o que lembra um pouco um quadro do "Domingo Legal", de Celso Portiolli.

Mais dois formatos estão em análise. A ideia inicial é que o "Em Família" fosse um programa em constante transformação, até atingir a fórmula ideal. Nesse futuro game, os participantes que responderão às perguntas serão convidados que também podem ser entrevistados. Nada de perguntas difíceis, apenas "perguntas inteligentes" — se possível — com pequenas doses de humor.

In - Coxinha tradicional (frango)
Out - Coxinha Hot Roll (salmão e cream cheese)

Giba Um

"Na megalomania criminosa, o réu acha que os brasileiros deveriam aceitar o...

...sacrifício do tarifaço em favor da impunidade do pai dele", de Alexandre de Moraes (STF), sobre a condenação de Eduardo Bolsonaro, que declarou que o objetivo do julgamento era tirá-lo das eleições

19/06/2026 06h00

Giba Um

Giba Um Foto: Reprodução

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Em uma das primeiras ações como nova presidente do INSS, Ana Cristina Silveira promoveu uma servidora que, na gestão Bolsonaro, deu aval a acordos com entidades que descontaram ilegalmente benefícios de aposentados

Mais: Michelli Manieri coordenou o grupo de trabalho dentro do órgão que fiscalizou essas ações. Após o escândalo vir à tona, em 2023, ela perdeu o cargo de confiança que ocupava. Agora, na nova gestão, foi alçada a um posto ainda maior: o de coordenadora-geral de atendimento.

Giba Um

Premiação teatral

Na terça (16), foi realizada a 20ª edição do Prêmio APTR de Teatro, no Teatro Riachuelo, no Rio de Janeiro. A grande atração da noite foi “Torto Arado – O Musical”, inspirado na obra de Itamar Vieira Junior e vencedor de três troféus, tornando-se a produção mais premiada do evento. Também se destacaram entre os vencedores “O Céu da Língua”, de Gregorio Duvivier e Luciana Paes, e “(Um) Ensaio Sobre a Cegueira”, reforçando a importância das obras que marcaram a temporada teatral. A cerimônia foi apresentada por Armando Babaioff, Luana Xavier e Valéria Barcellos. A abertura ficou por conta da personagem Dona Fernandona, interpretada por Thiago Chagas, que trouxe leveza e humor ao evento, enquanto o encerramento contou com um emocionante medley de musicais brasileiros. A noite também foi marcada por homenagens especiais. Guida Vianna recebeu o recém-criado Troféu Camilla Amado em reconhecimento aos seus 50 anos de carreira, enquanto o Grupo Galpão foi homenageado por sua significativa contribuição ao teatro nacional. Sylvia Massari, premiada como melhor atriz coadjuvante por “Chatô e os Diários Associados – 100 Anos de Paixão”, emocionou o público ao dedicar o prêmio ao falecido marido, Guto Graça Mello. O evento reuniu artistas como Taís Araújo, Mel Lisboa e Arlete Salles.

Cabo de guerra no Plano Safra

A disputa em torno da equalização dos juros do próximo Plano Safra está provocando uma queda de braço dentro do governo. De um lado está o Ministério da Agricultura; de outro, a Fazenda. O ministro da Agricultura, André de Paula, tem defendido um orçamento robusto para a compensação das taxas de crédito. Ele trabalha por uma dotação superior a R$ 20 bilhões. Até o ex-ministro Carlos Fávaro atua nos bastidores para que o valor seja liberado. A cifra atenderia cerca de 75% do pleito do agronegócio. A Frente Parlamentar da Agropecuária pressiona por R$ 27 bilhões. Só que, do outro lado da mesa, está a equipe econômica, que trabalha para reduzir esse valor para a casa dos R$ 15 bilhões. A preocupação de Dario Durigan e seus assessores é impedir que a conta se transforme em mais uma fonte de pressão sobre as já combalidas finanças públicas. É o círculo vicioso de uma Selic nas alturas. Cada bilhão adicional destinado à equalização desperta uma despesa direta para o Tesouro Nacional. Na prática, o governo paga aos bancos a diferença entre o custo da captação dos recursos e os juros cobrados dos produtores rurais.

Dedicada à pré-campanha

Cotada para ser ministra da área econômica em um eventual governo de Flávio Bolsonaro, Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal, licenciou-se da presidência da consultoria financeira Legend. Indicada por Paulo Guedes, com quem mantém relações profissionais e societárias, ela vai se dedicar à pré-campanha presidencial do filho “01” de Bolsonaro, formulando projetos de mobilidade social e mantendo proximidade com Guedes. Flávio, frequentemente, faz elogios a Daniella em eventos.

Giba Um

História das lendas

As lendas do basquete brasileiro Hortência Marcari e Magic Paula vão ganhar uma cinebiografia. As atrizes escolhidas para interpretar essas ícones do esporte são Juliana Didone, que dará vida a Hortência, e Tainá Müller, que assumirá o papel de Paula. O filme será contado principalmente pelo olhar de Paula e mostrará a relação entre as duas atletas, marcada por rivalidade saudável, respeito e admiração. A produção também explorará o retorno de Hortência à seleção brasileira após a aposentadoria e a maternidade, quando competiu nos Jogos Olímpicos de Atlanta, em 1996, consolidando-se como uma das protagonistas daquela geração histórica. Nas redes sociais, Juliana Didone e Tainá Müller compartilharam a alegria pela oportunidade e destacaram a responsabilidade de interpretar duas atletas que se tornaram símbolos de talento, resiliência e inspiração. A produção não apenas relembrará momentos marcantes das carreiras de Hortência e Paula, mas também evidenciará os desafios enfrentados pelas mulheres no esporte de alto rendimento e a contribuição decisiva dessas jogadoras para a consolidação do basquete feminino no cenário internacional.

Giba Um

“A Amazônia é nossa”

Flávio Bolsonaro passou a usar camisetas com mensagens customizadas em agendas e viagens de sua pré-campanha. Na semana passada, vestiu uma com a frase “A Amazônia é nossa”, durante viagem ao Pará. Antes, já havia feito o mesmo em Minas Gerais e na Bahia( é o estado líder de índices de criminalidade, violência letal e homicídio do país). O recado em prol da soberania da floresta ocorre no momento em que Flávio é acusado por Lula de atender a supostos interesses de Donald Trump.

“Foto de família”

Tradicionalmente, a maioria dos grandes eventos que reúnem governantes de diferentes países termina com uma foto oficial para a posteridade. No encerramento do G7, em Évian-les-Bains, na França, o presidente anfitrião, Emmanuel Macron, decidiu concluir a reunião com uma verdadeira foto de família, na qual os governantes também posaram ao lado de suas esposas. Houve detalhes curiosos: Brigitte Macron estava de mãos dadas com Donald Trump e ainda segurava um de seus braços; o próprio Macron dava as mãos a Lula, que tinha Janja ao seu lado. Macron fez questão de manter Lula, convidado do encontro, próximo a ele, evidenciando a amizade entre ambos.

Pérola

“Na megalomania criminosa, o réu acha que os brasileiros deveriam aceitar o sacrifício do tarifaço em favor da impunidade do pai dele”,

de Alexandre de Moraes (STF), sobre a condenação de Eduardo Bolsonaro, que declarou que o objetivo do julgamento era tirá-lo das eleições.

Vice atrasado

Não deve sair neste mês o nome do candidato a vice na chapa de Flávio Bolsonaro. A discussão atrasou com o avanço das investigações sobre o caso Banco Master. O Progressistas deveria fazer a indicação, só que o plano subiu no telhado com a Polícia Federal escancarando as relações de Vorcaro com o senador Ciro Nogueira, chamado pelo ex-banqueiro de “grande amigo da vida”. Na campanha de Flávio, o temor é que a PF também avance sobre o presidente do União Brasil, Antonio Rueda. A preocupação maior é não arrastar a crise do Master para o debate eleitoral.

“Irmãozão”

Além de considerar o senador Ciro Nogueira um “grande amigo da vida”, Daniel Vorcaro também costumava chamá-lo de “irmãozão”, dada a proximidade entre eles. A Polícia Federal estima que Vorcaro tenha concedido a Ciro “um benefício direto” de pelo menos R$ 468 mil em viagens, jantares e estadias em Paris, Nova York e na estação de esqui de Courchevel, nos Alpes Franceses. A fotografia dos dois abraçados, com montanhas cobertas de neve ao fundo, despertou os mais variados comentários nas redes sociais, desde os mais apimentados, do tipo “amigo é para isso”, até alguns “românticos”, por assim dizer.

“Grau de intimidade”

Os investigadores encontraram, nas mensagens obtidas envolvendo Daniel, Ciro e até Hugo Motta, registros de pagamentos e diálogos que fazem referência ao presidente do PP “em valores vultosos”. Em conversas com o cunhado Fabiano Zetter, o nome “Ciro” é citado 79 vezes. A PF afirma que “existe uma relação pessoal estreita, contínua e marcada por elevado grau de intimidade” entre Vorcaro e Ciro. As mensagens “mostram um vínculo que extrapola os limites da mera cordialidade ou convivência ocasional, assumindo contornos de amizade íntima e declarada”.

Bananinha condenado 1

Por unanimidade, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, também conhecido como Dudu Bananinha, foi condenado pela Primeira Turma do STF a 4 anos e 2 meses de prisão e ficará inelegível por articular sanções dos Estados Unidos contra ministros durante o julgamento da trama golpista. Na segunda-feira (15), ele divulgou nas redes sociais um vídeo em um clube de tiro americano. De boné e camiseta, apareceu disparando com três armas: uma pistola, um fuzil e uma metralhadora. Demonstrava não estar preocupado com o julgamento marcado para o dia seguinte.

Bananinha condenado 2

Eduardo não indicou advogado, obrigando a Defensoria Pública da União a representá-lo na Corte às custas do contribuinte. Hoje, ele vive em uma mansão avaliada em R$ 6 milhões no Texas e, no ano passado, recebeu uma ajuda de R$ 2 milhões do pai, parte de uma série de transferências via Pix que Jair Bolsonaro teria recebido de apoiadores para auxiliar no pagamento de multas. Agora, em meio à crise envolvendo o filme sobre a vida de Jair Bolsonaro, a Polícia Federal investiga se Eduardo ficou com parte dos R$ 61 milhões que seu irmão Flávio recebeu de Vorcaro para a produção da obra. No ano passado, ele também recebeu salário da Câmara sem exercer atividades parlamentares.

Mistura Fina

São nítidos os sinais de preocupação de ministros do STF à medida que se aproximam as eleições, consideradas especialmente importantes, supostamente, para alguns deles diante da hipótese de eventual vitória da oposição. Um grupo de inclinação lulista não confia no ministro Nunes Marques, presidente do TSE, que chegou à Corte por indicação de Jair Bolsonaro e, por essa razão, imagina maneiras de até mesmo avocar decisões que são próprias do TSE.

Julgar em bloco os recursos contra a autocensura imposta às big techs nos meios políticos foi percebido como uma tentativa de controlar conteúdos. O episódio em que Nunes Marques suspendeu pesquisa que direcionava respostas contra Flávio Bolsonaro agitou determinados ministros. A ideia, segundo avaliações, seria atropelar o TSE e o Congresso, definindo regras, critérios de registro e até metodologias para pesquisas eleitorais. Institutos de pesquisa deveriam preservar sua credibilidade estabelecendo regulamentação nos moldes do histórico Conar na publicidade.

A sessão que manteve o pai de Daniel Vorcaro em prisão preventiva teve um embate entre os ministros André Mendonça e Gilmar Mendes, ambos do Supremo Tribunal Federal. O decano do STF fez críticas à atuação da Polícia Federal e comparou o caso Master à Lava Jato. Já o relator, André Mendonça, afirmou que “não aceitará delação seletiva” e disse ver articulações “para gerar uma futura anulação do caso”. E disparou: “Há um sistema articulado para criar vícios. Não sou cego”.

In – Latte de cenoura com especiarias
Out – Cappuccino de cenoura e canela

CLAÚDIO HUMBERTO

"Moraes transformou seu projeto de vingança em condenação"

Deputada Carol de Toni (PL-SC), sobre STF condenar Eduardo Bolsonaro por 'coação'

18/06/2026 07h00

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

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Suíte em hotel que Vorcaro bancou a Motta tem 247m²

Um dos endereços mais prestigiosos de Portugal, o Four Seasons Hotel Ritz Libon, que o enroladíssimo Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, investigado por fraude contra o sistema financeiro, bancou para o presidente da Câmara, Hugo Motta (Rep-PB), oferece uma exclusiva suíte presidencial maior que muitos apartamentos brasileiros: 247 m². O chão da mansão, que fica no 10º andar, é outra extravagância que só endinheirados podem bancar, todo em mármore de primeira linha.

Conta direito

Chama atenção o, acredite, baixo valor que Vorcaro teria pagado nas cinco diárias para Motta e senador Ciro Nogueira, R$90 mil.

Só ricaços

O hotel faz questão de exaltar as excentricidades para hóspedes tipo Ciro e Motta, como spa premiado e restaurante com estrela Michelin.

Petistas adoram

O luxuoso hotel recebeu Dilma em um pernoite em janeiro de 2014. À época, 12 anos atrás, a fatura da noitada saiu por R$73,5 mil.

Caminhão de dinheiro

A coluna cotou a segunda suíte mais cara para amanhã (19), a presidencial estava indisponível, o valor: R$32.369. E não é a mais cara.

Pão de Açúcar esfola mais as vítimas do seu calotex

Após lhes ser empurrados títulos de dívida (COE, debêntures, CRI) do Pão de Açucar, quando o mercado já sabia que o grupo estava “micado”, clientes de bancões como Itaú receberam “proposta” que deveria virar caso de polícia: ficar quieto e perder de cara 70% do que investiram. Ou continuar bancando otário e investir mais ainda na empresa oficialmente quebrada, aportando 20% de tudo o que já foi perdido. Por que fariam isso? Para “manter a chance” (remota) de receber algum valor no futuro.

Vítimas esfoladas

Trocando em miúdos, a “recuperação extrajudicial” do Pão de Açucar tenta arrancar ainda mais dinheiro dos credores, vítimas do seu calote.

É um golpe antigo

Investidores notam tardiamente que, quanto mais micada a empresa, maiores as comissões e spreads para quem indica seus títulos de dívida.

Coisas do Brasil

Emprestar a empresas é investimento comum, como os bonds nos EUA. Mas, lá, ninguém banca a esperto porque acaba na cadeia.

É resistência

Condenado pelo STF, Eduardo Bolsonaro afirma que a permanência dele nos EUA não se traduz a uma vida mais confortável: “Minha atuação é de combate e articulação internacional contra os abusos judiciais ditatoriais”

Estilo petista

Não tem nada de “química” a relação do governo Lula com os EUA. Na cúpula do G7, Donald Trump afirmou que se encontrou com o petista, mas ressaltou que a relação com o Brasil é uma “bagunça”.

É hoje

Pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL) lança nesta quinta-feira (18) o plano de ação para a segurança pública em um eventual governo. Vai ser em São Paulo, no Teatro B32.

Tempos bons

João Otávio de Noronha, ministro do STJ, arrancou risadas dos colegas ao dizer sentir saudades do tempo de diretor jurídico do Banco Brasil, ao lembrar dos honorários disse, “advogados estão milionários e eu pobre”.

O mínimo

A ida de Dario Durigan (Fazenda) à Câmara rendeu ao menos um elogio de Mauricio Marcon (PL-RS). Disse que o ministro ao menos responde as perguntas, já que o outro “fugiu”, talvez por “limitação intelectual”.

Silêncio sepulcral

Veio de onde pouco se espera a cobrança sobre o silêncio após menção dos favores que Vorcaro bancou ao presidente da Câmara, Hugo Motta. Chico Alencar (Psol-RJ) lembrou: não há almoço grátis.

Deu em nada

A ministra Estela Aranha (TSE) esclareceu à coluna que a ação por suposta infração disciplinar no CNJ, como noticiado pela coluna ontem (17), foi arquivada e que, diferente do publicado, não foi impetrada pelo PSD, mas pelo (agora) deputado Adelmo Soares (Republicanos).

Pinóquio

A turma da comunicação de Lula se desdobra para colar a fantasiosa versão de que o petista deu gelo em Trump, no G7. Na verdade, a diplomacia brasileira que nem mesmo conseguiu um papo de corredor.

Pensando bem...

... cara mesmo foi a conta que o brasileiro pagou da fatura Vorcaro.

PODER SEM PUDOR

Cláudio Humberto

Latindo por votos

Na campanha de Tancredo Neves ao governo de Minas, em 1982, o deputado Ronan Tito espalmava a mão e perguntava que número era aquele. O povão respondia “Cachorro!”, numa alusão ao jogo do bicho.

- Pois Tancredo será o cachorro que vai expulsar os ladrões do Palácio da Liberdade! – exclamava Tito.

A estratégia de gosto duvidoso preocupava os amigos de Tancredo, que provocaram uma reunião sobre o assunto. O vice Hélio Garcia discordou:

- Se for para ganhar a eleição, tem até que latir...

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