Várias cidades estão tornando mais rígidas as regras de trânsito para carro, moto, bicicleta, patinete e bicicleta elétrica. Em março, no INTO, principal instituição de tratamento em traumatologia e ortopedia, os acidentes de trânsito superaram em número no mesmo período do ano passado.
MAIS: os acidentes de trânsito passaram de 21% dos atendimentos em 2025 para cerca de 33% neste ano. Dos casos registrados no primeiro trimestre, cerca de 73% das vítimas eram homens, dos quais 90% estavam na faixa etária entre 16 e 59 anos.

Resignificando sempre
Com uma carreira que se estende por 34 anos, Carolina Dieckmann se encontra em uma fase de grande vigor e produtividade. Aos 47 anos, a atriz aproveita o reconhecimento pelo seu papel de Leila na nova versão de Vale Tudo, além de estar nas telonas com os filmes Descontrole e Pequenas Criaturas, ambos com o suporte da Globo Filmes. Mais do que simplesmente aumentar sua carga de trabalho, Carolina revela que tem aprendido a transformar experiências, convertendo obstáculos em novas oportunidades. Em uma entrevista, comentou que a saída de casa de seus filhos, Davi (26) e José (18), provocou a sensação de “ninho vazio”. No entanto, em vez de ceder à tristeza, ela decidiu usar esse tempo para se aprofundar ainda mais em sua carreira, fortalecer seu relacionamento com o diretor Tiago Worcman e investir em seu autoconhecimento. A atriz também abordou as críticas que recebe nas redes sociais, especialmente relacionadas ao seu corpo. Para Carolina, o problema não está nas opiniões em si, mas na tendência de julgar os corpos alheios. Ela prefere ver essas situações como oportunidades de diálogo e reflexão, defendendo que todos devem ter a liberdade de ser quem realmente são. Ao longo de sua vida, Dieckmann já transformou desafios difíceis em lições valiosas, desde a perda de pessoas queridas até momentos delicados em sua vida pessoal. Essa habilidade de ressignificar experiências se destaca como uma característica marcante em sua trajetória. Entre suas atividades profissionais, a vida familiar e as reflexões sobre o tempo, Carolina continua curiosa e apaixonada pelo seu trabalho. E, se depender dela, os próximos anos de sua carreira estarão cheios de propósito, dedicação e histórias inspiradoras para contar.
Lula: melhor ficar fora do 1º de Maio
O presidente Lula vem sendo aconselhado a ficar fora dos atos convocados pelo PT para o 1º de Maio, em defesa do fim da escala 6 x 1. A avaliação é que há risco de esvaziamento público que supere o eventual ganho político, ainda que esta seja uma das principais bandeiras de sua campanha à reeleição. Os atos sindicais do Dia do Trabalhador vêm acumulando sucessivos fracassos de mobilização nos últimos anos. Em 2024, por exemplo, o evento organizado pelas centrais sindicais de São Paulo reuniu menos de duas mil pessoas — as imagens de Lula discursando para gatos pingados foram constrangedoras. A pauta do fim da escala 6 x 1 é relevante demais para se tornar um tiro no pé: no entorno de Lula, o receio é que, ao participar da manifestação do 1º de Maio, o presidente fique exposto a mais uma demonstração de incapacidade de mobilização da esquerda. É um paradoxo que desafia o PT, forjado numa época em que multidões de operários se acotovelavam nas portas de fábricas: o governo aposta em uma agenda trabalhista de forte apelo popular, mas encontra dificuldade em levá-la às ruas.
PT no ataque
Com Flávio Bolsonaro bem nas pesquisas, o PT gastou, nos últimos dias, R$ 378.000 em impulsionamento de posts no Instagram e no Facebook. Metade desse valor foi para peças de ataque a Flávio, chamado de "traidor da pátria" pela relação com os Estados Unidos. Os vídeos ligam Flávio ao escândalo do Master, ao aumento de combustíveis e sugerem que ele vai acabar com o Pix. Já o PL é apontado como contrário ao fim da escala 6 x 1 e à isenção do IR até R$ 5.000.

Nova função
O Café Filosófico ganha nova temporada na TV Cultura no domingo (19), às 20h (com reprise na madrugada de terça para quarta, à 1h), agora sob o comando da atriz Tainá Müller, que está afastada da TV aberta desde sua participação em O Outro Lado do Paraíso (2018). Com cenário renovado e parceria com o Instituto CPFL, o programa abre a fase inédita com um tema que sempre rende boas discussões: a ostentação. O convidado do episódio de estreia é o antropólogo Michel Alcoforado, autor do best-seller Coisa de Rico. Conhecido como o “antropólogo do luxo”, ele também assina a curadoria do primeiro bloco da temporada. A ideia é provocar reflexão: por que mostramos o que temos — e o que isso diz sobre quem somos? Mais do que falar apenas de consumo ou exibicionismo, o programa propõe olhar para a ostentação como uma forma de comunicação social. No Brasil, roupas, marcas, carros e estilos de vida muitas vezes funcionam como sinais que revelam status, pertencimento e até desigualdades. Tainá compartilha seu entusiasmo pelo novo formato do Café Filosófico: "Estou empolgada com o novo Café Filosófico: é um luxo ter reflexão profunda na TV aberta. Sinto-me honrada em apresentar esse formato, que aproxima a filosofia do cotidiano. Meu papel é o de estudante curiosa, dialogando com convidados e o público". Segundo Alcoforado, esse comportamento atravessa todas as classes sociais. Cada grupo, à sua maneira, usa símbolos para construir imagem e marcar posição no mundo.

Antes e depois
Ronaldo Caiado, sempre que pode, repete que, se vencer, seu primeiro ato será o indulto para Jair Bolsonaro. O que não impede Caiado de ser contra a candidatura de Flávio Bolsonaro ao Planalto, condenando sua "falta de experiência", e por aí vai. Agora, por conta das novas pesquisas, nas quais, em média, Caiado aparece com 6,5%, ele acha que, em um segundo turno, poderia transferir seus votos para Flávio, o que asseguraria sua vitória. É mais ou menos o que aconteceu com Simone Tebet e Lula em 2022. Na época, renderam a diferença de 2 milhões de votos, que deu a vitória ao petista. Se o segundo turno fosse hoje, o movimento de Caiado poderia render 1,5 milhão de votos para Flávio.
Lula mais nervoso 1
Foi com irritação e falando palavrões que Lula recebeu os números do Datafolha, com Flávio Bolsonaro numericamente à frente do petista em um eventual segundo turno. A nova pesquisa fez o presidente mandar os ministros adiantarem os projetos com algum apelo popular para estancar a sangria na popularidade. A previsão é que um programa que mira o endividamento familiar seja antecipado e saia já na próxima semana.E mais: o fim da escala 6 x 1 também deve encorpar dentro do governo. A estratégia é reverter a maré para Lula e mitigar o estrago eleitoral da inflação, que ainda deve aparecer em razão da alta dos combustíveis. Um dos pontos que mais preocupam a turma petista é que Flávio superou numericamente Lula antes mesmo de anunciar o vice na chapa. No Planalto, a leitura é de cenário mais favorável para o herdeiro de Jair Bolsonaro, que, naturalmente, deve herdar votos da direita no segundo turno. Apesar da alteração que coloca Flávio em vantagem, Lula ainda tem dito que segue na disputa e que vai crescer no segundo semestre.
Pérola
"Não sou grande fã do Papa Leão. Ele não estava em nenhuma lista para ser Papa e só foi posto lá porque era americano e acharam que seria a melhor forma de lidar com o presidente Donald Trump",
de Trump, aparecendo em post, numa montagem (IA) como Jesus e provocando comoção mundial.
Está chegando a hora 1
O advogado-geral da União, Jorge Messias, já tem 48 votos para se tornar o 11º ministro do Supremo, de acordo com tabulações feitas por líderes do governo e até mesmo pelo pessoal da oposição. A sabatina marcada por Davi Alcolumbre para o dia 29, um dia antes da votação da dosimetria dos condenados pela tentativa de golpe de Estado, deverá ter quórum alto, o que hoje favorece Messias. Para ser aprovado, precisa ter apoio de 41 dos 81 senadores.
Está chegando a hora 2
É um quadro diferente do de dezembro, quando Messias foi indicado e um ressentido Alcolumbre ameaçou sabatiná-lo em menos de duas semanas. Na época, Messias mal chegava a 30 votos. Cinco meses na chuva ajudaram Messias a quebrar resistências. Com ajuda dos ministros André Mendonça e Kassio Nunes Marques, ele tem atualmente votos nos oposicionistas PL, PP e União. Para comparar o placar pró-Messias: em 2021, Mendonça foi aprovado por 47 votos contra 32; Cristiano Zanin recebeu 58 votos contra 18; e Flávio Dino foi aprovado por 47 contra 31 votos.
Maior aposta no Brasil 1
Lula continua repetindo que "se depender de mim, a gente fecha as bets", enquanto isso o setor de apostas dá nova demonstração de seu poderio. Reunidos no BIS SIGMA South America, em São Paulo, investidores e executivos de algumas das principais plataformas internacionais — vindos de Malta, Reino Unido, Albânia, Turquia, entre outros — discutiram os próximos passos para conquistar ainda mais terreno no mercado brasileiro.
Maior aposta no Brasil 2
As grandes casas de apostas querem acelerar investimentos em tecnologia para consolidar market share. Na prática, buscam se antecipar a eventuais apertos regulatórios, enquanto o ambiente ainda permite uma razoável flexibilidade. E, na prática, significa dizer que vem por aí uma forte temporada de contratos com clubes de futebol, compra de farto espaço na mídia e campanhas de aquisição de usuários em larga escala. Ou seja: é a realidade correndo em paralelo à velha e surrada aposta de Lula de jogar para a galera.
Múltiplos "subsídios" 1
Guardadas as proporções, o BTG, de André Esteves, conseguiu com o Digimais, de Edir Macedo, o que tanto tentou e não alcançou no caso do Master. Da forma como a operação foi costurada, a partir de uma teia de exigências e de "subsídios", na prática é como se o banco estivesse recebendo para ficar com a encalacrada instituição financeira do bispo da Universal. Além do aporte de R$ 7 bilhões do FGC e da injeção de capital feita pelo próprio Macedo no mercado, fala-se em quase R$ 800 milhões - o BTG montou uma blindagem, que o protege dos consideráveis passivos judiciais do Digimais, especialmente do rumoroso processo movido pela gestora Yards.
Múltiplos "subsídios" 2
Trata-se de uma ação na casa dos R$ 500 milhões, envolvendo uma suposta fraude na venda de créditos. O acordo de compra do Digimais prevê que o antigo controlador assumirá a responsabilidade em caso de derrota no processo. A operação prevê ainda a possibilidade de retenção de parte do preço ou de ajustes futuros no valor da transação, vinculados ao desfecho da ação. É mais uma das bombas-relógio do Digimais que o BTG vai deixar no colo alheio. Os advogados do banco de André Esteves teriam concluído que há possibilidade de a Yards vencer a queda de braço na Justiça.
Mistura Fina
Enquanto a delação de Daniel Vorcaro anda devagar, a apuração sobre fraudes no INSS é que promete balançar o país mais rápido. A delação do empresário Mauricio Camisotti, coordenador do esquema, já está no STF para ser homologada. Ele apresenta documentos e detalha toda a origem da roubalheira do INSS, abre conexões políticas e o papel de figuras como Roberta Luchsinger nas negociatas de Antonio Carlos Camilo, o "Careca do INSS".
E mais: Camisotti avança sobre políticos do PDT e ministros de Lula que sabiam de todo o esquema e nada fizeram para evitar o roubo. Um vice-presidente do partido é citado como beneficiário de propinas, assim como nomes do INSS. Ele também dá nomes de políticos do Congresso que receberam propinas do esquema de descontos ilegais. E detalha a engrenagem empresarial para lavar dinheiro desviado para um famoso escritório de advocacia. Detalhe: deverá haver novas delações de investigados.
O ministro Wolney Queiroz (Previdência) decidiu demitir o presidente do INSS ao perceber falta de melhorias operacionais efetivas e uma certa escalada na questão das filas (hoje, 2,7 milhões à espera) para oferecer respostas a milhões de demandas de todos os tipos, incluindo pedidos de aposentadoria. Ele avaliou que era o momento de assumir a presidência do INSS alguém de carreira, experiente. Por isso, sugeriu a Lula a nomeação de Ana Cristina Viana Silveira, sua secretária-executiva adjunta, para presidir o INSS.
Gilberto Walter Jr., o ex-titular, pertence aos quadros da Controladoria-Geral da União e não tinha o viés operacional que o ministro impunha (há quem aposte que a cabeça de Queiroz também está por um fio). O ministro não fala sobre o assunto, mas acha que Walter Jr. cumpriu seu papel na crise do roubo dos aposentados (?). E acrescenta que, apesar de tudo, o INSS bateu recorde na resposta a 1,6 milhão de requerimentos de todos os tipos.
In — Livro: Vestígios
Out — Livro: Um Crush dos Infernos



