Colunistas

Giba Um

"Não sou grande fã do Papa Leão. Ele não estava em nenhuma lista para ser Papa e só foi posto lá...

...porque era americano e acharam que seria a melhor forma de lidar com o presidente Donald Trump", de Trump, aparecendo em post, numa montagem (IA) como Jesus e provocando comoção mundial

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Várias cidades estão tornando mais rígidas as regras de trânsito para carro, moto, bicicleta, patinete e bicicleta elétrica. Em março, no INTO, principal instituição de tratamento em traumatologia e ortopedia, os acidentes de trânsito superaram em número no mesmo período do ano passado.

MAIS: os acidentes de trânsito passaram de 21% dos atendimentos em 2025 para cerca de 33% neste ano. Dos casos registrados no primeiro trimestre, cerca de 73% das vítimas eram homens, dos quais 90% estavam na faixa etária entre 16 e 59 anos.

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Resignificando sempre

Com uma carreira que se estende por 34 anos, Carolina Dieckmann se encontra em uma fase de grande vigor e produtividade. Aos 47 anos, a atriz aproveita o reconhecimento pelo seu papel de Leila na nova versão de Vale Tudo, além de estar nas telonas com os filmes Descontrole e Pequenas Criaturas, ambos com o suporte da Globo Filmes. Mais do que simplesmente aumentar sua carga de trabalho, Carolina revela que tem aprendido a transformar experiências, convertendo obstáculos em novas oportunidades. Em uma entrevista, comentou que a saída de casa de seus filhos, Davi (26) e José (18), provocou a sensação de “ninho vazio”. No entanto, em vez de ceder à tristeza, ela decidiu usar esse tempo para se aprofundar ainda mais em sua carreira, fortalecer seu relacionamento com o diretor Tiago Worcman e investir em seu autoconhecimento. A atriz também abordou as críticas que recebe nas redes sociais, especialmente relacionadas ao seu corpo. Para Carolina, o problema não está nas opiniões em si, mas na tendência de julgar os corpos alheios. Ela prefere ver essas situações como oportunidades de diálogo e reflexão, defendendo que todos devem ter a liberdade de ser quem realmente são. Ao longo de sua vida, Dieckmann já transformou desafios difíceis em lições valiosas, desde a perda de pessoas queridas até momentos delicados em sua vida pessoal. Essa habilidade de ressignificar experiências se destaca como uma característica marcante em sua trajetória. Entre suas atividades profissionais, a vida familiar e as reflexões sobre o tempo, Carolina continua curiosa e apaixonada pelo seu trabalho. E, se depender dela, os próximos anos de sua carreira estarão cheios de propósito, dedicação e histórias inspiradoras para contar.

Lula: melhor ficar fora do 1º de Maio

presidente Lula vem sendo aconselhado a ficar fora dos atos convocados pelo PT para o 1º de Maio, em defesa do fim da escala 6 x 1. A avaliação é que há risco de esvaziamento público que supere o eventual ganho político, ainda que esta seja uma das principais bandeiras de sua campanha à reeleição. Os atos sindicais do Dia do Trabalhador vêm acumulando sucessivos fracassos de mobilização nos últimos anos. Em 2024, por exemplo, o evento organizado pelas centrais sindicais de São Paulo reuniu menos de duas mil pessoas — as imagens de Lula discursando para gatos pingados foram constrangedoras. A pauta do fim da escala 6 x 1 é relevante demais para se tornar um tiro no pé: no entorno de Lula, o receio é que, ao participar da manifestação do 1º de Maio, o presidente fique exposto a mais uma demonstração de incapacidade de mobilização da esquerda. É um paradoxo que desafia o PT, forjado numa época em que multidões de operários se acotovelavam nas portas de fábricas: o governo aposta em uma agenda trabalhista de forte apelo popular, mas encontra dificuldade em levá-la às ruas.

PT no ataque

Com Flávio Bolsonaro bem nas pesquisas, o PT gastou, nos últimos dias, R$ 378.000 em impulsionamento de posts no Instagram e no Facebook. Metade desse valor foi para peças de ataque a Flávio, chamado de "traidor da pátria" pela relação com os Estados Unidos. Os vídeos ligam Flávio ao escândalo do Master, ao aumento de combustíveis e sugerem que ele vai acabar com o Pix. Já o PL é apontado como contrário ao fim da escala 6 x 1 e à isenção do IR até R$ 5.000.

Nova função

O Café Filosófico ganha nova temporada na TV Cultura no domingo (19), às 20h (com reprise na madrugada de terça para quarta, à 1h), agora sob o comando da atriz Tainá Müller, que está afastada da TV aberta desde sua participação em O Outro Lado do Paraíso (2018). Com cenário renovado e parceria com o Instituto CPFL, o programa abre a fase inédita com um tema que sempre rende boas discussões: a ostentação. O convidado do episódio de estreia é o antropólogo Michel Alcoforado, autor do best-seller Coisa de Rico. Conhecido como o “antropólogo do luxo”, ele também assina a curadoria do primeiro bloco da temporada. A ideia é provocar reflexão: por que mostramos o que temos — e o que isso diz sobre quem somos? Mais do que falar apenas de consumo ou exibicionismo, o programa propõe olhar para a ostentação como uma forma de comunicação social. No Brasil, roupas, marcas, carros e estilos de vida muitas vezes funcionam como sinais que revelam status, pertencimento e até desigualdades. Tainá compartilha seu entusiasmo pelo novo formato do Café Filosófico: "Estou empolgada com o novo Café Filosófico: é um luxo ter reflexão profunda na TV aberta. Sinto-me honrada em apresentar esse formato, que aproxima a filosofia do cotidiano. Meu papel é o de estudante curiosa, dialogando com convidados e o público". Segundo Alcoforado, esse comportamento atravessa todas as classes sociais. Cada grupo, à sua maneira, usa símbolos para construir imagem e marcar posição no mundo.

Antes e depois

Ronaldo Caiado, sempre que pode, repete que, se vencer, seu primeiro ato será o indulto para Jair Bolsonaro. O que não impede Caiado de ser contra a candidatura de Flávio Bolsonaro ao Planalto, condenando sua "falta de experiência", e por aí vai. Agora, por conta das novas pesquisas, nas quais, em média, Caiado aparece com 6,5%, ele acha que, em um segundo turno, poderia transferir seus votos para Flávio, o que asseguraria sua vitória. É mais ou menos o que aconteceu com Simone Tebet e Lula em 2022. Na época, renderam a diferença de 2 milhões de votos, que deu a vitória ao petista. Se o segundo turno fosse hoje, o movimento de Caiado poderia render 1,5 milhão de votos para Flávio.

Lula mais nervoso 1

Foi com irritação e falando palavrões que Lula recebeu os números do Datafolha, com Flávio Bolsonaro numericamente à frente do petista em um eventual segundo turno. A nova pesquisa fez o presidente mandar os ministros adiantarem os projetos com algum apelo popular para estancar a sangria na popularidade. A previsão é que um programa que mira o endividamento familiar seja antecipado e saia já na próxima semana.E mais: o fim da escala 6 x 1 também deve encorpar dentro do governo. A estratégia é reverter a maré para Lula e mitigar o estrago eleitoral da inflação, que ainda deve aparecer em razão da alta dos combustíveis. Um dos pontos que mais preocupam a turma petista é que Flávio superou numericamente Lula antes mesmo de anunciar o vice na chapa. No Planalto, a leitura é de cenário mais favorável para o herdeiro de Jair Bolsonaro, que, naturalmente, deve herdar votos da direita no segundo turno. Apesar da alteração que coloca Flávio em vantagem, Lula ainda tem dito que segue na disputa e que vai crescer no segundo semestre.

Pérola

"Não sou grande fã do Papa Leão. Ele não estava em nenhuma lista para ser Papa e só foi posto lá porque era americano e acharam que seria a melhor forma de lidar com o presidente Donald Trump",

de Trump, aparecendo em post, numa montagem (IA) como Jesus e provocando comoção mundial.

Está chegando a hora 1

O advogado-geral da União, Jorge Messias, já tem 48 votos para se tornar o 11º ministro do Supremo, de acordo com tabulações feitas por líderes do governo e até mesmo pelo pessoal da oposição. A sabatina marcada por Davi Alcolumbre para o dia 29, um dia antes da votação da dosimetria dos condenados pela tentativa de golpe de Estado, deverá ter quórum alto, o que hoje favorece Messias. Para ser aprovado, precisa ter apoio de 41 dos 81 senadores.

Está chegando a hora 2

É um quadro diferente do de dezembro, quando Messias foi indicado e um ressentido Alcolumbre ameaçou sabatiná-lo em menos de duas semanas. Na época, Messias mal chegava a 30 votos. Cinco meses na chuva ajudaram Messias a quebrar resistências. Com ajuda dos ministros André Mendonça e Kassio Nunes Marques, ele tem atualmente votos nos oposicionistas PL, PP e União. Para comparar o placar pró-Messias: em 2021, Mendonça foi aprovado por 47 votos contra 32; Cristiano Zanin recebeu 58 votos contra 18; e Flávio Dino foi aprovado por 47 contra 31 votos.

Maior aposta no Brasil 1

Lula continua repetindo que "se depender de mim, a gente fecha as bets", enquanto isso o setor de apostas dá nova demonstração de seu poderio. Reunidos no BIS SIGMA South America, em São Paulo, investidores e executivos de algumas das principais plataformas internacionais — vindos de Malta, Reino Unido, Albânia, Turquia, entre outros — discutiram os próximos passos para conquistar ainda mais terreno no mercado brasileiro.

Maior aposta no Brasil 2

As grandes casas de apostas querem acelerar investimentos em tecnologia para consolidar market share. Na prática, buscam se antecipar a eventuais apertos regulatórios, enquanto o ambiente ainda permite uma razoável flexibilidade. E, na prática, significa dizer que vem por aí uma forte temporada de contratos com clubes de futebol, compra de farto espaço na mídia e campanhas de aquisição de usuários em larga escala. Ou seja: é a realidade correndo em paralelo à velha e surrada aposta de Lula de jogar para a galera.

Múltiplos "subsídios" 1

Guardadas as proporções, o BTG, de André Esteves, conseguiu com o Digimais, de Edir Macedo, o que tanto tentou e não alcançou no caso do Master. Da forma como a operação foi costurada, a partir de uma teia de exigências e de "subsídios", na prática é como se o banco estivesse recebendo para ficar com a encalacrada instituição financeira do bispo da Universal. Além do aporte de R$ 7 bilhões do FGC e da injeção de capital feita pelo próprio Macedo no mercado, fala-se em quase R$ 800 milhões - o BTG montou uma blindagem, que o protege dos consideráveis passivos judiciais do Digimais, especialmente do rumoroso processo movido pela gestora Yards.

Múltiplos "subsídios" 2

Trata-se de uma ação na casa dos R$ 500 milhões, envolvendo uma suposta fraude na venda de créditos. O acordo de compra do Digimais prevê que o antigo controlador assumirá a responsabilidade em caso de derrota no processo. A operação prevê ainda a possibilidade de retenção de parte do preço ou de ajustes futuros no valor da transação, vinculados ao desfecho da ação. É mais uma das bombas-relógio do Digimais que o BTG vai deixar no colo alheio. Os advogados do banco de André Esteves teriam concluído que há possibilidade de a Yards vencer a queda de braço na Justiça.

Mistura Fina

Enquanto a delação de Daniel Vorcaro anda devagar, a apuração sobre fraudes no INSS é que promete balançar o país mais rápido. A delação do empresário Mauricio Camisotti, coordenador do esquema, já está no STF para ser homologada. Ele apresenta documentos e detalha toda a origem da roubalheira do INSS, abre conexões políticas e o papel de figuras como Roberta Luchsinger nas negociatas de Antonio Carlos Camilo, o "Careca do INSS".

E mais: Camisotti avança sobre políticos do PDT e ministros de Lula que sabiam de todo o esquema e nada fizeram para evitar o roubo. Um vice-presidente do partido é citado como beneficiário de propinas, assim como nomes do INSS. Ele também dá nomes de políticos do Congresso que receberam propinas do esquema de descontos ilegais. E detalha a engrenagem empresarial para lavar dinheiro desviado para um famoso escritório de advocacia. Detalhe: deverá haver novas delações de investigados.

O ministro Wolney Queiroz (Previdência) decidiu demitir o presidente do INSS ao perceber falta de melhorias operacionais efetivas e uma certa escalada na questão das filas (hoje, 2,7 milhões à espera) para oferecer respostas a milhões de demandas de todos os tipos, incluindo pedidos de aposentadoria. Ele avaliou que era o momento de assumir a presidência do INSS alguém de carreira, experiente. Por isso, sugeriu a Lula a nomeação de Ana Cristina Viana Silveira, sua secretária-executiva adjunta, para presidir o INSS.

Gilberto Walter Jr., o ex-titular, pertence aos quadros da Controladoria-Geral da União e não tinha o viés operacional que o ministro impunha (há quem aposte que a cabeça de Queiroz também está por um fio). O ministro não fala sobre o assunto, mas acha que Walter Jr. cumpriu seu papel na crise do roubo dos aposentados (?). E acrescenta que, apesar de tudo, o INSS bateu recorde na resposta a 1,6 milhão de requerimentos de todos os tipos.

In — Livro: Vestígios
Out Livro: Um Crush dos Infernos

CLAÚDIO HUMBERTO

"Voltaremos com tudo para a pauta da anistia"

Deputado Carlos Jordy (PL-RJ) promete reação após suspensão do PL da Dosimetria

12/05/2026 07h00

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

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PL não descarta PP em chapa com Flávio Bolsonaro

A maior parte do PL não quer escantear o PP na estratégia eleitoral de Flávio Bolsonaro (PL), ideia ventilada no partido após a Polícia Federal realizar busca e apreensão na mansão do senador Ciro Nogueira (PP-PI), em Brasília, semana passada. Há, inclusive, costura para que seja de um quadro do Progressistas a vaga de vice. O núcleo mais próximo ao senador quer insistir em Romeu Zema (Novo) para o posto, mas o ex-governador mineiro insiste em manter a candidatura à Presidência.

Jeitinho mineiro

Zema é citado pelo perfil liberal, por ter boa aprovação em importante colégio eleitoral, além de pescar eleitor antipetista e não bolsonarista.

Grana e estrutura

O PL conta com a (riquíssima) máquina política da federação União Progressista, sobretudo em estados e municípios do Nordeste.

Estranho movimento

No União Brasil, foi captado possível afastamento do PL e há movimentação para que Ciro se afaste da presidência do PP.

Reputação inabalada

Quem deve ser sondada nos próximos dias, novamente, é a senadora Tereza Cristina (PP-MS), citada até para assumir a presidência do PP.

Lula e Trump: JBS investigada e terras raras à mesa

O Planalto insiste que a visita de Lula (PT) a Donald Trump serviu para reiterar a “soberania mineral” nas reservas brasileiras de terras raras, mas a oposição sente forte odor de defesa de interesses dos irmãos Joesley e Wesley Batista, da JBS, em plena Casa Braca. Trump mandou investigar a JBS por prática abusiva de preços quando petista chegava a Washington. Não é a primeira vez que Lula é acusado de governar com o dedo no gatilho dos interesses privados dos seus empresários favoritos.

Ambição ilimitada

Joesley e Wesley têm investido pesado nos minerais críticos, via LHG Mining, incluindo o tema “terras raras”, que Lula pôs na mesa de Trump.

Troca de favores

Por isso, falar em terras raras quando a JBS é investigada nos EUA, para a oposição, soa como troca de favores disfarçada de “política de Estado.”

Império

Para deputados de oposição, a visita a Trump não foi sobre “soberania mineral” brasileira. Foi sobre proteger (e viabilizar) o império da J&F.

Tempo de incerteza

A ministra do STF Cármen Lúcia mantém paralisada desde o início do ano uma ação sobre flexibilização da Lei da Ficha Limpa. Não julga e nem suspende as alterações que afrouxaram regras para condenados por improbidade, como no caso da Lei da Dosimetria. Isso gera incertezas para a eleição de outubro.

Vai passar

Apesar da suspensão, Paulinho da Força (SD-SP), relator do projeto da Lei da Dosimetria, acredita que o STF vai acabar por “homologar” a lei e condenados do 8/jan serão soltos, com exceção dos sete “mandantes”.

Derrota é ‘traição’

O governo ainda está com a rejeição de Jorge Messias ao STF atravessada na garganta. Líder de Lula no Senado, Jaques Wagner (PT-BA) diz que o governo e ele, pessoalmente, foram “traídos” na votação.

Até o básico

O brasileiro já sentiu e, agora, pesquisa do Dieese comprovou: o custo dos alimentos da cesta básica ficou mais alto. É a segunda leitura consecutiva que registra a carestia em todas as 27 capitais.

Troca no TSE

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) muda de comando nesta terça (12). A Corte eleitoral passa a ser presidida pelo ministro Kássio Nunes Marques. André Mendonça será o vice-presidente.

Aliás...

Nunes Marques manteve o protocolo e enviou convite a Jair Bolsonaro e a todos os ex-presidentes para participarem da posse como presidente do TSE. Eventual ida de Bolsonaro depende de liberação do Supremo.

Motim’ na pauta

O Conselho de Ética da Câmara deve enviar nesta terça (12) à CCJ (que julgará recurso) o caso do suposto motim de Zé Trovão (PL-SC), Marcos Pollon (PL-MS) e Marcel van Hattem (Novo-RS). Estão sujeitos a suspensão do mandato por 2 meses. Não há data para julgar o recurso.

Incorporação

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou ontem (11) à rede de TV Fox News que está “seriamente considerando” transformar a Venezuela no 51º estado norte-americano.

Pergunta na coerência

Os invasores que depredaram a USP serão incluídos no inquérito dos “atos antidemocráticos” e sujeitos a penas de 14 a 17 anos de prisão?

PODER SEM PUDOR

Cláudio Humberto

Como recuperar o juízo

O deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força, encontrou uma maneira de fazer o então presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), suspender o aumento salarial dos deputados: “Se você colocar isso em votação, não poderei convidá-lo à festa de 1º de Maio da Força. Você vai ser mais vaiado que o Severino Cavalcanti...”

Chinaglia tinha fama de truculento, mas não de louco: afinal, eram tempos em que festas de 1º de Maio da Força, com distribuição de prêmios, atraíam até dois milhões de pessoas. Atualmente, no Lula 3, têm sido fracasso de público.

Giba Um

"Eu falei: 'Espero que você não anule o visto dos jogadores da Seleção Brasileira, pois a gente...

...vai vir para ganhar a Copa do Mundo'. Ele riu. Agora, ele vai rir sempre. Ele aprendeu que rir é bom", de Lula, contando parte de sua conversa com Trump

12/05/2026 06h00

Giba Um

Giba Um Foto: Reprodução

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O PL se prepara para lançar, nas próximas semanas, a candidatura do empresário Flávio Roscoe ao governo de Minas Gerais para formar palanque com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O partido tenta tirar da disputa a candidatura do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), que está em primeiro lugar e bem distante dos demais nas pesquisas.

MAIS: ele já vai avisando: “Vou desistir e ser vice de quem tem 2%? Não preciso de palanque, tenho o povo”. Aliados de Flávio ainda tentarão defender a candidatura de Roscoe, presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais e dono da empresa Colortextil. Sabem que ele é pouco conhecido dos mineiros, mas contam com o apoio de Jair Bolsonaro.

Giba Um

Um lugar inseguro

A atriz Taís Araújo pode afirmar que está exausta, mas jamais considerou a possibilidade de parar. Entre suas atividades em novelas, no teatro e em campanhas, a atriz continua a conquistar posições significativas e a abrir portas para muitos. No entanto, após se tornar mãe, começou a perceber tudo sob uma nova perspectiva. Com seus filhos, Maria Antônia e João Vicente, compreendeu tanto o significado quanto a beleza de ser uma referência. Atualmente, ela se orgulha de ser “a primeira mulher negra” em diversos espaços da televisão brasileira. Ela assegura que seus filhos transformaram sua visão sobre o mundo, seu trabalho e até mesmo suas próprias inseguranças. “A maternidade é o lugar que mais deixa a gente insegura, justamente porque é onde nós mais temos expectativa de acertar, mas também mais chances de errar. A gente tem dificuldade em entender que os filhos não são uma extensão nossa. São outros indivíduos, mas precisamos conduzi-los”. No teatro, retorna aos palcos após uma pausa de cinco anos com a peça Mudando de Pele, em que interpreta uma mulher que busca autoconhecimento e liberdade para existir sem tantas pressões. A personagem reflete diretamente o momento vivido pela atriz: mais madura, mais consciente e menos disposta a se encaixar em padrões. Apesar da agenda cheia, encontrou tempo para uma participação especial em A Nobreza do Amor. Na produção, atuará como uma guia na trajetória da protagonista, simbolizando uma transferência de legado entre gerações. Um papel pequeno em duração, mas imenso em significado, algo que ressoa profundamente com a trajetória de Taís.

Alcolumbre pediu blindagem a Lula

avi Alcolumbre, presidente do Senado, que estufava o peito com a rejeição de Jorge Messias na votação para uma vaga no Supremo e até jogou o microfone sobre a mesa do plenário quando se confirmava o que ele espalhou (diferença de oito votos contra o candidato de Lula), não era o mesmo Alcolumbre que, duas semanas antes, se queixou ao presidente petista de estar sendo perseguido pela Polícia Federal, que conduz diferentes inquéritos relacionados a ele e a aliados. E pediu a Lula que o ajudasse a se blindar do que chamou de “injustiças”. A maior delas, segundo Alcolumbre, que agora mandou avisar ao chefe do governo que tem uma “bala de prata” à espera dele na campanha eleitoral, seria a delação do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que entregou, na semana passada, sua proposta para análise dos investigadores. Eles não gostaram muito e acharam que era “coisa requentada” do que já se sabe. A conversa ocorreu na posse de José Guimarães na Secretaria de Relações Institucionais, e o presidente do Senado disse que a delação de Vorcaro viria com “muitas mentiras e injustiças”, apelando a Lula para que o ajudasse a ficar de fora.

Não tinha como segurar

Lula respondeu, conforme contou a aliados, que não tinha como segurar o delegado da PF, o Ministério Público Federal e, menos ainda, o Supremo. Alegou ainda que o diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, já vinha agindo com responsabilidade para evitar injustiças, repetindo o termo usado pelo senador, que não gostou da resposta do presidente. Dias depois, quando Alcolumbre comandou a articulação da derrota de Messias, o círculo próximo a Lula atribuiu o movimento a um revide. Nas últimas horas, a grande mídia e as redes sociais publicaram a “vingança” do presidente do Senado, que já avisou que, por enquanto, não quer reaproximação com o presidente.

Giba Um

Exemplo de vida

Benedita Casé Zerbini cresceu cercada de arte e comunicação. Bisneta de um pioneiro do rádio, filha de Regina Casé e do artista plástico Luiz Zerbini, passou anos acreditando que jamais pisaria nos palcos. A surdez parecia uma barreira intransponível para seguir carreira na área da comunicação. Hoje, aos 36 anos, Benedita transforma suas vivências em fonte de inspiração artística. Após trabalhar como roteirista e diretora, faz sua estreia no monólogo Surda e também protagoniza o filme 90 Decibéis. Com uma mistura de humor e emoção, as produções discutem inclusão, preconceito e descoberta da identidade pessoal. A experiência da maternidade também alterou sua visão de mundo. Mãe de Brás, de 8 anos, ela recorda a apreensão que sentiu durante a gravidez: questionava se seria capaz de ouvir o choro do filho, se conseguiria cuidar dele sozinha e compreender suas necessidades. Contudo, mãe e filho aprenderam a se comunicar desde os primeiros anos. Brás, de maneira instintiva, sempre se expressou visualmente e se aproximava enquanto conversava. Na interseção entre teatro, cinema e maternidade, Benedita prova que sua jornada vai além de ser apenas “filha de Regina”. Agora, está decidida a evidenciar sua capacidade de atuar em qualquer papel e focada em atuar em novelas. “Estou doida para fazer novela. E estou pronta. Vou me jogando e experimentando. Minha próxima etapa é provar que posso fazer qualquer papel, não somente o de uma mulher surda”.

Giba Um

Memória

Para compor os fatos: no ano passado, a gestão de Davi Alcolumbre decretou sigilo de 100 anos sobre registros do lobista conhecido como “Careca do INSS” e sobre entradas e saídas do acusado pela PF de comandar o esquema de descontos indevidos nas aposentadorias (roubalheira pura, segundo os mais lúcidos). O Senado também se recusou a informar os registros de entrada de Vorcaro na Casa, em resposta a um pedido do blog de Malu Gaspar, via Lei de Acesso à Informação. E Alcolumbre se negou ainda a prorrogar a CPI do Master e decidiu arquivar o requerimento de instalação da CPI do Banco Master.

Mais 40 dias

O Ministério da Fazenda vai apresentar, em até 40 dias, uma nova fase do programa “Desenrola 2”, já anunciado por Lula na semana passada. A ideia agora é contemplar pessoas com os pagamentos de suas dívidas em dia, mas apertadas pelo alto valor das prestações. A medida atende a um pedido direto do presidente, feito ainda na fase de elaboração do projeto. Para não assustar, o governo decidiu anunciar o “Desenrola 2” em etapas. Na próxima, deverá haver um pacote de estímulos que leve os bancos a reduzir juros e alongar os prazos das dívidas dos bons pagadores.

Pérola

“Eu falei: ‘Espero que você não anule o visto dos jogadores da Seleção Brasileira, pois a gente vai vir para ganhar a Copa do Mundo’. Ele riu. Agora, ele vai rir sempre. Ele aprendeu que rir é bom”,

de Lula, contando parte de sua conversa com Trump.

Ciro quase vice

Aliados do governo Lula procuram explorar a relação dos integrantes do Centrão com Daniel Vorcaro para enfraquecer a candidatura de Flávio Bolsonaro. O grupo considerou “graves” as informações divulgadas sobre a operação da PF envolvendo o senador Ciro Nogueira, que já foi citado como possível vice na chapa de Flávio. A relação entre Ciro e Vorcaro traz ganhos eleitorais a Lula e, ao mesmo tempo, inibe alianças entre a Federação União Brasil-PP e a campanha de Flávio. Havia a chance, ainda neste mês, de anunciar apoio da federação à candidatura de Flávio, mas, nas últimas horas, houve recuo.

Currículo

O senador Ciro Nogueira, que ganhou páginas de jornais acusado de receber entre R$ 300 mil e R$ 500 mil mensais de Vorcaro, já foi conhecido como “o príncipe do baixo clero”. Virou presidente do PP e se projetou como um dos maiores articuladores do Centrão. Nos bastidores, costurou uma aliança com o bolsonarismo e virou chefe da Casa Civil de Jair Bolsonaro. Para a bancada do Master, a operação da semana passada foi o início de um pesadelo. A PF ainda não havia encostado em políticos que alugaram seus mandatos ao “trambiqueiro” — expressão usada por Bernardo Mello Franco — da Faria Lima. O novo alvo serão governadores que despejaram dinheiro de aposentados nos fundos de Vorcaro.

Mulheres de Vorcaro

Enquanto as investigações da fraude bancária do Master avançam, a Polícia Federal quer ouvir as mulheres que participavam das festas de Daniel Vorcaro. Mensagens obtidas nas investigações indicam que os eventos eram usados pelo banqueiro para se aproximar de autoridades. E, para animar — e cada um imagine qual seria o tipo de animação —, o anfitrião contratava mulheres jovens, bonitas e agradáveis, especialmente de diversos países. A PF quer saber quem as recrutava e onde isso ocorria. Entre os países citados estão Rússia, Ucrânia, Lituânia, Holanda, México e Venezuela. A intenção é verificar se havia uma rede estruturada de exploração sexual.

Descontrolados”

Os irmãos Flávio e Eduardo Bolsonaro, que também estavam nos Estados Unidos e acompanharam as três horas que Lula passou na Casa Branca ao lado de Donald Trump, ficaram surpresos. Trump foi receber o presidente brasileiro quase na descida do carro que o levou até lá — e não na porta, como acontece em outras visitas de chefes de Estado. Um pouco mais tarde, teriam ficado até “descontrolados” com as bajulações e até mesmo certa intimidade demonstrada por Trump ao presidente brasileiro. Jornais e emissoras de TV estamparam os dois apertando as mãos e sorrindo. E, de quebra, não engoliram quando Trump o chamou de “um bom homem, um cara inteligente, um homem muito dinâmico”.

Positivo”

Mais tarde, tanto Trump quanto Lula consideraram o encontro e a reunião “um resultado bem positivo”. Veteranos analistas de política internacional do Brasil e dos Estados Unidos também consideraram as três horas em que permaneceram juntos, conversando sobre diversos assuntos, um estreitamento maior nas relações entre os dois países — e entre os dois presidentes. Muitos lembraram que, no Salão Oval, os encontros de Trump com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e com o sul-africano, Cyril Ramaphosa, tiveram constrangimentos transmitidos ao vivo. Ao mudar o protocolo (a imprensa só pôde entrar no Salão após a conversa com Trump), Lula evitou passar pela mesma situação. E Trump atendeu ao pedido sem nenhum problema.

Mistura Fina

Dentro do Planalto, incluindo Casa Civil, Secretaria de Relações Institucionais, Secretaria de Comunicação e o próprio Lula, existe a certeza de que MDB e PSD são “traidores”, que impuseram ao governo uma semana de humilhação e derrotas, com a rejeição de Jorge Messias e a derrubada do veto ao “PL da Dosimetria”. Como a votação de indicados ao STF é secreta, o Palácio só esperou um dia para puxar os votos do veto.

No MDB, o senador governista Eduardo Braga (AM) surpreendeu os lulistas ao derrubar o veto. Ele precisa renovar o mandato e anda insatisfeito com o PT amazonense, que pretende lançar Marcelo Ramos ao Senado. Ainda no Amazonas, mas no PSD, o lulista Omar Aziz também engrossou a derrota do governo. A expectativa é que as exonerações de indicados dos dois partidos no governo Lula tenham início ainda nesta semana.

É do senador Plínio Valério (PSDB-AM) o relatório da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que rejeitou a emenda do colega Ciro Nogueira (PP-PI), que propôs aumentar a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito para R$ 1 milhão e ganhou o apelido de “Emenda Master”. Até hoje, o documento não foi votado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), comandada pelo lulista Otto Alencar (PSD-BA), mesmo com a primeira versão do relatório apresentada há quase dois anos, em junho de 2024.

A emenda apresentada por Ciro Nogueira — que recebia de Vorcaro de R$ 300 mil a R$ 500 mil por mês e era chamado pelo então banqueiro de “amigo da vida” — foi elaborada pela assessoria do Banco Master ao senador. A PEC trata da autonomia do Banco Central e nada tinha a ver com a emenda de Ciro Nogueira, que acabou rejeitada pelo relator. O relatório entrou na pauta da CCJ na véspera da operação da PF, mas a reunião foi misteriosamente cancelada. A PF bateu à porta de Ciro na quinta-feira passada (9).

In – Pão de queijo
Out – Empanada frita

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