Colunistas

Cláudio Humberto

"Nunca foi tão fácil escolher um lado"

Deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), sobre ódio da esquerda contra atingidos por raio

Continue lendo...

Governo Lula até o pescoço no caso do Master

Lula (PT) e seu governo parecem enrolados até o pescoço no caso do Banco Master, cujo domo, Daniel Vorcaro, foi preso pela Polícia Federal na Operação Compliance Zero. Uma das revelações mais devastadores sobre esse escândalo, até agora, mostrou que o presidente da República e Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, reuniram-se com Vorcaro para tratar do Master. E que, no cargo, o ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski ganhou R$5,25 milhões como consultor do Master.

 

Lobby bem sucedido

A reunião de Lula com Vorcaro ocorreu a pedido do ex-ministro petista Guido Mantega, contratado como “consultor” por R$1 milhão mensais.

 

Tentativa de blindagem

O vazamento da reunião, “controlado”, incluiu o detalhe de que Lula achou que o tema deveria ser tratado pela “área técnica” do governo.

 

R$250 mil mensais

Ricardo Lewandowski recebeu R$6,5 milhões em um contrato de serviço de "consultoria", mediante pagamento de R$250 mil mensais.

 

Contrato mantido

Mesmo ministro, Lewandowski não cancelou o contrato do escritório de advocacia que mantém com os filhos, segundo a denúncia.

 

Relação de Wagner e Vorcaro deve ser investigada

Voltou a aparecer o nome do Líder do Governo Lula no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), no escândalo do Master, revelando sua ascendência sobre Daniel Vorcaro, controlador da instituição liquidada pelo Banco Central. Wagner já havia sido citado como o autor do pedido a Vorcaro, em nome do governo Lula, para contratar o ex-ministro Guido Mantega como “consultor”. O contrato teve o valor de R$1 milhão mensais.

 

Por que tanto poder?

As ordens de Jaques Wagner ao Banco Master intrigaram membros da CPMI do INSS, que querem investigar esse relacionamento.

 

De pais para filho

O Master também inaugurou sua carteira de consignados ao incorporar um órgão do governo baiano especializado em créditos a servidores.

 

PT na origem de tudo

A CPMI tem indícios de que participaram da “gentileza” ao Master o ex-governador da Bahia Rui Costa e seu antecessor Jaques Wagner.

 

Marcação cerrada

A Polícia Militar tem até o fim da semana para detalhar a rotina do ex-presidente Jair Bolsonaro na prisão. É para esmiuçar visitas de advogados, fisioterapia e etc. A ordem é de Alexandre de Moraes.

 

Sem paz

Difícil a vida do aposentado que precisa do INSS. Não bastasse toda ladroagem envolvendo a pelegagem, as agências vão ficar fechadas por três dias. Diz a Previdência Social que é para “melhorias”. Aham...

 

Sumiram

"Curioso é que nenhum deputado do PT assinou a CPMI para investigar o caso", lembra o deputado Delegado Palumbo (MDB-SP) após bravatas de Lula sobre a falcatrua no Banco Master.

 

Na agenda

Nova manifestação contra o Banco Master e figurões com estranhíssimas ligações com Daniel Vorcaro está marcada para esta semana, dia 30, na sede do banco, em São Paulo.

 

Lá e cá

Carlos Portinho (PL-RJ) destaca prisão de ex-ministra da Suprema Corte chilena e defende “cortar na raiz”. O senador descarta crise, “é possível e nada abala a democracia”.

 

Tá feia a coisa

“Todos já sabem que há um grupo criminoso no poder da mesma laia que Irã, China, Rússia e Venezuela”, avaliou à coluna o deputado príncipe Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL/SP) sobre a atual crise do País.

 

Camisa 10

Presidente do Novo, Eduardo Ribeiro lembra o histórico de Guido Mantega, ex-ministro da Economia de Dilma e contratado pelo Banco Master, “O cara é craque em transferir prejuízo pro povo".

 

Como está

Bancões e economistas esperam a manutenção da taxa Selic em 15% nesta “Superquarta”. O começo da flexibilização, acreditam, se vier “por agora”, só na reunião da segunda quinzena de março.

 

Pensando bem...

...tem resort para descanso e tem resort que dá canseira.

 

PODER SEM PUDOR

Genoino, o ligeiro

Amigão do ex-ministro José Dirceu, o deputado distrital Chico Vigilante (DF) contou ao então presidente do partido, Tarso Genro, que o ex-deputado Vladimir Palmeira costuma brincar com a gestão de José Genoino no PT: “Genoino foi tão rápido da extrema esquerda para a direita que não houve tempo de segurá-lo.”___

CLÁUDIO HUMBERTO

"É inegável que a crise desgastou a nossa campanha"

Edinho Silva, presidente nacional do PT, sobre os escândalos do Master e do STF

20/09/2026 07h00

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

Continue Lendo...

Pesquisas previam vida fácil de Lula. Mas a realidade...

A duas semanas do primeiro turno em 2022, o Datafolha previa Lula 12 pontos à frente de Jair Bolsonaro no primeiro turno e o Ipec (que era Ibope) chutava vitória de 15 pontos do petista.

Nas urnas, o placar válido foi 48,4% a 43,2%. No segundo turno, o Datafolha previa vitória de Lula com 16 pontos de vantagem, enquanto o ex-Ibope calculava vitória do petista por 19 pontos. Na realidade, a vantagem foi de 1,8% no 2º turno.

Repeteco?

A 15 dias da eleição de 2026, o Datafolha prevê Lula com 39% a 35% de Flávio Bolsonaro no primeiro turno e 46% a 44%, no segundo.

Muro estreito

O Quaest viu vitória de 8% de Lula em 2022 nos dois turnos. Agora prevê Lula à frente por 5% no primeiro, mas derrotado no segundo turno.

Instituto fechou

A duas semanas da eleição 2018, o Ibope errava em 18% o resultado de Bolsonaro no 1º turno. E ainda previu empate com Haddad no 2º turno.

Chegou perto

O instituto Paraná Pesquisa foi quem mais acertou em 2022. A 14 dias da eleição previa vitória de Lula por quatro pontos no primeiro turno.

Especialista vê presidência de Moraes como surreal

Próximo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), segundo a tradição, Alexandre de Moraes pode ter o comando da Corte sob impedimento perante a opinião pública, é o que avalia à coluna o professor, mestre e doutor em Direito Constitucional da USP Rubens Beçak, caso o Supremo abra investigação contra o magistrado.

Beçak diz ainda que os ministros deveriam examinar administrativamente se Moraes poderia continuar com os processos relacionados ao Master.

Peça o boné

Para Max Kolbe, advogado especialista em Direito Constitucional, Moraes deveria até se abster de disputar a presidência, caso investigado.

Situação surreal

Kolbe considera “estarrecedor” um investigado comandar a instituição responsável por supervisionar a apuração da própria conduta: “surreal”.

Não dá

No campo político, as críticas ao ministro são ainda mais incisivas, “é um escárnio com a cara do povo”, disse à coluna Rodrigo Valadares (PL-SE).

Tradição não é regra

Por tradição, o presidente o Supremo Tribunal Federal é o ministro mais antigo que ainda não tenha ocupado o posto. A eleição para sucessão de Edson Fachin deve ocorrer em agosto de 2027. Kassio Nunes Marques é o próximo da fila após Alexandre de Moraes.

Caravana

A chapa Flávio Bolsonaro e Alfredo Gaspar, do PL, tem investido no Nordeste nestes dias. A meta é percorrer os nove estados da região, tida como prioridade para a campanha.

Arruda no TSE

Derrotado no TRE-DF, José Roberto Arruda (PSD) tenta no TSE validar a indeferida candidatura ao governo do Distrito Federal. Quem vai relatar o recurso na mais alta corte eleitoral é o ministro Dias Toffoli.

Sangria na pauta

O julgamento do dissídio coletivo dos funcionários dos Correios, sem dó da combalida estatal, será nesta segunda-feira (21). Os grevistas querem coisas tipo adicional de 70% sobre férias e 200% sobre repouso ou feriado trabalhado, além de manter regalias tipo vale extra de Natal.

Picadeiro ocupado

Na polêmica sessão do STF que deveria definir se Alexandre de Moraes será investigado pela relação com Daniel Vorcaro, Gilmar Mendes falou durante mais tempo que Cármen Lúcia e André Mendonça... somados.

Foi pouco

Segundo a oposição no Congresso, o aumento do auxílio anunciado por Lula (PT) poderia ser maior do que 15%. “Desde que o imenso rombo da corrupção e do empreguismo público fosse eliminado”, diz um auxiliar.

Nome dado

Rogério Marinho (PL-RN) revelou ao Jornal Gente, da Bandeirantes, que o então líder do governo Lula, Jaques Wagner (PT-BA), recebeu ligação do decano do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, reclamando e “cobrando” após o Senado aprovar projeto que o STF não gostou.

Detalhe

O projeto que os ministros e Gilmar Mendes não gostaram, disse Rogério Marinho, determinava prazo curto para o plenário do STF analisar decisões monocráticas, aquelas expedidas por um só ministro.

Pensando bem…

... no Brasil, nada mais real do que o surreal.

PODER SEM PUDOR

O delegado professor

O jovem Tancredo Neves foi ser promotor em São João Del Rey. Foi chegando e arranjando uma namorada. Mal sabia que o delegado havia proibido namoro nas praças, por isso ele se misturou aos muitos casais que ocupavam um dos jardins públicos da cidade.

A polícia chegou de repente e expulsou todo mundo. Tancredo já ia protestar quando o delegado o percebeu. Rápido, o policial mostrou que tinha muito a ensinar a ele: “Doutor, botei esse pessoal para fora para deixar o senhor à vontade...”. Ah, bom.

 

Assine o Correio do Estado

EDITORIAL

O bolso também vai às urnas

Renegociação de dívidas alivia o orçamento, mas não resolve a distância entre o desejo de consumo, a renda e a capacidade de pagamento

19/09/2026 07h15

Continue Lendo...

Nesta edição, o Correio do Estado mostra que os feirões de renegociação de dívidas e programas como o Desenrola, embora tenham permitido a milhões de brasileiros reorganizar suas finanças, não têm sido o suficiente para resolver o problema do endividamento. Renegociar uma dívida pode aliviar juros e recuperar parte da capacidade de pagamento, mas não elimina as causas que levaram o consumidor a comprometer sua renda.

A explicação para isso tem várias camadas. Em primeiro lugar, os hábitos de consumo não apenas do brasileiro, mas do cidadão do mundo ocidental, mudaram. O aumento da escala de produção tornou mais acessíveis produtos e serviços que antes eram restritos a uma parcela menor da população. Ao mesmo tempo, as redes sociais turbinaram a exposição a esses produtos, criando e ampliando desejos de consumo que nem sempre correspondem à renda de quem os deseja.

O problema surge quando a expectativa de consumo cresce mais rapidamente do que a capacidade financeira. A sociedade passou a conviver com uma vitrine permanente de viagens, carros, roupas, eletrônicos, restaurantes e experiências. O que antes era visto como excepcional passou a ser apresentado diariamente como algo comum e desejável. O consumidor, porém, continua limitado pela renda que recebe.

Dessa distância entre desejo e capacidade de pagamento surgem dois problemas. O primeiro é a frustração de quem não consegue alcançar aquilo que gostaria de ter. O segundo, ainda mais grave do ponto de vista financeiro, é o superendividamento de quem recorre ao crédito para aproximar sua realidade do padrão de consumo que deseja. O crédito, que deveria ajudar principalmente na aquisição de bens duráveis e no planejamento financeiro, acaba sendo utilizado para antecipar uma renda que não existe.

É por isso que os feirões e programas de renegociação, por mais importantes que sejam, não podem ser vistos como solução definitiva. Eles atacam a dívida já existente, mas não necessariamente modificam os hábitos de consumo, as expectativas ou a relação do cidadão com o crédito. Sem essa mudança, existe o risco de que a renegociação apenas abra espaço para um novo ciclo de endividamento.

Essa realidade também terá reflexos sobre as eleições que se aproximam. O bolso do cidadão é uma dimensão concreta da vida pública e pode pesar na forma como parte do eleitorado avalia governos, políticas econômicas e candidatos. Questões como corrupção, rachadinha e soberania continuarão presentes no debate, mas podem dividir espaço com preocupações muito mais imediatas para quem enfrenta dificuldades para fechar as contas do mês.

No fim, a questão é simples e, ao mesmo tempo, complexa: quanto maior a distância entre aquilo que o cidadão deseja consumir e aquilo que sua renda permite, maior tende a ser a pressão sobre seu orçamento e sua percepção sobre a realidade econômica. Compreender essa relação entre consumo, crédito, renda e frustração será importante para entender uma parcela do comportamento do eleitor nas eleições deste ano.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).