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O Brasil do futebol joga na Europa

E só existe uma chance de isso mudar: unir os clubes em torno da ideia da Liga

PVC

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10/02/2023 - 00h05
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O fracasso do Flamengo no Mundial de Clubes contrasta com o sucesso brasileiro no torneio. O Brasil é o único país com jogadores campeões em todas as edições oficiais da Fifa.

Será de novo, porque o Real Madrid escala Vinicius Junior e Rodrygo e o Al Hilal tem Michael.
Duro é ouvir Rodrygo afirmar que já imaginava a derrota do representante sul-americano e o triunfo saudita, afirmação diferente do que disse o técnico Carlo Ancelotti, o preferido do presidente Ednaldo Rodrigues, na CBF, para suceder Tite.

Ancelotti foi campeão mundial de clubes dirigindo Dida e Kaká, pelo Milan, Marcelo, pelo Real Madrid, e pode triplicar o feito com a dupla Rodrygo, nascido em Osasco (SP), e Vinicius Junior, em São Gonçalo (RJ).

Parece a letra de "Querelas do Brasil", do vascaíno Aldir Blanc, cantada por Elis Regina. Falava em Madureira, Olaria e Bangu, com os versos "O Brazil não conhece o Brasil" e "Do Brasil, S.O.S. ao Brasil".
Rodrygo mandou sua mensagem, ao separar em "nós", os espanhóis, e "eles", os brasileiros. Afirmou: "Sendo sincero, a gente sabia que seria difícil para o Flamengo passar. Todos estavam apostando no Al Hilal".

O Brasil do futebol joga na Europa

Só existe uma chance de isso mudar: unir os clubes em torno da ideia da Liga.
Esqueça, por um instante, a notícia da separação dos 40 clubes das Séries A e B em duas entidades. A Forte Futebol, com 26 equipes, assinou contrato com o fundo de investimentos Serengeti, com uma promessa de venda de 20% do Brasileiro, por R$ 4,85 bilhões.

Não é muito dinheiro, nem pouco, porque esse novo campeonato não existe. Ainda é uma obra de ficção.
A assinatura foi antecipada neste espaço há uma semana e confirmou-se na segunda-feira (6). A Libra, com 18 times, terá assembleia no dia 16.

No meio do caminho, a possibilidade de começarem as negociações individuais por contratos de TV, a partir de março. Se houver movimentos nessa direção, Flamengo e Corinthians serão os primeiros procurados, como aconteceu há 13 anos, na ruptura do Clube dos 13.

A velha estrutura era cartorial. Não faz falta. A necessidade é a criação de uma liga só, com visão empresarial, que consiga alavancar o futebol brasileiro do ponto de vista técnico e, consequentemente, econômico.

A Inglaterra vendia jogadores para a França em 1991. Comprou Gianfranco Zola, do Parma, em 1996. Com trabalho e unidade, a realidade pode começar a mudar em cinco anos. O risco é perder mais tempo.
Dirigentes de clubes grandes julgam possível fazer um novo torneio só com seus 14 filiados, como se estivéssemos na década de 1930.

Eduardo José Farah convidava jornalistas à sua sala, na avenida Brigadeiro Luís Antônio, centro de São Paulo, abria o livro de Thomaz Mazzoni, "História do Futebol no Brasil" e dizia: "Vocês falam em liga, como se fosse a modernidade, mas estas páginas relatam que havia dois campeões. Era uma enorme confusão".

Profeta do passado, Farah parecia prever o nosso presente. Não pode haver duas ligas, e o cenário possível, de dois blocos negociando direitos separadamente, também seria trágico.

O Flamengo é o clube mais poderoso da América Latina e perde do campeão da Ásia. A Copa do Mundo terminou com gols de três jogadores do Campeonato Croata e só um de Libertadores. E os dirigentes separam-se em blocos.

No mundo do futebol, inversamente aos versos da canção de Aldir Blanc e Maurício Tapajós, o Brasil é que não merece o Brazil. É por isso que Rodrygo e Vinicius Junior poderão ser campeões mundiais, como craques do Real Madrid.

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CLÁUDIO HUMBERTO

"Não podemos mais conviver com o que estamos vivendo"

Ronaldo Caiado (PSD), ao prometer anistia aos condenados pelo 8 de janeiro de 2023

09/08/2026 08h01

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

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Mulher de Marcola teve aval para trabalhar no PT

A quase decorativa Comissão de Ética Pública da Presidência da República liberou Nicole Briones para trabalhar no PT, sem necessidade de respeitar a quarentena imposta aos que ocupam cargos estratégicos na administração pública.

Nicole era superintendente de Comunicação Digital e Mídias Sociais da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), mas também é casada com Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, agora ex-chefe do gabinete pessoal de Lula (PT). Problema resolvido.

Ano de ouro

Nicole foi convidada em 2025 para coordenar as mídias sociais do PT. Ela é dona da Matilha Comunicação, aberta no mesmo ano do convite.

Corrente

O processo foi relatado pelo conselheiro Bruno Espiñeira Lemos, que não viu conflito de interesse. Lemos foi nomeado por... Lula.

Colado em Lula

Marcola era um dos assessores mais próximos de Lula, até emprestava o celular ao presidente. Estava na campanha de reeleição do petista.

Fim melancólico

Marcola saiu da campanha após flagra de receber dinheiro de lobista amiga de Lulinha enrolada no caso INSS. Nicole não foi localizada.

Média das pesquisas ainda prevê empate técnico

Nos últimos dois meses, foram divulgadas 33 pesquisas eleitorais sobre o cenário de segundo turno para presidente da República. Em média, o atual presidente Lula (PT) lidera com 46% das intenções contra 42,1% do principal adversário, Flávio Bolsonaro (PL).

A média das margens de erro é de 2,1% para mais ou para menos, o que configura empate técnico entre os candidatos, cenário que se repete desde o início do ano.

Bem fora da curva

A CNT/MDA de meados de junho (BR-04256/2026) previu vitória de Lula por 12,5% de vantagem, mesmo com a margem de erro de 2,2 pontos.

Lado oposto

Levantamento Gerp (BR-03067/2026) do início de julho apontou vitória de Flávio por três pontos, com margem de erro de 2,2%.

Empate na prática

Pesquisa Nexus/BTG (BR-02874/2026) do início de agosto viu apenas um ponto separando os dois candidatos; Lula com 46% a 45% de Flávio.

É provocação

Mesmo com aprovação do Senado dos Estados Unidos para Daniel Perez ser embaixador do país no Brasil, Lula só deve andar com a avaliação do indicado de Donald Trump após o 2º turno das eleições. 

Pobre agro

Até o Produto Interno Bruto (PIB) do resiliente agronegócio brasileiro sucumbiu e registrou queda de 2% no primeiro trimestre deste ano. O levantamento é do Cepea em parceria com a CNA.

Pedras fundamentais

Ao confirmar Sanderson (PL) e Marcel van Hattem (Novo) candidatos no Rio Grande do Sul, Flávio Bolsonaro reforçou que a dupla terá papel central na formação da “maioria conservadora no Senado”.

Livramento

Sobre a decisão do governo Lula de rebaixar as relações diplomáticas com a Argentina, Flávio Bolsonaro disse o “próximo país a se libertar de projeto fracassado será o Brasil. A partir de 2027, voltaremos a tratar nossos vizinhos como sócios, não adversários ideológicos”.

Censura de incompetentes

Kim Kataguiri (Missão) criticou pedido de Janja para retirar a plataforma Discord do ar e questionou a atuação da primeira-dama: "quem votou nela?". Para o deputado federal, o país é “refém de incompetentes”.

Chega

Ronaldo Caiado, pré-candidato do PSD ao Planalto, diz que tomará uma série de medidas já no primeiro dia de um eventual governo. Entre elas, anistia aos presos pelo 8 de janeiro. Diz que é para pacificar o país.

Esperança de reabertura

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que um acordo sobre o Estreito de Ormuz é possível já na quarta-feira (12). A expectativa é que até um pré-acordo possa permitir a reabertura da via marítima.

Triste recorde

"Se você está endividado, a culpa é do Lula", acusou Flávio Bolsonaro ao comentar o recorde de endividamento das famílias brasileiras, que atingiu 82%. Para o candidato ao Planalto, “a conta não fecha”.

Pensando bem...

...tem casamento que é bom negócio.

PODER SEM PUDOR

Conta de somar

Homem sério, o líder mineiro Milton Campos nunca foi daqueles políticos que tentam explicar o inexplicável.

Ele perdeu para João Goulart, em 1960, a eleição para vice-presidente da República, que na época não era “casada” com a de presidente. Na expectativa de obter uma avaliação profunda do seu próprio insucesso, um jornalista provocou:

“Dr. Milton, por que o senhor perdeu?”. Encerrando a conversa mole, disse: “Perdi porque ele teve mais votos”.

 

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Arthur Maximilliano

A nova era dos dados: quando o empresário deixa o achismo para trás e passa a decidir com clareza

04/08/2026 00h03

COLUNISTA ARTHUR MAXIMILIANO

COLUNISTA ARTHUR MAXIMILIANO

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Durante muito tempo, o sucesso de uma empresa foi construído sobre a experiência e o famoso "faro" do empreendedor. A intuição sempre foi protagonista nas grandes decisões. Mas algo mudou — e mudou rápido.

Hoje, quem ainda aposta apenas na sensação corre o risco de ficar para trás, enquanto outros aprenderam a ler os sinais que os números deixam pelo caminho. Não se trata de abandonar a intuição. Trata-se de potencializá-la.

Bem-vindo à era da gestão orientada por evidências, onde o dado se tornou o novo instinto do líder.

Do achismo à clareza empresarial

Tomar decisões sem dados é como dirigir de noite com os faróis apagos. O carro até anda, mas cada curva vira uma aposta.

Os líderes que prosperam hoje são aqueles que transformaram números em narrativas reais. Eles sabem que cada gráfico revela um comportamento, cada indicador esconde (ou revela) uma oportunidade, e cada desvio traz um aprendizado valioso.

Não olham para uma planilha como algo frio ou técnico. Olham como quem lê o pulso da empresa — e transformam informação em ação.
Business Intelligence: o espelho fiel do seu negócio

Com o avanço do Business Intelligence e das ferramentas de visualização, ficou possível enxergar a empresa em tempo real. Hoje, você descobre onde o dinheiro entra, onde escapa e onde poderia render mais — tudo em um único painel.

Mas BI não é só tecnologia. É sobre fazer as perguntas certas:

Quais produtos realmente sustentam meu lucro?

Qual canal me traz clientes que ficam?

Qual time entrega mais com menos atrito?

Quando o dado responde, você para de adivinhar e começa a decidir de verdade.

A combinação entre razão e sensibilidade

O dado mostra o caminho. Mas quem escolhe a direção ainda é você.

A melhor liderança não é aquela que abandona a intuição — é a que a usa com inteligência. Intuição apoiada em dados deixa de ser palpite e vira estratégia. É nesse ponto que tecnologia e humanidade se encontram: o dado oferece o diagnóstico; o líder, o propósito.

Inteligência Artificial e o novo papel do gestor

Com a Inteligência Artificial, as empresas deixaram de apenas olhar para trás. Agora, elas antecipam o que vem pela frente. Sistemas identificam padrões, preveem quedas de receita, antecipam cancelamentos e até recomendam ações antes que o problema bata à porta.

Mas o verdadeiro diferencial está em quem interpreta o que a IA aponta. O dado mostra o que está acontecendo. A inteligência humana entende por que — e decide o que fazer a partir disso.

O dado como cultura, não como ferramenta

A empresa do futuro não será a que tiver mais tecnologia. Será a que ensinar sua equipe a pensar com base em dados. Quando cada pessoa, de qualquer área, entende o impacto real de suas decisões nos resultados, a empresa deixa de reagir e passa a planejar.

Decidir com dados é decidir com consciência. E consciência é a base da alta performance.
 

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