por seus erros. Gestores públicos erram e devem responder porseus erros. Juízes também erram, e nós vamos responder por nossos erros, ou às críticas, ou às consequências de nossas ações ou omissões", de Edson Fachin em seus primeiros seis meses à frente
Depois do final da janela partidária, o desenho das pré-candidaturas à Presidência não inclui, até o momento, nenhuma mulher na disputa. Confirmando-se, será a primeira vez desde 2002 em que a corrida ao Planalto
contará apenas com homens, com Lula e Flávio Bolsonaro encabeçando a contenda.
MAIS: analistas dizem que o cenário de ausência de candidaturas femininas reflete as estruturas partidárias, que dificultam o aumento da representatividade em cargos do Executivo. A propósito, isso é um sonho que Michelle Bolsonaro não tira da cabeça: disputar a presidência.
Primas de sexto grau
No dia 30 de abril estreia nos cinemas, após um intervalo de 20 anos, um dos mais aguardados lançamentos
do ano: “O Diabo Veste Prada 2”.
O elenco principal continua o mesmo: Meryl Streep, como a icônica editora de moda Miranda Priestly; Anne Hathaway, como Andy Sachs; Emily Blunt (Emily Charlton); e Stanley Tucci (Nigel Kipling).
A sinopse desta vez mostra a editora-chefe da Runway se aproximando da aposentadoria e se unindo
a Andy para enfrentar sua ex-assistente Emily, que virou rival e executiva de alto escalão em uma marca de luxo, tomando decisões publicitárias da grife.
Fonte de inspiração, segundo muitos, para a personagem de Meryl, a jornalista e escritora Anna Wintour (que ocupou o cargo de editora-chefe da Vogue por 37 anos) divide capa e recheio da publicação norte-americana com a atriz.
Anna, apesar de não citar nem por um instante se realmente se parece com a personagem, garante que gostou
do primeiro filme e que certamente assistirá ao segundo.
“O que eu gostei no primeiro filme foi que ele mostrou ao mundo o quão gigantesco é o negócio da moda. É
uma verdadeira força econômica global, e o primeiro filme reconheceu isso. Muita coisa mudou. Mas gosto
de pensar que estamos evoluindo em vez de nos desintegrando. Ainda estamos aqui. Todos estamos fazendo
nosso trabalho — de maneiras diferentes e em múltiplas plataformas, em vez de apenas uma, mas como isso é maravilhoso? Estamos alcançando muito mais pessoas”.
Independentemente das comparações, o fato é que descobriu-se que Meryl Streep e Anna Wintour são primas
de sexto grau. Segundo o Ancestry.com, plataforma especializada em genealogia, ao analisar bilhões de registros históricos e árvores genealógicas públicas, determinou que a atriz e a editora, ambas de 76 anos, compartilham tataratataravós: Thomas Smith e Elizabeth Kinsey.
Ancelotti: contrato prorrogado até 2030
O presidente da CBF, Samir Xaud, quer antecipar o anúncio da renovação do contrato do técnico Carlo Ancelotti. Planeja divulgar formalmente a extensão do acordo antes da convocação final para a Copa do Mundo, marcada para 18 de maio.
O contrato do treinador originalmente vence em julho e agora será prorrogado até 2030. Com isso,
o presidente da CBF pretende reforçar a mensagem de continuidade do trabalho de Ancelotti, independentemente do desempenho da seleção brasileira na Copa. As negociações estão praticamente concluídas, com troca de minutas de alinhamento entre as partes.
O novo contrato manterá a espinha dorsal do atual, que já posiciona Ancelotti como o técnico mais bem pago do mundo, com remuneração na casa dos 10 milhões de euros por ano (equivalente a R$ 5 milhões mensais).
Haverá ajustes relevantes na estrutura de incentivos. A tendência é de ampliação dos bônus por desempenho, com gatilhos não apenas para o título mundial (cinco milhões de euros), mas também para metas intermediárias, como classificação, campanha e melhor ranking da FIFA.
Questão de imagem
Levantamento nacional realizado pelo Paraná Pesquisas entre os dias 25 e 28 de março mostra que 42,3% dos brasileiros qualificam o trabalho do STF como "ruim ou péssimo". A atuação do Supremo é "regular" para 27,9%.
A fatia que considera o trabalho dos ministros "ótimo ou bom" é de 24,4%; 5,3% não responderam. Foram ouvidos 2.080 eleitores no país. Nacionalmente, a propósito, trabalhos do Paraná Pesquisas são discutíveis.
Muita exigência
A modelo e atriz Bruna Inocêncio, famosa por seu papel como a filha mais velha da personagem de Grazi
Massafera na novela Bom Sucesso (2019), decidiu dar um passo significativo em sua vida.
Após uma trajetória de 15 anos nas passarelas e em campanhas de renomadas marcas, ela revelou que está se afastando de sua carreira como modelo. Atualmente com 31 anos, Bruna compartilhou essa decisão em sua conta do Instagram.
De forma honesta, mencionou que os padrões impostos pelo mercado da moda influenciaram sua escolha. “Eu desisti de ser modelo depois de quinze anos de carreira. E queria agradecer a todos que cruzaram meu caminho durante esses anos. Não tenho mais corpo para ser modelo. Basicamente, para trabalhar com lookbook, E-commerce e, principalmente, passarela, é preciso ter uma medida de quadril muito específica ”.
Bruna também contou que, tentou adaptar-se a esses padrões de maneira pouco saudável. A fim de evitar acumular quadril, alterou hábitos que acabaram prejudicando seu bem-estar.
Diante da escolha entre continuar a buscar se moldar às demandas da profissão ou priorizar sua saúde, optou
pelo que considera essencial: a manutenção do equilíbrio físico e mental.
Dessa maneira, com sinceridade e coragem, Bruna encerra um capítulo de sua vida para dar início a um novo. Fora do mundo da moda, trabalhando na TV, além da novela, também atuou na série Mundo da Luna, no filme Carnaval, na novela Reis e na série Santiago. A carreira de atriz segue a todo vapor.
Duplo crachá
Gleisi Hoffmann deverá acumular um duplo papel nas eleições: candidata ao Senado pelo Paraná e responsável pela coordenação da campanha de Lula na região Sul.
Trata-se de um pedaço do Brasil notoriamente resistente ao petista. Nas pesquisas mais recentes, Lula aparece em empate técnico com Flávio Bolsonaro no Rio Grande do Sul e perde no Paraná e em Santa Catarina.
A rigor, a escolha de Gleisi passa menos por desempenho eleitoral e mais por fatores internos de poder. A ex-ministra de Relações Institucionais mantém uma posição de alinhamento absoluto, para não dizer subserviência, com Lula.
Some-se a isso a proximidade com Janja, que ampliou sua influência no círculo mais próximo do presidente.
Trocar avião, não
Com receio de desgaste eleitoral às vésperas da campanha, o presidente Lula decidiu recuar dos planos de
comprar uma nova aeronave presidencial. Apesar de já ter em mãos orçamentos de aviões, o Planalto deixará o assunto de lado para evitar o impacto político negativo que a compra provocaria no ano em que o petista buscará o quarto mandato (Janja está inconsolável).
O avião que tem sido usado, o Airbus A319CJ, vem sofrendo sucessivas panes. Em uma delas, no México, uma turbina apresentou falha e o avião ficou cinco horas voando em círculos para consumir o combustível. Lula não esquece:
"Eu pensei na minha vida, porque fiquei 4 horas e meia dentro de um avião, sabe, esperando um milagre de
Deus para que o avião não caísse".
Pérola
Parlamentares erram e devem responder por seus erros. Gestores públicos erram e devem responder por seus erros. Juízes também erram, e nós vamos responder por nossos erros, ou às críticas, ou às consequências de nossas ações ou omissões”,
de Edson Fachin em seus primeiros seis meses à frente do Supremo.
Ainda Lulinha 1
Após atender à expectativa de Lula de deletar a CPMI do INSS, além de vetar prorrogação e sepultar a quebra de sigilo de seu filho, o Supremo Tribunal Federal enfrenta outra cobrança: derrubar a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático de Lulinha, ordenada pelo ministro André Mendonça a pedido da Polícia Federal. O petista estava enfurecido, sem saber como reagir à CPMI, quando o STF resolveu o problema para ele.
Ainda Lulinha 2
Lula comemora o que chama, na intimidade, de "parceria", mas quer mais e estranha quando ponderam que seria "excessivo" desautorizar André Mendonça. Muito nervoso nas últimas semanas, Lula comandou pessoalmente, e aos gritos, o plantão de políticos do PT para derrubar o relatório da CPMI.
A pose constrangedora de petistas celebrando o fim das investigações foi enviada a Lula ainda na madrugada, tipo "missão dada, missão cumprida". A mentira contra o relator Alfredo Gaspar é uma velha estratégia petista na política e nos sindicatos: ofender para tumultuar e tentar virar a votação.
"Não sabia de nada" 1
De repente, o senador e candidato ao Planalto Flávio Bolsonaro (PL-RJ) resolveu dizer que nunca soube do escândalo das "rachadinhas", que acontecia nos tempos em que era deputado estadual (e mesmo federal), apoiado nas operações pelo assessor Fabrício Queiroz, que chegou a confirmar o sistema de corrupção na Polícia Civil.
Diz que "nunca respondeu criminalmente por isso, que Queiroz é quem tratava de tudo, que havia pessoas que ele contratara e que cobravam parte do salário e que ele é inocente nessa história".
"Não sabia de nada" 2
Os governistas ironizam o que Flávio fala e dizem que "desse jeito, ele ainda acaba canonizado". Num inquérito da época, comprovou-se que as "rachadinhas" (crime de peculato) chegaram a 1.803 ocorrências, além de 263 atos de lavagem de dinheiro.
Sem contar outras tantas "travessuras" do filho "01" de Bolsonaro, como a loja de chocolates; a Abin paralela (que monitorava inimigos do clã Bolsonaro que serviam de pasto em suas redes sociais) e grande movimentação atípica de dinheiro, que servia para atuar na área de imóveis.
Vetos presidenciais 1
Existem 78 vetos presidenciais pendentes de votação no Congresso. Desses, 75 estão "sobrestando a pauta", ou seja, extrapolaram o prazo de 30 dias para análise e são incluídos automaticamente na pauta de votação.
Quase todos (77) os vetos foram feitos pelo atual presidente Lula, mas um deles está na gaveta desde junho de 2022, quando o então presidente Jair Bolsonaro vetou partes da lei que proibia companhias aéreas de cobrar pelo despacho de bagagens.
Vetos presidenciais 2
Há quatro vetos de Lula desde 2023; 16 desde 2024; 41 vetos de 2025 parados; e 16 realizados em 2026 também estão na gaveta.
Lula vetou totalmente 13 projetos do Congresso, incluindo a isenção de IPI sobre móveis e eletrodomésticos para vítimas de desastres. Lula também vetou por completo o "PL da Dosimetria", além da lei que aumentava o número de deputados federais de 513 para 531.
O "Placar do Congresso" aponta apenas 154 deputados federais que fazem oposição de verdade e votam contra o governo Lula em ao menos 70% das votações. Outros deputados são do Centrão (ao menos 50% dos votos contra o governo). O resto todo é governista.
Mistura Fina
Está na última edição da revista "Problemas Brasileiros": uma lâmina de barbear com cabo cor-de-rosa custa mais do que o mesmo produto com cabo azul.
Xampus, desodorantes e outros itens de higiene e beleza também são mais caros quando têm fragrâncias associadas ao universo feminino.
Ou seja, mesmo ganhando menos, as mulheres pagam mais caro por itens direcionados a elas — a chamada pink tax ou taxa rosa.
No varejo online brasileiro, 28% dos produtos voltados às mulheres apresentaram sobretaxa, segundo estudo da Diretoria de Análise de Políticas Públicas da FGV. Essa incidência começa na infância: mochilas para meninas chegavam a ser 67% mais caras, segundo o estudo.
No vestuário adulto, camisetas femininas custavam, em média, 24% mais. Em higiene pessoal e aparelhos de depilação, os preços estavam 14% mais caros para mulheres. No estudo da FGV, 97% das brasileiras não deixaram barato: "Ser mulher é mais caro".
Lula pediu à Fazenda e ao BC medidas para reduzir os juros cobrados no rotativo do cartão: "Olha, como é que pode um juro que é uma Selic por mês em crédito rotativo? Não tem justificativa".
Melhor seria olhar dentro de casa. No cartão de crédito parcelado, o BB tem uma taxa de 194% ao ano, mais alta do que as de Bradesco, Safra e BTG; para desconto de duplicatas, exige uma taxa anual de 22%, mais elevada que as de Itaú, Bradesco, Santander, BTG e Safra. Só para começo de conversa.
Em julho de 2019, quando Flávio Bolsonaro era filho do presidente da República e Dias Toffoli presidente do Supremo, o ministro da Corte suspendeu todas as investigações sobre corrupção de Flávio baseadas em dados sigilosos compartilhados pelo Coaf e pela Receita com o Ministério Público sem autorização prévia da Justiça (não havia essa exigência). Quatro meses depois, Gilmar Mendes usou o argumento de Toffoli para anular os relatórios do Coaf que embasaram a denúncia contra Flávio, que não deve nada à Justiça (pela intervenção de Toffoli).
IN - Cinema: O Drama
OUT - Cinema: O Mago do Kremlin
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