Joesley Batista, irmão de Wesley Batista, donos da JBS, está em negociações para adquirir a unidade de cimento da CSN, o conglomerado de Benjamin Steinbruch. Batista está negociando diretamente com Steinbruch, que vem enfrentando pressão dos credores para vender ativos.
MAIS: a CSN tem trabalhado com o Morgan Stanley para oferecer a subsidiária de cimento ao mercado. A J&F tem interesse na unidade de mineração, um dos negócios mais sólidos do conglomerado. No ano passado, a unidade de mineração produziu 45,5 milhões de toneladas de minério de ferro de alta qualidade.
Terceira via interrompida
A desistência de Ratinho Jr. da candidatura à Presidência fez o PSD perder o pré-candidato do partido com melhores chances na "terceira via". Pegou todo mundo de surpresa. O próprio Gilberto Kassab só soube na noite anterior ao anúncio, e os colegas souberam pela imprensa. Os irônicos do PL fazem trocadilho com a "falta de musculatura" de pré-candidatos do PSD para enfrentar Flávio Bolsonaro e Lula na corrida ao Planalto. Dizem que eles têm "minusculatura". O PT se dividiu com a declaração de Geraldo Alckmin (PSB) sobre ser "o povo quem decide". Muitos disseram que era o "DNA tucano do vice, ainda em cima do muro".
Controle maior do jogo
Ronaldo Caiado, o novo escolhido do grupo de pré-presidenciais do PSD, tem uma conjuntura local mais controlada para emplacar o sucessor. O atual vice-governador e candidato apoiado por ele, Daniel Vilela (MDB), lidera as pesquisas. Esse controle maior do jogo local, associado à alta aprovação — 88% em agosto do ano passado, segundo a Quaest — também permite a Caiado vislumbrar um bom desempenho no próprio estado na eleição presidencial. Leite é menos consensual no Rio Grande do Sul, com 55% de aprovação em agosto, e o cenário está mais indefinido.
Nada a perder
Ainda sobre Ronaldo Caiado: analistas dizem que, favrito para o lugar de Ratinho Jr., ele não tem nada a perder além de mais uma eleição. Outros, contudo, acham que ele perderia uma cadeira no Senado pela qual se elegeria com facilidade por Goiás, onde é mais do que admirado. Os mais veteranos recordam que Caiado sonha com a Presidência desde 1989, quando foi à luta contra o PT e acabou em décimo lugar, com 0,7% dos votos, atropelado por Fernando Collor. No ano passado, ia correr de novo ao Planalto, mas o União Brasil lhe tirou o tapete da sigla.
Lubrificantes no balcão 1
O desmonte da Cosan avança mais uma casa. O grupo de Rubens Ometto planeja vender parte ou mesmo o controle da Moove, seu braço de produção e distribuição de lubrificantes. Emissários de Ometto já sondaram candidatos, entre os quais a BP, fabricante da marca Castrol, e a Petronas, da Malásia. No mercado, a Iconic, joint venture entre a Chevron e a Ipiranga, também é vista como potencial interessada no negócio. No entanto, a própria Ipiranga está sobre o balcão, colocada à venda pelo grupo Ultra.
Lubrificantes no balcão 2
A pretensão da Cosan seria levantar R$10 bilhões com a venda da Moove e, no mercado, se diz que dificilmente o grupo conseguirá alcançar esse valor. Trata-se da mesma referência de valuation buscada pela Cosan na frustrada tentativa de IPO da Moove em Nova York, em outubro de 2024. A operação foi engavetada por falta de demanda pelos papéis. A crise financeira da Cosan não é apenas financeira. Além de dívidas de R$16 milhões de curto prazo, o grupo ainda carrega o peso do passivo de R$65 milhões da Raízen.

Só dá ela: Kate
A supermodelo Kate Moss voltou a ser o foco principal no universo da moda. Considerada uma lenda das passarelas, ela está começando uma nova fase repleta de campanhas e projetos que reafirmam sua relevância, décadas após o início de sua carreira. Na mais recente campanha da Gucci, Moss se junta a Emily Ratajkowski, embora a atenção esteja majoritariamente voltada para ela. Capturada pelas lentes dos fotógrafos Mert Alas e Marcus Piggott, a britânica exibe a bolsa Borsetto, disponível em várias opções, desde a clássica lona GG até versões em camurça marrom e couro preto. Sob a criação de Demna, a campanha se destaca pela repetição do icônico monograma da marca, criando uma estética visual que coloca o desejo pela marca como foco central. Moss também brilha em um editorial especial dedicado a Marilyn Monroe, retratada por Nick Knight para a revista EE72. Essa produção acentua seu charme cinematográfico, reafirmando o magnetismo que a tornou um ícone para várias gerações na moda. O trabalho de Moss também é celebrado na comemoração dos 170 anos da Burberry, que reuniu figuras como Kendall Jenner e Jonathan Bailey para homenagear o clássico trench coat da marca. Assim, Moss continua a deixar sua marca na história. Mais: após três décadas desde sua estreia na Gucci, ela fez seu retorno à passarela da marca durante a Milan Fashion Week, encerrando o desfile de inverno de 2026 e demonstrando que seu status como ícone da moda permanece sólido...
Minerais críticos dão "salvo conduto" a Lula
Trump quer ser dono da ONU". "Não é possível os Estados Unidos acharem que mandam em outros países. Todo dia Trump fica dizendo que tem o maior navio do mundo, que tem o maior exército do mundo. Por que ele não fala: eu tenho a maior produção de alimentos do mundo?" Por mais provocativas que pareçam, as recentes declarações de Lula dirigidas a Donald Trump não devem ser entendidas como um tropeço nas relações entre Brasil e EUA, e sim como uma de suas performances teatrais, bem ao gosto do presidente brasileiro. Enquanto sobe ao palco e joga para sua plateia, na coxia, os governos dos dois países avançam na costura de um acordo. O Itamaraty aguarda, para a primeira semana de abril, a confirmação da data de uma conversa entre Lula e Trump, que pode ser por telefone ou, na melhor hipótese, em Washington. A julgar pelos entendimentos das áreas diplomáticas, os dois países vão sacramentar uma aliança para o direito preferencial na exploração de minerais críticos, com a contrapartida do processamento no Brasil.
"Salvo conduto" 2
E mais: essa é justamente a mais valiosa moeda de troca colocada à mesa pelo governo brasileiro. A ponto de os minerais estratégicos se tornarem uma espécie de "salvo conduto" para que Lula seja boquirroto e verbalize suas cutucadas nos Estados Unidos. Essa política do "morde e nem sempre assopra" não é resultado do improviso. Tudo tem sido combinado e calibrado junto ao Itamaraty, notadamente ao chanceler Mauro Vieira. Discreto, o ministro das Relações Exteriores tem cumprido um papel fundamental nas tratativas com o Departamento de Estado norte-americano. Até agora, não há a menor disposição de Trump em responder às provocações de Lula.

De volta
Depois de um período afastada das novelas da TV Globo, Cleo Pires está prestes a retornar a uma trama da emissora. Desde sua última aparição em O Tempo Não Para, (2018) agora a atriz irá brilhar em Coração Acelerado, novela das 19h. Na narrativa, Cleo interpretará uma empresária de música proeminente, que terá a responsabilidade de impulsionar a carreira da dupla sertaneja formada por Agrado (Isadora Cruz) e Eduarda (Gabz). A filha de Glória Pires construiu uma carreira memorável na emissora, destacando-se em novelas como América, Cobras & Lagartos, Caminho das Índias, Salve Jorge, entre outras. Durante o tempo em que esteve longe das novelas, Cleo manteve-se ativa na indústria do entretenimento. Entre 2019 e 2025, atuou em sete filmes, incluindo Me Tira da Mira, que também produziu. Ela foi parte do elenco da série A Magia de Aruna, disponível na plataforma Disney+, ao lado de Erika Januza e Giovanna Ewbank. Mais: entre 2018 e 2025, passou a usar apenas o nome Cleo, mas, após ter um sonho com seu avô, Antônio Carlos Pires, ela decidiu reinstaurar seu sobrenome para reforçar sua ligação com suas origens.

"Repetir meu pai"
A interlocutores do setor privado que lhe cobram, para já, nomes de sua equipe econômica caso seja eleito, Flávio Bolsonaro tem dito que "não é necessário definir nada agora; todo mundo sabe qual será a direção do meu programa econômico, por isso não é preciso repetir o que meu pai fez". Jair Bolsonaro anunciou Paulo Guedes como seu "Posto Ipiranga" em novembro de 2017, 11 meses antes da eleição presidencial. Outras tantas situações e nomeações, à propósito, também podem ser notadas, repetindo o que Bolsonaro anunciava com grande antecedência.
PT vs. PSD: Agricultura 1
A sucessão de Carlos Fávaro no Ministério da Agricultura abriu disputa interna dentro do governo Lula entre PT e PSD. A escolha pende para o partido de Gilberto Kassab: o atual ministro da Pesca, André de Paula (PSD-PE), é o favorito para assumir a cadeira de Fávaro, que a deixará para disputar eleição para o Senado. De Paula tem o respaldo da legenda e do atual ministro da Agricultura, seu principal cabo eleitoral junto a Lula. Mas o PT ainda tenta, no apagar das luzes, emplacar no cargo Carlos Ernesto Augustin, assessor especial do Ministério.
PT vs. PSD: Agricultura 2
Augustin, conhecido como "Teti", é dono da Petrovina, uma das maiores produtoras de sementes de soja do país. Ele ganhou espaço no governo desde a transição e é visto como um nome de continuidade da atual gestão, com trânsito entre técnicos e parte do agronegócio. Embora não seja um quadro orgânico do PT, Augustin tem relações mais fraternais com o partido. É irmão de Arno Augustin, que foi secretário do Tesouro Nacional no governo Lula II e no governo Dilma I.
Mistura Fina
O possível acordo de delação premiada de Daniel Vorcaro pode acabar por esfriar as movimentações em torno do caso do Banco Master. O acordo da defesa, Ministério Público Federal e Polícia Federal, sob a batuta do STF, requer muitos depoimentos, checagem, confirmação de provas e atuação em outras áreas. O último delator do STF que ganhou holofotes, o tenente-coronel Mauro Cid, passou 16 meses prestando um total de 12 depoimentos.
Preso em maio de 2023, Cid firmou o acordo de delação em setembro e só foi julgado dois anos depois. O acordo teve o sigilo derrubado por Alexandre de Moraes em fevereiro de 2025. A CPMI do INSS deve ser prorrogada por decisão da justiça, sem data para acabar. E outra comissão que tenta investigar o caso Master, a CPI de Crime Organizado, só deverá funcionar até 14 de abril.
A lei federal que normatiza acordos de colaboração não deixa margem a manobras para poupar ministros do STF ou o presidente da República, por exemplo, de eventuais relações incriminadoras com Vorcaro. A lei impõe ao delator a obrigação de dizer a verdade e de renunciar ao direito ao silêncio, ciente de que, mentindo, omitindo ou distorcendo fato importante, o acordo será rescindido.
Antes de trocar de advogado, Vorcaro chegou a oferecer delação que envolveria um ministro do STF e livraria o outro — e foi rechaçado. O ministro André Mendonça, conhecedor da lei, nem perderia tempo analisando a proposta. O magistrado segue um norte: a aplicação da lei não pode ser instrumento de negociação política. Mendonça fecha as portas a nulidades processuais e age para preservar a instituição STF, sem corporativismo.
In - Café com leite
Out - Pingado






