Nunca o planeta esteve tão dependente de políticos melhor preparados para lidar com rápidas mudanças e tomar decisões baseadas em argumentos racionais e na ciência, sem levar em consideração ideologias ou pensamentos e interesses pessoais.
Questões climáticas começam a ganhar bastante relevância nas pautas e discussões, e o Brasil tem a oportunidade de ser protagonista dessa agenda no mundo. As razões são óbvias, mas precisam ser explicitadas: temos a maior floresta tropical do planeta, o maior estoque de carbono florestal do planeta, a maior biodiversidade, a maior quantidade de água doce, nos 6% da cobertura de terra que contempla o território brasileiro, temos a capacidade de absorção de 40% de todo o estoque de carbono da área seca da Terra. Isso sem falar da matriz energética bastante limpa, a mais limpa entre as grandes economias do mundo.
Metade de todas as nossas emissões é resultado do desmatamento, em grande parte ilegal. Ou seja, resolvendo esse problema, nosso mapa de emissões será exemplo para todos os países que nos apontam o dedo sobre as questões ambientais. A COP28 se aproxima, quando serão discutidos temas como a transição energética e o financiamento estrangeiro para países em desenvolvimento com potencial de conservação de grandes porções florestais. O Pantanal pode e deve despontar como bioma alternativo para os investimentos que vêm sendo feitos em massa na Amazônia. É necessário um alinhamento e estrutura de governança local para atrair investimentos externos que visam ao desenvolvimento sustentável em ecossistemas prioritários, como é o Pantanal.
Nesse contexto, Mato Grosso do Sul vive um momento ímpar de seu desenvolvimento. O Estado é um dos que mais cresce no País, tendo mais que quintuplicado seu PIB nos últimos anos, um crescimento asiático em pleno Centro-Oeste brasileiro. A área convertida para agricultura no Planalto, as maiores plantas de celulose do planeta e um setor de serviços pujante fazem a arrecadação estadual bater recordes durante anos seguidos.
No componente ambiental, o Estado é detentor da maior área úmida do planeta, o Pantanal. O Pantanal é 1/3 do Estado e é relevante geograficamente somente para MS, pois para o Brasil o Pantanal não chega a 2% do território, sendo o menor dos biomas, e para o vizinho Mato Grosso o Pantanal não chega a 8% do território. Existe até o questionamento de por que, na criação do Estado, não se fez Estado Pantanal no lugar de Mato Grosso do Sul.
O Pantanal é o bioma mais preservado do Brasil e um dos mais preservados do mundo, mantém ainda mais de 80% de sua cobertura vegetal. Porém, nos últimos anos, ao contrário de outras áreas no MS, viu seus índices de desmatamento literalmente explodirem. Corumbá pulou para o segundo município que mais desmatou áreas em 2022 em todo o Centro-Oeste, e a área desmatada cresceu quase três vezes de 2021 para 2022 e de 2022 para 2023. E o pior é que tudo aparentemente com licenças ambientais emitidas pelo órgão ambiental estadual.
Um estudo do pesquisador Fábio Roque, da UFMS, demonstra claramente que todo esse desmatamento é causado por poucas pessoas. São no máximo 10 “fazendeiros” que têm conseguido autorizações de desmatamento enormes, algumas que chegam a 20 mil hectares de áreas contínuas. E não são pantaneiros, são fazendeiros que enriqueceram fora do Pantanal e, agora, estão comprando áreas no Pantanal e literalmente passando o “correntão”. As denúncias indignadas de pantaneiros antigos e tradicionais também explodiram, pois eles sabem que essa nova forma de atuar no bioma será a destruição da natureza e da biodiversidade que tanto prezam e protegem há séculos.
No ambiente atual, em que precisamos de líderes e políticos atualizados com as questões mundiais, o governador Eduardo Riedel ganha destaque, em pouco tempo de governo, por sua sensibilidade e atitude democrática.






