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Giba Um

"O governador Tarcísio de Freitas citou 1,1 mil postos do PCC em São Paulo.

Se for real, é a quinta força de distribuição de combustível do Brasil", de Emerson Kapaz, do Instituto Combustível Legal.

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A Petrobras está iluminando mais de 25 prédios e instalações industriais da companhia no Brasil, como plataformas e refinarias com as cores do arco-íris durante este mês para celebrar o mês do Orgulho LGBTQIA+. 

Mais: Segundo a empresa (a nova presidente Magda Chambriard é entusiasta da ideia), a iluminação e outras celebrações “mostram o compromisso na defesa dos Direitos Humanos, da diversidade, igualdade de oportunidade e respeito às diferenças”.

Nova etapa da vida

A modelo, estilista e agora empresária  (acaba de lançar sua grife MondePars) Sasha Meneghel, 25 anos,  fala de sua nova etapa da vida em entrevista para revista Glamour, no qual é capa. Ela que cresceu sobre os holofotes se sente feliz por ser reconhecida pelo seu trabalho e não por ter pais famosos. “Vivo uma mistura de emoções e sentimentos diários. Fico até emocionada pela oportunidade de viver esse sonho com essas pessoas. Trabalhar com o que a gente ama é um privilégio enorme e tenho essa noção. Claro que tem dias que a gente se frustra, mas o sentimento que predomina é de gratidão por descobrir algo novo e criar 100% de forma livre”. Sasha conta que a marca foi criada depois de dois anos de muito estudo desde a história da moda até o mercado de fornecedores no Brasil. Ela contou que ouviu muitas histórias antes de mergulhar nesse mundo empreendedor. “Ouvia falar que essa indústria tem muita competição, um querendo derrubar o outro, mas não vejo isso. Por exemplo, tenho um relacionamento sensacional com o Airon Martin, da Misci, um irmão para mim. Ele tem sido um companheiro, me ajudando com fornecedores e preço de matéria-prima. Quando eu ainda era adolescente, a Lenny Niemeyer abriu as portas do ateliê dela e também foi muito importante, principalmente por ser uma mulher referência para a moda nacional. Vejo um cenário muito positivo de designers buscando a valorização do Brasil, é uma potência dentro da indústria”.

Mais um alvo de demissão

A Câmara dos Deputados aprovou, há dias, o projeto de lei complementar que regulamenta a securitização da dívida da União, estados, Distrito Federal e municípios. A securitização envolve a venda com deságio dos direitos de receber dívidas, sejam tributárias ou não. O governo não sabe bem quem são os devedores. De qualquer forma, desse montante, R$ 46 bilhões já estão previstos para reforçar o caixa da União. Os números chegam a ser extravagantes. Existem previsões que alcançam os R$ 5,7 trilhões para serem repartidos entre os entes da Federação. Um percentual de 50% do valor aferido será destinado à Previdência (para a União não é parte do problema, é solução). Achar que a Fazenda não tem mais cartas parar trazer o déficit primário para próximo da meta é subestimar a musculatura do governo quando se trata de arrecadar mais. Ou mesmo o instinto de sobrevivência do governo o levará a fazer contingenciamento de crédito (no início da gestão Lula 3 era considerado um estigma). 

Sobram suspeitas

Um simples conta derruba o argumento de Lula para sua decisão suspeitíssima, agora anulada, de importar arroz: ele alegou “combate à pressão do mercado”. Com a importação, o custo do pacote de 5kg de arroz sairia  por R$ 36,85, valor superior à média das prateleiras das grandes redes (R$ 33). Há quem diga que falta lógica e sobram suspeitas de corrupção na decisão de importar. A saca de 50 kg de arroz valia R$ 116 em novembro passado e caiu para R$ 105 em abril deste ano. Em maio, com a tragédia do Rio Grande do Sul subiu para R$ 116, mas em junho, caiu para R$ 113 com a entrada do arroz sequeiro.

Filha de peixe

“Quem sai aos seus não se degenera” ou “Filho de peixe, peixinho é”,  são velhos ditados que servem para falar de filhos que seguem as carreiras dos pais, sejam elas quais forem. E assim mais um capítulo vai se construindo por Deva Cassel, filha da atriz e modelo Monica Bellucci e do ator Vincent Cassel. Ela que começou a carreira há 3 anos,  hoje com 19 anos, já se tornou embaixadora das marcas Cartier e Dior, que aliás, também é o rosto da nova campanha de maquiagem para olhos Diorshow. Aliás, Deva está seguindo à risca os passos da mãe. Ela também já começa a atuar como atriz, fez sua estreia  no filme  italiano independente The Beautiful Summer e em breve  aparecerá na série The Leopard, da Netflix.

In – Livro: A geração ansiosa
Out – Livro: Deus na escuridão

Até agora nada

Lula eleito, deu várias entrevistas ao lado do ministro Alexandre Silveira, garantindo que o Brasil se tornaria membro a Opep +, uma agremiação em que os países atuam como integrantes associados à Opep. Em pela COP28, Lula chegou a dizer que o Brasil “tinha de convencer os países que produzem petróleo que eles precisam se preparar para o fim dos combustíveis fosseis”. No ano passado, Silveira cravou janeiro como data para ingresso do país na organização. Sete meses depois, nada.

Acordo na aviação

Os mais irônicos costumam dizer que tudo vai bem no Mercosul, pelo menos a 11 mil metros de altitude. O Brasil negocia com o Uruguai um acordo de “política de céus abertos”. A parceria prevê a derrubada do limite para voos regulares semanais entre os dois países, no transporte tanto de passageiros quanto  de cargas. As tratativas são conduzidas pelo Itamaraty. Em março deste ano, o governo brasileiro firmou um acordo similar com a Argentina. Do lado de cá da fronteira, a medida favoreceria Gol, Latam e Azul, que voam para o país vizinho pelo Uruguai, a maior beneficiada seria a SUA (Sociedad Uruguay de Aviación), companhia aérea que está sendo montada pelo empresário local Antonio Rama.

PÉROLA

“O governador Tarcísio de Freitas citou 1,1 mil postos do PCC em São Paulo. Se for real, é a quinta força de distribuição de combustível do Brasil”,

de Emerson Kapaz, do Instituto Combustível Legal.

Retrato trincado

Dizem os analistas que enquanto seu time bate cabeça, com Rui Costa, ministros e dirigentes petistas contra Fernando Haddad e o corte de gastos, Lula faz uma reunião atrás da outra, não fala nada de novo, dá broncas ridículas e promete assumir a coordenação política (já fez umas cinco promessas, não assumiu e as viagens encantam mais). Lula está refém de Arthur Lira, Davi Alcolumbre, “bancada da Bíblia”, União Brasil e por conta dessa conversa para boi dormir, a percepção do governo não melhora e tampouco a popularidade de Lula. Ele diz que “tudo faz parte do processo democrático”.

Coleção

Decisões individuais do ministro Dias Toffoli (STF) favoreceram 115 pessoas que pediram anulação de provas ou atos da Lava Jato no último ano. Ao  todo Toffoli proferiu 128 decisões individuais que reverteram a situação de réus da Lava Jato na Justiça. Também houve 61 decisões de Toffoli determinando “nulidade absoluta” de inquéritos da Lava Jato contra os investigados. O presidente do STF Luís Roberto Barroso, há dias, na TV Cultura, questionado sobre as decisões de Toffoli disse que é possível “discordar delas”, mas não há nada de “irregular nelas”.

Cigarro apagado

Os principais fabricantes de cigarro do país, BAT, Philip Morris e Japan Tobacco International e são se mobilizando para ajudar os agricultores do Rio Grande do Sul, maior produtor de tabaco do Brasil. As ações discutidas vão do apoio financeiro à doação de mudas e insumos, como defensivos agrícolas. As enchentes atingiram mais de duas mil propriedades agrícolas com cultivo do tabaco. Esse número deverá aumentar: ainda não foram contabilizadas muitas áreas atingidas pelas chuvas. A  preocupação dos fabricantes de cigarro é evitar que um contingente desses produtores se bandeie para outras culturas. O RS responde por 40% da produção do fumo.

Piada com Deus

Depois de disparar sobre gays, dizendo que eles podem ser abençoados mas “um casal  de gays nunca será abençoado pela Igreja” e fazer mais comentários sobre homossexuais, o Papa Francisco resolveu dizer que “não é blasfêmia fazer piada sobre Deus”. E emendou : “Podemos rir como brincamos e fazemos piadas com as pessoas que amamos”. A declaração de Francisco aconteceu numa audiência especial no Vaticano com 100  comediantes de todo o mundo. Do Brasil, estavam lá Fábio Porchat e Cacau Protásio. E falou também sobre Sara, mulher de Abrão no Antigo Testamento: “Ela era intrometida como as mulheres, pois espionava o marido para talvez repreendê-lo mais tarde”.

Mais um hotel

No prédio desocupado há anos, na esquina da Avenida Paulista com a Rua Haddock Lobo, onde funcionou o Banco Panamericano depois vendido, deverá nascer um hotel voltado especialmente para o turismo de negócios. É o resultado de uma demorada negociação entre Silvio Santos e um conhecido grupo hoteleiro. Mais: o mesmo Silvio Santos acertou com a prefeitura a desapropriação do terreno que possui ao lado do Teatro Oficina, no Bexiga. Lá, será construído grande parque para a população – e o teatro permanecerá no mesmo local.

MISTURA FINA

A BANCADA do agronegócio, inconformada pela maneira como Neri Geller, ex-secretário de Política Agrícola, foi demitido (ele não quis que sua exoneração fosse feita como “a pedido” e tampouco teve direito de defesa), quer agora derrubar o presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Edgar Pretto, liderança do PT gaúcho. Acham que toda diretoria da Conab deve ser exonerada. Geller era contrário ao leilão depois anulado e “acha que não pode ser culpado pelos incidentes que envolveram a evento”.

O FRACASSO de Fernando Haddad (Fazenda), no caso da Medida Provisória passava a mão em créditos do PIS/COFINS do setor produtivo, levantou suspeitas dentro do próprio gabinete de Haddad de que ele teria sido alvo de “fogo amigo” de Rui Costa com quem poucos conseguem se entender, e de Gleisi Hoffmann, presidente do PT. Costa ambiciona suceder Lula e vê Haddad como rival e a deputada não simpatiza mesmo com ele. Gleisi ainda diz que o titular da Fazenda faz uma política econômica que “não tem nada a ver com os ideais do PT”.

AINDA Rui Costa e sua fixação em suceder Lula: o presidente gosta dele, lhe dá missões importantes que ele, geralmente, não cumpre totalmente e não vê o titular da Casa Civil como seu sucessor. No caso, prefere Fernando Haddad. Mais: Costa já teve seu futuro desenhado pela direção do partido em Salvador (foi governador da Bahia por duas vezes). A base de lá faz planos para que Costa dispute, mais uma vez, o governo do Estado ou, se preferir, sair candidato ao Senado.

O PRESIDENTE Lula tem encontro marcado hoje no Rio de Janeiro com o pessoal do cinema. Na conversa, nova versão da cota de tela, que obriga os cinemas a exibirem filmes nacionais durante determinado número de dias. O BNDES também vai lançar uma linha de financiamento para o setor. O encontro será na Barra da Tijuca, onde fica o Polo Rio Cine Video, que terá sua ampliação inaugurada. 

O PLANO Nacional de Interiorização da Defensoria, lançado pelo governo Lula, pode ser interiorizado para dentro da gaveta. Não há recursos para a abertura de representações em 600 municípios brasileiros até o fim deste ano – uma meta de 40% do território nacional não conta com a presença da DPU. A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck não consegue ver nada pela frente.

EDITORIAL

O bolso também vai às urnas

Renegociação de dívidas alivia o orçamento, mas não resolve a distância entre o desejo de consumo, a renda e a capacidade de pagamento

19/09/2026 07h15

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Nesta edição, o Correio do Estado mostra que os feirões de renegociação de dívidas e programas como o Desenrola, embora tenham permitido a milhões de brasileiros reorganizar suas finanças, não têm sido o suficiente para resolver o problema do endividamento. Renegociar uma dívida pode aliviar juros e recuperar parte da capacidade de pagamento, mas não elimina as causas que levaram o consumidor a comprometer sua renda.

A explicação para isso tem várias camadas. Em primeiro lugar, os hábitos de consumo não apenas do brasileiro, mas do cidadão do mundo ocidental, mudaram. O aumento da escala de produção tornou mais acessíveis produtos e serviços que antes eram restritos a uma parcela menor da população. Ao mesmo tempo, as redes sociais turbinaram a exposição a esses produtos, criando e ampliando desejos de consumo que nem sempre correspondem à renda de quem os deseja.

O problema surge quando a expectativa de consumo cresce mais rapidamente do que a capacidade financeira. A sociedade passou a conviver com uma vitrine permanente de viagens, carros, roupas, eletrônicos, restaurantes e experiências. O que antes era visto como excepcional passou a ser apresentado diariamente como algo comum e desejável. O consumidor, porém, continua limitado pela renda que recebe.

Dessa distância entre desejo e capacidade de pagamento surgem dois problemas. O primeiro é a frustração de quem não consegue alcançar aquilo que gostaria de ter. O segundo, ainda mais grave do ponto de vista financeiro, é o superendividamento de quem recorre ao crédito para aproximar sua realidade do padrão de consumo que deseja. O crédito, que deveria ajudar principalmente na aquisição de bens duráveis e no planejamento financeiro, acaba sendo utilizado para antecipar uma renda que não existe.

É por isso que os feirões e programas de renegociação, por mais importantes que sejam, não podem ser vistos como solução definitiva. Eles atacam a dívida já existente, mas não necessariamente modificam os hábitos de consumo, as expectativas ou a relação do cidadão com o crédito. Sem essa mudança, existe o risco de que a renegociação apenas abra espaço para um novo ciclo de endividamento.

Essa realidade também terá reflexos sobre as eleições que se aproximam. O bolso do cidadão é uma dimensão concreta da vida pública e pode pesar na forma como parte do eleitorado avalia governos, políticas econômicas e candidatos. Questões como corrupção, rachadinha e soberania continuarão presentes no debate, mas podem dividir espaço com preocupações muito mais imediatas para quem enfrenta dificuldades para fechar as contas do mês.

No fim, a questão é simples e, ao mesmo tempo, complexa: quanto maior a distância entre aquilo que o cidadão deseja consumir e aquilo que sua renda permite, maior tende a ser a pressão sobre seu orçamento e sua percepção sobre a realidade econômica. Compreender essa relação entre consumo, crédito, renda e frustração será importante para entender uma parcela do comportamento do eleitor nas eleições deste ano.

ARTIGO

Pelo fim dos superpoderes e a defesa da Constituição

19/09/2026 07h00

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Pedro Simon - Advogado, foi governador do Rio Grande do Sul, ex-senador da República e ministro da Agricultura

Ao longo dos meus 96 anos, vivenciei alguns dos piores momentos da história brasileira. Dos autoritarismos da ditadura militar aos maiores escândalos de corrupção da Nova República, estive na linha de frente de todos esses episódios, em defesa de um país melhor, mais justo, livre e igualitário. Confesso que lutei, como disse em meu discurso de despedida do Senado, em 2014: onde vi corrupção, lutei para levar a ética; onde vi impunidade, lutei para levar a justiça.

Hoje, assisto de longe, com angústia, à fragilização das instituições que construímos a partir de 1988, corroídas pela improbidade, pela maximização do interesse pessoal e por novas formas de coronelismo.

Vivemos hoje a maior crise deste século no Brasil: uma crise constitucional, da relação entre os poderes constituídos, que coloca em xeque a credibilidade da República perante a sociedade civil e a comunidade internacional.

Enquanto o Poder Executivo é capturado por projetos de poder que se confundem com projetos de governo, e não por projetos de Estado-nação, o Legislativo sequestra o orçamento republicano por meio de emendas parlamentares sem transparência nem responsabilidade, sob o domínio dos mesmos grupos políticos fisiológicos.

Enquanto isso, o Poder Judiciário, encastelado em uma superioridade autoproclamada, assume uma posição perigosa de tutela absoluta de todos os assuntos da República – mas, sob o comando de alguns de seus agentes e salvaguardadas honrosas exceções, em nada difere, em condutas recentes, dos entes corruptos e corruptores que se propõe a julgar.

As investigações em torno do escândalo do Banco Master e o embate público recente entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) expuseram, em todo o País, uma Corte que deveria pacificar a Nação e que, em vez disso, tornou-se palco de disputas que corroem a sua própria autoridade moral. Já disse, e repito: vivemos a página mais triste da nossa história neste século, na qual perdemos a confiança nos Três Poderes da República.

A recente deliberação do STF aprofunda essa crise de credibilidade institucional. Ao expor divisões internas e hesitar no rigor sobre as apurações do caso do Banco Master que envolvem membros da própria Corte, o Tribunal compromete a autocontenção e a neutralidade exigidas da magistratura. O episódio confirma que a ausência de controle externo efetivo e a resistência à transparência corroem a autoridade moral do guardião da Constituição.

Foi no Senado que passei 32 dos meus 60 anos de vida pública, ao lado de Ulysses Guimarães, Tancredo Neves e Teotônio Vilela, na reconstrução da nossa democracia. É por essa vivência que faço um alerta: compete privativamente ao Senado, por força da Constituição Federal, processar e julgar os ministros do STF por crimes de responsabilidade. Esse é um dos pilares do equilíbrio entre os Poderes que ajudamos a erguer em 1988, e hoje ele está, na prática, esvaziado. Dezenas de pedidos de impeachment contra ministros da Corte acumulam-se há anos nas gavetas da mesa diretora, sem parecer e sem votação.

Em toda a nossa história democrática, nenhum ministro do Supremo jamais chegou a ser julgado até o fim por esse rito. O Senado, a quem caberia fiscalizar o Judiciário, tem preferido o silêncio ao exercício desse dever constitucional, seja por cálculo eleitoral, seja pelo receio de turbulência institucional. Um poder que se omite de fiscalizar torna-se, ele também, parte da crise.

O Brasil precisa de uma resposta firme e rigorosa; necessita que se instaure investigação regular e independente sobre os fatos revelados, assegurados o contraditório e a ampla defesa; que o STF retome, sem subterfúgios, a sua autocontenção institucional; que se encerre o inconstitucional inquérito das fake news; que todos os envolvidos com o Banco Master sejam investigados, independentemente do cargo ou partido político; que se restabeleça a atuação dentro dos limites da Constituição, e que ninguém, nem mesmo quem julga a Nação, esteja acima da lei.

Chegou o momento de reformas na Corte, com mandatos fixos, aperfeiçoamento do modelo de indicação e de um Código de Ética efetivo. Volto, então, àquilo em que sempre acreditei: a democracia não se sustenta na força de um só poder, mas no equilíbrio entre todos eles e na vigilância permanente da sociedade civil. Ao povo brasileiro, e sobretudo à juventude que hoje herda esta crise sem tê-la criado, deixo o mesmo apelo que fiz ao deixar o Senado: que não desistam da política, nem do Brasil. 

A pátria é feita de quem rejeita a corrupção, a impunidade e a soberba dos que se creem acima da lei. Que essa pátria, mais uma vez, prevaleça.

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