“O que está sendo feito, está sendo feito dentro da lei e o Exército brasileiro não comenta a decisão da Justiça. A gente cumpre”,
do general TOMÁS PAIVA // comandante do Exército, defendendo a prisão de Mauro Cid
Caiu por terra, antecipadamente, a ideia de parte da cúpula do PL lançar, para 2026, uma chapa formada por Tarcísio de Freitas e Michelle Bolsonaro na vice para o Planalto, caso Jair Bolsonaro fique inelegível mesmo.
Mais: Gilberto Kassab, dono do PSD está avisando, quase oficialmente, na condição de consigliere de Tarcísio, que o governador disputará a reeleição em São Paulo. Ficaria oito anos e lá na frente pensaria no Planalto, antes não.
In - Piso de formas orgânicas
Out - Piso em formato régua
ESQUECEU
Segundo a Transparência Brasil, Jair Bolsonaro impôs mais de 1.100 sigilos de 100 anos ao longo de seu governo (2019-2022), o que representa cerca de 80% do total de medidas desse tipo impostos desde 2015. Em seu último vídeo, Lula criticou as “centenas de sigilos” impostos pelo ex-presidente, mas acabou esquecendo em sua fala, sigilos impostos por seu governo, como a lista de visitantes do Alvorada e das imagens das câmeras do Planalto no atos de depredação do Planalto no 8 de janeiro. O material só foi divulgado, posteriormente, por determinação do STF.
TORMENTO
O governo Lula conseguiu sufocar a CPMI do Golpe com a colaboração de Rodrigo Pacheco (PSD-MG), presidente do Senado, mas marcou bobeira na CPI do MST instalada na Câmara. A relatoria será do ex-ministro Ricardo Salles e as investigações começam por estados vítimas de quase 50 invasões. E Salles já está avisando que a CPI começa investigando essas invasões consideradas por ele criminosas, alinhada com as secretarias de Segurança. Bolsonaristas planejam indiciar Lula em crime de responsabilidade.
Premonitória
No caso do deputado eleito (344 mil votos) e ex-procurador da Lava Jato, Deltan Dallagnol, que perdeu o mandato por unanimidade num julgamento que durou um minuto, o relator do TSE, ministro Benedito Gonçalves, usou uma interpretação premonitória para cassar sua candidatura porque é proibido que um integrante do Ministério Público peça demissão do cargo para evitar uma condenação. Contudo, não havia nenhum processo administrativo disciplinar contra ele no Conselho Nacional do Ministério Público, quando se exonerou. O ministro Gonçalves alegou que poderia vir a existir. Ele é um grande amigo do presidente Lula e até andou cotado para a vaga do STF.
AMEAÇA
Após a cassação do seu mandato de deputado federal, a apreensão de Deltan Dallagnol se concentra na reunião do Conselho Superior do MPF marcada para 6 de junho. Nessa data, o PGR Augusto Aras deverá apresentar seu voto em um processo contra o ex-parlamentar. Em jogo, a possível criminalizações do ex-chefe da força tarefa da Lava Jato em Curitiba. Ou seja: a transferência do processo do MPF para o Superior Tribunal de Justiça. Aras planeja se credenciar junto a Lula e garantir sua recondução ao cargo de procurador-geral.
Apoio
É grande a reação nos circuitos políticos contra a cassação do ex-procurador Deltan Dallagnol, começando pelo senador e ex-vice-presidente Hamilton Mourão (Republicanos-RS) e esticando pela ex-procuradora e deputada Bia Kicis (PL-DF) confirmando que não existia processo administrativo contra ele na época de sua candidatura. Já o deputado Gustavo Gayer (PL-GO) disse que “soltaram os criminosos das prisões” e agora “estão prendendo os guardas”. E o também deputado Kim Kataguiri (DEM-SP) não deixou por menos: “É perseguição política. É o poste mijando no cachorro”.

“Deveria ter sido 30 anos atrás”
A Sports Illustrated Swimsuit, resolveu repetir a dose do ano passado quando teve em uma de suas capas Maye Musk (na época com 74 anos), modelo e mãe do empresário Elon Musk. Desta vez entre as 28 personalidades que estão na edição deste ano, ao lado da atriz e modelo Megan Fox, da cantora alemã Kim Petras e da atriz e influenciadora Brooks Nader, está a empresária e apresentadora de TV, Martha Stewart, 81 anos. Na divulgação das capas ela afirmou que adora novos desafios, sejam de beleza, intelectuais, até mesmo filantrópicos e brincou: “Deveria ter sido 30 anos atrás. Isso teria sido ótimo. Não foi uma meta que estabeleci para mim, mas uma vez perguntado, pensei comigo mesmo, vamos lá”. E disse que não pensa na idade, mas o fato de estar na capa da revista é algo que gostou. “Quando soube que estaria na capa da Sports Illustrated Swimsuit, pensei: ‘oh, isso é muito bom, eu serei a pessoa mais velha que já apareceu em uma capa da Sports Illustrated’. Não penso muito na idade, mas achei que isso é meio histórico”.
“Abrasileirar” preços é festa
Esta semana, Lula festejou com um vídeo a queda dos preços da gasolina, do diesel e do gás de cozinha. E lembrou que, em campanha, prometera “abrasileirar” os preços da Petrobras e está cumprindo. A vitória política é mais do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (em alta) do que do presidente da estatal Jean Paul Prates, que queria ganhar mais tempo. Para analistas, a estatal não fez uma jogada radical, nem deixou claro como vai formar os preços, mas entregou o que o governo queria: uma oportunidade política num mau momento para a economia. A fim da paridade internacional nos preços da Petrobras foi uma peça de propaganda bem feita para animar a opinião pública e dar fôlego para Lula sair das cordas e enfrentar o Congresso para valer.

Filha de peixe
Aos 24 anos a design e artista plástica Francisca Capeto, ou melhor, Chica Capeto contou que tem muita influência em seus trabalhos de sua mãe, a aplaudidíssima estilista Isabela Capeto, que em 2014, entrou para a lista do FFW dos 50 brasileiros mais estilosos da moda. Tempos atrás assinou as estampas de algumas marcas como A.Brand, Loungerie e Melissa. Em entrevista revela que ela e a mãe dividem praticamente o guarda-roupa, mas que a mãe usa mais saia e vestidos, enquanto ela prefere calças e bermudas “Ela tem esse lado mais feminino, que eu não tenho tanto” e confessa que se pudesse roubar uma peça do guarda-roupa de sua mãe só para ela seria uma bota preta Vivienne Westwood. E abre o coração: “Uma lição que aprendi com ela é: não dizer ‘nunca usaria isso’. Minha mãe sempre foi essa pessoa que usava de tudo. O que não está na moda agora, vai voltar. Ela é bem aberta com o que ela usa, com o que tem”.
“Muito seco”
Há poucos dias, o ministro Rui Costa (Casa Civil) se defendia das muitas críticas que recebeu e entre elas, salientava que não tinha contado com parlamentares, função que atribuía ao ministro Alexandre Padilha (Relações Institucionais). Esta semana, resolveu ampliar espaço em sua agenda para receber deputados e senadores para dialogar e tentar conquistar votos para o governo no Congresso. Esta semana, teve a primeira reunião, ao lado de Padilha, com parlamentares e dirigentes do MDB. As conversas seriam coordenadas por Padilha, mas a presença de Costa seria um gesto de que ele está aberto ao diálogo. O resultado não foi muito bom: quem foi, achou Costa “muito seco”, empurrando promessas para o ministro de Relações Institucionais (e ele não cumpre nada).

Lados opostos
Lula e Alberto Fernández, presidente da Argentina, estarão em lados opostos no episódio de cobrança de pedágio na Hidrovia Paraguai-Paraná. O Brasil fechou questão e vai se aliar a Bolívia, Paraguai e Uruguai contra a cobrança de pedágio imposta por autoridades argentinas, no trecho entre Porto de Santa Fé e a confluência do Rio Paraguai. A posição brasileira será levada à Comissão Intergovernamentalista da Hidrovia, que reúne os cinco países. Do lado brasileiro, há pressões do agronegócio e do setor de mineração (leia-se, a Vale) para que o governo Lula interceda pela derrubada do pedágio.
ESQUECEU
Segundo a Transparência Brasil, Jair Bolsonaro impôs mais de 1.100 sigilos de 100 anos ao longo de seu governo (2019-2022), o que representa cerca de 80% do total de medidas desse tipo impostos desde 2015. Em seu último vídeo, Lula criticou as “centenas de sigilos” impostos pelo ex-presidente, mas acabou esquecendo em sua fala, sigilos impostos por seu governo, como a lista de visitantes do Alvorada e das imagens das câmeras do Planalto no atos de depredação do Planalto no 8 de janeiro. O material só foi divulgado, posteriormente, por determinação do STF.
TORMENTO
O governo Lula conseguiu sufocar a CPMI do Golpe com a colaboração de Rodrigo Pacheco (PSD-MG), presidente do Senado, mas marcou bobeira na CPI do MST instalada na Câmara. A relatoria será do ex-ministro Ricardo Salles e as investigações começam por estados vítimas de quase 50 invasões. E Salles já está avisando que a CPI começa investigando essas invasões consideradas por ele criminosas, alinhada com as secretarias de Segurança. Bolsonaristas planejam indiciar Lula em crime de responsabilidade.
Premonitória
No caso do deputado eleito (344 mil votos) e ex-procurador da Lava Jato, Deltan Dallagnol, que perdeu o mandato por unanimidade num julgamento que durou um minuto, o relator do TSE, ministro Benedito Gonçalves, usou uma interpretação premonitória para cassar sua candidatura porque é proibido que um integrante do Ministério Público peça demissão do cargo para evitar uma condenação. Contudo, não havia nenhum processo administrativo disciplinar contra ele no Conselho Nacional do Ministério Público, quando se exonerou. O ministro Gonçalves alegou que poderia vir a existir. Ele é um grande amigo do presidente Lula e até andou cotado para a vaga do STF.
AMEAÇA
Após a cassação do seu mandato de deputado federal, a apreensão de Deltan Dallagnol se concentra na reunião do Conselho Superior do MPF marcada para 6 de junho. Nessa data, o PGR Augusto Aras deverá apresentar seu voto em um processo contra o ex-parlamentar. Em jogo, a possível criminalizações do ex-chefe da força tarefa da Lava Jato em Curitiba. Ou seja: a transferência do processo do MPF para o Superior Tribunal de Justiça. Aras planeja se credenciar junto a Lula e garantir sua recondução ao cargo de procurador-geral.
Apoio
É grande a reação nos circuitos políticos contra a cassação do ex-procurador Deltan Dallagnol, começando pelo senador e ex-vice-presidente Hamilton Mourão (Republicanos-RS) e esticando pela ex-procuradora e deputada Bia Kicis (PL-DF) confirmando que não existia processo administrativo contra ele na época de sua candidatura. Já o deputado Gustavo Gayer (PL-GO) disse que “soltaram os criminosos das prisões” e agora “estão prendendo os guardas”. E o também deputado Kim Kataguiri (DEM-SP) não deixou por menos: “É perseguição política. É o poste mijando no cachorro”.
Plano Nacional 1
A ministra do Planejamento, Simone Tebet, tem projetos mais ambiciosos do que ficar apenas tocando o cotidiano da Pasta. Está tentando convencer Lula a lançar uma espécie de Plano Nacional de Desenvolvimento, que lhe permitiria reunir sob sua regência projetos hoje dispersos em outros ministérios e órgãos da administração federal. Ou seja: ao centralizar a gestão de grande mistura de programas e propostas, Tebet passaria a deter o poder de criar o mapa sobre o futuro da Nação. Hoje, o governo não tem plano, não tem projeto, não tem horizonte mais bem definido para coisa alguma.
PLANO NACIONAL 2
A proposta de Simone Tebet lembra o “Projeto Manhattan” do crescimento econômico, alusão ao programa de pesquisa e desenvolvimento que produziu os primeiros artefatos nucleares na Segunda Guerra Mundial. A iniciativa é pretensiosa: ela deixaria nas mãos de Lula o que poderia ser o mais próximo de um roteiro estadista. É compreensível que ela queira um upgrade na sua Pasta. Afinal, hoje Tebet é ministra do Planejamento sem o planejamento. Mais: o investidor teria um guia sobre expectativas com o futuro de longo prazo.
MISTURA FINA
LULA tem sido aconselhado a admitir sua candidatura à reeleição, mesmo que não seja seu desejo, só para aplicar um “freio na arrumação” nos ministros que vivem se e engalfinhando para sucedê-lo como se a disputa fosse esse ano. Nesse bloco, formam Fernando Haddad (Fazenda), Alexandre Padilha (Relações Institucionais), Rui Costa (Casa Civil) e até Gleisi Hoffmann, presidente nacional do PT. A guerra interna tem a ver com a idade avançada do presidente e temor que o partido se fragmente ou quebre sem sua liderança.
O SECRETÁRIO de Reformas Econômicas do Ministério da Fazenda, Marcos Barbosa Pinto, jura que o governo tem estudado medidas para reduzir as taxas de juros (411% ao ano, 14,5% ao mês). Descarta, contudo, tabelamento. O programa Desenrola, mais que prometido, nem engatinha: problema maior é arrumar a ferramenta digital pela qual a renegociação de dívidas será aplicada. O programa deverá juntar devedores, credores (querem dar pouco desconto) e bancos (não gostam da ideia de reduzir dívidas). Ou seja: tem tudo para não sair.
ALÉM do STF e da Justiça Eleitoral, Jair Bolsonaro é alvo também do TCU. As generosidade eleitorais distribuídas pelo ex-presidente em 2022 e a Petrobras também estão na mira do Tribunal de Contas da União. A Corte investiga programa de doação de gás de cozinha e de cestas básicas prometido pela estatal durante o ano passado. Ao todo, a companhia gastou mais de R$ 300 milhões. Os ministros do TCU enxergam dupla irregularidade: doação em época de eleição e atividade alheia às atribuições da Petrobras para apoio a famílias em situação de vulnerabilidade social.
DEPOIS de um prejuízo de R$ 10,7 bilhões em 2022, as operadoras de planos de saúde querem reajustar o preço dos convênios médicos, mesmo que o aumento signifique perda de clientes. A expectativa do mercado é que o reajuste fique na casa dos 10%. Contudo, nos planos voltados a pequenas e médias empresas, os aumentos já estão variando de 16% a 25%. Em alguns casos, os índices chegam a ser 10 pontos percentuais acima do reajuste de 2022, segundo analistas do segmento.
NA esteira da passagem de Lula por Pequim, a China Huaneng Group está alinhavando um plano para investir em geração de energia renovável no Brasil. As tratativas passam pelo Ministério de Minas e Energia e incluem projetos de usinas solares e eólicas. As primeiras conversas envolvem cifras da ordem de US$ 3 bilhões. Com ativos de cerca de US$ 250 bilhões, a China Huaneng Group é uma das cinco maiores estatais chinesas do segmento de geração de energia. Segue o caminho da Energy China, que já anunciou intenção de investir mais de US$ 10 bilhões na produção de energia verde e em transmissão no Brasil.

