que coma de garfo e faca, que é o Tarcísio. Mas a Faria Lima não tem voto, quem tem voto é o Bolsonaro. Na prática, quem Bolsonaro indicar, será o candidato", de Guilherme Boulos, Secretário-Geral da Presidência
O presidente Emmanuel Macron, da França, já avisou que não quer entrar nesse anunciado Conselho da Paz para a Faixa de Gaza criado por Trump, que será seu líder absoluto, com controle do americano. O presidente Lula também quer ficar de fora: está ensaiando como comunicar sua negativa ao presidente dos Estados Unidos.
MAIS: aliados já informaram que o Conselho não tem legitimidade internacional, não há regras de funcionamento, não há processo transparente de tomada de decisões, tudo será definido por Trump. Lula precisará ter muita cautela para escapar dessa armadilha política. Também já sabem que o Conselho é mais um ato de hostilidade à ONU.
Adriana em dose dupla
A supermodelo Adriana Lima, que um dia (tempos atrás) cogitou em deixar a carreira de modelo (ainda bem que não aconteceu) está em duas capas de revistas: na Vogue e na Harper’s Bazaar Espanha. Entre muitas confissões nas entrevistas contou que tem muito alegria e honra em ter sido uma Angel (apelido dado as modelos de destaque em trabalhos e desfiles da grife Victoria’s Secret). “A Victoria's Secret fez parte da minha vida e da minha carreira, eu cresci com aquela equipe! As lembranças são inúmeras e sempre ficarão comigo. Tivemos tantos momentos incríveis juntas, e eu aprendi muito sobre a indústria naqueles primeiros tempos. Sou muito grata por essa fase da minha trajetória”. Aliás falando em trabalho ela disse que vê o trabalho como uma forma de dar vida à arte e que nunca passou por uma situação desconfortável. “Acredito firmemente que, se você tratar as pessoas com gentileza e respeito, isso lhe será retribuído. E suponho que, sendo assim, o que recebi na vida foi algo semelhante. Suponho que seja por isso que tive tanta sorte, porque nunca precisei enfrentar nenhuma situação desconfortável na minha carreira. Acho que sou abençoada”. Mais: apesar de ser super requisitada para diversos trabalhos, Adriana revelou que deu uma freada no ritmo profissional para passar um pouco mais de tempo com a família. “Passar tempo com minha família e, ao mesmo tempo, trabalhar em projetos empolgantes que realmente me realizam é o que dá sentido à minha vida. Encontrar essa harmonia entre trabalho e vida pessoal me traz muita alegria. A maternidade tem sido a jornada mais linda. Ser uma mãe presente e passar tempo com meus filhos é a minha coisa favorita no mundo. Isso me ensinou, acima de tudo, a ter paciência e a relaxar um pouco! Sempre fui uma pessoa muito organizada, e meus filhos me ensinaram a me soltar às vezes e a abraçar o caos”.
Correndo atrás da Linha 17 do Metrô
Talvez Tarcísio de Freitas queira ‘apenas’ mais uma obra para exibir em sua campanha à reeleição. Ele sabe que não estará na cadeira de governador em abril, prazo limite para sua eventual desincompatibilização. O fato é que tem feito forte pressão sobre a Agis Construção, responsável pelo projeto, para que a inauguração da Linha 17-Ouro do Metrô seja realizada até o fim de março. Vai ter de ser tudo à toque de caixa. O cronograma está atrasado. A empresa não conseguiu entregar as oito estações e o pátio de manobra até dezembro conforme o contrato. A obra é uma das meninas dos olhos de Tarcísio, mais pelo simbolismo político. É um monotrilho elevado de cerca de 6,7 km que vai ligar o Aeroporto de Congonhas as linhas 5-Lilás do Metrô e 9-Esmeralda da CPTM, atendendo uma demanda estimada em até 100 mil passageiros por dia.
Correndo atrás 2
Ainda a Linha 17- Ouro: ao cortar a fita de inauguração, Tarcísio concluirá um projeto que, para idas e vindas, já leva mais de uma década de atraso. O cronograma original previa a entrega da Linha 17 para a Copa do Mundo no Brasil, em 2014. Ou seja: em maior ou menor medida, a entrada em operação será um troféu, seja para um candidato à reeleição ao governo de São Paulo, seja para um postulante à Presidência da República.
Dando a volta por cima
A grife americana de moda Guess escolheu a influenciadora digital e empresária Chiara Ferragni para ser a protagonista de sua campanha de Primavera/Verão de 2026, com fotos tiradas pelos Irmãos Morelli. Esta iniciativa posiciona Ferragni como um símbolo de inovação, autoafirmação e influência nas plataformas digitais, criando uma ligação entre a herança da grife e a cultura contemporânea. A campanha alterna entre imagens em preto e branco e coloridas, revelando a rica história da marca enquanto apresenta uma perspectiva moderna e socialmente engajada, onde as fotografias ressaltam a versatilidade e refletem a dualidade da coleção e da mulher que representa a grife nos dias de hoje. É a primeira campanha, poucos dias após Chiara ser absolvida em um caso de fraude ligado a campanhas beneficentes, que expressou sua imensa alegria em retornar, quase 13 anos após a sua primeira campanha. "Este trabalho significou muito mais do que apenas uma campanha convencional para mim; surgiu em um momento em que eu ansiava por um novo começo, uma chance de compartilhar a minha história como sou atualmente, uma pessoa mais consciente e tranquila. Trabalhar com uma marca emblemática como a Guess, que possui uma história relevante na moda, me fez sentir acolhida e à vontade para expressar todas as minhas diferentes facetas”.

Ainda Tarcísio
O governador de São Paulo Tarcísio de Freitas deveria ter visitado ontem o ex-presidente Jair Bolsonaro na Papudinha: em cima da hora, alegou transferência de data (ainda não marcada) devido a agenda cheia no governo. Havia avisado que sua intenção "era rever o grande amigo “e que não pretendia falar de política com o Capitão, ainda em fase delicada de saúde. Dois dias antes, deu entrevista e disse que "seu candidato ao Planalto era mesmo Flávio Bolsonaro". Muita gente ainda não levou a sério e Tarcísio gostaria de ouvir isso do próprio ex-presidente. Recebeu, contudo, recado para não cansar Bolsonaro com nenhuma pressão nessa área e preferiu adiar a visita.
Três ministros contra
O presidente do STF, ministro Edson Fachin, enfrenta um dilema: se decidir colocar em votação a proposta de um código de ética para o Supremo, pode conquistar a maioria no plenário, mas a aprovação pode ser interpretada como uma censura a Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, tido como descompromissados com a ética. Além disso, a ação de Fachin pode inspirar o caminho para a CPI do Banco Master, articulada pela oposição ao governo Lula. Além de Toffoli e Alexandre, também Gilmar Mendes é contra a proposta e ter o trio jogando abertamente contra ele pode ser um mau negócio. No geral, hoje o clima no Supremo é recheado de tensões, mesmo entre os indecisos se aprovam ou não.
Pérola
"O time da Faria Lima adora um bolsonarismo envernizado. Tudo o que eles querem é um Bolsonaro que coma de garfo e faca, que é o Tarcísio. Mas a Faria Lima não tem voto, quem tem voto é o Bolsonaro. Na prática, quem Bolsonaro indicar, será o candidato",
de Guilherme Boulos, Secretário-Geral da Presidência.
Gleisi, senadora
Está decidido: a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, será mesmo candidata ao Senado pelo PT do Paraná. Lula precisa fortalecer a base eleitoral do estado que, nas eleições de 2022, foi mais do que favorável ao então candidato Jair Bolsonaro. Nesse acordo entre Gleisi e Lula, teve direito a foto dos dois, ao lado de Edinho Silva, presidente do PT e Enio Verri, diretor-geral de Itaipu, que seria o candidato do partido ao Senado. Gleisi deve participar da chapa do pré-candidato ao governo do Paraná, Requião Filho (PDT).
Quase
O governador Ratinho Jr. está quase animado para concorrer ao Planalto pelo PSD embora o governador Eduardo Leite também gostaria de estar no páreo. Agora, Ratinho Jr contratou duas pesquisas para definir se vai mesmo ou não disputar a Presidência da República. A elite paranaense já embarcou totalmente na candidatura e o dinheiro não será problema (caso contrário, sai para o Senado). E quem se animou a voltar a olhar pesquisas para avaliar se disputa eleições é Wilson Witzel, ex-governador do Rio, que foi cassado de maneira rápida. Pelas intenções de voto levantadas lá as chances de Witzel (uma surpresa no passado são poucas.
Entrando em campo
Depois de muita insistência (ele precisa reforçar seu palanque em território mineiro), Lula conseguiu que o ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, aceitasse sair candidato ao governo de Minas Gerais. Só que teria de trocar de partido: já está conversando com o União Brasil. Se não der certo, Lula - também se vencer, claro - gostaria de tê-lo em seu próximo ministério. Prefeita de Contagem, a petista Marília Campos será candidata ao Senado na chapa de Pacheco. O mineiro escolhe o vice e outro nome ao Senado.
Uns e outros
Preocupa o PT o cenário do Ceará, que anda adverso com o governador Elmano de Freitas. Mesmo com a máquina na mão, o petista não consegue sair do empate com Ciro Gomes (PSDB) nas pesquisas. Por outro lado, com tudo para assumir a Casa Civil quando Rui Costa sair para disputar o Senado, Miriam Belchior, relíquia do PT (está lá desde 1981), está mais que pronta. Em 1986, casou-se com Celso Daniel, ex-prefeito de Santo André, assassinado em 2002. E mais: nem de longe está pacificada a relação PT-PSD. Famintos por poder, petistas querem chapa puro sangue ao Senado, com Jaques Wagner e Rui Costa. Só que o Ângelo Coronel quer renovar o mandato.
Palestra
Jurista e professor Ives Gandra da Silva Martins ministra palestra na solenidade de posse dos Juízes do Tribunal de Impostos e Taxas (TIT) - Biênio 2026/2027 na próxima segunda-feira (26), às 11h30. O evento será realizado no Grande Auditório da Secretaria da Fazenda e Planejamento, na Avenida Rangel Pestana, 300, no bairro da Sé, em São Paulo. Reconhecido como uma das maiores autoridades do país em Direito Tributário e Constitucional, Ives Gandra da Silva Martins levará sua experiência acadêmica e jurídica para o ato solene.
Dupla homenageada
Com sua 28ª edição marcada para abril de 2026, o Festival de cinema Brasileiro de Paris definiu o casal Lázaro Ramos e Taís Araújo como os dois homenageados do evento, tanto por suas trajetórias individuais como pela relevância de sua atuação conjunta no audiovisual. Tais, 30 anos de carreira, soma 30 produções na televisão e dez filmes no cinema; Lázaro, 27 anos de profissão, 30 produções na TV e 40 longas-metragens, O festival vai exibir uma seleção especial de filmes dos dois.
Mistura Fina
O PT espera a escolha de Tarcísio: se ele preferir tentar renovar o mandato, o partido pode ficar sem candidato próprio ao governo paulista ou apoiar um nome do PSB (Márcio França). Geraldo Alckmin não se animou. Simone Tebet, ainda no MDB, namora o PSB e pode concorrer ao Senado com a camisa socialista. O MDB apoiaria Tarcísio. Detalhe: Lula ainda pode insistir com Fernando Haddad para o governo de São Paulo (desde que Tarcísio dispute o Planalto).
Não bastasse ignorar a paridade de gênero na hora de escolher ministros de Estado ou indicações para tribunais superiores, Lula também coloca no fim as prioridades das agendas privadas com as mulheres que ocupam alguma pasta na Esplanada dos Ministérios. Dos 10 ministros com menor número de agenda com o petista, sete são mulheres, todas com no máximo duas reuniões com o chefe.
Marcia Lopes (Mulheres), Margaret Menezes (Cultura) e Cida Gonçalves (ex-Mulheres), tiveram apenas um despacho com Lula em 2025. As três ministras empatam em reunião com Paulo Pimenta (ex-Secom), só que ele ficou só uma semana de 2025 no cargo até ser afastado. Sonia Guajajara (Povos Indígenas), Anielle Branco (Igualdade Racial), Luciana Santos (Ciência) e Macaé Evaristo (Direitos Humanos) têm dois. O mais recebido por Lula no período foi Rui Costa (Casa Civil).
Economista e diretor-executivo da Instituição Fiscal Independente, ligada ao Senado, Marcus Pestana não vê chances, para grandes mudanças no campo fiscal e econômico do ano. E é claro quanto ao motivo: ano eleitoral. O mineiro avalia que, em 2027 ainda, a necessidade do ajuste do setor público vai se impor, seja qual for o governo ou quem seja o presidente.
Pestana cobra investimentos em educação para o país e lembra que a Coreia do Sul tinha índices piores que os do Brasil. Ex-membro do Conselho de Administração dos Correios, Pestana Não vê muitas chances da estatal escapar da crise financeira instalada. "Os Correios viraram uma empresa de logística como outra qualquer de encomendas, só que isso não justifica a existência de uma estatal", diz.
In – Caipirinha de açaí
Out – Caipirinha de banana