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Planejamento sucessório

É certo que o novo governo nascerá com uma pressão enorme para aumentar a arrecadação e cumprir com as promessas de campanha, como já indica a PEC da Transição, que extrapola o teto de gastos.

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Cada vez mais nos deparamos com questões que nos fazem repensar a ideia do planejamento sucessório em vida, abandonando a velha noção de só pensar no assunto com o avançar da idade (ou sequer isto). Refletir sobre o assunto com uma perspectiva estratégica não é apenas uma boa prática, mas uma necessidade atual.

Nos últimos anos, a pandemia da Covid-19 colocou o tema “morte” em pauta para muitas famílias. Mais recentemente, o resultado da eleição presidencial reacendeu a necessidade de, com urgência, organizar a sucessão e proteger o patrimônio construído a duras custas.

Durante a campanha, circulou na internet trecho da conversa entre o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva e o filósofo Leonardo Boff, gravada em 2020.

É verdade que em nenhum momento o petista defende o fim do direito à herança, que, inclusive, é cláusula pétrea da Constituição Federal, citado no artigo 5º, inciso XXX, na seção de Direitos e Garantias Fundamentais.

No entanto, é inegável que ele efetivamente critica o acúmulo de patrimônio ao mencionar: ‘O cara vai guardar US$ 130 bilhões. Para fazer o que quando ele morrer? Deixar para um bando de parasitas que são muitos herdeiros que nunca trabalharam, que vão ficar com o resto do dinheiro?’. 

Até o fechamento deste texto, o presidente que deverá assumir em 1º de janeiro de 2023 não apresentou seu plano de governo. Porém, seu time de transição já está formado e há fortes indícios de que o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) será o Ministro da Fazenda do próximo governo.

Na semana passada, Haddad foi escalado pelo presidente Lula para representá-lo em um almoço com banqueiros, promovido pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

Naquela oportunidade, o ex-prefeito disse que a reforma tributária é prioridade, mas que “na sequência pretende encaminhar uma proposta sobre a reformulação dos impostos sobre renda e patrimônio”.

É certo que o novo governo nascerá com uma pressão enorme para aumentar a arrecadação e cumprir com as promessas de campanha, como já indica a PEC da Transição, que extrapola o teto de gastos. Não há saídas fáceis, mas o próximo governo as buscará avidamente.

A Constituição Federal, em seu artigo 150, inciso III, alínea b e c, exige que a lei tributária não gere seus efeitos de maneira imediata (salvo raras exceções), conhecido no meio jurídico por princípio da anterioridade.

Por motivos óbvios, a lei tributária não pode surpreender o contribuinte, garantindo-lhe um certo tempo para se preparar para um eventual aumento da tributação.

O princípio da não surpresa é direito de todos os contribuintes. Dito isto, é chegado o momento em que é imprescindível assumir o protagonismo, enfrentar este assunto delicado e buscar um bom planejamento sucessório. Depois pode ser tarde demais.

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CLAÚDIO HUMBERTO

"Mais um episódio da farra dos intocáveis!"

Marcel van Hattem (Novo-RS) sobre degustação de whisky entre Vorcaro e Moraes

11/03/2026 07h00

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

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STF não vê saída para sua crise de credibilidade

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, tem discutido reservadamente com os ministros saídas institucionais para a maior crise de credibilidade da história da Corte, mas suas opções são limitadas por questões regimentais, políticas e jurídicas. A mais temida por envolvidos seria incentivar o afastamento voluntário de Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, por exemplo, mas a medida, “dura e necessária”, dizem juristas com atuação no tribunal, não faz o estilo do cauteloso Fachin. Tanto assim que ele só pensa no STF do futuro, com seu Código de Conduta.

PGR catatônico

Outra opção seria encaminhar as suspeições à Procuradoria Geral da República, mas seu titular Paulo Gonet também é alvo de críticas.

‘Sob ataque’?

Ministros defendem que o STF estaria “sob ataque” e que a Fachin não resta alternativa senão defender a instituição e blindar os envolvidos.

Uísque em Londres

Como nada está tão ruim que não possa piorar, revela-se que Daniel Vorcaro bancou gastos extravagantes de ministros em Londres.

Saída é logo ali

Há ministros convencidos de que, sem o STF tomar providências, ao Senado não restará alternativa senão abrir processos de impeachment.

MDB mineiro foi crucial para melar chapa com Lula

A falta de um palanque expressivo em Minas Gerais, com histórico de ser o Estado decisivo nas eleições, praticamente sepultou os planos de Lula de arrastar o MDB para uma chapa presidencial, enxotando Geraldo Alckmin (PSB) da cadeira de vice. Logo no início do mês, 20 diretórios regionais assinaram manifesto pedindo a independência do partido nas eleições deste ano. Boa parte dos signatários já era esperada, a surpresa foi a assinatura de Newton Cardoso, presidente do MDB-MG.

Sai de mim

Cardoso era tido como “mais manso” e que não seria a pedra no sapato para a aliança. Mas o mineiro deu um chega pra lá no PT.

Se meteu

Pegou mal a tentativa de interferência de Lula no MDB. O petista queria lançar Rodrigo Pacheco (PSD) ao governo pelo partido.

Tem gente

O MDB tem ao menos dois nomes que querem disputar o governo. Nenhum é ligado a Pacheco. O movimento foi visto como atropelo.

Xadrez eleitoral

Descartado na vaga de vice de Lula, o MDB procura refúgio com o PSD. Entretanto, o partido não é aliado de Ronaldo Caiado no Goiás, nem do governo gaúcho de Eduardo Leite. Só apoia Ratinho Jr, no Paraná.

Para ricaços

Pode ultrapassar os US$100 mil o exclusivíssimo whisky Macallan, a depender da edição, rótulo incluso na degustação do enrolado banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, em Londres.

Nome de quem

Para cessar dúvidas se Vorcaro tinha ou não o número de Moraes, o vice-presidente da CPMI do INSS, deputado Duarte Jr (PSB-MA) foi logo na operadora. Pediu o nome do titular da linha que aparece na agenda.

Guerra ao terror

Causou estranhamento o empenho de Lula para livrar do selo de terroristas duas perigosas facções criminosas, “a quem o PT e Lula realmente servem?”, questiona o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Prêmio

“O sistema entregando um prêmio pela missão cumprida”, conclui o senador Magno Malta (PL-ES) sobre a nomeação de Fábio Shor, delegado da PF que atuou em inquéritos contra Jair Bolsonaro, agora alçado ao posto de assessor de Alexandre de Moraes no Supremo.

Tá explicado

Deltan Dallagnol ironizou punição por chamar o STF de “Casa da mãe Joana”, em 2022. O ex-deputado diz que estava enganado e que, na verdade, a suprema corte é “a casa do Daniel Vorcaro”.

Tá feia a coisa

Embaixadores do Golfo Pérsico no Brasil procuraram a Comissão de Relações Exteriores do Senado e pediram atenção sobre a situação de brasileiros. A CRE vai chamar o chanceler Mauro Vieira para explicar.

Deu em nada

Foi arquivada a investigação contra Elon Musk por supostamente usar rede social para atentar contra o Poder Judiciário. A Procuradoria-Geral da República diz não haver prova, pediu o arquivamento e foi acatado.

Pensando bem...

...começou a temporada dos partidos de dois gumes.

PODER SEM PUDOR

Cláudio Humberto

Ooops, errei

Em junho de 1991, deputado tucano, José Serra visitava Washington e foi almoçar na casa do embaixador Marcílio Marques Moreira. Desceu do táxi, bateu à porta e entrou. A empregada, cucaracha, avisou que o embaixador ainda não havia chegado. À vontade, Serra disparou telefonemas por conta da embaixada e, após folhear livros e mexer em papéis, descobriu meia hora depois que entrara na casa vizinha, do embaixador da Bolívia.

Giba Um

"Que moral esse cara tem para julgar alguém? Nenhuma, ele tem que ser afastado imediatamente...

...e tomar um impeachment. Ele quer calar seus opositores. Mas eu não tenho medo dele", de Silas Malafaia, pastor que virou réu, contra Alexandre de Moraes (STF).

11/03/2026 06h00

Giba Um

Giba Um Foto: Reprodução

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Gilberto Kassab havia estabelecido 14 de abril como a data do anúncio da candidatura presidencial do partido. Ratinho Junior, Eduardo Leite e Ronaldo Caiado disputam o posto, mas tudo indica que não vão esperar até lá. Ronaldo Caiado faz discurso e avisa que, quando eleito, brindará Bolsonaro com indulto nas primeiras 24 horas.

MAIS: e Eduardo Leite acaba de distribuir um verdadeiro plano de governo. Eles esperam que Kassab antecipe para os próximos dias e anuncie o candidato. Ratinho Júnior não esconde sua dúvida: segundo pesquisas internas, seria eleito senador com grande votação pelo Paraná.

Supremo em teste

Nas redes sociais, há uma certa expectativa em relação a um bom teste do Supremo, que acontece no próximo dia 13, quando a Segunda Turma julgará se mantém ou não a prisão de Daniel Vorcaro, hoje recolhido a uma cela solitária da Papuda, em Brasília. Apesar da votação ser no plenário virtual, é provável que a Segunda Turma deixe o ex-banqueiro trancafiado. Se preferir a PGR, poderá voltar a deixar crescer seus cabelos, agora quase raspados. Na Segunda Turma estão André Mendonça, Nunes Marques, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Luiz Fux, que não têm aberto a boca. Detalhe: Toffoli está disposto a votar.

Festa com Coldplay

O romance entre Daniel Vorcaro e Martha Graeff poderia ter ganhado uma festa de noivado na Itália, com a banda Coldplay tocando de fundo e até mesmo num castelo que foi cenário para o filme "O Poderoso Chefão". Primeiro, aconteceu em Roma; depois, estava planejada para acontecer na Sicília, num mega-evento com gasto estimado em US$ 41 milhões (R$ 214 milhões em valores atuais). Vorcaro desistiu depois da repercussão que teve a festa dos 15 anos de sua filha em Belo Horizonte, que custou R$ 15 milhões. Só a banda do Coldplay, na festa de noivado, custou cerca de R$ 60 milhões. 

"Peleleca" caiu fora

Daniel Vorcaro e Marta Graeff estavam apaixonados, ele mais do que ela. Trocavam juras na base do "meu amor", "meu amorzinho", "minha vida" e até "Peleleca" que, depois dos primeiros embates em torno da fraude do Master, rompeu o relacionamento. Juntos, eles chegaram a quase comprar uma luxuosa casa em Miami. Aos mais chegados, Martha confessou que não aguentava a pressão. Ela é influenciadora, cofundadora da marca de bem-estar Happy Aging e da ONG Bazaar for Good. Já namorou Aécio Neves no passado e, quando Vorcaro estava sendo preso pela segunda vez, ela vendia marcas esportivas no Instagram.

Carrão

Há algum tempo, Daniel Vorcaro pediu que um motorista buscasse sua então namorada, Martha Graeff, em uma Mercedes avaliada em R$ 2 milhões. Os dois estavam iniciando um relacionamento. Há poucas unidades desse modelo no Brasil. Um dos raros proprietários é o jogador Neymar. Versões mais sofisticadas podem chegar a R$ 4 milhões. Depois, ela até achou que poderia ganhar um modelo parecido. Ficou na vontade: quando precisava, o mesmo motorista é que atendia Martha e no mesmo carro.

Pretendentes

As redes sociais continuam se divertindo com a publicação, repetida várias vezes, de um telefonema de João Doria, ex-governador de São Paulo e dono da organização Lide, a Daniel Vorcaro alertando que "estavam sendo preparadas ações contra a pessoa do banqueiro", que, aliás, já havia sido homenageado pela entidade promocional. Doria propunha que "tomassem um café". Vorcaro não teria se interessado. Outro suposto "pretendente" a mais relações com o dono do Banco Master foi Luciano Huck, que chegou a jantar com Vorcaro. A conversa não foi além da sobremesa.

Giba Um

 Sempre Gisele

Apesar de não desfilar mais, sua despedida pública foi na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos Rio 2016, mas oficialmente foi na São Paulo Fashion Week, onde ela desfilou pela marca brasileira Colcci, apresentando a coleção verão 2016, em abril de 2015, Gisele Bündchen continua sendo uma das mais requisitadas para campanhas publicitárias.  Como diz o velho ditado: “A rainha perde a coroa, mas nunca a majestade”, apesar de já não ser a modelo mais bem paga do mundo (posto que ocupou por 15 anos ininterruptamente), Gisele continua no ranking das modelos mais recompensadas e é considerada uma das modelos mais ricas da história. Voltando aos poucos ao trabalho após o nascimento de seu terceiro filho, que acaba de completar um ano, ela tem tomado uma postura bastante seletiva, equilibrando sua atuação como empreendedora, ativista ambiental e, claro, seu compromisso com a família.  

Nestes últimos meses, podemos ver Gisele nas campanhas do icônico relógio J12 da Chanel, da nova coleção da Democrata calçados e, mais recentemente, da  Marc O'Polo, continuando sua parceria com a marca, ela foi a estrela das campanhas de 2025 e ainda estrela a campanha da Garnier, que a anunciou como sua primeira embaixadora mundial, uma ação que comemora os 120 anos de história da marca. Em entrevista, Gisele revelou que a natureza é o segredo para mantê-la focada e em equilíbrio.

“A  natureza é o meu templo. O mundo em que vivemos hoje é tão acelerado e tudo tenta nos puxar para fora de nós mesmos. É uma distração e a sobrecarga de informações chega muito rápido. Para mim, a natureza é o remédio”. E claro que übermodelo também diz que procura sempre se movimentar para manter a saúde e brinca: "Eu pratico jiu-jtsu, pilates, ioga, e musculação agora que tenho 45 anos. Eu realmente levanto pesoas, algo que nunca imaginei que faira, mas é essencial agora. O corpo é um presente e meu objetivo é ficar mais forte a cada dia para que, aos 90 anos, eu esteja surfando com uma bengala”.

Cuba é a próxima da fila de Trump

Um position paper de Carnegie Endowment for International Peace, um think tank norte-americano que varre com ênfase o cenário latino, revela que a apuração que emerge é que Cuba, depois da Venezuela, esteve a um minuto de deixar de ser um museu castrista e voltar ser uma Angra dos Reis de Miami. O conflito no Oriente Médio empurrou para um segundo momento o destino inexorável da ilha na gestão Trump. Ou seja: o país regrediu na fila do pacote de submissões geopolíticas dos Estados Unidos. Observadores acham que vai acabar se ajoelhando, virar protetorado. A nomenclatura cubana também não baixa a crista para desanuviar a tempestade que virá com Trump. Agora mesmo, um novo belisco: a declaração do presidente cubano, Miguel Diaz-Canel, que classificou a morte do aiatolá Ali Khamenei como "um ato vil e execrável" e que "Khamenei será lembrado sempre como um estadista". A aposta maior é que, ao contrário da Venezuela, cujo modelo foi uma gestão "pseudo compartilhada", Cuba seria anexada.

Próxima da fila 2

Mais: os comandos de uma Cuba não são tão obedientes quanto as raspas e restos que sobraram da soberania venezuelana. Os generais da ilha podem ter bem menos recursos de defesa, mas cairiam atirando. Para dobrar as dobradiças que ainda seguram o regime, os comandos e o sobrenome Castro do Primeiro Secretário do Partido Comunista de Cuba, o "Raul", os norte-americanos usariam técnicas de intimidação por Trump. Os cubanos têm seu orgulho e a maioria não aceitaria posar de ovelhas. É verdade que a população está cansada da pobreza, não quer voltar ao prostíbulo de Fulgêncio Batista, mas não tem firmeza em trocar entre hambúrguer do McDonald's e caldo de cana de açúcar.

Giba Um

 Filha de peixe

Marcella Tranchesi é uma empreendedora cuja carreira se destaca  por sua presença na moda, beleza e estilo de vida. Mais recentemente, aventurou-se no empreendedorismo gastronômico ao criar, em 2024, a Doce Aquarella, uma empresa especializada em bolos feitos de forma artesanal. Seu lado empreendedor não poderia ser diferente: filha de Eliana Tranchesi (falecida em 2012), herdou uma característica marcante da mãe: o foco. Marcella diz que se orgulha de poder inspirar outras mulheres a empreender: “Com o tempo, percebi que aquilo que eu dividia inspirava outras mulheres seja no estilo, na forma de viver ou nas decisões do dia a dia. Esse reconhecimento e essa conexão foram fundamentais para consolidar minha identidade e minha força como mulher no meu trabalho”. E completa que apesar de grande avanço das mulheres no mercado de trabalho ainda é preciso mais: “Acredito que já avançamos muito, mas ainda precisamos fortalecer uma cultura de respeito, reconhecimento e apoio entre mulheres. É importante que cada vez mais mulheres ocupem espaços de liderança, sejam ouvidas e valorizadas por suas ideias e competências. Também acredito muito na importância de abrirmos caminhos umas para as outras, criando redes de apoio que tornem esses espaços cada vez mais naturais e diversos.”

Giba Um

 "Selecionadas a dedo"

No começo de fevereiro, antes de suas ligações telefônicas para Daniel Vorcaro se tornarem públicas, Alexandre de Moraes (STF) trocou o número de seu celular. Mais: Alexandre não frequentava apenas a mansão de Brasília do banqueiro. Conheceu também a casa de R$ 300 milhões que Vorcaro alugava em Trancoso, um imóvel de 40 mil metros quadrados, 12 suítes, cinco bangalôs e, de vez em quando, festas com participação de, por baixo, 80 "convidadas especiais selecionadas a dedo", por assim dizer. A propósito: sempre com mania de grandeza, Vorcaro dizia que tinha um arquivo-cardápio de 300 nomes dessas "convidadas".

Até o osso 1

A deterioração da CSN, Companhia Siderúrgica Nacional, está longe de ser apenas uma consequência da já notória perda de atividade da siderurgia brasileira. Segundo analistas, há método e premeditação por trás desse declínio. No mercado, cresce a percepção de que a CSN de hoje é o resultado de um processo calculado de esvaziamento conduzido por Benjamin Steinbruch, que ao longo do tempo foi tirando valor financeiro da companhia, a ponto de deixá-la quase no osso e empurrar o problema para a conta do governo, estadual e federal.

Até o osso 2

Nos últimos anos, a siderúrgica tornou-se uma plataforma de extração de caixa e alocação de capital em outros ativos do grupo, como mineração, cimentos e logística. De 2021 para cá, o caixa operacional da empresa caiu de R$ 14 bilhões para cerca de R$ 8 bilhões. Ao mesmo tempo, a siderúrgica virou um depositário de passivos. Desde 2021, a dívida líquida da companhia disparou, saindo de R$ 16 bilhões para R$ 38 bilhões. Ainda assim, na condição de controlador, Steinbruch não tem do que se queixar: desde 2020, a CSN já distribuiu cerca de R$ 13,8 bilhões em dividendos.

Mistura Fina

A escalada do conflito envolvendo o Irã acendeu um sinal de alerta no governo brasileiro. O Ministério da Agricultura e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio discutem possíveis cenários para garantir o fluxo de exportações de milho, contemplando inclusive a busca de mercados alternativos. O Irã é o maior comprador de milho brasileiro. No ano passado, os embarques para o país asiático somaram 9,1 milhões de toneladas ou 20% de todas as exportações do grão pelo Brasil.
 
Mais: essas vendas superaram US$ 1,9 bilhão. O foco da atenção é a circulação marítima do Estreito de Ormuz. Se o conflito perdurar por muito tempo, com o consequente bloqueio da passagem por longo período, é quase inevitável que os embarques de milho para o Irã sofram um baque significativo. Por isso, autoridades brasileiras passaram a discutir a ampliação das vendas para outros mercados do Oriente Médio e do Norte da África, como Egito, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.
 
E nem poderia ser diferente: o presidente da CPMI do INSS, Carlos Viana (Podemos-MG), vai exigir que a Polícia Federal e o Ministério da Justiça esclareçam se houve "queima de arquivo" na morte de Luis Machado de Moraes Mourão, o "Sicário", suspeito de ser comparsa de Daniel Vorcaro, na organização criminosa responsável pela maior fraude financeira da história do Brasil. Viana acha impossível ele ter se matado usando apenas uma camisa na cela da PF em Belo Horizonte.

A Claro e os acionistas da Desktop - HIG Capital e Denio Alves Lindo (15%) reabriram conversações em torno da venda do controle da provedora de banda larga. As tratativas estavam congeladas desde o fim do ano passado, devido a divergências de preço e da estrutura da operação. Só que desta vez a Claro não está sozinha. A Desktop abriu um processo de market sounding para buscar outros interessados. Um dos candidatos seria a  Vivo. A eventual venda da Desktop é vista como uma das oportunidades de consolidação do segmento de banda larga no Brasil. 
 
Ainda: a empresa é a maior provedora de São Paulo, fora o clube das grandes operadoras de telefonia Claro, Vivo e TIM.  A companhia construiu uma posição dominante em diversas cidades do interior e do litoral de São Paulo e hoje possui 1,9 milhão de assinantes em sua base de clientes. Nos últimos meses, seu valor de mercado saltou 65%, chegando a R$ 1,6 bilhão. 

In - Unhas curtas

Out - Unhas compridas

 

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