Colunistas

Giba Um

"Quando eu viajar para os Estados Unidos, eu sou muito teimoso e muito tinhoso, sabe? Se o Trump...

...conhecesse o que é a sanguinidade de Lampião de um presidente, ele não ficaria provocando a gente", de Lula, num evento do Instituto Butantan, em São Paulo. 

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A parceria bilateral para investimentos na  recuperação de pastagens que vem sendo alinhavada entre Brasil e Arabia Saudita pode virar um acordo maior no agronegócio. Os dois países discutem uma cooperação para a produção de bioinsumos agrícolas. O diálogo envolve fertilizantes biológicos, bio estimulantes, inoculantes e tecnologias de agricultura de baixo carbono.

MAIS: esses projetos dialogam com a própria iniciativa conjunta para a recuperação de pastagens degradadas. Uma das vantagens seria a possibilidade do Brasil reduzir a dependência na importação de fertilizantes sintéticos, hoje fortemente concentrados em poucos polos produtores e vulneráveis a choques geopolíticos. O Brasil entra com escala produtiva e a Arabia Saudita aportaria capital.

Chega perto

Não é só Malu Gaspar que publica matérias muito especiais: agora, Adriana Fernandes, está informando que a operação da Polícia federal contra a Amprev, fundo de previdência dos servidores do Amapá assustou o mundo político pela proximidade com Davi Alcolumbre (União Brasil), presidente do Senado e uma das figuras mais influentes do país. Não é uma conexão qualquer. A ação, que apura irregularidades em investimentos feitos no Brasil no Banco Master, mirou o diretor-presidente da entidade, Jocildo Silva Lemos Ele foi indicado para o cargo por Alcolumbre e também trabalhou como tesoureiro de sua campanha nas eleições de 2022.

Crimes em fundos

Os dados da PF são superlativos, mas não retratam que vem se formando silenciosamente um fenômeno no STF: a apuração envolvendo o Banco Master vem se expandindo a cada dia. Iniciada com indícios no BRB, a apuração mergulhou num esquema de crimes em fundos. Dessas duas frentes de investigação já surgiram outros vinte procedimentos "filhotes". E uma fonte do Supremo garante: "É o novo inquérito do fim do mundo". 

"Não descartou"

O ex-presidente Michel Temer (MDB) avisa que não está em seus planos disputar novamente o Palácio do Planalto, mas não descarta totalmente a possibilidade (algumas cabeças do MDB insistem na ideia). "Por onde eu ando eu percebo que as pessoas querem uma alternativa moderada, estão cansadas da polarização. Ser candidato não faz parte do meu horizonte político, mas vamos esperar o que vai acontecer". 

Epstein-Eike 1

Entre os documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos que mencionam Eike Batista, há um pedido de Jeffrey Epstein, o financista americano condenado por tráfico sexual de menores. "Sei que Eike Batista abordou Hutchinson para uma joint venture em um novo porto do Brasil, ele está com problemas de caixa... algum interesse?", escreveu Epstein em 2012. Ele perguntava ao sultão Ahmed bin Sulayem e o sultão não demonstrou interesse. O documento faz parte do acervo do Departamento de Justiça dos EUA.

Epstein-Eike 2

O sultão bin Sulayem, dos Emirados Árabes, é atual CEO da DP World, conglomerado de logística e portos, figura recorrente e carimbada no caso Epstein. Hutchinson é um grupo multinacional de gerenciamento de portos para contêineres, com atuação principalmente na China e Hong Kong. Os documentos apontam 12 encontros entre um emissário de Epstein (o consultor inglês Ian Osborne) e Eike Batista. Aqui, Eike diz que não se lembra dos encontros e nunca lidou diretamente com Epstein.

 Em alta

A cantora, compositora e agora atriz Rosalía está em alta no circuito musical e agora na TV.  Capa da Revista Vogue e da Billboard Brasil  a espanhola contou como está sendo sua experiência como atriz da terceira temporada da série Euphoria, que deverá estrear no dia 12 de abril. “Gosto de me colocar a serviço da emoção, a serviço de uma ideia, a serviço de algo que é muito maior do que eu”. A personagem dela ainda é um mistério. Como atriz ela está sendo super elogiada pelo criador da série Sam Levinson.  “Adoro soltá-la em cena. Deixo que ela brinque com as palavras, as emoções, em inglês e em espanhol. Nunca quero dizer a ela o que fazer, porque seus instintos são fascinantes, carismáticos e engraçados”. Em breve começará sua turnê Lux, do seu quarto álbum lançado no final do ano passado que promete ter muito sucesso.

Sobre o tour Rosalía faz mistério: “Estamos em ensaios agora. Estamos começando a construir o espetáculo.   O que posso dizer que definitivamente haverá experimentação e, espero, rigor e descontração ao mesmo tempo." E acrescentou: "Será muito diferente da turnê Motomami”.  Se  existe alguma dúvida do provável sucesso da turnê de Rosalía, é só  buscar os números do lançamento de seu álbum em 7 de novembro, que conta com a participação de Björk e Carminho e continua a tradição da artista de incorporar e fundir uma variedade de gêneros musicais. Um dos aspectos mais impressionantes foi uma métrica singular. Com o lançamento de Lux, 12 das 15 faixas da versão digital conseguiram entrar no Top 50 diário global do Spotify. O alto volume de reproduções de várias músicas demonstrou que os ouvintes estavam desfrutando deste álbum poderoso em sua totalidade, possivelmente do começo ao fim.

STF: Messias está aprontando a mala

O Advogado-Geral da União, Jorge Messias, já estaria aprontando as malas a caminho do Supremo: Ciro Nogueira, presidente do PP e ex-ministro da Casa Civil de Bolsonaro, aposta que o senador Davi Alcolumbre, que batalhava pela indicação de Rodrigo Pacheco para uma cadeira no STF e não escondia que era contra Messias, já teria suspendido a artilharia para ajudar na aprovação do nome escolhido por Lula. O próprio Ciro também faz questão de anunciar que votará em Jorge Messias para a Alta Corte e, mais do que isso, "vai se expor e fazer campanha para ele" Nogueira conhece Messias há muitos anos. "Ele nasceu em Pernambuco mas viveu muitos anos no Piauí. Eu o conheço há muitos anos, ele é preparadissimo, honesto e tem um coração muito bom". Em dezembro, quando teve uma reunião na Granja do Torto, fora da agenda, com Lula, Ciro já falara muito bem de Jorge Messias ao presidente e até o comparou ao ministro Cristiano Zanin, outro indicado pelo presidente. "Os dois são humildes, não gostam de holofotes".

Motta patrocinou

A conversa (e um acordo) de Ciro com Lula foi coordenada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta. Ciro quer que o presidente, apoie enfaticamente apenas um candidato no Senado, o também senador Marcelo Castro (MDB), o que facilitaria a reeleição de presidente do PP. Hugo Motta também estava presente na conversa e o objetivo era costurar uma reaproximação entre Ciro e Lula (já estavam do mesmo lado há alguns anos). No ano passado, o senador não se entendeu com Eduardo Bolsonaro, teve problemas com Ronaldo Caiado e quando Flávio Bolsonaro lançou sua candidatura ao Planalto, Ciro foi o primeiro a criticar.

Ensaios para o carnaval

Uma das atrizes que declaradamente é apaixonada pelo Carnaval é Deborah Secco. Todo ano demostra sua paixão pelo evento de uma maneira diferente. Este ano está publicando alguns ensaios. Nos útimos dias compartilhou com fãs e seguidores dois deles todos em homenagem ao cinema nacional. O primeiro deles foi em homenagem a Gabriela da célebre obra de Jorge Amado, chamada "Gabriela, Cravo e Canela". Esta história foi levada às telas em três momentos distintos, tanto para o cinema quanto para a televisão, a última versão em teve como protagonista sua amiga, Juliana Paes. O segundo a atriz publicou um ensaio em homenagem a Luz del Fuego, uma notável dançarina, naturista, atriz, autora e defensora dos direitos das mulheres no Brasil, tida como uma das pioneiras do naturismo no país e repetiu um ensaio da revolucionária. Entretanto, ao contrário de del Fuego, a cobra usa pela atriz era artificial. Luz tinha uma jiboia e gostava de integrá-la em suas performances artísticas.

Fundos abutres

Presidente nacional do PSDB, o deputado Aécio Neves reagiu em termos duros ao assédio de Gilberto Kassab, cacique do PSD, aos tucanos. "O Kassab funciona na política como aqueles fundos abutres da economia. Ataca os ativos da empresa para depois comprar na baixa", sentencia Aécio. A reação foi motivada pelo anúncio  da ida de 6 dos 8 deputados estaduais do PSDB de São Paulo ao PSD. O que incomodou foi a maneira como o acerto foi feito, em bloco, durante um café na casa de Kassab. "É preciso que Kassab saiba que o PSDB não está à venda", emenda Aécio.

Doutorado no xadrez

A decisão do ministro Alexandre de Moraes (STF), no começo da semana, trouxe uma combinação de medidas no caso de Silvinei Vasques, ex-diretor geral da Polícia Rodoviária Federal, que atualmente cumpre prisão preventiva na Papudinha, dentro do Complexo da Papuda, em Brasília. Moraes autorizou que Vasques continue seus estudos de doutorado na modalidade de ensino à distância, permitindo que o ex-agente siga com o curso enquanto permanece no xadrez.

Time econômico

Pré-candidato ao Planalto, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) iniciou a montagem do núcleo econômico de sua campanha com nomes que integraram o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Se não conseguiu Paulo Guedes, já estão entre os escolhidos Gustavo Montezano, ex-presidente do BNDES e Adolfo Sachsida, ex-ministro de Minas e Energia. Os dois economistas já participaram de encontros de Flávio com investidores e empresários em São Paulo.

Mistura Fina

Em conversas com representantes do agronegócio, o ministro Carlos Fávaro (Agricultura) tem afirmado que a abertura de novos mercados para produtos brasileiros deve acrescentar mais de US$ 4,5 bilhões às exportações brasileiras em 2026. Será um salto de 50% em relação à cifra obtida nessa rubrica no ano passado, em torno de US$ 3 bilhões. A projeção considera habilitações sanitárias já concluídas ou em fase final, com impacto direto ainda neste ano.

O grosso do incremento esperado vem de carnes bovinas, suína e de frango, além de miúdos, pescados, lácteos e frutas, com destaque para acordos com China, México, Indonésia, Vietnã, Japão e países do Oriente Médio. Técnicos da Pasta estima que só a ampliação de mercados para carnes pode responder por mais de US$ 2,5 bilhões do total projetado.

Favorito para encarar uma "terceira via" na eleição presidencial, o governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD) acaba de entregar uma frota de 243 drones para as forças de segurança do estado. A pauta é considerada estratégica para a candidatura do governador que terá um viés de centro-direita e busca eleitores bolsonaristas. O investimento total das aeronaves é de R$ 12,2 milhões.

A Globo resolveu fazer mudanças na cobertura das eleições presidenciais. As sabatinas com os candidatos, que eram realizadas dentro do Jornal Nacional, passarão a ser um programa independente na grade da emissora, transmitidos depois do noticioso e antes da novela das nove. No primeiro turno, Cesar Tralli e Renata Vasconcellos comandarão as entrevistas. Se houver segundo turno, Renata Lo Prete assume e entrevista os dois candidatos.

Lula chamou de Marisa Letícia sua mulher Janja, durante evento sobre a área de educação em Mauá, na região metropolitana de São Paulo. Marisa Letícia faleceu há 9 anos. Após a gafe, que deixou Janja sem graça, Lula fez a correção explicando que se referia à atual primeira-dama e que ela deveria acompanhá-lo em uma unidade móvel para realizar exames de mamografia. Marisa Letícia morreu em 2007, aos 66 anos, em consequência de um AVC. 

In –  Carnaval: bebidas hidratantes

Out –  Carnaval: bebidas alcóolicas

 

Direito

O efeito dominó das recuperações judiciais: por que a conta chega a todos nós

Confira a coluna desta quinta-feira (8)

08/10/2026 00h03

Leandro Provenzano

Leandro Provenzano Foto: Montagem / Correio do Estado

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A Selic está em 13,75% ao ano. Foi o quinto corte seguido desde março, quando a taxa começou a cair a partir de 15%, e o Banco Central não se comprometeu com novas reduções. A direção é boa, o ritmo, não. Para quem tomou capital de giro, financiou maquinário ou antecipou recebível, um quarto de ponto a cada reunião muda pouco: o dinheiro segue caro, e a conta vence todo mês.

É desse descompasso entre a queda lenta do juro e a pressa do vencimento que nasce um número já rotineiro no noticiário. Segundo a Serasa Experian, o Brasil fechou 2025 com 977 processos de recuperação judicial envolvendo 2.466 empresas, o maior número de empresas em recuperação desde o início da série, em 2012. O primeiro trimestre de 2026 somou mais 194 pedidos. E há o que não vira estatística: a loja que fecha na rua principal, a empresa que devolve as chaves, a linha industrial desativada porque perdeu a disputa para o produto importado.

Em Mato Grosso do Sul, o retrato é mais duro

No agronegócio sul-mato-grossense, foram 38 pedidos de recuperação judicial no primeiro trimestre de 2026, contra 25 no mesmo período de 2025. É alta de 52% em um ano, bem acima dos 21,9% do agro nacional. E um detalhe costuma passar despercebido: 22 desses 38 pedidos vieram de empresas da cadeia, agroindústrias, processadoras, prestadoras de serviço ao campo, e não do produtor dentro da porteira. A crise do agro não fica no agro. Ela sobe pela cadeia, chega à cidade e bate na folha de pagamento de quem nunca plantou um grão.

O problema é mundial; o juro, não

A Allianz Trade projeta alta de 6% nas insolvências empresariais no mundo em 2026, o quinto ano seguido de aumento, com cerca de 2,2 milhões de empregos em risco, sobretudo na construção, no varejo e nos serviços. A diferença brasileira não está em ter o problema, e sim no custo do dinheiro com que se tenta atravessá-lo: a empresa daqui reestrutura dívida pagando juros que a concorrente estrangeira desconhece, o que cria uma disputa profundamente desigual no mercado global.

Quem paga a conta

O consumidor sente primeiro no bolso e depois no atendimento: menos concorrentes significam preço maior, e loja fechada significa garantia difícil de acionar, assistência que sumiu, produto pago e não entregue.

O fornecedor sente antes, e mais fundo. Quem vendeu a prazo para uma empresa que pede recuperação vira credor de um plano que não escreveu, com desconto e prazo que não escolheu. Começa então o efeito dominó: o fornecedor que não recebe atrasa o próprio pagamento, e o problema caminha pela cadeia até derrubar quem estava a três elos de distância do estouro original.

Ganhar o processo não é o mesmo que receber

Aqui entra o alerta que faço como advogado. Vencer a ação contra uma empresa que depois pede recuperação judicial não garante o pagamento. Se o fato que originou a dívida é anterior ao pedido - e o que conta é a data desse fato, não a da sentença, como definiu o STJ no Tema 1.051 -, o crédito entra na recuperação e passa a seguir o plano aprovado pelos credores: desconto, carência e parcelamento longo. Na falência é pior: o consumidor comum fica atrás dos trabalhadores, dos credores com garantia e do Fisco, e com frequência não recebe nada.

Um exemplo clássico é o da empresa de telefonia Oi, que teve a falência decretada em 25 de agosto deste ano, após seu segundo pedido de recuperação judicial. Quem havia vencido um processo judicial contra a empresa, cujo dinheiro já estava na subconta do Tribunal, viu esse dinheiro ser transferido para a massa falida (ou devolvido ao caixa da empresa durante a recuperação). Hoje, o 'crédito' virou prejuízo: com mais de R$ 44 bilhões em dívidas e um patrimônio líquido negativo superior a R$ 22,6 bilhões, a maioria dos credores simplesmente não receberá nada, a depender do seu lugar na fila.

A proteção, portanto, vem antes do processo. Antes de contratar valor alto, comprar parcelado, pagar entrada em obra ou fechar serviço de longo prazo, vale gastar dez minutos pesquisando protestos, negativações, execuções e pedidos de recuperação contra o CNPJ da empresa. Unidades fechando, salários atrasados, troca frequente de comando e fornecedores exigindo pagamento à vista são sinais visíveis de fora. Contratar quem já caminha para a recuperação é comprar um crédito futuro com desconto embutido.

O último a perder é o Estado - ou seja, todos nós

Empresa que encolhe recolhe menos. Cada unidade fechada retira empregos formais, faturamento tributável e contribuição previdenciária da conta pública, e boa parte do que deixou de ser pago migra para a dívida ativa, onde a recuperação é notoriamente baixa. O juro alto que ajudou a quebrar a empresa reaparece, meses depois, como arrecadação que não veio.

Nada disso torna a recuperação judicial vilã: é ela que evita que empresas viáveis morram por um problema de estrutura de dívida. O ponto é outro. Quando os pedidos batem recorde ano após ano, deixam de ser um problema do empresário endividado e passam a ser um dado sobre o preço do dinheiro no Brasil, pago, no fim, por quem compra, por quem fornece e por quem recolhe imposto.

A pergunta que fica é: como falar em salvar uma empresa quando o custo para mantê-la de pé acaba quebrando toda a cadeia ao seu redor?


 

CLAÚDIO HUMBERTO

"No SUS não tem nem fita pra teste de diabetes e falta até dipirona"

Ronaldo Caiado (PSD), sobre Lula promete caneta emagrecedora pelo SUS

21/09/2026 07h00

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

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Dobra número de moradores de rua no governo Lula

Se as pessoas em situação de rua no Brasil formassem uma cidade, ela já seria maior do que as capitais Vitória (ES), Palmas (TO) ou Rio Branco (AC). Em junho de 2026, o Cadastro Único registrava 392,4 mil pessoas nessa condição. Em dezembro de 2022, eram 198,7 mil. Em pouco mais de três anos e meio do governo Lula (PT), quase dobrou a legião de miseráveis nas ruas. Desde 2015, quando o CadÚnico apontava 52,4 mil, salto de 597%, enquanto a população brasileira crescia 0,4% ao ano.

Subiu em flecha

Desde janeiro de 2023, o ritmo médio de moradores de rua subiu para 4,6 mil por mês. Entre 2019 e 2022, a média foi de 2 mil ao mês.

Lorota oficial

O governo atribui a alta à “melhoria do cadastramento”, mas se fosse só subnotificação, a curva se estabilizaria depois da correção. Mas cresceu.

Conta de diminuir

Censos municipais acham menos gente nas ruas do que o CadÚnico. No Rio, a prefeitura contou 8.195 em 2024; o cadastro federal, 23 mil.

Só vê quem quer

Em São Paulo, o censo de 2021 falava em 31,9 mil famílias em situação de rua, mas, no CadÚnico, passou dos 104 mil.

Planos: cidadão pesa menos que os bancos, no STF

O Supremo Tribunal Federal, que se apresenta como “paladino da democracia”, em suas decisões tem feito opção preferencial pelos bancos, em detrimento dos cidadãos. No julgamento definitivo da ADPF 165, sobre expurgos inflacionários dos planos econômicos, entre eles o Plano Collor, e garantiu aos bancos o direito de aplicar calote nos grandes depositantes, mas ficou estabelecido, em acordo, que cerca de 200 mil famílias restantes receberiam os valores devidos. Só que não.

Passa-moleque

Entidades que negociaram na AGU levaram “passa-moleque” de Isaac Ferreira, então presidente da Febraban, e até hoje é só enrolação.

Expectativa

O caso é relatado pelo ministro Cristiano Zanin, que deu razão aos bancos. Flávio Dino pediu vista e o caso deve voltar ao Plenário. 

Tudo como antes

O representante da Febraban foi afastado por suas relações com o Master, mas suas manobras protelatórias continuam prevalecendo.

Vem aí

Tem novidade no pix. Contas-salário receberam autorização do Banco Central para ter uma nova funcionalidade, é o “Pix Automático”. A novidade não é para agora, só a partir de julho de 2027.

Olho no relógio

A equipe da campanha de Flávio Bolsonaro adotou espirituoso hábito ao marcar os compromissos do candidato. Agendas com compromissos são marcadas no minuto “22” da hora, que é o número de Flávio nas urnas.

Rombo é cratera

A oposição na Câmara lembra previsão do Fiscal Monitor do Fundo Monetário Internacional: a gigantesca dívida pública (bruta) do governo vai chegar a 100% do PIB brasileiro, em 2027. Em 2030 será 105,5%.

Bandeira mudou

Auxiliares da campanha de Flávio (PL) já trabalham com a informação de que o tema central da campanha 2026, assunto fundamental para a definição do voto, será a corrupção e não a segurança pública.

Vergonha alheia

Foi vergonha nacional a sessão do STF de ontem, com jeitão de briga de rua, segundo o senador Hamilton Mourão (Rep-SC). “Assistimos nossa Suprema Corte lavando a sua roupa suja”, registrou o senador.

Orgia palaciana

Lula agora diz que Vorcaro “corrompeu todo mundo” e descreve suas relações na República como “orgia mais orgia”. Só não contou o detalhe da história: também recebeu o banqueiro no Palácio do Planalto.

Não se bicam

Coordenador da campanha de Lula no Rio, Quaquá não foi convidado para ato com artistas e reclama que a direção nacional não o ouve “para nada”. Diz ainda que Lula “não ganha um voto” com esse tipo de evento.

Água no chope

Geraldo Alckmin prometeu a empresários superávit de ao menos 0,5% em eventual novo governo Lula. Três dias depois, Lula chamou de “babaquice” fazer superávit e ter controle fiscal.

Pensando bem…

...cidadão comum não tem R$131 milhões para contratar banca influente no STF.

Cláudio Humberto

Mal não faz

Todo santo dia, o veterano deputado Mauro Benevides (PMDB-CE) utiliza um recurso próprio de sua vasta experiência: na primeira meia-hora da sessão legislativa da Câmara, ele dá “como lido” discursos sem relevância, celebrando efemérides, elogiando eleitores e veículos de comunicação que aniversariam, com espaço garantido na “Voz do Brasil”. Vendo-o em ação, o novato Zenaldo Coutinho (PSDB-PA) cutucou Sérgio Carneiro (PT-BA): “Ainda não descobri para que serve isso, mas se ele faz é porque é bom...”
**(com Rodrigo Vilela e Tiago Vasconcelos)

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