Colunistas

CLAÚDIO HUMBERTO

"Se a crítica política virar crime, onde o Brasil vai parar?"

"Se a crítica política virar crime, onde o Brasil vai parar?"

Continue lendo...

TCU vê farra em jatinhos, mas não manda ressarcir

O Tribunal de Contas da União (TCU), que deveria ser a última trincheira de defesa do patrimônio público, escolheu mais uma vez “passar pano” para uso abusivo de jatos da Força Aérea Brasileira por autoridades dos Três Poderes. Foram mapeados 7.491 voos entre 2020 e 2024, ao custo de R$285 milhões. Em vez de mandar esses folgados ressarcirem o gasto, o TCU transferiu para o futuro a tarefa de coibir abusos, pedindo ao governo Lula (PT) um “plano” de “novas regras”. Como se o problema fosse apenas regulatório e não de quem dilapidou os cofres públicos.

Dever esquecido

Trocando em miúdos, o TCU flagra o “uber aéreo”, mas não faz o que lhe cabe: responsabilizar quem errou e recuperar o que foi desperdiçado.

Sem satisfações

A taxa média de ocupação dos voos foi de apenas 55% nesse período e 70% sem identificação adequada de passageiros, como manda a lei.

Jatinho ‘particular’

Tratando FAB como extensão de seu conforto privado, autoridades fizeram 111 voos solitários. Ou não queriam a companhia identificada.

TCU, um desperdício

O TCU estima que aos menos R$36 milhões poderiam ter sido poupados somente em sete meses de 2024. Mas não manda ressarcir os valores.

Viagem à Europa é 45ª de Lula no terceiro mandato

O presidente Lula (PT) já realizou 45 viagens internacionais, apenas no terceiro mandato. A mais nova visita à Espanha, Portugal e Alemanha, na qual o petista levou 14 ministros acompanhantes, é a quarta viagem ao exterior apenas em 2026. Em janeiro, Lula foi ao Panamá para o Foro Econômico da América Latina e Caribe; em fevereiro passou uma semana em tour pela Ásia (Índia, Coreia do Sul e outros); no mês seguinte foi à Colômbia para a cúpula da Celac, e agora foi à Europa.

Grande interesse

Até o momento, a Colômbia de Gustavo Petro é o país que o presidente brasileiro mais visitou no terceiro mandato: cinco viagens.

Segundo lugar

Lula já visitou os Estados Unidos, que sedia a ONU, onde o líder do Brasil discursa anualmente, e o Uruguai quatro vezes desde 2023.

Haveria mais

Lula havia combinado visita à Casa Branca de Donald Trump em março, após tensões foi adiada para abril... acabou cancelada.

Papo recorrente

Lula (PT) garantiu que “outra regulação [das redes] vai acontecer no Brasil”. A justificativa, para variar, é “dar soberania” ao país, onde a falta de regulação “permite intromissão de fora, sobretudo em ano eleitoral”.

100% analógico

Ao defender mais leis para a internet e redes sociais, Lula (PT) revelou na Espanha que a Lei Felca é apenas o primeiro passo do seu governo na criação de leis para a internet e admitiu: “Eu não quero nada digital”.

Com calma

Flávio Bolsonaro (PL) não está com a menor pressa para oficializar o nome de um eventual ministro da Fazenda para “acalmar o mercado”. Avalia que não há motivos para expor um quadro a fritura tão cedo.

Para que TCU?

A coluna perguntou ao TCU por que não determinou o ressarcimento despesas pelo uso irregular de jatinhos da FAB por autoridades. O tribunal recorreu a arrogância: “O TCU se manifesta por meio de seus acórdãos”, disse sua assessoria. Na prática, não se manifesta.

Sem trauma

O pré-candidato ao Planalto Romeu Zema (Novo) brincou com Paulo Marçal (União) ao lembrar a cadeirada sofrida pelo ex-candidato a prefeito de São Paulo, em 2024, durante um debate: “Olha a cadeira!”.

Conta própria

Pré-candidatura de Izalci (PL) ao governo do Distrito Federal foi feita “por conta” e não contou com deliberação dentro do partido. Michelle Bolsonaro reforçou que o apoio dela é para a amiga Celina Leão (PP).

Em casa

Mário Frias (PL-SP) agradeceu pelas orações e diz ser “milagre”, após receber alta hospitalar, na sexta (17). O deputado foi internado na terça com forte dores abdominais. Os vasos sanguíneos estavam obstruídos.

Conta alta

Apenas a inflação elevaria o custo da eleição geral no Brasil de R$1,33 bilhão em 2022 para R$1,6 bilhão em 2026, além do custo de novas urnas, trocadas todos os ciclos eleitorais. A conta final será divulgada pelo TSE antes do início das votações, em outubro.

Pensando bem...

...se calúnia provocar inelegibilidade, vai faltar candidato nas eleições.

PODER SEM PUDOR

Defunto não reclama

Moura Cavalcanti era governador de Pernambuco e durante uma folga jogava conversa fora com o secretário de Planejamento, Luiz Otávio, e contou que decidira não atender pedido para nomear um recém-formado em Medicina com fama de ter sido mau estudante.” O secretário teve uma ideia: “Há um jeito de amenizar o problema, se quiser...” e explicou: “O senhor pode nomeá-lo médico legista. Ao menos os pacientes não vão reclamar.”

Giba Um

"Não sou grande fã do Papa Leão. Ele não estava em nenhuma lista para ser Papa e só foi posto lá...

...porque era americano e acharam que seria a melhor forma de lidar com o presidente Donald Trump", de Trump, aparecendo em post, numa montagem (IA) como Jesus e provocando comoção mundial

16/04/2026 06h00

Giba Um

Giba Um Foto: Reprodução

Continue Lendo...

Várias cidades estão tornando mais rígidas as regras de trânsito para carro, moto, bicicleta, patinete e bicicleta elétrica. Em março, no INTO, principal instituição de tratamento em traumatologia e ortopedia, os acidentes de trânsito superaram em número no mesmo período do ano passado.

MAIS: os acidentes de trânsito passaram de 21% dos atendimentos em 2025 para cerca de 33% neste ano. Dos casos registrados no primeiro trimestre, cerca de 73% das vítimas eram homens, dos quais 90% estavam na faixa etária entre 16 e 59 anos.

Giba Um

Resignificando sempre

Com uma carreira que se estende por 34 anos, Carolina Dieckmann se encontra em uma fase de grande vigor e produtividade. Aos 47 anos, a atriz aproveita o reconhecimento pelo seu papel de Leila na nova versão de Vale Tudo, além de estar nas telonas com os filmes Descontrole e Pequenas Criaturas, ambos com o suporte da Globo Filmes. Mais do que simplesmente aumentar sua carga de trabalho, Carolina revela que tem aprendido a transformar experiências, convertendo obstáculos em novas oportunidades. Em uma entrevista, comentou que a saída de casa de seus filhos, Davi (26) e José (18), provocou a sensação de “ninho vazio”. No entanto, em vez de ceder à tristeza, ela decidiu usar esse tempo para se aprofundar ainda mais em sua carreira, fortalecer seu relacionamento com o diretor Tiago Worcman e investir em seu autoconhecimento. A atriz também abordou as críticas que recebe nas redes sociais, especialmente relacionadas ao seu corpo. Para Carolina, o problema não está nas opiniões em si, mas na tendência de julgar os corpos alheios. Ela prefere ver essas situações como oportunidades de diálogo e reflexão, defendendo que todos devem ter a liberdade de ser quem realmente são. Ao longo de sua vida, Dieckmann já transformou desafios difíceis em lições valiosas, desde a perda de pessoas queridas até momentos delicados em sua vida pessoal. Essa habilidade de ressignificar experiências se destaca como uma característica marcante em sua trajetória. Entre suas atividades profissionais, a vida familiar e as reflexões sobre o tempo, Carolina continua curiosa e apaixonada pelo seu trabalho. E, se depender dela, os próximos anos de sua carreira estarão cheios de propósito, dedicação e histórias inspiradoras para contar.

Lula: melhor ficar fora do 1º de Maio

presidente Lula vem sendo aconselhado a ficar fora dos atos convocados pelo PT para o 1º de Maio, em defesa do fim da escala 6 x 1. A avaliação é que há risco de esvaziamento público que supere o eventual ganho político, ainda que esta seja uma das principais bandeiras de sua campanha à reeleição. Os atos sindicais do Dia do Trabalhador vêm acumulando sucessivos fracassos de mobilização nos últimos anos. Em 2024, por exemplo, o evento organizado pelas centrais sindicais de São Paulo reuniu menos de duas mil pessoas — as imagens de Lula discursando para gatos pingados foram constrangedoras. A pauta do fim da escala 6 x 1 é relevante demais para se tornar um tiro no pé: no entorno de Lula, o receio é que, ao participar da manifestação do 1º de Maio, o presidente fique exposto a mais uma demonstração de incapacidade de mobilização da esquerda. É um paradoxo que desafia o PT, forjado numa época em que multidões de operários se acotovelavam nas portas de fábricas: o governo aposta em uma agenda trabalhista de forte apelo popular, mas encontra dificuldade em levá-la às ruas.

PT no ataque

Com Flávio Bolsonaro bem nas pesquisas, o PT gastou, nos últimos dias, R$ 378.000 em impulsionamento de posts no Instagram e no Facebook. Metade desse valor foi para peças de ataque a Flávio, chamado de "traidor da pátria" pela relação com os Estados Unidos. Os vídeos ligam Flávio ao escândalo do Master, ao aumento de combustíveis e sugerem que ele vai acabar com o Pix. Já o PL é apontado como contrário ao fim da escala 6 x 1 e à isenção do IR até R$ 5.000.

Giba Um

Nova função

O Café Filosófico ganha nova temporada na TV Cultura no domingo (19), às 20h (com reprise na madrugada de terça para quarta, à 1h), agora sob o comando da atriz Tainá Müller, que está afastada da TV aberta desde sua participação em O Outro Lado do Paraíso (2018). Com cenário renovado e parceria com o Instituto CPFL, o programa abre a fase inédita com um tema que sempre rende boas discussões: a ostentação. O convidado do episódio de estreia é o antropólogo Michel Alcoforado, autor do best-seller Coisa de Rico. Conhecido como o “antropólogo do luxo”, ele também assina a curadoria do primeiro bloco da temporada. A ideia é provocar reflexão: por que mostramos o que temos — e o que isso diz sobre quem somos? Mais do que falar apenas de consumo ou exibicionismo, o programa propõe olhar para a ostentação como uma forma de comunicação social. No Brasil, roupas, marcas, carros e estilos de vida muitas vezes funcionam como sinais que revelam status, pertencimento e até desigualdades. Tainá compartilha seu entusiasmo pelo novo formato do Café Filosófico: "Estou empolgada com o novo Café Filosófico: é um luxo ter reflexão profunda na TV aberta. Sinto-me honrada em apresentar esse formato, que aproxima a filosofia do cotidiano. Meu papel é o de estudante curiosa, dialogando com convidados e o público". Segundo Alcoforado, esse comportamento atravessa todas as classes sociais. Cada grupo, à sua maneira, usa símbolos para construir imagem e marcar posição no mundo.

Giba Um

Antes e depois

Ronaldo Caiado, sempre que pode, repete que, se vencer, seu primeiro ato será o indulto para Jair Bolsonaro. O que não impede Caiado de ser contra a candidatura de Flávio Bolsonaro ao Planalto, condenando sua "falta de experiência", e por aí vai. Agora, por conta das novas pesquisas, nas quais, em média, Caiado aparece com 6,5%, ele acha que, em um segundo turno, poderia transferir seus votos para Flávio, o que asseguraria sua vitória. É mais ou menos o que aconteceu com Simone Tebet e Lula em 2022. Na época, renderam a diferença de 2 milhões de votos, que deu a vitória ao petista. Se o segundo turno fosse hoje, o movimento de Caiado poderia render 1,5 milhão de votos para Flávio.

Lula mais nervoso 1

Foi com irritação e falando palavrões que Lula recebeu os números do Datafolha, com Flávio Bolsonaro numericamente à frente do petista em um eventual segundo turno. A nova pesquisa fez o presidente mandar os ministros adiantarem os projetos com algum apelo popular para estancar a sangria na popularidade. A previsão é que um programa que mira o endividamento familiar seja antecipado e saia já na próxima semana.E mais: o fim da escala 6 x 1 também deve encorpar dentro do governo. A estratégia é reverter a maré para Lula e mitigar o estrago eleitoral da inflação, que ainda deve aparecer em razão da alta dos combustíveis. Um dos pontos que mais preocupam a turma petista é que Flávio superou numericamente Lula antes mesmo de anunciar o vice na chapa. No Planalto, a leitura é de cenário mais favorável para o herdeiro de Jair Bolsonaro, que, naturalmente, deve herdar votos da direita no segundo turno. Apesar da alteração que coloca Flávio em vantagem, Lula ainda tem dito que segue na disputa e que vai crescer no segundo semestre.

Pérola

"Não sou grande fã do Papa Leão. Ele não estava em nenhuma lista para ser Papa e só foi posto lá porque era americano e acharam que seria a melhor forma de lidar com o presidente Donald Trump",

de Trump, aparecendo em post, numa montagem (IA) como Jesus e provocando comoção mundial.

Está chegando a hora 1

O advogado-geral da União, Jorge Messias, já tem 48 votos para se tornar o 11º ministro do Supremo, de acordo com tabulações feitas por líderes do governo e até mesmo pelo pessoal da oposição. A sabatina marcada por Davi Alcolumbre para o dia 29, um dia antes da votação da dosimetria dos condenados pela tentativa de golpe de Estado, deverá ter quórum alto, o que hoje favorece Messias. Para ser aprovado, precisa ter apoio de 41 dos 81 senadores.

Está chegando a hora 2

É um quadro diferente do de dezembro, quando Messias foi indicado e um ressentido Alcolumbre ameaçou sabatiná-lo em menos de duas semanas. Na época, Messias mal chegava a 30 votos. Cinco meses na chuva ajudaram Messias a quebrar resistências. Com ajuda dos ministros André Mendonça e Kassio Nunes Marques, ele tem atualmente votos nos oposicionistas PL, PP e União. Para comparar o placar pró-Messias: em 2021, Mendonça foi aprovado por 47 votos contra 32; Cristiano Zanin recebeu 58 votos contra 18; e Flávio Dino foi aprovado por 47 contra 31 votos.

Maior aposta no Brasil 1

Lula continua repetindo que "se depender de mim, a gente fecha as bets", enquanto isso o setor de apostas dá nova demonstração de seu poderio. Reunidos no BIS SIGMA South America, em São Paulo, investidores e executivos de algumas das principais plataformas internacionais — vindos de Malta, Reino Unido, Albânia, Turquia, entre outros — discutiram os próximos passos para conquistar ainda mais terreno no mercado brasileiro.

Maior aposta no Brasil 2

As grandes casas de apostas querem acelerar investimentos em tecnologia para consolidar market share. Na prática, buscam se antecipar a eventuais apertos regulatórios, enquanto o ambiente ainda permite uma razoável flexibilidade. E, na prática, significa dizer que vem por aí uma forte temporada de contratos com clubes de futebol, compra de farto espaço na mídia e campanhas de aquisição de usuários em larga escala. Ou seja: é a realidade correndo em paralelo à velha e surrada aposta de Lula de jogar para a galera.

Múltiplos "subsídios" 1

Guardadas as proporções, o BTG, de André Esteves, conseguiu com o Digimais, de Edir Macedo, o que tanto tentou e não alcançou no caso do Master. Da forma como a operação foi costurada, a partir de uma teia de exigências e de "subsídios", na prática é como se o banco estivesse recebendo para ficar com a encalacrada instituição financeira do bispo da Universal. Além do aporte de R$ 7 bilhões do FGC e da injeção de capital feita pelo próprio Macedo no mercado, fala-se em quase R$ 800 milhões - o BTG montou uma blindagem, que o protege dos consideráveis passivos judiciais do Digimais, especialmente do rumoroso processo movido pela gestora Yards.

Múltiplos "subsídios" 2

Trata-se de uma ação na casa dos R$ 500 milhões, envolvendo uma suposta fraude na venda de créditos. O acordo de compra do Digimais prevê que o antigo controlador assumirá a responsabilidade em caso de derrota no processo. A operação prevê ainda a possibilidade de retenção de parte do preço ou de ajustes futuros no valor da transação, vinculados ao desfecho da ação. É mais uma das bombas-relógio do Digimais que o BTG vai deixar no colo alheio. Os advogados do banco de André Esteves teriam concluído que há possibilidade de a Yards vencer a queda de braço na Justiça.

Mistura Fina

Enquanto a delação de Daniel Vorcaro anda devagar, a apuração sobre fraudes no INSS é que promete balançar o país mais rápido. A delação do empresário Mauricio Camisotti, coordenador do esquema, já está no STF para ser homologada. Ele apresenta documentos e detalha toda a origem da roubalheira do INSS, abre conexões políticas e o papel de figuras como Roberta Luchsinger nas negociatas de Antonio Carlos Camilo, o "Careca do INSS".

E mais: Camisotti avança sobre políticos do PDT e ministros de Lula que sabiam de todo o esquema e nada fizeram para evitar o roubo. Um vice-presidente do partido é citado como beneficiário de propinas, assim como nomes do INSS. Ele também dá nomes de políticos do Congresso que receberam propinas do esquema de descontos ilegais. E detalha a engrenagem empresarial para lavar dinheiro desviado para um famoso escritório de advocacia. Detalhe: deverá haver novas delações de investigados.

O ministro Wolney Queiroz (Previdência) decidiu demitir o presidente do INSS ao perceber falta de melhorias operacionais efetivas e uma certa escalada na questão das filas (hoje, 2,7 milhões à espera) para oferecer respostas a milhões de demandas de todos os tipos, incluindo pedidos de aposentadoria. Ele avaliou que era o momento de assumir a presidência do INSS alguém de carreira, experiente. Por isso, sugeriu a Lula a nomeação de Ana Cristina Viana Silveira, sua secretária-executiva adjunta, para presidir o INSS.

Gilberto Walter Jr., o ex-titular, pertence aos quadros da Controladoria-Geral da União e não tinha o viés operacional que o ministro impunha (há quem aposte que a cabeça de Queiroz também está por um fio). O ministro não fala sobre o assunto, mas acha que Walter Jr. cumpriu seu papel na crise do roubo dos aposentados (?). E acrescenta que, apesar de tudo, o INSS bateu recorde na resposta a 1,6 milhão de requerimentos de todos os tipos.

In — Livro: Vestígios
Out Livro: Um Crush dos Infernos

CLAÚDIO HUMBERTO

"Não é só cabeça grande"

Lula se refere a inteligência de alunos cearenses, o que agora é só mais uma 'gafe'

15/04/2026 07h00

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

Continue Lendo...

Tabelas paralelas indicam Messias aprovado ao STF

A movimentação do governo Lula (PT) que diminuiu a resistência de Davi Alcolumbre (União-AP) ao nome de Jorge Messias para uma cadeira de ministro do Supremo Tribunal Federal alterou os números de tabelas que circulam no Senado com a estimativa de votos para o ainda advogado-geral da União. Na ala governista, otimistas apontam até 52 votos pró-Messias. Na oposição, o clima é de cenário ainda indefinido, mas com o indicado de Lula com ao menos 30 votos garantidos dos 41 necessários.

Tá no salto

Se confirmada a aprovação de Messias, a oposição duvida que o número de votos chegue a 52, que o governo diz ter. Seriam entre 41 e 49 votos.

Repeteco

Há nos dois lados a estimativa de um placar semelhante ao de Flávio Dino, 47 votos a favor, 31 contrários e duas abstenções.

Oposição raiz

A avaliação de opositores é que a resistência perdeu força sem o presidente do Senado, mas o AGU deve ter no mínimo 25 votos contra.

Centrão

A oposição ainda não desistiu de virar votos contra Jorge Messias e tenta articular com senadores do MDB, PSD e União Brasil.

Eventos lá fora lembram último baile da Ilha Fiscal

Em maio, o ex-tucano João Doria fará em Nova York o “Brazil Investment Forum”, mais um, e dias antes o ministro Gilmar Mendes (STF) comanda em Lisboa o Fórum Jurídico, batizado ironicamente de “Gilmarpalooza” nas redes. Dois palcos e ambientes atraentes para interesses privados, favorecendo o diálogo com autoridades. No Brasil escandalizado de hoje, os eventos lembram o último Baile na Ilha Fiscal, festa espalhafatosa da monarquia para os “nobres” na véspera da Proclamação da República.

Uísque de milhões

No caso mais escandaloso, em Londres, uma degustação de uísque Macallan no London Club custou mais de R$6 milhões a Daniel Vorcaro.

Acesso garantido

O “clube do uísque” virou denúncia por mostrar que o banqueiro não foi generoso, a rigor tentava comprar acesso direto a suas excelências.

Não é normal

Pior foi o “jet set jurídico-empresarial” agir com a naturalidade de quem considera normal banqueiros pagando a diversão de autoridades.

Menos encrenca

Parlamentares celebraram a ida do deputado José Guimarães (PT-CE) para a articulação política do governo. Quem teve que lidar com a antecessora Gleisi Hoffmann (PT), garante que não ficou saudade.

Passivo da CPI

Presidida pelo PT, a CPI do Crime Organizado não tinha mesmo muita margem para dar certo. Sem prorrogação autorizada por Davi Alcolumbre (União-AP), o colegiado deixou 110 requerimentos pendentes.

Escala custosa

Estudo divulgado pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) mostra o impacto da redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais. No setor, impacto a longo prazo deve superar R$11,8 bilhões.

É hoje

Sem surpresa, o senador Weverton Rocha (PDT-MA), que teve indiciamento pedido no relatório final da CPMI do INSS, apresenta hoje (15) parecer favorável à indicação de Jorge Messias ao Supremo.

Reincidência

Assim como na CPMI do INSS, o governo Lula (PT) agiu de última hora para alterar a composição da CPI do Crime Organizado, antes da votação do relatório que pedia indiciamento de ministros do STF.

Feião

Eduardo Girão (Novo-CE) protestou contra mudanças promovidas pelo governo Lula na composição da CPI do Crime Organizado: “mudar os participantes na última hora, para blindar gente poderosa, fica feio”.

Unidade bilionária

A Petrobras vai retomar as obras da Unidade de Fertilizantes de Três Lagoas (MS), hibernada desde 2015. A conclusão da unidade vai custar cerca de US$ 1 bilhão, com início das operações comerciais para 2029.

Esforço não compensou

Após a Bloomberg comparar Lula (PT) a Joe Biden, que desistiu da reeleição pelo frágil estado de saúde e péssimo resultado em pesquisas, a assessoria internacional petista correu para emplacar matérias no The Guardian e na CNN internacional para mostrar... Lula malhando.

Pensando bem...

...CPI virou sigla para “como proteger os íntimos”.

PODER SEM PUDOR

Cláudio Humberto

Livro de cabeceira

Durante a visita de Lula ao presidente George W. Bush, em Camp David, conversavam sobre um livro a chefe de gabinete do chanceler Celso Amorim, Maria Nazareth Farani de Azevedo, e o secretário de Imprensa, embaixador Ricardo Neiva Tavares, com o chefe de gabinete da Casa Branca, Joshua Bolten, quando Bush chegou. “Vocês estão sendo bem tratados?”, perguntou, simpático. “Sim, senhor presidente. E descobrimos aqui que estamos lendo o mesmo livro (A Peace to End All Peaces, sobre a queda do império otomano), respondeu Lelé, como Maria Nazareth é chamada pelos colegas. Foi a deixa para o anfitrião entrar na conversa: “Eu também! Estou na página 86...”

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).