Colunistas

GIBA UM

"Se for necessário, eu recebo a faixa do povo brasileiro."

de LULA // ao saber que Jair Bolsonaro não quer lhe passar a faixa presidencial.

Continue lendo...

“Se for necessário, eu recebo a faixa do povo brasileiro. Junto lá 100 trabalhadores para me passarem a faixa e pronto. Não preciso dele”, 

de LULA // ao saber que Jair Bolsonaro não quer lhe passar a faixa presidencial.

Em 2022, os gastos com juros serão mais de R$ 500 bilhões devendo ultrapassar R$ 700 bilhões no próximo ano. É a segunda maior rubrica do orçamento público, ficando atrás apenas da Previdência Social. 

Mais: é o maior programa de transferências de renda do mundo, só que é transferência de renda de toda sociedade para o 1%  mais ricos da população. É trecho de artigo de economistas contrariando conselhos dados a Lula .

In – Petiscos: chips de provolone 
Out – Petiscos: pururuca de sagu

Fotos: Reprodução

Fazendo história

Mais uma vez a cantora e apresentadora Anitta (primeira foto à esquerda) provou que quer deixar seu nome na história da música, não só no Brasil, mas também no Exterior. Depois de perder o prêmio no Grammy Latino, mas por outro lado ser super aplaudida por sua performance na apresentação da premiação, ela leva mais um prêmio para casa, só que desta vez no American Music Awards, onde levou a estatueta de ‘Artista Latina Feminina Favorita’, se tornando a primeira artista brasileira a receber o prêmio. A grande campeã da noite da 50ª edição do AMA foi mais uma vez Taylor Swift (segunda foto), que levou todas as estatuetas nas suas seis indicações. Passaram também pelo tapete vermelho do Microsoft Theater, Los Angeles (EUA), Becky G e Carrie Underwood (terceira e quarta foto) que concorriam a duas categorias cada, mas não levaram nada e Pink (última foto) que foi uma das atrações cantando a música Never Gonna Not Dance Again. 

Protesto de manés

Depois de três semanas das eleições, os protestos dos bolsonaristas às portas dos quartéis contra a eleição de Lula, recontagem de votos, intervenção das Forças Armadas e até mesmo um golpe de Estado, continuam, sem previsão de acabar e nenhum resultado a favor. Agora, os manifestantes falam em “greve geral”, esquecendo que a outra metade dos eleitores continuam a favor de Lula. Se bem que, com o tempo, foram ganhando gentilezas dos patrocinadores: banheiros químicos, bonés verdes e amarelos, chapéus com florzinhas nessas cores, picanha, condução paga (de ida e volta), crianças com balões (também verde e amarelo) e até camisetas da seleção. Nas últimas chuvas, distribuíram capas de plásticos – e não deu para todos. Os petistas, inspirados em Luís Roberto Barroso, dizem que essas manifestações “são protestos de manés”.

Pequeno rouxinol

Foi assim que ela ficou conhecida aos 11 anos ao cantar músicas eruditas. Aos 13 anos ganhou o brasil ao cantar Tormento d’Amore, ao lado de Agnaldo Rayol, na abertura da novela Terra Nostra. Hoje aos 36 anos Charlotte Church, depois de altos e baixos (quase arruinou sua carreira, por causa do vício em cigarros e bebidas alcoólicas) está de volta. Ela apresentou um programa chamado Charlotte Church’s Dream Build, que transformou  uma mansão em um retiro de bem-estar, onde as pessoas possam “se reconectar com elas mesmas e com o mundo natural”. E foi a vice-campeã da versão inglesa do The Masked Singer fantasiada de  Mushroom (espécie de cogumelo). Ela é mãe de três filhos, Ruby e Dexter do jogador de rúgbi Gavin Henson e de Freda de seu atual marido  o músico Jonathan Powell. 

Organização criminosa

O STF já tem grande quantidade de informações fornecidas pelas forças de segurança e por procuradores nos estados sobre os protestos a favor do golpe. Tem também dados dos grupos de WhatsApp e Telegram, mais contas da mídia social identificadas como promotoras (e pagadoras) das manifestações. O material seria mais do que suficiente para estabelecer se os protestos são locais e espontâneos ou orquestrados por uma organização criminosa – e até supostamente envolvendo o presidente da República.

 

Por dia

A cada dia alguma figura ligada ao presidente eleito é incluída na lista de eventuais cotados para as duas vagas que surgirão no STF com as aposentadorias de Ricardo Lewandowski e Rosa Weber. Agora, participam da lista Cristiano Zanin, Pedro Serrano, Flávio Dino, Pierpaolo Bottini, Silvio de Almeida, Dora Cavalcanti e Lenio Sterck. Só para começo de conversa.

Silêncio

O presidente Jair Bolsonaro permanece em silêncio, escondido no Alvorada. Na semana passada, foi até o Hospital Militar: estava com dores no estômago. Também influenciadores e lideranças bolsonaristas estão quietos. Com referência a Bolsonaro, ninguém sabe se ele participa da coordenação dos protestos ou deixa correr alimentados por seguidores mais fanáticos. A reclusão de Bolsonaro ainda é resultado da perplexidade ou do desolamento pela derrota, ninguém sabe. Ele já pensou em sair e falar com os manifestantes de Brasília, depois recuou. Poderia ser incitação – e isso é crime.

SEM DINHEIRO

A falta de verba para a emissão de passaportes levou a Polícia Federal a suspender a confecção dos documentos. Há messes, a PF vem pedindo uma suplementação de cerca de R$ 75 milhões (o governo bloqueou no Orçamento de 2022 10,5 bilhões para evitar estouro no teto de gastos), mas o Ministério da Economia não sabe se conseguirá remanejar a verba. Não  é a primeira vez que a emissão de passaportes é suspensa por falta de dinheiro. Em 2017, a situação era a mesma.

Olho em 2026

Pode parecer exagero (e é), integrantes do grupo de seguidores mais chegados ao presidente eleito já se movimentam com olhos na sucessão de 2026, quando Lula já avisou que não tentará a reeleição. Simone Tebet recusa os ministérios da Educação e Agricultura: gosta do Desenvolvimento Social (Cidadania) para cuidar do Bolsa Família, que lhe daria projeção. Flávio Dino, senador eleito, pode ir para a Justiça ou até mesmo para o STF e acha que é um bom nome, o que Fernando Haddad também acha. Todos, porém concordam que Geraldo Alckmin seria o nome ideal – e contra a opinião dos petistas.

FALSOS NÚMEROS

O deputado federal cassado, Neri Geller (PP-MT) está cotado para assumir a presidência do Incra, onde conduziria grande programa de regularização fundiária. Na campanha, Lula bateu no assunto, acusando Jair Bolsonaro de maquiar os números de concessão de títulos de propriedade rural em seu governo. Nos cálculos da equipe de transição, dos 400 mil registrados firmados pelo Incra, na época, mais de 80% teriam sido apenas em caráter provisório.

Fake news

Bolsonaristas continuam espalhando postagens delirantes na internet: no domingo (20) tinha de tudo rodando no WhatsApp e Facebook, de máscaras de borracha usadas por um dublê de Lula, caminhões escondendo urnas eletrônicas no velho prédio do TSE, caminhões do Exército na Praça da Sé e soldados montando barracas, caminhões com chapas frias carregando urnas e montagens de Lula com cinco dedos na mão esquerda. Um dos autores foi escrever que a operação do TSE estava sendo feita “às pressas” e escreveu “as preças”.

Retrato 1

No Brasil, a falta de serviços básicos atinge cerca de 35 milhões de habitantes não abastecidos com água potável e quase 100 milhões sofrem com a ausência de coleta de esgoto. Apenas 50,8% dos esgotos do país são tratados, ou seja, são mais de 5,3 mil piscinas  sem tratamento despejadas na natureza diariamente. O número de residências sem acesso a banheiro é de 1,6 milhão. Se considerarmos a média de 3,5 pessoas por residência no país, são mais de 5,5 milhões de pessoas que vivem em locais sem banheiro.

RETRATO 2

O Brasil registrou 47.503 homicídios em 2021 ou 130 assassinatos por dia. Um novo levantamento mostra que há cerca de 4,4 milhões de armas de fogo em mãos de civis. Dessas, 1,5 milhão estão em situação irregular em decorrência da campanha do governo Bolsonaro. O futuro presidente deverá revogar os decretos armamentistas. O Instituto Sou da Paz revelou que apenas 37% dos homicídios cometidos no Brasil em 2010 foram solucionados. Em 2022, esse índice cresceu 44%. A média mundial é de 63%.

MISTURA FINA

APESAR de ter sido reeleito com apoio de Jair Bolsonaro, o governador do Rio, Cláudio Castro (PL) começa a emitir sinais para abrir diálogo com Lula. Castro tinha um acordo que o próximo diretor-superintendente do Sebrae seria o deputado federal Vinicius Farah (União). O senador Flávio Bolsonaro e o ministro Paulo Guedes entraram no circuito e conseguiram interferir para que Antônio Alvarenga Neto fosse reeleito para o cargo.

JAIR Bolsonaro resolveu reconduzir um aliado à presidência da Embratur: é Gilson Machado, que foi derrotado pela petista Teresa Leite na disputa ao Senado por  Pernambuco. Apelidado de “sanfoneiro”, devido ao volume de vezes que foi tocar sanfona nas lives de Bolsonaro, Machado teria um mandato de quatro anos. Mais tarde, eles verificaram que o presidente da Embratur é demissível a qualquer momento. Ou seja: em janeiro, cai fora.

O FUTURO governo de Lula deverá decretar o fim do Programa Nacional de Escolas Cívico-Militares, implementado pelo governo Bolsonaro. O objetivo é suspender uma iniciativa vista pelo presidente eleito como um projeto de doutrinação e uma  interferência indevida no modelo educacional brasileiro. O programa foi uma forma encontrada por Jair Bolsonaro para ampliar o número de colégios militares, sem a necessidade de construir novos estabelecimentos integralmente sob a gestão do Exército.

O PRESIDENTE eleito Lula teve alta na segunda-feira (21) do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, após retirar uma leicoplasia – espécie de lesão branca – da laringe. Ele passa bem. A lesão, localizada na prega vogal esquerda, foi diagnosticada no check-up realizado antes da viagem de Lula para o Egito, na semana passada. Segundo o boletim médico divulgado pelo hospital, o procedimento mostrou ausência de neoplasia.

O COORDENADOR da transição do governo de São Paulo, Guilherme Afif Domingos, que deverá ter alto cargo no governo de Tarcísio de Freitas, já foi vice-governador do Estado (no governo Alckmin), ministro da Micro e Pequena Empresa, presidente do Sebrae, secretário do Trabalho em São Paulo (no governo José Serra) – além de ser amigo chegado de Paulo Guedes, com quem trabalhou muito tempo e que o levou para ser assessor do Ministério da Economia. De lá, foi para a campanha de Tarcísio e hoje, Guedes dá  uma mãozinha no futuro secretariado de Tarcísio.

AINDA Tarcísio de Freitas: Gilberto Kassab, dono do PSD, está tentando convencer o governador eleito de São Paulo a se filiar a seu partido e deixar a sigla à qual está ligado, o Republicanos. O movimento faria parte do projeto presidencial de Kassab para 2026, que pretende ter Tarcísio disputando o Planalto. Kassab, à propósito, está cotado para assumir a Casa Civil no governo Tarcísio de Freitas.

 

Direito

O efeito dominó das recuperações judiciais: por que a conta chega a todos nós

Confira a coluna desta quinta-feira (8)

08/10/2026 00h03

Leandro Provenzano

Leandro Provenzano Foto: Montagem / Correio do Estado

Continue Lendo...

A Selic está em 13,75% ao ano. Foi o quinto corte seguido desde março, quando a taxa começou a cair a partir de 15%, e o Banco Central não se comprometeu com novas reduções. A direção é boa, o ritmo, não. Para quem tomou capital de giro, financiou maquinário ou antecipou recebível, um quarto de ponto a cada reunião muda pouco: o dinheiro segue caro, e a conta vence todo mês.

É desse descompasso entre a queda lenta do juro e a pressa do vencimento que nasce um número já rotineiro no noticiário. Segundo a Serasa Experian, o Brasil fechou 2025 com 977 processos de recuperação judicial envolvendo 2.466 empresas, o maior número de empresas em recuperação desde o início da série, em 2012. O primeiro trimestre de 2026 somou mais 194 pedidos. E há o que não vira estatística: a loja que fecha na rua principal, a empresa que devolve as chaves, a linha industrial desativada porque perdeu a disputa para o produto importado.

Em Mato Grosso do Sul, o retrato é mais duro

No agronegócio sul-mato-grossense, foram 38 pedidos de recuperação judicial no primeiro trimestre de 2026, contra 25 no mesmo período de 2025. É alta de 52% em um ano, bem acima dos 21,9% do agro nacional. E um detalhe costuma passar despercebido: 22 desses 38 pedidos vieram de empresas da cadeia, agroindústrias, processadoras, prestadoras de serviço ao campo, e não do produtor dentro da porteira. A crise do agro não fica no agro. Ela sobe pela cadeia, chega à cidade e bate na folha de pagamento de quem nunca plantou um grão.

O problema é mundial; o juro, não

A Allianz Trade projeta alta de 6% nas insolvências empresariais no mundo em 2026, o quinto ano seguido de aumento, com cerca de 2,2 milhões de empregos em risco, sobretudo na construção, no varejo e nos serviços. A diferença brasileira não está em ter o problema, e sim no custo do dinheiro com que se tenta atravessá-lo: a empresa daqui reestrutura dívida pagando juros que a concorrente estrangeira desconhece, o que cria uma disputa profundamente desigual no mercado global.

Quem paga a conta

O consumidor sente primeiro no bolso e depois no atendimento: menos concorrentes significam preço maior, e loja fechada significa garantia difícil de acionar, assistência que sumiu, produto pago e não entregue.

O fornecedor sente antes, e mais fundo. Quem vendeu a prazo para uma empresa que pede recuperação vira credor de um plano que não escreveu, com desconto e prazo que não escolheu. Começa então o efeito dominó: o fornecedor que não recebe atrasa o próprio pagamento, e o problema caminha pela cadeia até derrubar quem estava a três elos de distância do estouro original.

Ganhar o processo não é o mesmo que receber

Aqui entra o alerta que faço como advogado. Vencer a ação contra uma empresa que depois pede recuperação judicial não garante o pagamento. Se o fato que originou a dívida é anterior ao pedido - e o que conta é a data desse fato, não a da sentença, como definiu o STJ no Tema 1.051 -, o crédito entra na recuperação e passa a seguir o plano aprovado pelos credores: desconto, carência e parcelamento longo. Na falência é pior: o consumidor comum fica atrás dos trabalhadores, dos credores com garantia e do Fisco, e com frequência não recebe nada.

Um exemplo clássico é o da empresa de telefonia Oi, que teve a falência decretada em 25 de agosto deste ano, após seu segundo pedido de recuperação judicial. Quem havia vencido um processo judicial contra a empresa, cujo dinheiro já estava na subconta do Tribunal, viu esse dinheiro ser transferido para a massa falida (ou devolvido ao caixa da empresa durante a recuperação). Hoje, o 'crédito' virou prejuízo: com mais de R$ 44 bilhões em dívidas e um patrimônio líquido negativo superior a R$ 22,6 bilhões, a maioria dos credores simplesmente não receberá nada, a depender do seu lugar na fila.

A proteção, portanto, vem antes do processo. Antes de contratar valor alto, comprar parcelado, pagar entrada em obra ou fechar serviço de longo prazo, vale gastar dez minutos pesquisando protestos, negativações, execuções e pedidos de recuperação contra o CNPJ da empresa. Unidades fechando, salários atrasados, troca frequente de comando e fornecedores exigindo pagamento à vista são sinais visíveis de fora. Contratar quem já caminha para a recuperação é comprar um crédito futuro com desconto embutido.

O último a perder é o Estado - ou seja, todos nós

Empresa que encolhe recolhe menos. Cada unidade fechada retira empregos formais, faturamento tributável e contribuição previdenciária da conta pública, e boa parte do que deixou de ser pago migra para a dívida ativa, onde a recuperação é notoriamente baixa. O juro alto que ajudou a quebrar a empresa reaparece, meses depois, como arrecadação que não veio.

Nada disso torna a recuperação judicial vilã: é ela que evita que empresas viáveis morram por um problema de estrutura de dívida. O ponto é outro. Quando os pedidos batem recorde ano após ano, deixam de ser um problema do empresário endividado e passam a ser um dado sobre o preço do dinheiro no Brasil, pago, no fim, por quem compra, por quem fornece e por quem recolhe imposto.

A pergunta que fica é: como falar em salvar uma empresa quando o custo para mantê-la de pé acaba quebrando toda a cadeia ao seu redor?


 

CLAÚDIO HUMBERTO

"No SUS não tem nem fita pra teste de diabetes e falta até dipirona"

Ronaldo Caiado (PSD), sobre Lula promete caneta emagrecedora pelo SUS

21/09/2026 07h00

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

Continue Lendo...

Dobra número de moradores de rua no governo Lula

Se as pessoas em situação de rua no Brasil formassem uma cidade, ela já seria maior do que as capitais Vitória (ES), Palmas (TO) ou Rio Branco (AC). Em junho de 2026, o Cadastro Único registrava 392,4 mil pessoas nessa condição. Em dezembro de 2022, eram 198,7 mil. Em pouco mais de três anos e meio do governo Lula (PT), quase dobrou a legião de miseráveis nas ruas. Desde 2015, quando o CadÚnico apontava 52,4 mil, salto de 597%, enquanto a população brasileira crescia 0,4% ao ano.

Subiu em flecha

Desde janeiro de 2023, o ritmo médio de moradores de rua subiu para 4,6 mil por mês. Entre 2019 e 2022, a média foi de 2 mil ao mês.

Lorota oficial

O governo atribui a alta à “melhoria do cadastramento”, mas se fosse só subnotificação, a curva se estabilizaria depois da correção. Mas cresceu.

Conta de diminuir

Censos municipais acham menos gente nas ruas do que o CadÚnico. No Rio, a prefeitura contou 8.195 em 2024; o cadastro federal, 23 mil.

Só vê quem quer

Em São Paulo, o censo de 2021 falava em 31,9 mil famílias em situação de rua, mas, no CadÚnico, passou dos 104 mil.

Planos: cidadão pesa menos que os bancos, no STF

O Supremo Tribunal Federal, que se apresenta como “paladino da democracia”, em suas decisões tem feito opção preferencial pelos bancos, em detrimento dos cidadãos. No julgamento definitivo da ADPF 165, sobre expurgos inflacionários dos planos econômicos, entre eles o Plano Collor, e garantiu aos bancos o direito de aplicar calote nos grandes depositantes, mas ficou estabelecido, em acordo, que cerca de 200 mil famílias restantes receberiam os valores devidos. Só que não.

Passa-moleque

Entidades que negociaram na AGU levaram “passa-moleque” de Isaac Ferreira, então presidente da Febraban, e até hoje é só enrolação.

Expectativa

O caso é relatado pelo ministro Cristiano Zanin, que deu razão aos bancos. Flávio Dino pediu vista e o caso deve voltar ao Plenário. 

Tudo como antes

O representante da Febraban foi afastado por suas relações com o Master, mas suas manobras protelatórias continuam prevalecendo.

Vem aí

Tem novidade no pix. Contas-salário receberam autorização do Banco Central para ter uma nova funcionalidade, é o “Pix Automático”. A novidade não é para agora, só a partir de julho de 2027.

Olho no relógio

A equipe da campanha de Flávio Bolsonaro adotou espirituoso hábito ao marcar os compromissos do candidato. Agendas com compromissos são marcadas no minuto “22” da hora, que é o número de Flávio nas urnas.

Rombo é cratera

A oposição na Câmara lembra previsão do Fiscal Monitor do Fundo Monetário Internacional: a gigantesca dívida pública (bruta) do governo vai chegar a 100% do PIB brasileiro, em 2027. Em 2030 será 105,5%.

Bandeira mudou

Auxiliares da campanha de Flávio (PL) já trabalham com a informação de que o tema central da campanha 2026, assunto fundamental para a definição do voto, será a corrupção e não a segurança pública.

Vergonha alheia

Foi vergonha nacional a sessão do STF de ontem, com jeitão de briga de rua, segundo o senador Hamilton Mourão (Rep-SC). “Assistimos nossa Suprema Corte lavando a sua roupa suja”, registrou o senador.

Orgia palaciana

Lula agora diz que Vorcaro “corrompeu todo mundo” e descreve suas relações na República como “orgia mais orgia”. Só não contou o detalhe da história: também recebeu o banqueiro no Palácio do Planalto.

Não se bicam

Coordenador da campanha de Lula no Rio, Quaquá não foi convidado para ato com artistas e reclama que a direção nacional não o ouve “para nada”. Diz ainda que Lula “não ganha um voto” com esse tipo de evento.

Água no chope

Geraldo Alckmin prometeu a empresários superávit de ao menos 0,5% em eventual novo governo Lula. Três dias depois, Lula chamou de “babaquice” fazer superávit e ter controle fiscal.

Pensando bem…

...cidadão comum não tem R$131 milhões para contratar banca influente no STF.

Cláudio Humberto

Mal não faz

Todo santo dia, o veterano deputado Mauro Benevides (PMDB-CE) utiliza um recurso próprio de sua vasta experiência: na primeira meia-hora da sessão legislativa da Câmara, ele dá “como lido” discursos sem relevância, celebrando efemérides, elogiando eleitores e veículos de comunicação que aniversariam, com espaço garantido na “Voz do Brasil”. Vendo-o em ação, o novato Zenaldo Coutinho (PSDB-PA) cutucou Sérgio Carneiro (PT-BA): “Ainda não descobri para que serve isso, mas se ele faz é porque é bom...”
**(com Rodrigo Vilela e Tiago Vasconcelos)

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).