Colunistas

CLAÚDIO HUMBERTO

"Traficantes que são vítimas dos usuários"

Presidente Lula (PT) e a sua frase do ano em 2025

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CPMI vê elo entre Lulinha e compradores do Master

Parlamentares da CPMI do INSS suspeitam de ligação do escândalo do Banco Master com o roubo a 9 milhões de aposentados e pensionistas, por meio de descontos associativos não autorizados. A novidade deve provocar debates sobre a convocação de novos personagens para depor: “Lulinha”, filho de Lula (PT), realizou “prospecção de negócios” em Portugal ao lado de empresários envolvidos na compra do banco de Daniel Vorcaro junto a investidores dos mirados Árabes Unidos.

Mercado bilionário

Vorcaro e seu banco atraíram as atenções da CPMI em razão da forte participação do Master no bilionário mercado de consignados.

Muito a esconder

Os parlamentares provaram a quebra de sigilos de Vorcaro e do Master, mas o ministro Dias Toffoli proibiu o acesso da CPMI aos documentos.

Maior da História

Para o relator da CPMI, Alfredo Gaspar (União-AL), o roubo aos inativos, por meio de consignados não autorizados, pode chegar a R$90 bilhões.

Digitais ilustres

Para esses políticos desconfiados, não seria surpresa encontrar digitais do Palacio do Planalto no caso do Banco Master.

Governo Lula torra ao menos R$2 bilhões em viagens

O governo Lula (PT) contabilizou ao menos R$2,03 bilhões em despesas com viagens em 2025, e essa fatura ainda não está completa. O total não inclui os gastos do petista, da primeira-dama Janja e as outras 45 autoridades que se aproveitam, sob sigilo, do luxo dos jatinhos da Força Aérea. Até a última semana do ano, passagens aéreas do governo Lula custaram R$785,3 milhões aos pagadores de impostos, enquanto as diárias distribuídas aos funcionários são a maior despesa: R$1,24 bilhão.

Você paga tudo

O governo admite ainda R$10,3 milhões em “outros gastos”; restituições, taxas de agenciamento e serviços como seguros.

Na gringa

Viagens internacionais (passagens e diárias) custaram R$265 milhões aos pagadores de impostos em 2025. E tem muito mais por vir.

Total demora

Em 2023, o governo Lula torrou R$2,3 bilhões e bateu o recorde histórico em gastos com viagens. Em 2024, renovou o recorde (R$2,4 bilhões).

Não é piada, mas pode rir

A tática do PT para 2026, segundo orientação para a militância digital publicada pelo próprio partido esta semana, é evitar processos na Justiça pois, dizem petistas, a oposição a Lula é que promove “assédio judicial”.

Ver para crer

O guia petista para a militância digital em 2026 orienta a torcida organizada a substituir termos como “fascista”, “genocida” ou “corrupto” por eufemismos como “discurso autoritário”. Tudo para evitar processos.

Bolsa não emprega

Líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ) questiona o suposto pleno emprego alegado pelo governo Lula: “como explicam 53 milhões de brasileiros recebendo bolsa família. São considerados empregados?”.

Quem compara...

O contrato de quase US$1 milhão (R$5,5 milhões) da Advocacia-Geral da União com escritório na Argentina para auxiliar na extradição de condenados pelo 8 de janeiro representa, por exemplo, apenas 0,7% de um contrato de prestação de serviços advocatícios de R$129 milhões.

Seu dinheirinho

Levantamento do Diário do Poder na plataforma Meta Ads, que divulga todos os anúncios feitos no Facebook e no Instagram no Brasil, mostra que só o Ministério da Saúde torrou R$576 mil, em 90 dias, com 14 anúncios. É o quinto maior anunciante do Brasil nas duas redes sociais.

Risco só cresce

“Lula caminha para encerrar o mandato com um recorde: a maior dívida pública da história”, observa a deputada Rosângela Moro (União-PR). “Sem ajuste fiscal, o risco cresce e a confiança dos investidores some”.

Recado light

O senador Zequinha Marinho (Pode-PA) reagiu à tentativa do governo Lula de puxar o saco de evangélicos transformando o gospel em patrimônio cultural: “nossa comunidade possui princípios muito claros... que nem sempre se alinham com determinadas correntes ideológicas”.

Não é erro, é política

“A política do governo Lula torna o produtor inadimplente e o impede de ter acesso ao Plano Safra. A dívida é a armadilha do governo”, ressaltou o senador Jorge Seif (PL-SC) ao defender produtores de leite.

Pensando bem...

...o ano começava depois do Carnaval, mas agora só depois das eleições.

PODER SEM PUDOR

Animal por sentença

Certa vez em Cachoeiro do Itapemirim (ES), no ano de 1974, o vereador Roberto Valadão (MDB) atacou o prefeito da cidade: “O prefeito Teodorico Ferraço é um animal irracional!”. Ferraço ficou furioso e processou o adversário, que acabou absolvido. As provocações e os recursos continuaram até que o caso chegou ao Supremo Tribunal Federal, anos mais tarde, quando Teodorico era deputado federal. O STF confirmou a absolvição de Valadão, que foi à tribuna e comemorou: “O prefeito é um animal irracional, agora transitado em julgado!”

CLÁUDIO HUMBERTO

"É inegável que a crise desgastou a nossa campanha"

Edinho Silva, presidente nacional do PT, sobre os escândalos do Master e do STF

20/09/2026 07h00

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

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Pesquisas previam vida fácil de Lula. Mas a realidade...

A duas semanas do primeiro turno em 2022, o Datafolha previa Lula 12 pontos à frente de Jair Bolsonaro no primeiro turno e o Ipec (que era Ibope) chutava vitória de 15 pontos do petista.

Nas urnas, o placar válido foi 48,4% a 43,2%. No segundo turno, o Datafolha previa vitória de Lula com 16 pontos de vantagem, enquanto o ex-Ibope calculava vitória do petista por 19 pontos. Na realidade, a vantagem foi de 1,8% no 2º turno.

Repeteco?

A 15 dias da eleição de 2026, o Datafolha prevê Lula com 39% a 35% de Flávio Bolsonaro no primeiro turno e 46% a 44%, no segundo.

Muro estreito

O Quaest viu vitória de 8% de Lula em 2022 nos dois turnos. Agora prevê Lula à frente por 5% no primeiro, mas derrotado no segundo turno.

Instituto fechou

A duas semanas da eleição 2018, o Ibope errava em 18% o resultado de Bolsonaro no 1º turno. E ainda previu empate com Haddad no 2º turno.

Chegou perto

O instituto Paraná Pesquisa foi quem mais acertou em 2022. A 14 dias da eleição previa vitória de Lula por quatro pontos no primeiro turno.

Especialista vê presidência de Moraes como surreal

Próximo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), segundo a tradição, Alexandre de Moraes pode ter o comando da Corte sob impedimento perante a opinião pública, é o que avalia à coluna o professor, mestre e doutor em Direito Constitucional da USP Rubens Beçak, caso o Supremo abra investigação contra o magistrado.

Beçak diz ainda que os ministros deveriam examinar administrativamente se Moraes poderia continuar com os processos relacionados ao Master.

Peça o boné

Para Max Kolbe, advogado especialista em Direito Constitucional, Moraes deveria até se abster de disputar a presidência, caso investigado.

Situação surreal

Kolbe considera “estarrecedor” um investigado comandar a instituição responsável por supervisionar a apuração da própria conduta: “surreal”.

Não dá

No campo político, as críticas ao ministro são ainda mais incisivas, “é um escárnio com a cara do povo”, disse à coluna Rodrigo Valadares (PL-SE).

Tradição não é regra

Por tradição, o presidente o Supremo Tribunal Federal é o ministro mais antigo que ainda não tenha ocupado o posto. A eleição para sucessão de Edson Fachin deve ocorrer em agosto de 2027. Kassio Nunes Marques é o próximo da fila após Alexandre de Moraes.

Caravana

A chapa Flávio Bolsonaro e Alfredo Gaspar, do PL, tem investido no Nordeste nestes dias. A meta é percorrer os nove estados da região, tida como prioridade para a campanha.

Arruda no TSE

Derrotado no TRE-DF, José Roberto Arruda (PSD) tenta no TSE validar a indeferida candidatura ao governo do Distrito Federal. Quem vai relatar o recurso na mais alta corte eleitoral é o ministro Dias Toffoli.

Sangria na pauta

O julgamento do dissídio coletivo dos funcionários dos Correios, sem dó da combalida estatal, será nesta segunda-feira (21). Os grevistas querem coisas tipo adicional de 70% sobre férias e 200% sobre repouso ou feriado trabalhado, além de manter regalias tipo vale extra de Natal.

Picadeiro ocupado

Na polêmica sessão do STF que deveria definir se Alexandre de Moraes será investigado pela relação com Daniel Vorcaro, Gilmar Mendes falou durante mais tempo que Cármen Lúcia e André Mendonça... somados.

Foi pouco

Segundo a oposição no Congresso, o aumento do auxílio anunciado por Lula (PT) poderia ser maior do que 15%. “Desde que o imenso rombo da corrupção e do empreguismo público fosse eliminado”, diz um auxiliar.

Nome dado

Rogério Marinho (PL-RN) revelou ao Jornal Gente, da Bandeirantes, que o então líder do governo Lula, Jaques Wagner (PT-BA), recebeu ligação do decano do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, reclamando e “cobrando” após o Senado aprovar projeto que o STF não gostou.

Detalhe

O projeto que os ministros e Gilmar Mendes não gostaram, disse Rogério Marinho, determinava prazo curto para o plenário do STF analisar decisões monocráticas, aquelas expedidas por um só ministro.

Pensando bem…

... no Brasil, nada mais real do que o surreal.

PODER SEM PUDOR

O delegado professor

O jovem Tancredo Neves foi ser promotor em São João Del Rey. Foi chegando e arranjando uma namorada. Mal sabia que o delegado havia proibido namoro nas praças, por isso ele se misturou aos muitos casais que ocupavam um dos jardins públicos da cidade.

A polícia chegou de repente e expulsou todo mundo. Tancredo já ia protestar quando o delegado o percebeu. Rápido, o policial mostrou que tinha muito a ensinar a ele: “Doutor, botei esse pessoal para fora para deixar o senhor à vontade...”. Ah, bom.

 

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EDITORIAL

O bolso também vai às urnas

Renegociação de dívidas alivia o orçamento, mas não resolve a distância entre o desejo de consumo, a renda e a capacidade de pagamento

19/09/2026 07h15

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Nesta edição, o Correio do Estado mostra que os feirões de renegociação de dívidas e programas como o Desenrola, embora tenham permitido a milhões de brasileiros reorganizar suas finanças, não têm sido o suficiente para resolver o problema do endividamento. Renegociar uma dívida pode aliviar juros e recuperar parte da capacidade de pagamento, mas não elimina as causas que levaram o consumidor a comprometer sua renda.

A explicação para isso tem várias camadas. Em primeiro lugar, os hábitos de consumo não apenas do brasileiro, mas do cidadão do mundo ocidental, mudaram. O aumento da escala de produção tornou mais acessíveis produtos e serviços que antes eram restritos a uma parcela menor da população. Ao mesmo tempo, as redes sociais turbinaram a exposição a esses produtos, criando e ampliando desejos de consumo que nem sempre correspondem à renda de quem os deseja.

O problema surge quando a expectativa de consumo cresce mais rapidamente do que a capacidade financeira. A sociedade passou a conviver com uma vitrine permanente de viagens, carros, roupas, eletrônicos, restaurantes e experiências. O que antes era visto como excepcional passou a ser apresentado diariamente como algo comum e desejável. O consumidor, porém, continua limitado pela renda que recebe.

Dessa distância entre desejo e capacidade de pagamento surgem dois problemas. O primeiro é a frustração de quem não consegue alcançar aquilo que gostaria de ter. O segundo, ainda mais grave do ponto de vista financeiro, é o superendividamento de quem recorre ao crédito para aproximar sua realidade do padrão de consumo que deseja. O crédito, que deveria ajudar principalmente na aquisição de bens duráveis e no planejamento financeiro, acaba sendo utilizado para antecipar uma renda que não existe.

É por isso que os feirões e programas de renegociação, por mais importantes que sejam, não podem ser vistos como solução definitiva. Eles atacam a dívida já existente, mas não necessariamente modificam os hábitos de consumo, as expectativas ou a relação do cidadão com o crédito. Sem essa mudança, existe o risco de que a renegociação apenas abra espaço para um novo ciclo de endividamento.

Essa realidade também terá reflexos sobre as eleições que se aproximam. O bolso do cidadão é uma dimensão concreta da vida pública e pode pesar na forma como parte do eleitorado avalia governos, políticas econômicas e candidatos. Questões como corrupção, rachadinha e soberania continuarão presentes no debate, mas podem dividir espaço com preocupações muito mais imediatas para quem enfrenta dificuldades para fechar as contas do mês.

No fim, a questão é simples e, ao mesmo tempo, complexa: quanto maior a distância entre aquilo que o cidadão deseja consumir e aquilo que sua renda permite, maior tende a ser a pressão sobre seu orçamento e sua percepção sobre a realidade econômica. Compreender essa relação entre consumo, crédito, renda e frustração será importante para entender uma parcela do comportamento do eleitor nas eleições deste ano.

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