Política

ENTREVISTA

"Analisamos mais de 11 mil decretos e revogamos 8,6 mil", afirma consultora legislativa

Consultoria Legislativa revogou decretos em desuso em 2021 e, neste ano, vai fazer o mesmo com as leis estaduais

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Criada em 2014, a Consultoria Legislativa do Estado de Mato Grosso do Sul (Conleg-MS) passou a ter mais protagonismo desde o ano passado, quando sua estrutura foi transferida à Governadoria. 

À frente da Conleg está a procuradora do Estado Ana Carolina Ali Garcia, que no ano passado deu início a um trabalho inédito na história de MS: o de levar adiante uma revogação em massa de decretos e normas em desusos na estrutura do Estado. Até agora, 11,6 mil decretos foram analisados, e deles 8,6 mil foram revogados. 

Mas não é só nesta “limpeza” na legislação que trabalha a Conleg. Na agenda para 2022, estão planos importantes, como a elaboração de um Código de Ética de Formação Legislativa, que vai auxiliar deputados a não repetirem leis existentes e a não cometer vícios que inviabilizam seus projetos. 

Neste tema específico, a atuação da Conleg ainda proporcionou que o volume de vetos pelo governador Reinaldo Azambuja fosse significativamente reduzido no ano passado.

 

CORREIO DO ESTADO – Fale-nos mais sobre a Consultoria Legislativa do Estado de Mato Grosso do Sul e como ela atua na administração pública.  

Ana Carolina Ali Garcia – A Consultoria Legislativa é um órgão que existe há alguns anos. Ela teve uma alteração em termos estruturais e deixou de estar vinculada à Segov [Secretaria de Estado de Governo e Gestão Estratégica] e passou a estar vinculada à governadoria. A mudança fez sentido porque a Consultoria Legislativa mantém relação com todas secretarias, autarquias e fundações, e com a própria Assembleia Legislativa, no sentido de promover a discussão técnica dos projetos. Por isso, houve essa reestruturação administrativa.

A Consultoria Legislativa presta esse assessoramento jurídico e técnico para promover orientações e pareceres relacionados à normatização em termos estaduais. Elaboramos e normatizamos minutas de projetos de lei, de decretos, e atuamos no assessoramento Legislativo, quanto aos projetos que tramitam na Assembleia. Nosso objetivo, além de prestar esse assessoramento jurídico ao gestor público, é de levar segurança para a tomada de decisões e, melhorar o ambiente normativo, aprimorando e simplificando o processo de apuração das normas.

 

O fato de você ser procuradora do Estado, da carreira da advocacia pública, contribui para este trabalho, uma vez que está mais familiarizada com o objeto da Conleg?

Realmente, esse é um avanço para a Procuradoria-Geral do Estado. É a primeira vez que a gente consegue ter uma indicação técnica por parte do governador do Estado, Reinaldo Azambuja [PSDB]. É um reconhecimento à instituição, pois uma das atribuições do procurador são os trabalhos de consultoria e assessoramento.  

 

Desde que a Conleg foi levada para a governadoria, os vetos estão menos frequentes. Isso é um fato, não?

Quando você fala da redução significativa de vetos, lembro que o trabalho da Conleg começa desde a lida do projeto. Quando o projeto de lei é colocado na Assembleia, seja ele do Executivo, seja um projeto de lei de iniciativa parlamentar, ele tem a primeira leitura na sessão para ir para a CCJ [Comissão de Constituição e Justiça]. É nesse primeiro momento que a consultoria começa a trabalhar, a identificar aquele projeto, a identificar qual pasta que afeta aquela matéria [saúde, educação, gestão, entre outras] e conversar com os representantes daquelas pastas para identificar se a matéria ali tratada está alinhada com a política pública desenhada pelo Executivo. Assim, verificamos se é possível atender à demanda, se é necessário algum ajuste no texto do projeto.

Cumprida essa etapa do processo, passamos a dialogar com os parlamentares e suas assessorias para sugerir e para construirmos juntos uma norma que seja, do ponto vista formal, constitucional; e do ponto de vista material, executável. Porque muitas vezes se idealiza algo, se projeta algo, mas quando encaminha a minuta, muitas vezes não é complementado na ponta, pois quem vai cumprir necessita de algum ajuste, e se esse ajuste não é realizado durante a tramitação do projeto, só nos resta o veto.  

Por isso, temos esse trabalho preliminar, que é tentar, lá no nascedouro do projeto, discuti-lo e, se for o caso, não permitir que ele avance, se houver alguma inadequação legal. E quando esse arquivamento ocorre, é facilmente superado, pois o parlamentar faz alguma indicação, coloca aquela iniciativa em ação. Assim, suprimos um vício e atendemos o objeto que se pretende.  

 

Em dezembro último, milhares de decretos antigos foram revogados, poderia nos detalhar sobre o programa Revoga MS?

O programa Revoga MS foi elaborado com um objetivo, que é o de melhorar o ambiente normativo, a partir da revisão do estoque de normas vigentes. A gente pretende, por meio deste programa, simplificar e facilitar o acesso aos serviços públicos. No momento subsequente, o objetivo é a fixação de um manual para aprimorar o processo de elaboração de novas normas, para que – daqui a pouco – a gente não tenha novamente um estoque grande de decretos.  

São duas frentes de atuação. Sobre essa revogação em massa, de decretos em desuso ou superados, ela está avançando para sua etapa final, que é a nossa quarta etapa, e será entregue no primeiro quadrimestre de 2022. Já entregamos as três fases e em dezembro entregamos a terceira fase. Foram divididos os normativos vigentes dos 40 anos do Estado em quatro etapas, de 10 anos cada uma delas. É nesse sentido que o projeto avançou e nós, dentro de cada etapa, entre a primeira, a segunda e a terceira fase, analisamos mais de 11 mil decretos e revogamos mais de 8,6 mil destes decretos. Isso corresponde a uma revogação de mais 74% destas normas. Apenas 26% mantidos.

 

Como na prática essa revogação em massa de decretos ajuda a sociedade?

É uma ferramenta que facilita ao servidor público em sua atuação, ajuda o cidadão na hora de entender qual é a normativa vigente, os deveres e o direito, e facilita ao empresário exercer suas atividades, e com isso promover o desenvolvimento econômico do nosso Estado.  

No Judiciário, as revogações ajudam os julgadores no momento de decidir, de entender qual norma se aplica a determinado caso concreto. Há uma rede, de afetados, beneficiados por esse projeto, tanto que no lançamento dele, a gente contou com a participação de todos os poderes e também tivemos a presença do setor produtivo (Federação da Indústria, Federação da Agricultura e Pecuária), e mais os nossos secretários todos, no sentido do alcance.

Como é o processo de revogação?

A gente primeiro separa os decretos por ano de edição. Depois que nós, no âmbito da Consultoria, planilhamos o decreto, passamos a identificar em qual Pasta ele está relacionado, se é a Pasta da Educação, da Saúde, da Assistência. Depois disso, externamos aos secretários para que eles indiquem representantes de suas secretarias para ter uma interlocução com a comissão. Na sequência, encaminhamos, já separados por matérias, para cada secretaria responsável.

Quando encaminhamos os decretos, já enviamos os campos com sugestões, que pode ser de revogação ou de manutenção, por causa da análise prévia que fazemos. Assim, a Pasta confirma o que sugerimos ou sugere alguma outra providência.  

É assim que avançamos. Em muitas vezes temos um decreto relacionado à parte fiscal, que demanda, por exemplo, uma outra normativa com exigência da Iagro [Agência de Vigilância Sanitária Animal e Vegetal], e uma outra exigência por parte da Sefaz. Pode ser que haja conflito, causado por uma exigência anterior que foi alterada e que não foi revogada. São em situações assim que agimos. Só damos segurança para quem vai utilizar uma norma, quando dizemos que uma outra está revogada.

 

E como a população e os profissionais ficam sabendo quais decretos estão vigentes ou não?

Todos os decretos estão disponíveis no novo site da Consultoria Legislativa do Estado de Mato Grosso do Sul. Nele, no campo legislação é possível verificar quais as leis, quais os decretos, ano a ano. Quanto aos decretos revogados, nós não vamos simplesmente sumir com eles do sistema. O cidadão vai conseguir consultar o decreto revogado no site, ele, porém, estará tarjado. Por isso, um outro trabalho nosso é o de consolidar a revogação. Quando um decreto é revogado, é preciso fazer essa anotação virtual.

A gente tarja o decreto inteiro e informa que ele foi revogado, na data específica. Por que isso? Até aquele período, o decreto revogado surtiu efeito, salvo se ele estivesse revogado tacitamente por uma outra situação. A partir disso, a gente faz esse trabalho de consolidação.  

 

Do que se tratavam alguns dos decretos revogados?

Tem muita coisa. Comissões, criações de grupos de trabalho que não existem mais. A própria estrutura administrativa, como algumas secretarias, unidades escolares, que já não são mais a realidade do Estado, não atendem mais o que constavam nessas normativas. Tudo isso foi retirado. Projetos e programas de governo, ações públicas que tinham um tempo limitado ou foram de gestões e não foram implementados.  

 

Esse trabalho é inédito?

Aqui em Mato Grosso do Sul, sim, tanto que tivemos de pegar os decretos desde o início da divisão do Estado.

 

Trabalhar na redação dos decretos em uma época de restrições de circulação foi muito desafiador? Conte-nos sobre essa experiência.

Realmente, foi um grande desafio normatizar a pandemia. E esse desafio ocorre desde a edição do decreto, por parte do Executivo. Muitas vezes a gente necessita identificar a competência do Estado, porque em muitas situações o interesse era só local, de determinado município. Por isso a importância do diálogo com o Executivo e com os outros poderes.

Nesta mesma linha, o Estado avançou em normativas que possibilitaram ampliar o número de leitos, tudo isso sempre subsidiado pelo programa Prosseguir. A Conleg, inclusive, também integra o programa, que é um comitê técnico para discutir as medidas para combater a Covid-19.

O desafio foi grande porque se tratava de algo novo, com pouca diretriz uniforme em todo o País. E o Estado se debruçou de mãos dadas, todos os gestores, segurança pública, saúde, gestão do governo e o próprio governador, para entender as decisões que deveriam ser tomadas de forma acertada no momento adequado. Tudo isso era levado para a Consultoria, para discutir a decisão no campo jurídico, e depois formatá-la. Tivemos de determinar algumas ações e restringir algumas atividades. E também houve projetos de lei, muitas situações não demandavam a edição de normativo pelo governador, mas, sim, de projetos a serem encaminhados para a Assembleia, para contar com uma discussão plural com os deputados.  

 

E como será o trabalho em 2022? Quais serão as demandas?

Nosso objetivo é de intensificar essa inter-relação entre Executivo e Legislativo no processo de formação das leis. Avançar com o Revoga MS para a quarta etapa, que é a revogação de 2011 a 2020. Também pretendemos propor um Código de Ética Normativa, para que a gente tenha um padrão de propositura de novas normas no Estado, e avançar para as leis. Nossa missão é poder avançar, propor algo, e aí temos de envolver também a Assembleia Legislativa, a gente quer contar com esse apoio para que o Revoga chegue também às leis estaduais, não apenas aos decretos normativos.

 

Você falou em revogação de leis em desuso, assim como tem ocorrido com os decretos. Não acha, porém, que também existe uma situação inversa, em que muitos parlamentares propõem leis que já existem?

Sim, por isso pretendemos implantar o Código de Ética de Formação Legislativa. A ideia é de que o deputado tenha uma rotina, em que para propor uma nova lei tem de olhar para as leis que já existem. Ele terá duas opções: revogar a lei vigente ou alterá-la.  

 

Neste ano, a Rota Bioceânica também avançará, e isso poderá mudar o perfil dos negócios do Estado. Como a Conleg está atuando nessa demanda?

Sim, tocou em uma importante. O Estado já tem a regulamentação da Lei da Liberdade Econômica, que vai nessa toada. Recentemente, avançamos em vários decretos que simplificam a normativa para as empresas e investimentos. Atuamos em conjunto com a Semagro [Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar], para expandir essa visão trazida pela Lei de Liberdade Econômica, que é a necessidade de simplificação para fomentar o desenvolvimento. Nesta mesma linha, vamos adequar nossas normas ao novo marco legal ferroviário e também nos adaptarmos à nova legislação do gás natural.

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DIREITA X ESQUERDA

Contradições ideológicas causam atrito entre Dagoberto e Ovando dentro do PP

Ambos trocaram farpas em ato de filiação no mês passado e clima entre eles só piorou, podendo afetar a reeleição dos dois

20/04/2026 08h05

Os deputados federais Dagoberto Nogueira e dr. Luiz Ovando estão em rota de colisão no PP

Os deputados federais Dagoberto Nogueira e dr. Luiz Ovando estão em rota de colisão no PP Montagem

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Durante o ato de filiação ao PP, realizado na noite de 31 de março, em Campo Grande, que reuniu lideranças políticas do centro e da direita em Mato Grosso do Sul, o ingresso no partido do deputado federal ex-tucano Dagoberto Nogueira evidenciou divergências ideológicas dentro da sigla, gerando um embate público entre ele e o também deputado federal dr. Luiz Ovando (PP).

O Correio do Estado apurou que, ao discursar, o dr. Luiz Ovando ironizou o novo colega de legenda ao afirmar que ele costumava votar, na Câmara dos Deputados, a favor de projetos do governo do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e disse esperar que essa postura fosse revista com a mudança de sigla.

 Em resposta, ao chegar sua vez de também discursar, Dagoberto rebateu na mesma moeda, lembrando que Luiz Ovando iniciou sua trajetória política no extinto Partido Popular Socialista (PPS), antigo Partido Comunista Brasileiro (PCB).

O argumento foi usado pelo ex-PSDB para relativizar a crítica e destacar que mudanças de posicionamento fazem parte da dinâmica política, entretanto, o episódio expôs publicamente um desconforto que já era percebido nos bastidores do PP.

Apesar de filiado a uma legenda tradicionalmente posicionada no centro-direita, Dagoberto tem se destacado por adotar posturas frequentemente associadas à esquerda no Congresso.

Ao longo de sua trajetória, acumula votações e posicionamentos alinhados a pautas sociais e trabalhistas, além de críticas a agendas mais liberalizantes, afinal, antes de ingressar no PSDB, ele foi do PDT.
 

Nos bastidores, o desalinhamento ideológico tem provocado desgaste interno. Integrantes dos Progressistas relatam insatisfação com a atuação do parlamentar, considerada por parte da sigla como distante das diretrizes partidárias.

O cenário tem gerado ruídos nas articulações políticas e dificultado a construção de consensos dentro da legenda. Além das tensões internas, esse posicionamento pode trazer reflexos eleitorais, afetando a reeleição de Dagoberto Nogueira.

A avaliação é de que eleitores mais conservadores tendem a resistir a candidatos identificados com pautas de esquerda, mesmo estando em uma sigla de centro-direita, bem como a militância progressista pode demonstrar cautela em apoiar nomes vinculados a partidos da esquerda.

Nesse contexto, as estratégias de campanha e o discurso político adotado devem ser determinantes para a viabilidade eleitoral. O caso evidencia a complexidade do cenário político brasileiro, em que as fronteiras ideológicas nem sempre seguem rígidamente as diretrizes partidárias e em que trajetórias individuais influenciam diretamente o posicionamento.

MESMO DESAFIO

Situação semelhante ocorre com outro deputado federal ex-tucano, o médico Geraldo Resende, que trocou o PSDB pelo União Brasil, e que, embora tenha se filiado ao partido de centro-direita, também adota posturas frequentemente associadas à esquerda.

Sua atuação é marcada por forte ênfase na área da saúde pública, com defesa recorrente do fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e da ampliação de investimentos federais no setor desde quando foi secretário estadual de Saúde em plena pandemia da Covid-19, batendo de frente com o posicionamento do ex-presidente da República, Jair Messias Bolsonaro (PL), em relação à doença.

Assim como no caso de Dagoberto, o posicionamento de Geraldo Resende também gera desconforto interno no partido, fazendo com que ambos corram sérios riscos de terem comprometidas as respectivas reeleições.

"Cartilha"

Eleições 2026: AGU orienta agentes públicos sobre condutas proibidas

Documento está disponível na página da instituição

19/04/2026 12h30

Reprodução / TSE

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Agentes públicos não devem divulgar ou contribuir para a disseminação de notícias falsas, sob risco de serem punidos por abuso de poder político e econômico. Não podem usar bens ou serviços públicos para favorecer a qualquer candidatura. O que, no caso dos que ocupam cargos eletivos, inclui transformar eventos oficiais em atos de campanha, dos quais, aliás, só podem participar fora do horário de trabalho.

As recomendações, como a obrigação de, no exercício da função pública, observar aos cinco princípios da administração pública - legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência -, constam da cartilha produzida pela Advocacia-Geral da União (AGU) para orientar agentes públicos e gestores sobre as práticas permitidas e proibidas durante o período eleitoral.

“É permanentemente vedada a disseminação, o endosso ou o compartilhamento de informações sabidamente falsas, descontextualizadas ou não verificadas [fake news], bem como de conteúdos que promovam discurso de ódio, discriminação, incitação à violência, ataques pessoais, desqualificação moral ou afronta à dignidade de pessoas ou grupos”, alerta a publicação ao tratar do uso indevido das redes sociais e da disseminação de desinformação.

“Em período eleitoral, a observância desses deveres deve ser redobrada, em razão do elevado potencial de impacto das manifestações públicas das autoridades sobre o debate democrático e sobre a confiança da sociedade nas instituições”, recomenda a AGU na cartilha.

Mesmo que não configurem infração eleitoral, algumas condutas podem ser tipificadas como infração ética por implicarem um conflito entre o exercício da função pública e a promoção pessoal ou político-partidária da autoridade. 

Daí a proibição ao uso da visibilidade, prestígio institucional ou prerrogativas de cargo público para autopromoção com finalidade político-eleitoral, ou para induzir os eleitores a confundirem realizações administrativas decorrentes da atuação institucional do Estado como mérito pessoal de determinado agente público.

Segundo a AGU, a Cartilha Eleitoral: Condutas Vedadas aos Agentes Públicos Federais nas Eleições 2026 é “um instrumento de orientação prática, voltado a apoiar agentes públicos e gestores na tomada de decisões seguras no cotidiano administrativo no contexto eleitoral”.

O documento é também uma contribuição para a prevenção de irregularidades e a conformidade das ações estatais, diz a AGU.

Em sua 11ª edição, a cartilha detalha conceitos como abuso de poder e improbidade administrativa e as regras sobre propaganda, uso de bens públicos e gestão de recursos. 

A cartilha contém um calendário orientativo sobre as principais datas do ano eleitoral e capítulos dedicados ao combate à desinformação no contexto eleitoral; o uso ético das redes sociais e a propaganda eleitoral na internet,  permitida só a partir de 16 de agosto.

“Por tudo isso, espera-se que a cartilha contribua para uma atuação pública segura, responsável e comprometida com o interesse público durante este ano de 2026, fortalecendo as instituições e contribuindo com a lisura do processo eleitoral”, esclarece a AGU na apresentação da cartilha. 

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