Política

ELEIÇÕES 2024

Adriane acredita que, caso eleita, sua vitória despertará mulheres fortes para a política

A candidata a prefeitura de Campo Grande foi votar acompanhada de sua família e da sua principal apoiadora, a senadora Tereza Cristina (PP)

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Acompanhada de familiares e da senadora Tereza Cristina (PP), Adriane Lopes foi até a Escola Municipal Professor Virgílio Alves de Campos, exercer o seu voto na manhã deste domingo de eleições.

Para a imprensa a candidata afirmou que, caso seja eleita, sua vitória pode servir de inspiração para despertar outras mulheres fortes para a política.

"O meu papel como mulher, de ter chego até aqui, já é uma grande vitória. Com o sucesso desta eleição, com certeza, vamos despertar mulheres fortes, não só por Campo Grande, mas por todo o país", declarou Adriane.

A atual prefeitura também declarou que acredita na sua eleição, e destacou que em sua gestão houve avanços na cidade.

"Foi uma campanha dificil, mas chegamos aqui mostrando para os campo-grandenses o que foi possível fazer neste tempo. Reconheço que a cidade tem problemas, mas os avanços foram consideráveis, e os campo-grandenses entenderam  os avanços que fizemos neste tempo", disse a candidata do partido Progressistas.

Adriane enfatizou também os apoios políticos que recebeu durante o primeiro e segundo turno, destacando o apoio da senadora Tereza Cristina e do governador Eduardo Riedel.

"Tenho que agradecer a todos que vieram conosco no 2º turno, apoios importantes, como o do governador Eduardo Riedel e da senadora Teresa Cristina".

Durante o dia a candidata a prefeitura informou que acompanhará a apuração dos votos de forma reservada, em casa, ao lado da família.

No primeiro turno Adriane Lopes foi a candidata mais votada com 31,67% dos votos válidos (140.913 votos), enquanto a adversária neste 2º turno, Rose Modesto (União Brasil), teve 29,56% (131.525).

APOIADORES

Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

Como já informado pela reportagem do Correio do Estado, nesta manhã, na sessão eleitoral, o governador Eduardo Riedel (PSDB) enfatizou o seu apoio a candidata Adriane Lopes nas eleições municipais.

"Tenho conversado com ela [Adriane], com a senadora [Tereza Cristina] e com todos que estão envolvidos com essa candidatura. Estamos confiantes, pela trajetória que ela teve ao longo deste processo eleitoral", disse o Governador.

Acompanhando Adriane Lopes na zona eleitoral, Tereza Cristina afirmou que têm ajudado a candidata e entende que eu apoio vem sendo importante para ela e para o partido Progressistas.

"Eu convidei a prefeita para vir para ao Progressistas, e eu fiz questão de estar presente o tempo todo, o máximo de tempo que eu pude junto com a prefeita", disse a senadora.

Se caso Adriane Lopes for eleita, a senadora afirmou que vai ajuda-la durante os quatro anos a frente do executivo. "Estarei firme ao lado dela, ajudando, trazendo emendas para Campo Grande e conversando. Esse vai ser o meu papel, mas de uma conselheira", destacou.

Na papuda

Comissão aprova requerimento de informações sobre saúde de Bolsonaro na Papudinha

A Comissão aprovou o envio de oito perguntas para o Ministério da Justiça

10/02/2026 19h00

Bolsonaro está preso na Papudinha, em Brasília

Bolsonaro está preso na Papudinha, em Brasília Divulgação/Sérgio Lima-UOL

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A Comissão de Segurança da Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira, 10, dois requerimentos para ter informações sobre os protocolos de saúde e segurança disponíveis ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que está preso na Papudinha, em Brasília.

Os textos aprovados, de autoria do deputado Evair Vieira de Melo (PP-ES), pedem informações do Ministério da Justiça e Segurança Pública e da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre os procedimentos para a saúde e segurança de Bolsonaro.

A Comissão aprovou o envio de oito perguntas para o Ministério da Justiça responder. São estas:

  1. Quais são os protocolos formais adotados para o armazenamento, controle, fracionamento e distribuição de medicamentos na referida unidade prisional?;
  2. A atividade de apoio à distribuição de medicamentos por custodiado do regime semiaberto está formalmente regulamentada? Em caso positivo, encaminhar cópia da norma interna ou ato administrativo correspondente;
  3. Quais critérios técnicos e de segurança fundamentaram a designação de custodiado do regime semiaberto para auxiliar nessa atividade?;
  4. Há supervisão direta de profissional de saúde habilitado durante o manuseio e a entrega dos medicamentos? Em caso afirmativo, detalhar como ocorre essa supervisão;
  5. Existe controle individualizado de dosagem, registro de entrega e conferência de medicamentos? Descrever o procedimento adotado;
  6. O Ministério da Justiça e Segurança Pública foi formalmente comunicado sobre a operacionalização desse procedimento? Em caso positivo, encaminhar cópia da comunicação;
  7. O procedimento adotado está em conformidade com as normas da Lei de Execução Penal, diretrizes do Sistema Único de Saúde aplicáveis ao sistema prisional e protocolos sanitários vigentes?; e
  8. Há auditoria ou fiscalização periódica quanto à regularidade desse processo? Informar qual órgão é responsável.

Evair pede à PGR a avaliação sobre a adequação formal e material sobre a existência de protocolos técnicos claros para armazenamento, fracionamento e distribuição de medicamentos; supervisão por profissionais de saúde habilitados; registro individualizado de dosagem; e mecanismos de controle que assegurem a integridade da assistência prestada.

"A relevância institucional do caso impõe cautela redobrada e transparência plena, não por privilégio pessoal, mas pela necessidade de preservação da responsabilidade objetiva do Estado na execução da pena e da confiança pública na regularidade dos atos praticados no sistema prisional", afirma o deputado autor dos requerimentos.

Evair também pediu "o máximo de cautela" no caso de Bolsonaro. "Em matéria de saúde e integridade física - sobretudo de quem ocupou o mais alto cargo da nação - o padrão não pode ser o mínimo necessário, mas o máximo de cautela", afirmou.

Os dois requerimentos foram aprovados em votação simbólica, sem contestação. Tradicionalmente, a Comissão de Segurança Pública é dominada por integrantes da bancada bala, bolsonarista, que possui ampla maioria no colegiado.
 

Política

Caso cão Orelha: deputado de MS assina pedido de CPI e pede investigação

Iniciativa é de autoria do deputado federal Delegado Bruno Lima (PP-SP)

10/02/2026 18h45

Cão Orelha

Cão Orelha Foto: Divulgação

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O deputado federal sul-mato-grossense Geraldo Resende (PSDB) assinou o pedido de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que pretende investigar maus-tratos a animais e o uso de plataformas digitais para disseminação de violência a partir de caso ocorrido em Florianópolis com o cão Orelha. 

O requerimento de criação da CPI foi assinado nesta terça-feira (10) e tem como objetivo apurar a prática de atos de crueldade contra animais e as circunstâncias que envolveram a morte do animal, ocorrida em Florianópolis, no início de janeiro de 2026. A iniciativa é de autoria do deputado federal Delegado Bruno Lima (PP-SP).

O requerimento foi apresentado com base no artigo 58 da Constituição Federal e no Regimento Interno da Câmara dos Deputados e propõe investigação não apenas o caso específico do Cão Orelha, mas a incidência de violência contra animais no Brasil, incluindo a possível utilização de plataformas digitais para a propagação e o estímulo desse tipo de crime.

Para Geraldo Resende, a instalação da CPI representa uma resposta institucional necessária diante da gravidade dos fatos e da mobilização da sociedade. “A crueldade contra animais não é um fato isolado nem um problema menor. Trata-se de uma violência que afeta a ordem social, a saúde pública e evidencia falhas que precisam ser enfrentadas pelo Estado.”, afirmou.

O parlamentar destacou que a comissão tem como objetivo contribuir para o aprimoramento da legislação, o fortalecimento da fiscalização e a responsabilização dos envolvidos, além de estimular políticas preventivas que coíbam práticas de violência.

“Assinei o requerimento por entender que o Congresso tem o dever de apurar os fatos de forma rigorosa, propor soluções e fortalecer a proteção legal aos animais”, completou.

Outro eixo central da investigação será o debate sobre a responsabilidade das plataformas digitais na circulação de conteúdos violentos, sem que isso represente cerceamento à liberdade de expressão, buscando identificar medidas que inibam o uso desses meios para a propagação de práticas criminosas.

O caso

Orelha, como era conhecido pelos moradores da região da Praia Brava, vivia há cerca de dez anos no local, onde era cuidado pela comunidade.

No dia 5 de janeiro, o cão foi encontrado gravemente ferido e agonizando. Diante da gravidade dos ferimentos, o animal foi submetido à eutanásia em uma clínica veterinária.

No dia 16 de janeiro, a Polícia Civil de Santa Catarina passou a conduzir as investigações, que inicialmente apontaram quatro adolescentes como suspeitos das agressões.

O trabalho investigativo envolveu a análise de imagens de câmeras de segurança, depoimentos de moradores e o cumprimento de mandados, respeitando o sigilo legal dos procedimentos que envolvem adolescentes, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Ao final da investigação, a Polícia Civil solicitou a internação de um menor. Os outros três adolescentes inicialmente investigados foram descartados.

Além disso, três adultos ligados aos adolescentes foram indiciados por suspeita de coação a uma testemunha durante o andamento do inquérito. O procedimento foi concluído no dia 3 de fevereiro e encaminhado ao Ministério Público de Santa Catarina, que solicitou uma nova investigação devido a “lacunas” apresentadas na primeira investigação. 

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