Política

PESQUISA IBOPE

Aécio tem 55% e Dilma 45% dos votos em Mato Grosso do Sul

A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos

DA REDAÇÃO

13/10/2014 - 20h20
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Pesquisa Ibope divulgada nesta segunda-feira (13) aponta que, em Mato Grosso do Sul, Aécio Neves (PSDB) tem 55% dos votos válidos e Dilma Rousseff (PT), 45%. A pesquisa foi encomendada pela TV Morena.

Incluindo os votos brancos, nulos e os eleitores que se declaram indecisos, Aécio tem 49% e Dilma, 41%. Brancos e nulos são 7%, enquanto 3% não sabem ou não responderam.

O Ibope ouviu 812 eleitores em 32 municípios de 10 a 12 de outubro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%, o que quer dizer que, se levarmos em conta a margem de erro de três pontos, a probabilidade de o resultado retratar a realidade é de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Eleitoral Regional (TRE) sob o protocolo MS-00065/2014.

tomada de contas

PF mira agência Z3 em Campo Grande por fraude no TCE-MT

Operação da Polícia Federal cumpre mandados na filial da agência publicitária localizada na capital de Mato Grosso do Sul

31/10/2026 08h00

Fachada do prédio onde funcionariam as agências Art e Traço e Z3

Fachada do prédio onde funcionariam as agências Art e Traço e Z3 Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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A Polícia Federal (PF) investiga a possível participação da agência Zimmermann Publicidade e Propaganda, conhecida como Z3, em um suposto esquema milionário de corrupção no Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT). 

A empresa, que tem sede em Cuiabá (MT) e filiais em Campo Grande e Três Lagoas, pertence aos dois filhos do empresário sul-mato-grossense Cacildo Lucinei Zimmermann Silveira, o Nei Silveira, dono da agência Art e Traço e que já integrou o quadro societário da Z3.

A referida agência faz parte do contrato de publicidade de R$ 16 milhões com o TCE-MT e apresentou aumento de 291% nos pagamentos recebidos durante um período de suspensão de contratos administrativos.

A suspeita faz parte da Operação Tomada de Contas, deflagrada na quinta-feira, que resultou na prisão preventiva do presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo de Almeida, e de outras cinco pessoas. 

A investigação apura possíveis irregularidades na contratação de fornecedores, pagamentos suspeitos e movimentações financeiras que podem estar relacionadas ao desvio de recursos públicos.

A Zimmermann aparece na decisão do ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que autorizou as prisões e outras medidas cautelares solicitadas pela PF. 

O documento aponta a empresa entre os fornecedores cujos pagamentos apresentaram crescimento expressivo, apesar das medidas de contenção de despesas adotadas pela administração do Tribunal.

Documentos societários da Z3 obtidos pelo Correio do Estado demonstram que os dois sócios-proprietários da agência são os empresários João Pedro Zimmermann e João Vitor Zimmermann, filhos de Nei Silveira.

Os registros também indicam que Nei Silveira já integrou o quadro societário da empresa quando ela utilizava a denominação TIS Publicidade e Propaganda, entretanto, atualmente, João Pedro figura como sócio-administrador da Z3, enquanto João Vitor também integra a sociedade. 

Uma alteração contratual registrada em maio de 2025 identifica os dois irmãos como integrantes do quadro societário da agência.

A ligação empresarial vai além do parentesco, pois documentos apresentados em uma licitação pública mostram que, em dezembro de 2025, Nei Silveira recebeu procuração de João Pedro para representar a Zimmermann em uma concorrência da Secretaria de Comunicação do governo de São Paulo.

A autorização concedia poderes para apresentar propostas, negociar condições e assinar documentos em nome da empresa. Outra conexão aparece com a Regente Locação de Hardwares, Softwares e Serviços de Informática Ltda., que tem entre seus sócios Nei Silveira e seus dois filhos.

Em Campo Grande, a filial da Zimmermann está cadastrada na Rua Nortelândia, nº 512, no Bairro Santa Fé, endereço também associado à Art e Traço, atualmente denominada A&T Publicidade e Assessoria.

Apesar desses vínculos familiares e empresariais, os documentos judiciais analisados não identificam Nei Silveira nem a Art e Traço como alvos da Operação Tomada de Contas. Também não apresentam elementos que permitam atribuir a eles participação nas irregularidades investigadas.

Fachada do prédio onde funcionariam as agências Art e Traço e Z3

SOB SUSPEITA

De acordo com a decisão do STJ, a Zimmermann Publicidade e Propaganda figura entre as empresas contratadas por meio do Contrato nº 19/2023, decorrente da Concorrência nº 1/2022, destinado à prestação de serviços publicitários ao TCE-MT.

O contrato tem valor global de R$ 16 milhões e foi firmado com a participação da Zimmermann e de outras empresas do setor. As suspeitas surgiram após a PF identificar alterações consideradas atípicas no volume de pagamentos realizados pelo Tribunal a determinados fornecedores.

Em agosto de 2024, o presidente Sérgio Ricardo de Almeida determinou, por meio da Portaria nº 126/2024, a suspensão temporária dos contratos administrativos pelo prazo de 90 dias, incluindo os pagamentos às empresas contratadas.

A decisão foi justificada pela necessidade de contenção de despesas, mas estabeleceu exceções para serviços considerados essenciais e para contratos que a própria presidência decidisse manter em execução.

Em outubro daquele ano, uma nova portaria prorrogou a suspensão até dezembro, entretanto, o cruzamento de dados realizado pelos investigadores revelou que algumas empresas continuaram recebendo recursos e, em determinados casos, registraram crescimento expressivo nos pagamentos.

Entre agosto e outubro de 2024, os valores recebidos pela Zimmermann apresentaram aumento de 291%, em comparação com a média mensal registrada de janeiro a julho daquele ano.

Outras empresas também tiveram elevação significativa nos pagamentos, com aumentos que chegaram a 327%, enquanto parte dos fornecedores deixou de receber recursos durante a suspensão contratual.

A PF identificou 1.624 pagamentos realizados pelo TCE-MT a 94 pessoas jurídicas em 2024. Desse total, 55 empresas receberam recursos antes e depois da suspensão dos contratos, enquanto 21 deixaram de receber após a publicação da primeira portaria.

A principal hipótese investigada é a de que a suspensão contratual tenha sido utilizada como mecanismo de pressão sobre fornecedores, de maneira que determinadas empresas continuariam recebendo pagamentos mediante a suposta devolução de parte dos valores a pessoas ligadas à administração do Tribunal.

A investigação também identificou relações societárias e empresariais entre a Zimmermann, a BR Digital Ltda. e outras empresas, além de transferências financeiras envolvendo pessoas jurídicas e físicas.

O relatório policial menciona operações de saque em espécie e movimentações bancárias fracionadas, consideradas potencialmente suspeitas pelos investigadores. A origem e a destinação dos recursos ainda estão sendo apuradas.

MOVIMENTAÇÃO

Na decisão que autorizou as prisões preventivas, o ministro Og Fernandes destacou que a Polícia Federal identificou movimentações financeiras consideradas suspeitas no montante de R$ 75,8 milhões entre 1º de janeiro e 22 de outubro de 2025.

O valor corresponde ao conjunto das operações examinadas pela investigação e não pode ser atribuído exclusivamente à Zimmermann Publicidade e Propaganda.

Conforme a hipótese apresentada pela Polícia Federal, o presidente do TCE-MT, Sérgio Ricardo de Almeida, teria comandado uma estrutura formada por operadores financeiros responsáveis pela circulação e conversão em dinheiro vivo de recursos retirados dos cofres do Tribunal.

A investigação examina ainda a possível existência de pagamentos paralelos destinados a integrantes do grupo, além de transferências entre contas bancárias, saques em espécie e aquisições patrimoniais consideradas suspeitas.

Para os investigadores, os indícios apontam que as práticas apuradas poderiam ter continuado neste ano, mesmo após o início das diligências.

Procurados, a Zimmermann Publicidade e Nei Silveira não haviam se manifestado sobre a investigação até o fechamento desta edição.

* SAIBA 

Art e Traço e Z3 têm o mesmo endereço 

A Zimmermann Publicidade e Propaganda (Z3) e a Art e Traço têm ligações que vão além do endereço compartilhado na Rua Nortelândia, nº 512, no Bairro Santa Fé, em Campo Grande.

A Z3 pertence a João Pedro e João Vitor Zimmermann, filhos de Cacildo Lucinei Zimmermann Silveira, conhecido como Nei Silveira, empresário ligado à Art e Traço.

Ele também já integrou o quadro societário da Z3, quando a empresa utilizava a denominação TIS Publicidade e Propaganda, e recebeu procuração para representá-la em licitação pública em 2025. Pai e filhos também são sócios da Regente Locação de Hardwares, Softwares e Serviços de Informática Ltda.

Apesar dessas conexões, os documentos judiciais analisados não identificam Nei Silveira nem a Art e Traço como alvos da investigação da Polícia Federal sobre o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT).

Política

Davi Alcolumbre pauta votação da PEC da Segurança no Senado para terça-feira

O texto amplia as competências da União na área de segurança pública, impõe restrições a integrantes de facções criminosas e permite a criação de polícias municipais

30/10/2026 19h30

Presidente do Senado, Davi Alcolumbre

Presidente do Senado, Davi Alcolumbre Divulgação/ Agência Brasil

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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), pautou a votação da proposta de emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública para terça-feira, 3.

Prioritário para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) neste fim de ano, o texto amplia as competências da União na área de segurança pública, impõe restrições a integrantes de facções criminosas e permite a criação de polícias municipais. Lula tem afirmado que, após a aprovação da PEC, criará o Ministério da Segurança Pública.

A oposição vem tentando, desde a tramitação na Câmara dos Deputados, embutir na PEC um item prevendo a redução da idade para imputabilidade penal, condição que torna um cidadão passível de punição por um crime - hoje prevista a partir dos 18 anos de idade.

No último dia 15, Alcolumbre retirou a PEC da pauta do Senado. A decisão veio após um impasse na articulação do próprio governo Lula. O Palácio do Planalto vinha negociando uma proposta para tentar anular a iniciativa dos bolsonaristas de reduzir a maioridade penal a até 14 anos, para crimes hediondos - mas os petistas não chegaram a um entendimento sobre a estratégia para reduzir danos.

O receio do governo era que, sem uma alternativa na mesa, a oposição conseguisse aprovar a redução para 14 anos - a medida tem aprovação popular, mas é profundamente mal vista pela base de esquerda e por setores religiosos. A própria Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a mais importante entidade católica no País, emitiu uma nota criticando a negociação para aprovar a medida. Alas do PT também são contrárias.

Para não ver a emenda da oposição aprovada, o senador Camilo Santana (PT) protocolou sua própria medida, mas a estratégia não teve consenso dentro do partido.

Acordo na Câmara

Em março deste ano, um acordo feito entre o relator da PEC da Segurança Pública na Câmara, Mendonça Filho (União-PE), e o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), levou à retirada do trecho que previa uma brecha para reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos.

O trecho que previa a realização de um referendo sobre o assunto não constava no texto original da PEC elaborada pelo governo Lula, e foi incluído pelo relator durante a elaboração do parecer. Mas a pressão das bancadas de esquerda ensaiou travar a aprovação, e Motta convenceu o relator pela retirada do tema.

Conteúdo da PEC

A proposta aprovada prevê o endurecimento penal contra integrantes e líderes de organizações criminosas, facções, milícias privadas e grupos paramilitares.

Também amplia a competência da Polícia Federal, autoriza a Polícia Rodoviária Federal a atuar em rodovias, ferrovias e hidrovias federais, cria a possibilidade de polícias municipais e constitucionaliza o Sistema Único de Segurança Pública (SUSP)

Na contramão do que previa a proposta original, elaborada pelo então ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, o projeto blinda os Estados contra a influência da União para direcionar políticas públicas e retira a competência privativa da União sobre segurança pública e defesa social; só restando ao governo federal legislar sobre atividade de inteligência.

Em vez de caber à União "manter" a segurança pública e a defesa social, o texto prevê que ela vai "prover os meios necessários à manutenção", sinalizando financiamento por parte do governo federal, e não execução. E prevê que cada ente federativo vai ter seus próprios conselhos e políticas sobre o setor.

A PEC também dá poder aos Estados para criar forças-tarefa e organizar o sistema socioeducativo sem a participação da União e também fortalece os parlamentares contra outros Poderes.

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