Política

Agosto Lilás

Governo firma parcerias para oferecer mais segurança e acolhimento a mulheres vítimas de violência

Dentre as ações da campanha "Agosto Lilás" está a compra de 600 kits de tornozeleira eletrônica para monitorar agressores que já possuem medidas protetivas

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Nesta segunda-feira (7), o Governo do Estado, por meio da Subsecretaria de Estado de Políticas Públicas para Mulheres, deu início à campanha Agosto Lilás: " Violência contra a mulher: ignorar faz de você cúmplice desse crime", e assinou termos de cooperação com os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, e com secretarias de Estado, a fim de firmar ações para proporcionar mais segurança e acolhimento para as mulheres.

"O propósito do combate à violência contra a mulher não é ação exclusiva de uma instituição, ou de um órgão específico. É da sociedade como um todo. Ao envolver educação, justiça, segurança pública, nas suas mais diversas formas, nós efetivamente estamos exercendo aquilo que se quer dentro da sociedade no combate à violência contra a mulher", declarou o governador Eduardo Riedel.

Para a segurança, o Estado anunciou a compra de 600 kits de tornozeleira eletrônica para monitorar agressores que já possuem medidas protetivas.

Quatro termos de cooperação foram firmados. O primeiro, com a Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul, que vai capacitar 55 gestoras de Políticas para Mulheres nos municípios, ampliando assim a rede de atendimento à mulher.

A segunda cooperação foi firmada com o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS), e consiste em destinar a mulheres em situação de violência 5% das vagas nas empresas terceirizadas que prestam serviço aos órgãos do Poder Judiciário.

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul ficará responsável por fortalecer ações de combate à violência contra as mulheres, com prioridade em ações para mulheres indígenas, negras e com deficiência. Faz parte do projeto a traducão da lei Maria da Penha para as principais línguas indígenas do Estado, com impacto de inserção de 70 mil indígenas;

A Funtrab vai priorizar cadastrar e encaminhar ao mercado de trabalho mulheres em situação de violência e de vulnerabilidade social. 

Na área da educação, a ação chamada  'Maria da Penha vai à Escola' deve integrar o programa, levando o tema para 190 mil alunos de 348 escolas.

A Secretaria de Administração, em parceria com a faculdade Insted, irá oferecer curso de pós-graduação em Direitos Humanos das Mulheres e Políticas Pública a 30 servidoras, que posteriormente vão formar um grupo de trabalho para elaborar políticas públicas em prol da segurança da mulher.

Agosto Lilás 2023

Iniciada em 2016, a campanha Agosto Lilás chega a sua oitava edição em 2023, ano em que a Lei Maria da Penha completa 18 anos de criação. Desde 2022, por lei, o Agosto Lilás é instituído nacionalmente como o mês de proteção à mulher.

Nesta edição, a campanha tem como tema "Violência contra a mulher: ignorar faz de você cúmplice desse crime", e busca, além de conscientizar a população a respeito do crime, incentivar a denúncia.

"Se hoje nós temos índices altos de denúncia, é porque nós estamos estimulando as vítimas a denunciar. Porque ela está confiando mais no poder público, confiando mais na polícia, e isso para nós é motivo de orgulho", afirmou a deputada estadual Mara Caseiro.

Mara Caseiro relembrou o ditado "em briga de marido e mulher, não se mete a colher", e comemorou que hoje em dia as pessoas estão saindo em defesa das mulheres.

"Hoje graças a Deus o olhar é diferente. Em briga de marido e mulher, se mete a colher sim, porque nós precisamos salvar vidas", destacou a deputada.

Um caso a cada 30 minutos

Conforme noticiado anteriormente pelo Correio do Estado, neste ano, Mato Grosso do Sul já registrou 11.244 ocorrências de violência doméstica contra a mulher, sendo 3.948 em Campo Grande. Esse número representa um caso registrado a cada 30 minutos.

Conforme informações da pasta, o estado contabiliza 12.662 vítimas pelo crime, entre as vítimas a maioria são adultos (6.824), seguido por jovens (4.225), adolescentes (614), idoso (777), criança (163), não informados (59). Na capital, foram 3.948 vítimas até o momento e 8.364 vítimas no interior do Estado, desde o início do ano.

Em relação ao número de feminicídio, até o momento de 2023, são 16 casos registrados nos meses de janeiro, fevereiro, março, abril, maio, junho e julho, este último atingiu um pico com 6 casos. Assim, é possível perceber que ao menos uma mulher morre de feminicídio por mês em Mato Grosso do Sul. 

De acordo com a delegada titular da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), Elaine Benicasa, apesar dos números, o índice de feminicídio diminuiu. Foram registrados cinco casos em Campo Grande e 11 no interior.

"É importante separar os casos de feminicídio que nós tivemos um decréscimo de 50% dos casos de registro de ocorrências que há o crescimento contínuo desde 2015, eu falo 2015 por conta da criação da Casa da Mulher Brasileira", destacou a delegada.

Bebicasa afirma que o crescimento das ocorrências reflete a diminuição das subnotificação. "Isso é bom, as mulheres realmente, cada vez mais, estão vindo para denunciar. Agora os feminicídios diminuíram. Então há uma oscilação nos números de feminicídios desde 2015, não há algo crescente como é o número de boletins de ocorrência", reforçou a delegada.

Além dos índices de vítimas neste ano, Mato Grosso do Sul já contabiliza mais de 2 mil agressores de mulheres condenados pelo Tribunal de Justiça do Estado. As ocorrências desse tipo de crime lideram o número de chamadas atendidas pela Polícia Militar.

Lei Maria da Penha

Publicada há exatos 17 anos, a Lei Maria da Penha, marco na defesa dos direitos das mulheres no Brasil, criou mecanismos para prevenir e coibir a violência doméstica e familiar. "A  criação da Lei Maria da Penha foi uma grande conquista das mulheres no enfrentamento da violência doméstica no Brasil", afirmou a Subsecretária de Políticas para Mulheres, Cristiane Sant'Anna de Oliveira.

"Sua implantação continua impactando diversos ordenamentos jurídicos, como a criação de varas especializadas, medidas protetivas de urgência e as políticas públicas de atendimento às mulheres", comentou a subsecretária.

No entanto, ela enfatiza também a necessidade de melhorias da lei. "É preciso melhorar sua efetivação no cumprimento das medidas protetivas, criação de grupos reflexivos para agressores para diminuir as reincidências", frisou Cristiane Sant'Anna de Oliveira.

A subsecretária cita também a realização de programas de autonomia financeira que ofereçam as mulheres capacitação aliada à empregabilidade empreendedorismo feminino, e projetos educacionais para "que deem conta de ensinar às novas gerações práticas sociais estabelecidas no respeito e aceitação da condição feminina em seus novos espaços de atuação", finalizou.

Serviço

Em caso de urgência e emergência ligue 190. Para fazer uma denúncia ou pedir informações ligue 180. Para solicitar uma visita da Patrulha Maria da Penha ligue 153.

Para denunciar e passar pelo primeiro atendimento, procure a Casa da Mulher Brasileira ou uma Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher. Lembrando que o atendimento na Capital é 24h. A Casa da Mulher Brasileira está localizada na Rua Brasília, lote A, quadra 2, no Jardim Imá. Telefone: 2020-1300.

O Centro Especializado de Atendimento à Mulher em situação de violência (Ceam) atende mulheres vítimas da violência doméstica ou qualquer outra agressão por causa do gênero. Primeiro a mulher passa por uma triagem para depois ser atendida por psicólogas e assistentes sociais. A Ceam fica na Rua Piratininga, 559, no Jardim dos Estados. Telefone: 0800-067-1236

Para denunciar violência doméstica pela internet, basta acessar o site da Delegacia Virtual da Polícia Civil, clicar em "Registrar Denúncia", e posteriormente em "Violência contra a Mulher". O registro no site pode ser feito de todo Mato Grosso do Sul. 

O Ministério Público realiza atendimento pelo WhatsApp: (67) 9-9825-0096. O telefone da 72ª Promotoria de Justiça da Casa da Mulher Brasileira é  3318-3970. Assim como a Defensoria Pública através do número (67) 9-9247-3968. Atendimento on-line: defensoria.ms.def.br. Núcleo de Defesa da Mulher: (67) 3313-4919

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eleições 2026

Coligação de Lula aciona TSE contra Flávio por uso de perfis para impulsionar campanha

Equipe de monitoramento de redes da campanha de Lula mapeou 1.826 publicações no Instagram em coautoria entre 492 perfis

20/09/2026 19h00

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A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) protocolou uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em que pede uma investigação judicial eleitoral sobre o suposto uso, pela candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL), de collabs nas redes sociais para burlar às regras de recomendação de propaganda eleitoral e monetizar conteúdos.

Segundo a petição, a equipe de monitoramento de redes da campanha de Lula mapeou 1.826 publicações no Instagram em coautoria entre 492 perfis. A maior parte delas ocorreu em um espaço de dez dias e repetiu o mesmo conjunto de coautores.

Parte das páginas utilizaria links para venda de produtos relacionados à campanha. Um dos casos é o de um boné com número 22. Segundo o documento, doze perfis com mais de 10 milhões de seguidores somados direcionam o público a mesma loja na Shoppe com o produto.

A coligação de Lula argumenta que a situação caracteriza uso indevido dos meios de comunicação social e abuso de poder econômico e político. Além de Flávio, a petição cita o deputado federal Alfredo Gaspar (PL), vice na chapa.

A petição pede liminar para que os registros sejam preservados pela Meta e da Shopee e que os responsáveis pelos perfis sejam identificados. Também solicita que os links de vendas sejam suspensos. Requer ainda a cassação do registro da chapa e a inelegibilidade dos investigados por oito anos.

Caixinha gorda

Lucas de Lima, Dione Hashioka e Gleice Jane lideram arrecadação de campanha por vaga na Alems

Grande parte da verba dos candidatos foi destinada pelo fundo eleitoral de seus respectivos partidos

20/09/2026 17h00

Lucas de Lima, Gleice Jane e Dione Hashioka

Lucas de Lima, Gleice Jane e Dione Hashioka Fotos: Alems

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Lucas de Lima (PL), Dione Hashioka (União Brasil) e Gleice Jane (PT) concentram as maiores arrecadações entre os candidatos a deputado estadual de Mato Grosso do Sul nas eleições de 2026.

Conforme a Justiça eleitoral, o trio é quem mais recebeu dinheiro para gastar na corrida pelas 24 cadeiras na Assembleia Legislativa do Estado.

Lucas declarou R$ 1.102.830,00 em recursos para a campanha, seguido por Dione, com R$ 1.093.660,00, e Gleice, que soma R$ 1.081.986,33.

Candidatos que mais receberam dinheiro para campanha deste ano

Lucas de Lima do Amor Sem Fim: R$ 1.102.830,00 PL
Dione Hashioka: R$ 1.093.660,00 UNIÃO
Professora Gleice Jane: R$ 1.081.986,33 PT
Barbara Resende: R$ 1.063.260,00 UNIÃO
Professor Marcelo Miranda: R$ 1.050.000,00 PP
Zé Teixeira: R$ 1.027.720,00 PL
Coronel David: R$ 1.007.120,00 PL
Marcio Fernandes: R$ 1.000.620,00 PL
Renato Câmara: R$ 986.079,29 Republicanos
Pedrossian Neto: R$ 979.400,00 Republicanos

Cabe destacar que os valores correspondem aos recursos declarados pelas campanhas neste domingo (4) e podem sofrer alterações conforme novas prestações de contas, ou doações sejam informadas à Justiça Eleitoral.

Lucas de Lima disputa a reeleição para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems) e está em seu segundo mandato. Em 2022, foi eleito com 26.575 votos, mais que o dobro dos 12.391 votos obtidos na eleição de 2018.

Do total arrecadado por Lucas, R$ 1 milhão foi destinado pelo fundo de campanha do PL. O restante corresponde a doações de campanha. 

Dione Hashioka também retorna à disputa pela Alems após já ter exercido dois mandatos como deputada estadual. Em janeiro de 2023, reassumiu uma cadeira na Assembleia após a saída de Barbosinha, que deixou o Legislativo para assumir o cargo de vice-governador de Mato Grosso do Sul.

Dos recursos declarados por Dione, R$ 1,063 milhão é proveniente do fundo de campanha destinado pelo União Brasil.

Terceira colocada no levantamento, Gleice Jane foi eleita como primeira suplente do PT e assumiu uma cadeira na Assembleia em 2023, após o falecimento do deputado estadual Amarildo Cruz.

No caso de Gleice, R$ 1,035 milhão da arrecadação declarada é oriundo do fundo partidário destinado à campanha.

Barbara Resende, quarta colocada entre as maiores arrecadações, é filha do deputado federal Geraldo Resende. Os dois se filiaram ao União Brasil em março deste ano, após deixarem o PSDB. Assim como a filha, Geraldo Resende compõe o top-3 dos candidatos a deputado federal que mais receberam verba para utilizar na campanha deste ano. 

Ao todo, foram registradas 253 candidaturas para deputado estadual em Mato Grosso do Sul. Desse total, 31 candidatos disputam a eleição sem qualquer valor arrecadado, enquanto outros 104 declararam até R$ 50 mil em recursos para a campanha.

Cada candidato a deputado estadual pode gastar até R$ 1.270.629,01, conforme o limite informado para o cargo. O prazo para a realização da votação é 4 de outubro.

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