Cidades

AGOSTO LILÁS

Mato Grosso do Sul registra um caso de violência doméstica a cada meia hora

Estado registrou 11.244 ocorrências de violência contra mulheres desde o início do ano, sendo quase 4 mil ocorrências em Campo Grande

Continue lendo...

Mato Grosso do Sul registrou desde o início do ano 11.244 ocorrências de violência doméstica no Estado, sendo 3.948 em Campo Grande. Esse número representa um caso registrado a cada 30 minutos. Em 2022, de janeiro a julho, foram registradas 11.416 ocorrências. Os números foram disponibilizados pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp).

Conforme informações da pasta, o estado contabiliza 12.662 vítimas pelo crime, entre as vítimas a maioria são adultos (6.824), seguido por jovens (4.225), adolescentes (614), idoso (777), criança (163), não informados (59). Na capital, foram 3.948 vítimas até o momento e 8.364 vítimas no interior do Estado, desde o início do ano.

Em 2022, durante todo o ano, foram 19.862 ocorrências, sendo 6.915 em Campo Grande. Foram mais de 21 vítimas no Estado ao longo do ano, o que representou 7.563 na Capital e 14.287 no interior. Só em agosto desde ano, são 270 casos registrados.

Em relação ao número de feminicídio, até o momento de 2023, são 16 casos registrados nos meses de janeiro, fevereiro, março, abril, maio, junho e julho, este último atingiu um pico com 6 casos. Assim, é possível perceber que ao menos uma mulher morre de feminicídio por mês em Mato Grosso do Sul. 

Cinco casos foram registrados em Campo Grande e 11 no interior, principalmente na faixa da fronteira. Em 2022 os números são ainda mais preocupantes porque foram 42 casos ao longo do ano, com maior registro em janeiro com 7 casos. Desse total, 12 feminicídios foram em Campo Grande e 30 no interior.

Além dos altos índices de vítimas em 2023, Mato Grosso do Sul já contabiliza mais de 2 mil agressores de mulheres condenados pelo Tribunal de Justiça do Estado. As ocorrências desse tipo de crime lideram o número de chamadas atendidas pela Polícia Militar.

De acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, Mato Grosso do Sul apresentou, em 2022, a segunda maior taxa de feminicídio do país, com 2,9 casos para cada 100 mil mulheres, sendo que a média nacional foi de 1,4 por 100 mil. 

O número do estado só ficou abaixo, em 2022, do de Rondônia (3,1), Acre (2,6), ocupa o terceiro lugar no ranking nacional. Entre os menos inseguros nesse aspecto estão Ceará (0,6), São Paulo (0,9) e Rio Grande do Norte (0,9).

No ano anterior, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso tiveram a mesma taxa, de 2,4 – esse resultado foi inferior apenas ao do Acre e Tocantins, ambos com índice de 2,9.

Lei Maria da Penha

Publicada em 2006, a Lei Maria da Penha, marco na defesa dos direitos das mulheres no Brasil, criou mecanismos para prevenir e coibir a violência doméstica e familiar. “A  criação da Lei Maria da Penha foi uma grande conquista das mulheres no enfrentamento da violência doméstica no Brasil”, afirmou a Subsecretária de Políticas para Mulheres, Cristiane Sant’Anna de Oliveira.

“Sua implantação continua impactando diversos ordenamentos jurídicos, como a criação de varas especializadas, medidas protetivas de urgência e as políticas públicas de atendimento às mulheres”, comentou a subsecretária.

No entanto, ela enfatiza também a necessidade de melhorias da lei. “É preciso melhorar sua efetivação no cumprimento das medidas protetivas, criação de grupos reflexivos para agressores para diminuir as reincidências”, frisou Cristiane Sant’Anna de Oliveira.

A subsecretária cita também a realização de programas de autonomia financeira que ofereçam as mulheres capacitação aliada à empregabilidade empreendedorismo feminino, e projetos educacionais para “que deem conta de ensinar às novas gerações práticas sociais estabelecidas no respeito e aceitação da condição feminina em seus novos espaços de atuação”, finalizou.

Agosto Lilás

Na tarde desta segunda-feira, às 17 horas, no auditório da Governadoria, está prevista a cerimônia de assinatura do Termo de Cooperação com o Executivo Estadual dando início as atividades do Agosto Lilás. A campanha foi lançada na última terça-feira (1º), classificando o enfrentamento dessas agressões como "um dever de todos".

Neste ano, o objetivo é unir esforços tanto na concentração de julgamentos de processos decorrentes de violência doméstica contra a mulher quanto para a realização de atividades multidisciplinares: palestras, rodas de conversas e diálogos com a sociedade, dentre outras ações que estão sendo construídas e desenvolvidas pela Coordenadoria da Mulher.

“A construção de ações conjuntas de enfrentamento à violência contra as mulheres, difundindo informações sobre direitos e serviços disponíveis à mulher em situação de violência e, contribuindo para a diminuição dos índices de violência doméstica e familiar contra a mulher no âmbito do Estado de Mato Grosso do Sul. As ações poderão ser acompanhadas pela página e redes sociais do Tribunal de Justiça”, informou o TJMS.

Serviço

Em caso de urgência e emergência ligue 190. Para fazer uma denúncia ou pedir informações ligue 180. Para solicitar uma visita da Patrulha Maria da Penha ligue 153.

Para denunciar e passar pelo primeiro atendimento, procure a Casa da Mulher Brasileira ou uma Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher. Lembrando que o atendimento na Capital é 24h. A Casa da Mulher Brasileira está localizada na Rua Brasília, lote A, quadra 2, no Jardim Imá. Telefone: 2020-1300.

O Centro Especializado de Atendimento à Mulher em situação de violência (Ceam) atende mulheres vítimas da violência doméstica ou qualquer outra agressão por causa do gênero. Primeiro a mulher passa por uma triagem para depois ser atendida por psicólogas e assistentes sociais. A Ceam fica na Rua Piratininga, 559, no Jardim dos Estados. Telefone: 0800-067-1236

Para denunciar violência doméstica pela internet, basta acessar o site da Delegacia Virtual da Polícia Civil, clicar em “Registrar Denúncia”, e posteriormente em “Violência contra a Mulher”. O registro no site pode ser feito de todo Mato Grosso do Sul. 

O Ministério Público realiza atendimento pelo WhatsApp: (67) 9-9825-0096. O telefone da 72ª Promotoria de Justiça da Casa da Mulher Brasileira é  3318-3970. Assim como a Defensoria Pública através do número (67) 9-9247-3968. Atendimento on-line: defensoria.ms.def.br. Núcleo de Defesa da Mulher: (67) 3313-4919. 

Assine o Correio do Estado

Vila rica

Assaltantes armados atropelam mulher para roubar motocicleta na Capital

Vítima quebrou o joelho e aguarda por vaga em hospital; motocicleta ainda não foi recuperada

22/07/2026 10h10

Mulher de 31 anos com joelho quebrado após assalto

Mulher de 31 anos com joelho quebrado após assalto ARQUIVO PESSOAL

Continue Lendo...

Naura Fausta da Silva, de 51 anos, foi assaltada, atropelada e machucada, na tarde desta terça-feira (21), na rua Santa Bárbara, Vila Rica, em Campo Grande.

Conforme apurado pela reportagem, Naura trafegava pela rua Santa Bárbara, por volta das 17 horas, quando foi abordada por dois assaltantes em outra motocicleta.

A dupla anunciou o assalto, ameaçou com arma de fogo, atropelou e derrubou a vítima para subtrair a motocicleta XRE 300 vermelha, de placas QAY6I95. [Veja o vídeo do assalto no fim desta matéria].

Mulher de 31 anos com joelho quebrado após assaltoXRE 300 vermelha, de placas QAY6I95, ainda não foi encontrada. Foto: Arquivo Pessoal

Ela caiu no asfalto e quebrou o joelho. A vítima foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros Militar (CBMMS) e encaminhada a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Universitário, onde passou por atendimento médico e fez exames. É provável que precise de cirurgia.

Ela precisa passar pelo ortopedista e aguarda por uma vaga em um hospital. A motocicleta ainda não foi recuperada.

O Correio do Estado entrou em contato com a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) para saber quando ela será transferida para uma unidade hospitalar, mas, até o fechamento desta reportagem, não foi respondido. O espaço segue aberto para resposta.

O caso foi registrado como “roubo majorado se a violência ou ameaça é exercida com emprego de arma de fogo” e “roubo majorado pelo concurso de pessoas” na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário do Centro Especializado de Polícia Integrada (DEPAC-CEPOL).

Veja o vídeo:

Trânsito

Vias da Capital sofrem bloqueios em decorrência de obras e eventos

Entre quarta e sexta-feira diversas ruas de Campo Grande serão fechadas para realização de obras e eventos 

22/07/2026 09h15

Entre quarta e sexta-feira, diversas vias da capital sofrerão bloqueios

Entre quarta e sexta-feira, diversas vias da capital sofrerão bloqueios Gerson Oliveira

Continue Lendo...

Ao longo das semanas diversas vias da Cidade Morena vem passando por obras, com isso a Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), fez um informativo da programação de obras e eventos desta semana. 

O informativo mostra a programação de hoje (22) até sexta-feira (24) e por contar com bloqueio de vias, a Agetran expõe rotas alternativas para evitar ruas fechadas. 

Nesta quarta-feira (22), a Rua Alberto Neder será bloqueada das 6h às 20h. O bloqueio acontece entre o número 71 e a esquina com a Rua Castro Alves. 

A interdição acontece por causa da execução das obras do edifício High Line, que se trata de um empreendimento de alto padrão no Jardim dos Estados. 

A recomendação é que utilize rotas alternativas como a Rua Franklin Roosevelt e a Rua Castro Alves.

Ainda nesta quarta-feira, a Rua da Penha também será interditada, entre as ruas Guararapes e Tenente Antônio João Ribeiro, em decorrência da realização da Feira Livre, o bloqueio ocorre das 16h até às 22h. 

É recomendado que se utilize as vias Travessa Ilha Bela e Rua da Lapa, como rotas alternativas. 

Já na sexta-feira (24), a Rua Piraju será bloqueada das 15h às 21, entre as ruas José Caetano e Patagônia, em virtude da realização de uma Feira de Ciências. 

A Agetran recomenda aos condutores utilizarem as ruas José Caetano e Patagônia, para acessarem a região. 

Resumo dos bloqueios 

Quarta-feira (22/07)

Rua Alberto Neder (do nº 71 até a esquina com a Rua Castro Alves)

  • Horário: 6h às 20h
  • Motivo: Obra High Line
  • Rotas alternativas: Rua Franklin Roosevelt e Rua Castro Alves.

Rua da Penha (entre as ruas Guararapes e Tenente Antônio João Ribeiro)

  • Horário: 16h às 22h
  • Motivo: Feira Livre
  • Rotas alternativas: Travessa Ilha Bela e Rua da Lapa.

Sexta-feira (24/07)

Rua Piraju (entre as ruas José Caetano e Patagônia)

  • Horário: 15h às 21h
  • Motivo: Feira de Ciências
  • Rotas alternativas: Ruas José Caetano e Patagônia.
     

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).