Política

PETROBRAS

Aliados recolhem apoio para CPI mista

Aliados recolhem apoio para CPI mista

FOLHAPRESS

03/04/2014 - 00h00
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Aliados da presidente Dilma Rousseff começaram a recolher ontem assinaturas de integrantes de partidos governistas para criar uma nova CPI mista da Petrobras, com deputados e senadores, mais ampla do que a apresentada esta tarde pela oposição. A estratégia é a mesma utilizada pelo governo no Senado, que acabou por dificultar a criação da CPI na Casa.
Líder do governo na Câmara, o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) iniciou a coleta das assinaturas na tarde de ontem, mas ainda não divulgou quantas adesões o texto já teve. No Senado, o líder do PT, Humberto Costa (PE), também deu início à coleta. Além das investigações contra a Petrobras, o governo quer que a comissão analise as denúncias de corrupção envolvendo a formação de cartel do Metrô de São Paulo e supostas irregularidades em relação ao Porto de Suape. Os dois novos temas atingem diretamente o PSDB e o PSB. Ambos têm pré-candidatos à Presidência da República: o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e o governador Eduardo Campos (PSB-PE).

A oposição protocolou no início da tarde um pedido de abertura de uma CPI mista para investigar a Petrobras, principalmente em relação à compra da refinaria de Pasadena, no Texas (EUA). Na época do negócio, a presidente Dilma Rousseff, então ministra da Casa Civil, era também presidente do Conselho Diretor da estatal. Ela votou favoravelmente à realização da compra. Além disso, a oposição quer investigar o suposto pagamento de propina feito por funcionários da empresa holandesa SBM Offshore à Petrobrás para garantir contratos, a construção de refinarias e a operação de plataformas inacabadas.

A oposição já havia apresentado outro pedido de abertura de uma CPI exclusiva do Senado para investigar a Petrobrás. O governo então, encaminhou pedido para a criação de uma comissão mais ampla, que investigasse, além da estatal, os negócios envolvendo o PSDB e o PSB. Além das quatro CPIs já propostas pelo governo e oposição, outro texto de criação de uma comissão de inquérito mista também circula na Câmara. O deputado Paulo Teixeira (PT-SP) recolhe desde a semana passada assinaturas para uma comissão que pode investigar exclusivamente as empresas Alston e Siemens, que participaram do cartel de trens e metrôs em São Paulo. Ele afirmou que já tem o número mínimo de assinaturas.

A intenção do governo é ter opções disponíveis para retardar a instalação das CPIs propostas pela oposição. Se a Comissão de Constituição e Justiça do Senado aceitar o pedido do governo de instalar uma comissão ampla, as investigações podem ser pulverizadas e minimizariam o desgaste para a presidente Dilma. A decisão será da CCJ porque o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), repassou esta tarde à comissão a decisão sobre o imbróglio. A CCJ vai analisar questionamento do PT que diz que não há "fato determinado" para a criação da CPI da Petrobras. Se a comissão aceitar o pedido, nenhuma comissão deve ser instalada. Do contrário, devem prevalecer os pedidos de CPI dos governistas, seja ela mista ou apenas do Senado.


 

PoderData/Aya

Flávio Bolsonaro amplia vantagem e vai a 53%; Lula tem 47%

No primeiro turno da disputa presidencial, com 100% das urnas apuradas, Flávio pontuou 47,03% e Lula 45,16% dos votos válidos

08/10/2026 08h55

O avanço de Flávio na pesquisa vem acompanhado da queda na sua taxa de rejeição, que reucou três pontos

O avanço de Flávio na pesquisa vem acompanhado da queda na sua taxa de rejeição, que reucou três pontos

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Pesquisa PoderData/Aya divulgada nesta quinta-feira (8) mostra que o candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, ampliou a vantagem que teve ao final do primeiro turno sobre o presidente e candidato à reeleição pelo PT, Luiz Inácio Lula da Silva.

De acordo com a pesquisa, que é a primeira divulgada neste segundo turno, Flávio aparece com 53% dos votos válidos e Lula com 47%. No primeiro turno da disputa presidencial, com 100% das urnas apuradas, Flávio pontuou 47,03% e Lula 45,16%, uma vantagem para o senador de 1,87 p.p. Pela pesquisa divulgada hoje, a vantagem do candidato do PL é de 6 p.p.

De acordo com o PoderData/Aya, Lula preserva a preferência em segmentos estratégicos do eleitorado, como as mulheres, onde registra 50% das intenções de voto, contra 42% do senador do PL. Flávio vai melhor no Centro-Oeste (54%), no Sudeste (51%) e no Sul (58%) e entre os que cursaram o ensino médio (55%).

Expectativa de vitória

Os eleitores também foram questionados sobre quem tem mais chances de vencer a disputa pelo Palácio do Planalto neste segundo turno, medindo a expectativa de vitória, não de voto: 54% avaliam que Flávio tem mais chances de vencer a eleição, enquanto 37% consideram Lula o candidato com maior probabilidade de vitória. Outros 9% não souberam responder.

Em uma semana, a expectativa de vitória de Flávio Bolsonaro cresceu 9 pontos porcentuais, enquanto a de Lula recuou 11 pontos porcentuais. Na pesquisa anterior, 45% apostavam na vitória do senador, ante 48% que esperavam a reeleição de Lula.

Rejeição

O avanço de Flávio na pesquisa vem acompanhado da queda na sua taxa de rejeição. Nesta nova rodada do PoderData/Aya, 43% dos entrevistados dizem que não votariam "de jeito nenhum" no senador, um recuo de 3 pontos porcentuais em 7 dias. Entre os que rejeitam Lula, a taxa oscilou de 47% para 46%.

A pesquisa foi realizada entre os dias 5 a 7 de outubro, por meio de ligações para celulares e telefones fixos, com 3 mil eleitores de todo o País. A margem de erro é der 1,8 ponto porcentual para mais ou para menos, o nível de confiança é de 95% e a pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob protocolo BR-08134/2026.

MANDATO 2027-2030

Riedel e Barbosinha tomarão posse em 6 de janeiro

Diferentemente de outros anos, posse não ocorrerá mais em 1° de janeiro

08/10/2026 08h35

Barbosinha e Riedel em coletiva de imprensa

Barbosinha e Riedel em coletiva de imprensa GERSON OLIVEIRA

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Governador reeleito Eduardo Riedel e seu vice José Carlos Barbosa vão tomar posse novamente em 6 de janeiro de 2027, quarta-feira, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS), localizada no Parque dos Poderes, em Campo Grande.

Eles assumirão mais um mandato de quatro anos (2027-2030). Ao todo, ficarão oito anos no poder executivo estadual, de 2023 a 2030. Isto significa que nas eleições gerais de 2030, Riedel não poderá mais concorrer ao cargo de governador.

Diferentemente de outros anos, a posse não ocorrerá mais em 1° de janeiro. O motivo da mudança de data é evitar que o dia coincida com as festas de fim de ano (revéillon), quando muitas pessoas estão viajando ou comemorando com família e amigos.

Com isso, pela primeira vez, a posse de governadores e vice ocorrerá simultaneamente em 6 de janeiro em todos os estados brasileiros.

A posse do presidente da República acontecerá um dia antes, em 5 de janeiro, terça-feira. A diplomação dos candidatos eleitos ocorrerá em 18 de dezembro de 2026.

Em 26 de novembro de 2025, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul aprovou a mudança na data da posse para governador, com a justificativa de que a Casa de Leis deve adotar o princípio de simetria, que determina que estados e municípios adotem normas equivalentes às previstas na Constituição Federal.

O Projeto de Emenda Constitucional é de autoria do deputado Zé Teixeira e coautoria de Gerson Claro, Gleice Jane, Lia Nogueira, Caravina, Junior Mochi, Marcio Fernandes, Paulo Corrêa, Paulo Duarte, Pedro Kemp e Zeca do PT.

A posse dos deputados estaduais eleitos será em fevereiro de 2027.

ELEIÇÕES 2026

Eduardo Riedel (PP) foi reeleito governador de Mato Grosso do Sul, no primeiro turno, por mais quatro anos. Ele recebeu 914.323 votos (67,07%).

O ex-deputado federal Fábio Trad (PT) terminou a disputa em segundo lugar, com 322.807 votos (23,68%). O deputado estadual João Henrique Catan (Novo) ficou em terceiro 98.677 votos (7,24%).

A vantagem de Riedel sobre o candidato petista foi de 43,39 pontos porcentuais e 591.516 votos.

Após a vitória, o governador agradeceu a confiança dos eleitores e o empenho da equipe. "Obrigado, Mato Grosso do Sul! Juntos, nós fizemos história", disse o chefe do executivo estadual em suas redes sociais.

 

 

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