Política

SEM RESISTÊNCIA

Aprovada Reforma da Previdência de Mato Grosso do Sul

Um dia depois de ser analisada em primeira votação, matéria passou novamente pela Casa.

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O texto da Reforma Estadual da Previdência foi aprovado em segunda votação nesta quinta-feira (12) pela Assembleia Legislativa. Depois de passar pela redação final, o projeto seguirá para sanção do governador Reinaldo Azambuja (PSDB) e começa a valer em 90 dias: prazo para quem desejar pedir aposentadoria nas regras velhas, caso tenha direito.

Dos 22 parlamentares presentes, somente dois foram contra: Pedro Kemp (PT) e Cabo Almi (PT). O plenário estava vazio, novamente não houve protestos como ontem, quando a matéria foi votada pela primeira vez.

Kemp ocupou a tribuna para reclamar que não houve acompanhamento de técnicos da Agência Estadual de Previdência (Ageprev), que perderá autonomia no caso das aposentadorias dos poderes. “Não calcularam impacto financeiro, não apresentaram faixa etária e sexo dos beneficiários que terão regras definidas por lei ordinária”, disse o petista.

O relator da proposta, Gerson Claro (PP), rebateu as críticas e disse que essa autonomia dos poderes no tocante à aposentadoria existe desde 1998 e que a Agência terá que analisar os processos encaminhados pelos demais entes.

A idade mínima para a aposentadoria continua 65 anos para homens e 62 anos para mulheres, e o tempo mínimo de contribuição para os servidores foi mantido em 25 anos. Há exceções para policiais civis, agentes socioeducativos e agentes penitenciários.

Veja os detalhes do texto:

MAIS PRAZO

Ao contrário da reforma da Previdência aprovada pelo Congresso Nacional, que teve efeito imediato após sua promulgação, a Proposta de Emenda Constitucional que tramita na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul só produzirá efeitos 90 dias após sua promulgação. O pleito estava em emendas dos deputados Coronel David (PSL) e Paulo Corrêa (PSDB), presidente do Legislativo, que atendeu as sugestões dos colegas chefes dos outros poderes.

EXCLUSIVIDADE

Chefes e integrantes dos principais cargos do Tribunal de Justiça, Tribunal de Contas, Ministério Público, Defensoria Pública e Procuradoria Geral do Estado, terão tratamentos com ressalvas. A rigor, as regras de aposentadorias no teto de R$ 5,8 mil (mais a previdência complementar, que é opcional) são válidas para todos os servidores. Estas categorias, porém, ficam vinculadas ao mesmo nível de tratamento que os magistrados terão daqui para frente, o que segundo juristas ouvidos pelo Correio do Estado, poderá abrir brechas para a manutenção de benefícios para seus integrantes.

DESCENTRALIZAÇÃO

Um ponto da proposta original do governo do Estado que sofreu mudança significativa foi na prerrogativa de conceder aposentadorias e pensões. O governo queria centralizar este poder na Ageprev, porém, os procedimentos preparatórios e a concessão de benefícios serão de responsabilidade dos chefes dos poderes. A emenda aglutinativa da CCJR foi ainda mais além da proposta feita por Paulo Corrêa. A obrigação de consultar a Ageprev para a concessão do benefício foi mantida, mas o parecer da instituição responsável pela gestão dos recursos, terá o caráter apenas “opinativo e não vinculante”.

Na proposta do governo, a Ageprev, que já é a responsável por gerenciar os recursos, também ficaria responsável pela concessão das aposentadorias.

ACUMULAÇÃO

A emenda aglutinativa ao trecho que considera nula a aposentadoria concedida com contagem recíproca dos regimes próprio e geral de previdência, sem que houvesse contribuição ou indenização em um deles, também foi modificada. Agora, antes de anular uma aposentadoria em que tempo foi contado duplamente, por acumulação de cargos e sem a comprovação da contribuição pelo servidor, será necessário lhe garantir o contraditório ou ampla defesa.

POLICIAIS

Para os policiais civis o texto estabelece a idade mínima de 55 anos para homens e mulheres. No caso dos policiais já em serviço, desde que atendidos os tempos mínimos de contribuição, a idade mínima cai para 52 anos para mulheres e 53 anos para homens. As mesmas regras são estendidas aos agentes socioeducativos e aos agentes penitenciários (agora policiais penais).

eleições 2026

Eleitor tem um mês para regularizar pendências e ficar apto a votar

Basta ir ao cartório eleitoral ou acessar serviço eletrônico do TSE

03/04/2026 16h00

Eleições 2026 acontecerão em outubro

Eleições 2026 acontecerão em outubro FOTO: Divulgação

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O cidadão que pretende tirar o título de eleitor pela primeira vez ou alterar o local de votação tem até o dia 6 de maio para regularizar suas pendências na Justiça Eleitoral.

O prazo também vale para quem precisa regularizar o título de eleitor a fim de votar nas eleições gerais de outubro, quando serão eleitos o presidente da República, o vice-presidente, governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais.

Para resolver as pendências, o eleitor pode procurar o cartório eleitoral mais próximo ou acessar o serviço eletrônico disponível no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Primeiro título

De acordo com a Constituição, o voto é obrigatório para quem tem entre 18 e 70 anos e facultativo para jovens entre 16 e 17 anos e idosos acima de 70 anos.

Após completar 15 anos, os jovens poderão solicitar a emissão do título de eleitor. Contudo, somente estará apto a votar quem tiver completado 16 anos na data da eleição.

Janela Eleitoral

Termina nesta sexta-feira (3) o prazo da chamada janela eleitoral, período em que os políticos que vão disputar as eleições podem mudar de partido e não serem punidos com a perda do mandato.

Desincompatibilização

Neste sábado (4), encerra-se o prazo para desincompatibilização de agentes públicos que vão participar das eleições. Governadores, prefeitos e ministros de Estado que pretendem se candidatar a outros cargos devem deixar suas funções.

A medida está prevista na Constituição e impede a utilização do cargo para obtenção de vantagens eleitorais.

 

os substitutos

Conheçam os novos titulares de quatro secretarias de Estado da gestão Riedel

Os novatos são José Nogueira (SEC), Alessandro Menezes (Setesc), Artur Falcette (Semadesc) e Roberto Gurgel (SAD)

03/04/2026 07h36

Os secretários Alessandro Menezes, Artur Falcette, José Nogueira e Roberto Gurgel

Os secretários Alessandro Menezes, Artur Falcette, José Nogueira e Roberto Gurgel MONTAGEM

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Em edição extra do Diário Oficial de Mato Grosso do Sul (DOE) publicada ontem, o governador Eduardo Riedel (PP) nomeou os quatro novos titulares da Secretaria de Estado da Cidadania (SEC), da Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura (Setesc), da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc) e da Secretaria de Estado de Administração (SAD) para substituírem os antigos titulares que foram exonerados para participar das eleições gerais deste ano.

Como o Correio do Estado já tinha adiantado, o chefe do Executivo estadual decidiu não nomear novos nomes para o primeiro escalão, priorizando a promoção dos secretários adjuntos e, portanto, para a Setesc o novo titular é Alessandro Menezes de Souza, enquanto para a Semadesc é Artur Henrique Leite Falcette, para a SEC é José Francisco Sarmento Nogueira e para a SAD é Roberto Gurgel de Oliveira Filho.


 
CURRÍCULOS

 

Titular da SEC, José Nogueira tem formação acadêmica diversificada, com graduações em Design pela PUC-Rio e em Filosofia pela Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), além de pós-graduação em Marketing (UCDB/INPG), pós-graduação em Filosofia e Teoria Social e mestrado em Design (PUC-Rio) e doutorado em Educação (UCDB). 

 Ele dedicou 28 anos ao ensino na UCDB, atuando também como professor colaborador nos programas de mestrado e doutorado em Psicologia da mesma instituição. Sua experiência internacional inclui o período como visiting scholar no programa de mestrado e doutorado em Filosofia da Universidade Autônoma do México (Unam).

O scretário José Nogueira ainda tem sua produção presente em livros, revistas, congressos nacionais e internacionais nas áreas de Design, Filosofia, Antropologia, Educação e Psicologia Social.

Já o titular da Setesc, Alessandro Menezes é profissional com graduação em Marketing e Publicidade e bacharelado em Psicologia, com MBAs em Gestão de Projetos e Governança de TI (Uniasselvi), além de Administração Financeira e Orçamentária e Gestão Pública (UniBF), bem como presidente da Ecologia e Ação (Ecoa) de 2000 a 2008.

 Ele atuou em pautas ambientais e integrou o Conselho Nacional do Meio Ambiente e o Fórum de ONGs do Pantanal, além de participação na Rio+10. Em seguida, como secretário-executivo do Instituto SOS Pantanal, de 2009 a 2012, estruturou a governança da instituição e articulou parcerias com lideranças empresariais e ambientais.

Alessandro Menezes ainda atuou como assessor parlamentar federal, de 2012 a 2014, e presidiu o Instituto Municipal de Tecnologia da Informação de Campo Grande, em 2014, enquanto no governo de Mato Grosso do Sul foi superintendente de Tecnologia e Informação entre 2015 e 2016 e entre 2018 e 2022, secretário adjunto de Relações Institucionais, em 2017 e assessor especial da Secretaria de Governo de 2023 a 2026.

O titular da Semadesc, Artur Falcette, faz doutorando pela Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) com foco em sustentabilidade e tomada de decisão, além de mestre pela mesma instituição e graduado em Gestão de Agronegócios pela Universidade Federal de Viçosa (UFV-MG).

Ele tem ainda MBA pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e é pós-graduado em Liderança Estratégica de Negócios na Ohio University, nos Estados Unidos. Também é especialista em Gestão Financeira e de Projetos e trabalhou em projetos na União Europeia para desenvolvimento de ferramentas de sustentabilidade e de análise de ciclo de vida para as cadeias de produção de soja e pecuária de corte. 

Ainda atuou por mais de 15 anos na iniciativa privada e ingressou no governo do Estado em 2023 e, em seguida, na Semadesc, primeiro como secretário-executivo de Meio Ambiente, secretário adjunto e agora titular da Pasta.

No caso do titular da SAD, Roberto Gurgel, ele é delegado de Polícia Civil desde 2006 e bacharel em Direito graduado pela Faculdade Associação Educacional Toledo e pós-graduado em Direito Constitucional, Ciências Penais, Gestão de Segurança Pública e Inteligência Policial.

 Gurgel também é mestre em Teoria do Estado e Direito Constitucional pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ). Em sua carreira na Segurança Pública, foi diretor técnico do Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops) em 2018 e, em 2022, foi nomeado como delegado-geral da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul.


Desde abril de 2024, é secretário adjunto de Administração, onde também assumiu, desde 2025, a Superintendência de Seleção e Ingresso de Pessoas.

*SAIBA: O primeiro escalão do governador Eduardo Riedel conta com 12 secretários de Estado mais uma procuradora-geral de Estado, um controlador-geral de Estado e a titular do Escritório de Parcerias Estratégicas.

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