Política

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Assembleia oficializa indicação de Sergio de Paula ao cargo de conselheiro do Tribunal de Contas

Nome surge em decorrência da aposentadoria do conselheiro Jerson Domingos

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Em ofício lido na manhã desta quinta-feira (13), o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems), deputado Gerson Claro (PP), anunciou a indicação de Sérgio de Paula para ocupar a vaga de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MS), aberta pela aposentadoria compulsória do conselheiro Jerson Domingos.

A escolha foi referendada pelos 23 deputados e seguirá o rito regimental para apreciação na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) e, em seguida, votação em plenário.

A indicação foi comunicada após o Tribunal de Contas declarar vacante a vaga, informação lida pelo 1º secretário Paulo Corrêa (PSDB). Cabe destacar que a partir da vacância a competência de indicar o nome é da Assembleia Legislativa, “conforme determina a Constituição Estadual e o nosso Regimento Interno”, lembrou Claro.

O decreto será elaborado na próxima semana; na terça-feira seguinte o documento será enviado à CCJR; e a análise deve ocorrer na reunião ordinária da comissão, marcada para o dia 19 deste mês.

Ainda conforme o regimento, com o número de assinaturas necessárias (oito), a indicação deve ser encaminhada no mesmo dia à CCJR e, após aprovação desta, será levada à votação em plenário, procedimento que deve ocorrer uma hora após a sessão ordinária da comissão.

Concluída a votação e aprovada pelos deputados estaduais, a nomeação seguirá para sanção do governador Eduardo Riedel e posterior publicação no Diário Oficial do Estado, provavelmente em edição extra do mesmo dia, oficializando o novo conselheiro da Corte.

Aposentadoria

A indicação ocorre logo após a homenagem prestada ao conselheiro Jerson Domingos, que se despede da Corte de Contas em razão da aposentadoria compulsória. Na sessão plenária realizada na quarta-feira, 12 de novembro, o presidente do TCE-MS, conselheiro Flávio Kayatt, delegou, de forma simbólica, ao vice-presidente Jerson Domingos o comando da Sessão do Pleno. 

A 11ª sessão plenária contou com a presença dos conselheiros Iran Coelho das Neves, Osmar Jeronymo e Márcio Monteiro, do conselheiro substituto Célio Lima de Oliveira e do procurador-geral de contas do Ministério Público de Contas (MPC), João Antônio de Oliveira Martins Júnior. O conselheiro Waldir Neves participou virtualmente.

Em pronunciamento, em nome da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil e de todo o sistema de tribunais de contas, foi manifestada “a mais sincera homenagem e reconhecimento à exemplar trajetória do conselheiro Jerson Domingos no serviço público brasileiro”. Seguiu-se a ênfase de que “o encerramento de um ciclo não representa o fim de uma jornada, mas a consagração de uma história que permanece viva na memória das instituições e de todos aqueles que tiveram a honra de acompanhar sua atuação”.

O indicado

A indicação de Sérgio de Paula foi justificada pelo presidente Gerson Claro como técnica: “Sérgio de Paula já foi secretário estadual de Fazenda, de Governo e da Casa Civil, então, é uma pessoa que tem capacidade técnica.” O deputado completou: "posso dizer que é uma pessoa que conhece muito a lida dos municípios e está preparado para o cargo.”

Sérgio de Paula nasceu em 31 de dezembro de 1959, em Andradina (SP), e mudou-se para Mato Grosso do Sul em 1988, quando foi transferido como gerente bancário para Fátima do Sul e posteriormente para Dourados. É casado com Shirley Suzini de Paula e pai de três filhos. Formado em Ciências Contábeis, ingressou na vida pública em 1995 ao assumir a Secretaria Municipal de Fazenda de Dourados.

Ao longo da carreira ocupou cargo de direção na Assomasul por sete anos a partir de 2000, trabalhou na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados. Em 2014 integrou o governo de Reinaldo Azambuja como titular da Secretaria Estadual da Casa Civil. No governo seguinte, de Eduardo Riedel, em 2023, foi nomeado secretário-executivo de Relações Institucionais e Políticas no governo do estado no Distrito Federal. Deixou a função em 2024 para coordenar campanha eleitoral e, no início de 2025, foi nomeado assessor da Presidência da Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul (Sanesul).

Com a indicação formalizada e o cronograma de tramitação estabelecido pelo presidente da Alems, o processo agora avança para análise na CCJR. Se aprovado na comissão e, depois, em plenário, o nome de Sérgio de Paula será encaminhado para sanção do governador e publicação no Diário Oficial do Estado, procedimento que oficializará sua posse como conselheiro do TCE-MS.

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Pesquisa Eleitoral

Azambuja descola de Nelsinho e Contar na corrida ao Senado

Levantamento Correio do Estado/IPR foi feito em 22 cidades que representam 69% do total da população de Mato Grosso do Sul

05/05/2026 08h00

Reprodução

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A 2ª pesquisa de intenções de votos para o Senado, contratada pelo Correio do Estado e realizada pelo Instituto de Pesquisa Resultado (IPR), apontou que o ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) deu uma descolada do ex-deputado estadual Capitão Contar (PL) e do senador Nelsinho Trad (PSD), que são os seus principais adversários pelas duas vagas ao cargo em Mato Grosso do Sul.

Conforme o principal cenário do levantamento estimulado, quando são apresentadas aos entrevistados as opções com os nomes dos candidatos, na média da somatória do primeiro com o segundo votos, Azambuja lidera, com 20,03% da preferência dos entrevistados, enquanto mais atrás estão Capitão Contar, com 16,52%, e Nelsinho Trad, com 15,69%.

Com a margem de erro de 3,5 pontos porcentuais para mais ou para menos, Azambuja chegaria ao máximo de 23,53% e ao mínimo de 16,53%, enquanto Capitão Contar teria o máximo de 20,02% e o mínimo de 13,02% e Nelsinho obteria o máximo de 19,19% e o mínimo de 12,19%, portanto, ele ficaria à frente de ambos nas duas possibilidades, garantido uma das duas vagas.

No entanto, ainda considerando a margem de erro, Capitão Contar e Nelsinho Trad estão tecnicamente empatados, disputando voto a voto a última vaga para o Senado disponível para Mato Grosso do Sul, de acordo com a pesquisa Correio do Estado/IPR realizada de 27 de abril a 1º de maio deste ano e registrado sob os números BR/01165-2026 e MS/06319-2026.

Já no segundo bloco do levantamento, o deputado federal Vander Loubet (PT) alcançou 9,25%, enquanto Soraya Thronicke (PSB) vem logo atrás com 8,74%, ou seja, considerando a margem de erro, ambos também estão tecnicamente empatados, e, mais distantes, aparecem Beto do Movimento (PSOL), com 3,89%, e Daniel Júnior (AGIR), com 1,53%, também empatados tecnicamente, sendo que 24,35% dos entrevistados não sabem, não quiseram responder, branco/nulo, nenhum deles e indecisos.

No caso do segundo cenário da pesquisa estimulada, quando o nome do Capitão Contar foi substituído pelo nome do deputado federal Marcos Pollon (PL), Azambuja dispara, com 21,24% das intenções de votos, enquanto Nelsinho Trad vem mais atrás, com 16,45%, seguido bem de longe por Vander, com 9,76%, Soraya, com 9,50%, Pollon, com 7,84%, Beto do Movimento, com 4,46%, e Daniel Jr., com 1,79%, sendo que 28,69% dos entrevistados não sabem, não quiseram responder, branco/nulo, nenhum deles e indecisos.

Pesquisas para o Senado em MS

Fonte: Correio do Estado/IPR

Com intervalo de confiança de 95%, a pesquisa Correio do Estado/IPR ouviu 784 pessoas com 16 anos ou mais de idade, distribuídas pelos municípios de Antônio João, Aquidauana, Bonito, Caarapó, Campo Grande, Coronel Sapucaia, Corumbá, Coxim, Dourados, Guia Lopes da Laguna, Maracaju, Naviraí, Nova Alvorada do Sul, Nova Andradina, Paranaíba, Ponta Porã, Ribas do Rio Pardo, Rio Brilhante, Rio Verde, Sidrolândia, Sonora e Três Lagoas.

Essas 22 localidades representam 69% do total de 1,8 milhão de eleitores sul-mato-grossense, ou seja, 1,2 milhão de eleitores.

Ao ser realizado nesses municípios do Estado, o levantamento cobre onde está a maior parte da capacidade eleitoral de Mato Grosso do Sul, isto é, oferece uma fotografia extremamente fiel do cenário real, já que os pequenos municípios têm baixo peso estatístico.

ESPONTÂNEA 

O levantamento espontâneo (primeiro voto), quando é feita a pergunta aos entrevistados e não é dada nenhuma alternativa para resposta, Azambuja ainda lidera, com 2,42%, seguido por Contar, com 0,77%, Nelsinho, com 0,77%, Pollon, com 0,51%, vereador Marquinhos Trad (PV), com 0,38%, a ex-ministra Simone Tebet (PSB), com 0,38%, Soraya, com 0,38%, e a senadora Tereza Cristina (PP), com 0,38%.

Mais atrás foram citados o deputado federal Vander Loubet, com 0,26%, o ex-governador André Puccinelli (MDB), com 0,13%, o governador Eduardo Riedel (PP), com 0,13%, o deputado federal Geraldo Resende (União Brasil), com 0,13%, a deputada estadual Gleice Jane (PT), com 0,13%, o deputado estadual João Henrique Catan (Novo), com 0,13%, o deputado estadual Pedro Pedrossian Neto (Republicanos), com 0,13%, e o deputado estadual Roberto Hashioka (Republicanos), com 0,13%, e 92,86% não sabem ou não quiseram responder.

No caso da pesquisa espontânea (segundo voto), Nelsinho lidera, com 0,51%, seguido por Capitão Contar, com 0,13%, Reinaldo Azambuja, com 0,13%, e Vander Loubet, com 0,13%, enquanto 99,11% não sabem ou não quiseram responder.

REJEIÇÃO

A pesquisa Correio do Estado/IPR também levantou a rejeição dos pré-candidatos ao Senado em Mato Grosso do Sul e Soraya está na frente, com 15,05%, seguida de perto por Capitão Contar, com 12,76%, e Vander, com 12,37%, enquanto mais atrás aparecem Nelsinho, com 8,04%, Azambuja, com 5,99%, Beto do Movimento, com 5,36%, Pollon, com 3,57%, e Daniel Jr., com 2,55%. Dos entrevistados, 17,73% não rejeitam ninguém, 8,80% rejeitam todos, 1,91% disse que vai votar em branco ou vai anular o voto e 5,87% não sabem ou não responderam.

ANÁLISE

Segundo o diretor do IPR, Aruaque Fressato Barbosa, no primeiro cenário estimulado, Reinaldo Azambuja tem a primeira posição, com 20,02% das intenções de votos, seguido pelo Capitão Contar, com 16,52%, tecnicamente empatado com o atual senador Nelsinho Trad (PSD), que busca a reeleição e marca 15,69%. 

“Nesse cenário, Reinaldo abre uma pequena diferença e a briga está mais acirrada pela segunda vaga entre Capitão Contar e Nelsinho Trad. O deputado federal Vander Loubet aparece na sequência com 9,25%, seguido de perto pela atual senadora Soraya Thronicke, com 8,74%, enquanto Beto do Movimento e Daniel Jr. registraram 3,89% e 1,53%, respectivamente”, detalhou.

Para ele, os eleitores que declararam não votar em “nenhum deles” somam 8,73% na média e aqueles que não sabem ou não quiseram responder representaram 7,46%, enquanto os indecisos especificamente para o segundo voto marcaram 5,42%, e os brancos e nulos somaram 2,74%.

Já no segundo cenário 2, que não traz o nome do Capitão Contar, Nelsinho Trad se isola na segunda posição.

“O nome do Capitão foi retirado e substituído pelo do deputado federal Marcos Pollon. Sem a presença de Contar, Reinaldo Azambuja amplia ligeiramente sua liderança, alcançando uma média de 21,23% na somatória do primeiro e segundo voto”, citou.

Além disso, acrescentou, Nelsinho Trad consolidou-se na segunda posição com 16,46%, distanciando-se dos demais concorrentes. “Vander Loubet mantém estabilidade, com 9,75%, e Soraya Thronicke oscila positivamente para 9,50%. O estreante no cenário, Marcos Pollon atingiu 7,84% da média dos votos”, avaliou. 

Já Beto do Movimento marcou 4,46% e Daniel Jr. ficou com 1,79%. “Neste cenário, o número de eleitores que optaram por ‘nenhum deles’ subiu para 11,80%. Os que não sabem ou não responderam somaram 8,55%, os indecisos no segundo voto foram 5,36% e brancos/nulos representaram 3,25%”, comentou.

Aruaque Barbosa também analisou a rejeição dos pré-candidatos, perguntando aos eleitores em quem eles não votariam de jeito nenhum para o Senado. “A senadora Soraya Thronicke lidera este índice, rejeitada por 15,05% dos entrevistados. Logo atrás, aparecem Capitão Contar, com 12,76%, e Vander, com 12,37%.

Nelsinho tem 8,04% de rejeição, enquanto o líder das intenções de voto, Azambuja, apresenta um dos menores índices entre os principais nomes, com apenas 5,99%”, detalhou, citando que Beto do Movimento foi rejeitado por 5,36%, Pollon por 3,57% e Daniel Jr. por 2,55%.

“Chama a atenção o fato de que 17,73% dos eleitores afirmaram não rejeitar nenhum dos candidatos apresentados, enquanto 8,80% disseram rejeitar todos. Os que não souberam ou não responderam somam 5,87%, e brancos/nulos na rejeição representam 1,91%. O levantamento reflete um cenário em que a força política do ex-governador Reinaldo Azambuja o coloca em posição confortável, enquanto a segunda vaga ao Senado por Mato Grosso do Sul dependerá fortemente da configuração final das candidaturas, especialmente no campo da centro direita”, concluiu.

* Saiba

Veja perfil do eleitor deReinaldo, Contar e Trad

O recorte do eleitorado dos pré-candidatos ao Senado por Mato Grosso do Sul revela perfis distintos de apoio entre Reinaldo Azambuja (PL), Capitão Contar (PL) e Nelsinho Trad (PSD), com diferenças marcantes por região, sexo, faixa etária e renda.

O cenário indica três perfis eleitorais distintos: Contar com força no interior e entre eleitores mais jovens e de renda média-baixa, Azambuja com base mais consolidada entre eleitores mais velhos e de maior renda e Nelsinho com apoio mais homogêneo, porém menos concentrado, especialmente na Capital.

Azambuja apresenta um perfil mais equilibrado regionalmente, com índices próximos em Dourados (23,20%), Ponta Porã (23,21%), Campo Grande (21,97%) e Naviraí (20,59%).

O ex-governador tem distribuição semelhante entre homens (22% a 24%) e mulheres (20% a 21%). Seu principal diferencial está na faixa etária mais alta: ele cresce entre eleitores com 60 anos ou mais (acima de 25%) e mantém bom desempenho entre 45 e 59 anos (cerca de 23%). 

No recorte por renda, ele alcança seus melhores índices entre eleitores com mais de 5 salários mínimos (24% a 26%) e também vai bem na faixa de 2 a 5 salários, enquanto tem menor adesão pelas pessoas com renda mais baixa. 

Já Contar apresenta desempenho mais robusto em regiões do interior, com destaque para Aquidauana/Anastácio (40,0%) e Paranaíba/Chapadão (38,46%), além de índices relevantes em Campo Grande (25,25%) e Ponta Porã (23,21%). 

Seu eleitorado é majoritariamente masculino, com porcentuais entre 25% e 28%, enquanto entre mulheres o apoio fica abaixo da média, variando de 18% a 21%. 

Por idade, o candidato concentra força entre eleitores de 25 a 44 anos (acima de 25%) e de 45 a 59 anos (cerca de 24%), mas perde tração entre os mais idosos (60+), onde registra cerca de 18% ou menos. 

Na renda, Contar tem melhor desempenho entre eleitores de até 2 salários mínimos e de 2 a 5 salários, ambos na faixa de 23% a 27%, com queda entre os que ganham mais de 5 salários mínimos. 

Nelsinho Trad, por sua vez, concentra sua base principalmente em Campo Grande (15,41%), com desempenho mais modesto em Dourados (cerca de 8%) e Ponta Porã (entre 8% e 9%).

Seu eleitorado é equilibrado entre homens (15% a 16%) e mulheres (cerca de 15%), sem grandes variações por gênero. 

Em relação à idade, o senador tem melhor desempenho entre eleitores de 35 a 59 anos (16% a 18%), enquanto enfrenta maior dificuldade entre jovens e idosos, onde os índices caem para algo entre 10% e 13%. 

No recorte por renda, Nelsinho apresenta estabilidade, com leve vantagem entre eleitores de 2 a 5 salários mínimos (16% a 18%), mantendo porcentuais próximos nas demais faixas.

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ELEIÇÕES 2026

A dois dias do fim do prazo, 76 mil eleitores ainda precisam regularizar título em MS

Quarta-feira (6 de maio) é o último dia para realizar transferência de domicílio, transferir endereço ou local de votação, tirar o primeiro título eleitoral, realizar revisão eleitoral, atualizar dados cadastrais e atualizar cadastro de biometria

04/05/2026 11h50

Plantão de regularização de título eleitoral no Memorial da Cultura

Plantão de regularização de título eleitoral no Memorial da Cultura Marcelo Victor

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Eleições 2026 acontecerão em outubro e milhares de pessoas ainda precisam regularizar o título eleitoral para votar em Mato Grosso do Sul.

Dados divulgados pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MS) apontam que 76.667 sul-mato-grossenses estão com o título irregular e correm o risco de não votar nestas eleições. Vale ressaltar que este número foi atualizado em 4 de maio de 2026 às 12h27min.

Das 76.667 pessoas, 29.322 são de Campo Grande, 4.332 de Dourados, 3.543 de Três Lagoas, 2.442 de Ponta Porã e 2.056 de Corumbá.

6 de maio, quarta-feira, é o último dia para:

realizar transferência de domicílio
transferir endereço ou local de votação
tirar o primeiro título eleitoral
realizar revisão eleitoral
atualizar dados cadastrais
atualizar cadastro de biometria

Após essa data, o cadastro eleitoral será fechado e não será possível fazer alterações ou transferências. O encerramento ocorre 150 dias antes da eleição, de acordo com a Lei das Eleições nº 9.504/1997.

Com isso, o eleitor tem exatamente dois dias para ficar em dia com a Justiça Eleitoral.

Caso contrário, não poderá votar nas eleições de outubro, que ocorrerão em 4 de outubro (1° turno) e 25 de outubro (2° turno).

Os motivos que levam um título ser cancelado são:

deixar de votar
deixar de justificar a ausência às urnas em três eleições consecutivas
não comparecer à revisão do eleitorado
entre outros

O juiz eleitoral auxiliar da presidência do TRE-MS, Luiz Felipe de Medeiros, ressaltou a importância de estar em dia com a Justiça Eleitoral.

"O mais importante é você estar em dia com a sua situação eleitoral para tomar posse em concurso público (efetivo ou comissionado). Se não estiver com a situação eleitoral em dia, não pode assumir nenhum cargo ou função pública também. Programas sociais de governo também, benefícios sociais que a população tem o direito de receber, também exige a quitação eleitoral e estar em dia com a sua situação eleitoral. Matricular em instituição pública ou universidade também exige a situação regular junto à justiça eleitoral. Emissão de passaporte e regularização de CPF e também são outras situações que exigem estar em dia com a justiça eleitoral", disse.

COMO REGULARIZAR?

A regularização pode ser feita presencialmente, diretamente nos Cartórios Eleitorais.

Em Campo Grande, o eleitor pode regularizar seu título, das 8h às 18h, no Memorial da Cultura, localizado na Avenida Fernando Corrêa da Costa, número 559, Centro.

No interior de MS, basta se deslocar a um cartório eleitoral mais próximo, na cidade em que reside, das 12h às 18h.

DOCUMENTOS - os documentos necessários para regularização são:

documento oficial com foto que comprove sua identidade
título eleitoral ou e-Título
comprovantes de votação
comprovantes de justificativas eleitorais
comprovante de dispensa de recolhimento ou, caso não tenha sido dada baixa, os comprovantes do recolhimento das multas

É imprescindível que a população não deixe para última hora e evite filas.

OBRIGATORIEDADE E CONSEQUÊNCIAS

O voto é obrigatório para pessoas alfabetizadas, com idade entre 18 e 70 anos.

Mas, eleitores que não votarem nas eleições ou não justificarem o voto, podem sofrer punições, como não poder:

Tirar carteira de identidade ou passaporte
Inscrever-se em concurso público, prova para cargo público ou função pública, da União, estado ou município
Ser empossado em concurso público, cargo público ou função pública, da União, estado ou município
Participar de concorrência pública do governo federal, estado ou município
Receber vencimentos, remuneração, salário ou proventos de função ou emprego público
Renovar matrícula em estabelecimento de ensino público
Obter certidão de regularidade do exercício do voto, justificativa ou pagamento da multa no último turno da última eleição ou de regularidade do comparecimento às urnas ou pagamento da multa pela ausência e do atendimento às convocações para os trabalhos eleitorais
Obter certidão de quitação eleitoral para fins de instrução de registro de candidatura
Praticar qualquer ato para o qual se exija quitação do serviço militar ou imposto de renda

VOTAR SEM O TÍTULO DE ELEITOR

Pessoas que perderam, extraviaram ou tiveram o título de eleitor roubado, podem ficar despreocupadas, pois é possível votar sem o documento.

Para isso, basta saber o local de votação e levar um documento oficial com foto (RG, CNH, passaporte, carteira de categoria profissional reconhecida por lei, entre outros) no dia das eleições.

Também é possível votar com o título de eleitor digital (e-título), disponível nas plataformas iOS ou Android.

Além disso, existe a possibilidade de imprimir seu título eleitoral. É simples: basta preencher o CPF do eleitor, data de nascimento, nome da mãe e nome do pai no site da Justiça Eleitoral.

ELEIÇÕES 2026

Brasileiros vão às urnas em 4 de outubro (1° turno) e 25 de outubro (2° turno) para eleger parlamentares para o mandato 2027-2030).

Os cargos em disputa são presidente da República, governadores, senadores (duas vagas por estado), deputados federais e deputados estaduais/distritais.

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