Política

CONGRESSO NACIONAL

Assomasul mobiliza prefeitos para ato em Brasília contra as "pautas-bomba"

Projetos preveem aumento do piso de médicos, dentistas, garis e profissionais da Educação Básica, além de outros adicionais

Continue lendo...

Em parceria com a Confederação Nacional de Municípios (CNM), a Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul (Assomasul) está mobilizando prefeitos e prefeitas do Estado para uma manifestação, no dia 24 de fevereiro, em Brasília (DF), contra as chamadas “pautas-bomba”, que impactam o equilíbrio fiscal dos municípios.

Segundo o presidente da Assomasul, Thalles Tomazelli (PL), que é prefeito de Itaquiraí, faz parte dessas “pautas-bomba” que podem trazer impactos negativos aos municípios o aumento dos pisos de diversos profissionais, tais como médicos, dentistas, garis e profissionais da Educação Básica, sem contar o adicional de insalubridade para profissionais da educação.

“O presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, pediu a intensificação de esforços do movimento municipalista para evitar que essas pautas com impactos negativos para a administração local avancem no Congresso Nacional”, declarou.

Nacionalmente, o impacto negativo desses projetos de lei pode chegar a R$ 110 bilhões para os 5.569 municípios brasileiros. “Essas propostas que tramitam na Câmara dos Deputados e no Senado podem agravar ainda mais as finanças municipais”, alertou Thalles Tomazelli.

Ele citou que um estudo da CNM apresentado no fim do ano passado mostrou que mais de 50% dos municípios fecharam no vermelho em 2024 e a situação fiscal em 2025 comprometia 15% das prefeituras, que estão na mesma situação até agora. “Os 3,3 mil novos prefeitos tiveram de cortar investimentos que já chegaram a R$ 24 bilhões no ano passado”, revelou.

Pelo levantamento da CNM, somente com a possibilidade de aprovação do piso dos garis, o impacto deve chegar a R$ 5,9 bilhões aos cofres municipais.

O projeto de redução para 30 horas semanais da jornada de trabalho de agentes comunitários de saúde foi mais uma preocupação listada na reunião.

Uma outra proposta pretende estabelecer o piso e o adicional de insalubridade para profissionais da Educação Básica, o que, na prática, abrangeria vários trabalhadores, como porteiros e vigilantes, e o valor seria vinculado ao piso do magistério, ou seja, todos os profissionais seriam incluídos em caso de aumento de salários dos professores, trazendo impacto de R$ 20 bilhões para as prefeituras de todo o Brasil.

ROMBO BILIONÁRIO

Pelo estudo da CNM, os impactos financeiros das “pautas-bomba” ultrapassarão R$ 110 bilhões, em afronta à Emenda Constitucional nº 128/2022 e sem nenhum compromisso com a responsabilidade fiscal. 

Entre os textos que avançaram no Congresso, destaca-se o Projeto de Lei Complementar (PLP) nº 185/2024, que cria aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde e traz prejuízos ainda mais preocupantes do que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 14/2021, que também versa sobre o tema.

Em votação no plenário do Senado, o PLP nº 185/2024 foi aprovado em novembro de 2025 e agora está em análise na Câmara dos Deputados, aguardando aprovação para seguir para sanção presidencial.

Ele representa um potencial impacto de R$ 103 bilhões aos municípios, ao elevar o deficit atuarial dos Regimes Próprios de Previdência Social (RPPSs), que atualmente já supera a marca de R$ 1,1 trilhão.

Outro texto preocupante é o Projeto de Lei (PL) nº 1.559/2021, em análise nas comissões da Câmara dos Deputados, que cria piso salarial para profissionais farmacêuticos, gerando impacto de R$ 309 milhões aos cofres municipais.

No campo da Educação, dois PLs também trazem riscos fiscais significativos. O PL nº 2.952/2025, que pode ser votado na Comissão de Trabalho, altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para conceder adicional de insalubridade a profissionais.

A medida afeta diretamente municípios que adotam regime celetista e não define com clareza quais seriam as condições de insalubridade, criando insegurança jurídica e impacto potencial de R$ 6,5 bilhões.

Já o PL nº 4.012/2024 altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) para obrigar municípios a expandirem a oferta de creches e pré-escolas em áreas urbanas e rurais. A proposta é inviável sob os pontos de vista operacional e financeiro.

Assine o Correio do Estado

ANO ELEITORAL

Dagoberto, Ovando e Geraldo foram os que mais gastaram em 2022

Os três vão tentar a reeleição no pleito deste ano, assim como outros quatro deputados federais, com exceção de um

18/02/2026 08h20

Montagem

Continue Lendo...

A partir do dia 16 de agosto, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) libera oficialmente a campanha eleitoral para as eleições gerais deste ano, e o Correio do Estado fez um levantamento no site de Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais de 2022 (Divulgacand), da Justiça Eleitoral, para saber quanto os oito deputados federais de Mato Grosso do Sul gastaram para serem eleitos ou reeleitos no pleito de 2022.

Como o deputado federal Vander Loubet (PT) já confirmou que neste ano tentará uma vaga para senador da República, a reportagem vai utilizar apenas sete dos oito parlamentares que se declararam pré-candidatos à reeleição, entretanto, no quadro que ilustra esta matéria estão os gastos dos oito parlamentares eleitos para representar Mato Grosso do Sul na Câmara dos Deputados nas eleições gerais de 2022.

Conforme a consulta feita pelo Correio do Estado e com base nos dados extraídos do site do TSE, os oito deputados federais eleitos por Mato Grosso do Sul gastaram, juntos, na campanha eleitoral R$ 13.047.678,37.

Apenas três deles – já excluindo o petista Vander Loubet – investiram R$ 6.772.666,67, ou seja, eles foram responsáveis por 51,9% do montante total.

Esses três campeões de gastos foram os deputados federais Dagoberto Nogueira (PSDB), com R$ 2,7 milhões, Dr. Luiz Ovando (PP), com R$ 2,3 milhões, e Geraldo Resende (PSDB), com R$ 1,8 milhão, enquanto os demais foram Beto Pereira (PSDB), com R$ 1,5 milhão, Marcos Pollon (PL), com R$ 894,4 mil, Camila Jara (PT), com R$ 835 mil, e Rodolfo Nogueira (PL), com R$ 750,8 mil.

É bom reforçar que os deputados federais receberam as receitas por meio de 10 formas, entre elas, o Fundo Partidários, as doações de pessoas físicas, financiamentos coletivos e recursos próprios.

No entanto, no caso dos oito parlamentares eleitos por Mato Grosso do Sul, todos eles receberam doações do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), popularmente conhecido como Fundo Eleitoral ou Fundão, que é um montante de dinheiro público destinado ao financiamento das campanhas eleitorais dos candidatos.

No caso do deputado federal campeão de gastos, Dagoberto Nogueira, que investiu R$ 2.700.000,00, a maior parte do dinheiro veio do Fundão, R$ 2.275.000,00, enquanto R$ 300 mil foram de recursos próprios e R$ 125 mil foram oriundos de doações de pessoas físicas.

O vice-campeão de despesas foi o deputado federal Dr. Luiz Ovando, que aplicou R$ 2.233.000,00, com a maior parte do recurso, R$ 2.230.000,00, do Fundão e o restante, R$ 3 mil, oriundo de doações de pessoas físicas.

Já o terceiro campeão de gastos, o deputado federal Geraldo Resende, que investiu R$ 1.839.666,67, foi outro que também se beneficiou do FEFC, recebendo R$ 1.625.000,00, enquanto R$ 139.666,67 foram oriundos de doações de pessoas físicas, R$ 75 mil de recursos próprios e R$ 30 mil de doação de bens móveis ou imóveis.

O quarto que mais gastou na campanha eleitoral foi o deputado federal Beto Pereira, que utilizou R$ 1.584.000,00, a maior parte também do Fundo Eleitoral, isto é, R$ 1.462.500,00, enquanto o restante, R$ 121.500,00, foi oriundo de doações de pessoas físicas diretamente para o então candidato.

MAIS ECONÔMICOS

Por outro lado, os três deputados federais eleitos por Mato Grosso do Sul em 2022 que menos gastaram foram, respectivamente, Marcos Pollon, Camila Jara e Rodolfo Nogueira.

Eles eram “marinheiros de primeira viagem”, ou seja, nenhum deles tinha ocupado uma cadeira no Legislativo, com exceção da petista, que já era vereadora por Campo Grande.

Marcos Pollon gastou R$ 894.420,84 –R$ 550 mil vieram do FEFC, R$ 244.800,00 foram oriundos de recursos próprios, R$ 75.560,00, de doações de pessoas físicas e R$ 24.060,84, de financiamento coletivo.

Camila Jara investiu R$ 835.007,09, sendo R$ 743.605,09 do Fundão, R$ 66.150,00 doados por outros candidatos, R$ 17.200,00 de doações de pessoas físicas e R$ 8.052,00 de financiamento coletivo.

Quem menos gastou foi Rodolfo Nogueira, que aplicou na campanha eleitoral de 2022 um total de R$ 750.813,54, sendo R$ 501.413,54 do Fundo Eleitoral, R$ 214.400,00 oriundos de doações de pessoas físicas e R$ 35 mil de recursos próprios.

DATAS ELEITORAIS

De acordo o TSE, as outras principais datas do calendário eleitoral neste ano são: de 20 de julho a 5 de agosto, realização das convenções partidárias para definir candidatos e coligações; 16 de agosto, início da propaganda eleitoral geral (comícios, internet, distribuição de material); 28 de agosto, início do horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão; 1º de outubro, encerramento da propaganda eleitoral e dos debates; 4 de outubro, dia da votação em primeiro turno.

Assine o Correio do Estado

VAZAMENTO

Receita esclarece que não foi detectado acesso a dados sigilosos de Paulo Gonet

Mais cedo, o STF detalhou que há uma apuração em curso sobre possível vazamento indevido de dados sigilosos de ministros do Supremo, do Procurador-Geral da República e de seus familiares

17/02/2026 21h00

Procurador-geral da República Paulo Gonet

Procurador-geral da República Paulo Gonet Foto: Divulgação

Continue Lendo...

A Receita Federal informou, em nota divulgada nesta terça, 17, que não foi detectado "nenhum acesso" a dados fiscais sigilosos do procurador-geral da República, Paulo Gonet, ou informações sobre os familiares do chefe do Ministério Público Federal (MPF).

Mais cedo, em comunicado, o Supremo Tribunal Federal (STF) detalhou que há uma apuração em curso sobre possível vazamento indevido de dados sigilosos de ministros do Supremo, do Procurador-Geral da República e de seus familiares.

Foi no âmbito desta investigação em andamento que houve a constatação de "diversos e múltiplos" acessos ilícitos ao sistema da Secretaria da Receita Federal do Brasil, além de posterior vazamento das informações sigilosas. Essas são as informações na nota do STF.

No comunicado desta tarde, a Receita Federal apontou ser importante esclarecer que não houve acesso aos dados fiscais de todas as autoridades, embora a auditoria em andamento contemple eventuais ilegalidades contra os ministros, PGR e familiares.

Por determinação do STF, a Polícia Federal cumpriu, nesta terça-feira, quatro mandados de busca e apreensão nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).