Política

CAMPO GRANDE

Aval do governo Lula garante R$ 156 milhões em obras para gestão Adriane

O dinheiro será investido em pavimentação asfáltica, drenagem de águas pluviais, implantação de calçadas acessíveis, sinalização, moderação de tráfego e corredores de ônibus.

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Na manhã desta terça-feira (9), a Câmara Municipal aprovou dois projetos que autorizam a Prefeitura a contratar operação de crédito que somam R$ 156 milhões em investimentos, destinados para obras de infraestrutura em Campo Grande. Os recursos são provenientes do Governo do presidente Lula, junto à Caixa Econômica Federal.

A aprovação também foi celebrada pela ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, e a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), que oficializaram, em Brasília, a adesão do Município ao Plano de Promoção do Equilíbrio Fiscal (PEF).

O primeiro a ser aprovado foi o Projeto de Lei 12.185/25, que prevê R$ 136 milhões por meio do Programa Avançar Cidades – Mobilidade Urbana, do Ministério das Cidades. O dinheiro será investido em pavimentação asfáltica, drenagem de águas pluviais, implantação de calçadas acessíveis, sinalização, moderação de tráfego e corredores de ônibus.

O segundo a ser aprovado foi o Projeto de Lei 12.184/25, o qual autoriza que R$ 20 milhões sejam destinados à execução de obras públicas que atendem demandas estruturais da Capital, para melhorar a mobilidade, reduzir alagamentos e ampliar a qualidade de vida nos bairros.

Ao Correio do Estado, a ministra Simone Tebet ressaltou que este é um programa do Governo Federal feito para ajudar municípios e estados que estão em situações econômicas e fiscais ruins. Ela acredita que algumas obras devem estar licitadas e iniciadas a partir de abril de 2026.

"Campo Grande não tinha Capacidade de Pagamento (CAPAG) e, portanto, de financiamento. E toda vez que você pega dinheiro emprestado, os bancos só emprestam se tiver capacidade. Então, como Campo Grande assumiu uma série de compromissos, melhorar os indicadores da sua poupança corrente, adesão ao programa de acompanhamento, por exemplo, transparência fiscal, observar os limites constitucionais de despesas com o pessoal, etc., a União aceitou, dentro dessas condições, ser avalista. Quando a União entra como avalista, todo mundo empresta com juros mais baixos, e se torna possível esse crédito. É um presente de Natal, de Ano Novo, e de Páscoa para Campo Grande, uma vez que, a partir já da Semana Santa, provavelmente algumas dessas obras já vão estar licitadas e iniciadas na Cidade Morena", disse a ministra.

As propostas receberam 24 votos favoráveis, enquanto Marquinhos Trad (PDT) e Luíza Ribeiro (PT) votaram contra. Outros dois vereadores não registraram voto.

Pacote de obras

Em novembro, a Prefeitura de Campo Grande já havia anunciado um pacote de obras no valor de R$ 544 milhões, com foco na drenagem e asfalto para pelo menos 33 bairros ao longo dos próximos anos. Tal investimento é oriundo de um empréstimo com a Caixa Econômica Federal, em decorrência da aprovação do Plano de Equilíbrio Fiscal (PEF). A primeira parte do valor é, justamente, estes R$ 156 milhões aprovados, hoje, na Casa de Leis.

O PEF é um programa do Governo Federal que permite a estados e municípios reorganizarem suas contas públicas, reunindo ações e ajustes para garantir equilíbrio financeiro, controle de despesas, maior eficiência na gestão e capacidade de pagamento.

Bairros que devem receber os investimentos

  • Vila Nª Sª Aparecida
  • Bosque da Saúde
  • Noroeste
  • Vilas Boas
  • Jardim Auxiliadora
  • Nova Tirandentes
  • Jardim Vitória
  • Anhembi
  • Jardim Los Angeles
  • Parque Residencial Lisboa
  • Porto Galo
  • Aero Rancho
  • Vila Nogueira
  • Vila Amapá
  • Jardim das Nações
  • Guanandi II
  • Tarumã
  • Coophavila II
  • Batistão
  • Jardim Santa Emília
  • Jardim São Conrado
  • Parque dos Girassóis
  • Oliveira
  • Residencial Flores

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Bem cotada

Pesquisa mostra Simone Tebet como favorita no Senado de São Paulo

Levantamento foi realizado entre os dias 6 e 7 de março de 2026 e ouviu 2.000 eleitores em todo o estado de São Paulo

09/03/2026 15h30

Dilson Rodrigues/Agência Senado

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Nascida em Três Lagoas, a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB), aparece como favorita na disputa por uma das vagas ao Senado por São Paulo, segundo pesquisa do instituto Real Time Big Data divulgada nesta segunda-feira (9).

Nos cenários em que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), não é incluído nas simulações, Tebet lidera as intenções de voto.

O levantamento foi realizado entre os dias 6 e 7 de março de 2026 e ouviu 2.000 eleitores em todo o estado de São Paulo. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

Como a eleição para o Senado permite que cada eleitor escolha dois candidatos, o resultado consolidado considera a média proporcional entre o primeiro e o segundo voto.

Nos cenários em que Haddad não aparece como candidato, Simone Tebet lidera as intenções de voto, variando entre 16% e 22%.

Nesse grupo de simulações, a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva (Rede), registra entre 15% e 19%, enquanto o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite (PP), aparece com índices entre 15% e 18%.

Nas projeções, Tebet surge ligeiramente à frente na maioria dos cenários, enquanto Marina e Derrite disputam as posições seguintes.

O ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles (Novo) aparece logo atrás do trio principal, com intenções de voto entre 12% e 14%.

Já o ex-governador Rodrigo Garcia (sem partido) registra de 11% a 13%, enquanto o coronel Mello Araújo (PL) tem cerca de 11%.

Quando o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, é incluído nas simulações, ele passa a liderar o cenário consolidado, com cerca de 22% a 24% das intenções de voto. Nesse caso, Simone Tebet recua para aproximadamente 16%, enquanto Marina Silva e Guilherme Derrite aparecem na faixa de 15%.

Ricardo Salles mantém índices entre 12% e 14%, enquanto Rodrigo Garcia aparece entre 11% e 13%. O coronel Mello Araújo registra cerca de 11% das intenções de voto.

A pesquisa também aponta maior indefinição entre os eleitores em relação ao segundo voto ao Senado. Enquanto apenas 1% dos entrevistados dizem não saber em quem votar no primeiro voto, o percentual sobe para 22% quando se trata da segunda escolha.

Entre os que pretendem votar em branco ou anular o voto, o índice passa de 2% no primeiro voto para 11% no segundo. Somados, os dados indicam que mais de 30% do eleitorado ainda não definiu o segundo voto, o que mantém a disputa pela segunda vaga em aberto.

O perfil dos entrevistados mostra que 53% são mulheres e 47% homens. Em relação à escolaridade, 50% possuem ensino médio completo, 26% têm ensino superior e 24% estudaram até o ensino fundamental.

Quanto à renda, 39% declararam ganhar entre dois e cinco salários-mínimos. Já em relação à faixa etária, 47% têm entre 35 e 59 anos, 29% possuem 60 anos ou mais e 24% têm entre 16 e 34 anos.

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DEBANDADA

Com 14 deputados federais, PSDB deve perder os três parlamentares do Estado

Os tucanos já fazem parte da relação de nove partidos que correm um grande risco de serem extintos nas eleições gerais deste ano

09/03/2026 08h00

Os deputados federais Geraldo Resende, Beto Pereira e Dagoberto Nogueira devem sair do ninho tucano

Os deputados federais Geraldo Resende, Beto Pereira e Dagoberto Nogueira devem sair do ninho tucano Montagem

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Com a janela partidária aberta até o dia 3 de abril, a situação do PSDB, que já está na lista dos nove partidos que correm um grande risco de serem extintos nas eleições gerais de outubro caso registrem baixo desempenho nas votações nacionais, deve ficar ainda mais complicada, pois pode perder os três deputados federais de Mato Grosso do Sul.

O Correio do Estado apurou que Geraldo Resende, Beto Pereira e Dagoberto Nogueira estão em plena negociação para baterem asas do ninho tucano e aterrissarem no PV, no Republicanos, no PP, respectivamente, nos próximos dias, reduzindo a já combalida bancada do PSDB na Câmara dos Deputados dos atuais 14 para apenas 11 parlamentares, isso já sem contar os deputados federais do Cidadania, que faz parte da federação criada em 2022.

Antiga superpotência, que disputou a hegemonia do poder com o PT entre a década de 90 até 2014, o PSDB enfrenta uma crise sem precedentes e está na zona de risco da cláusula de barreira, lutando para não se tornar um partido “nanico”.

Os tucanos estão encerrando uma federação com o Cidadania e agora buscam um novo partido para federar, já que uma tentativa recente de união com o Podemos acabou fracassando.

Portanto, a janela partidária, que foi aberta na quinta-feira passada, está causando um grande desânimo no PSDB, que já projeta mais baixas na bancada, o que deve comprometer ainda mais a sobrevivência da legenda, provocando um cenário pessimista entre as lideranças da legenda.

Em 2022, o vaivém entre partidos provocou a migração de 120 dos 513 deputados federais.

Desde o começo da semana passada as portas dos gabinetes de líderes parlamentares e presidentes de partidos registram um vaivém acima do normal na Câmara dos Deputados, que, em razão da janela, os trabalhos ficarão majoritariamente remotos neste mês de março.

No caso dos três deputados federais do PSDB em Mato Grosso do Sul, Geraldo Resende disse ao Correio do Estado que só fica no ninho tucano se os outros dois colegas – Beto e Dagoberto – também ficarem.

“Minha intenção é ficar e cumprir o compromisso assumido com as lideranças políticas do Estado – o governador Eduardo Riedel [PP] e o ex-governador Reinaldo Azambuja [PL] – e com o ex-presidente nacional do PSDB Marconi Perillo e com o atual presidente nacional da legenda, Aécio Neves”, afirmou.

No entanto, ele completou que só vai cumprir esse compromisso, se os outros dois deputados federais do PSDB também cumprirem.

“Caso isso não aconteça, já tenho o convite de oito partidos, não posso dizer quais são, porém, a minhA preferência é por um do centro”, assegurou.

A reportagem apurou que o mais provável é que ele vá para o PV, enquanto Beto Pereira e Dagoberto Nogueira – que foram procurados, mas não retornaram até o fechamento desta edição – negociam com Republicanos e PP, respectivamente.

O primeiro marcou para esta semana uma série de reuniões com o Republicanos, tanto em Campo Grande, quanto em Brasília (DF), onde Beto Pereira deve bater o martelo com o presidente nacional da sigla, Marco Pereira.

Já Dagoberto Nogueira já teria encaminhado o ingresso no PP, da senadora Tereza Cristina, presidente estadual da legenda.

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