Política

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"Avatar" é lançado em Blu-Ray e DVD

"Avatar" é lançado em Blu-Ray e DVD

Redação

24/04/2010 - 06h17
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São Paulo

O DVD e Blu-Ray de “Avatar” foram lançados na quinta-feira, 22 de abril, Dia Internacional do Planeta Terra.
O filme, que levou uma década para ser criado e quase meio bilhão de dólares investidos, transformou “Avatar” num fenômeno de bilheteria. Faturou até o momento cerca de US$ 2,7 bilhões desde seu lançamento, em 18 de dezembro.

O diretor James Cameron e Peter Jackson (de “O senhor dos anéis”), responsável pelos efeitos visuais, desenvolveram uma nova tecnologia para filmar em 3D. Enfim, tudo que cerca esse filme é grandioso.

A história em si é simples, mas já prenderia a respiração do público mesmo se os detalhes gráficos não fossem tão precisos. O que se vê é um mundo novo, com animais incríveis, fauna exuberante e uma riqueza de detalhes antes inimaginável.

O roteiro de “Avatar” se passa em Pandora, um planeta distante, onde os humanos estão explorando unobtainium, um metal raro e valioso. Por lá vivem os Na’vi, seres alienígenas em perfeito contato com a natureza, que se organizam em tribos e moram sobre a maior reserva de metal do planeta.
Um empresário ganancioso e um militar sanguinário estão prontos para destruir o local sem dó. Enquanto isso, um grupo de cientistas desenvolve um projeto científico que transfere a consciência humana para corpos Na’vi gerados em laboratórios, os avatares.

Jake Sully (Sam Worthington) é paraplégico e vê nessa transferência a oportunidade de voltar a andar. A missão de Sully é se infiltrar entre os Na’vi e descobrir como eles vivem. Os dados dessa espionagem são passados aos militares que preparam o ataque. Sully, no entanto, se apaixona por Neytiri (Zoë Saldana), uma nativa, e ao perceber a crueldade com que os humanos tratam os aliens, resolve trair os humanos e ajudar os Na’vis.

Sequência
Com o lançamento em DVD, James Cameron falou sobre a sequência do filme fenômeno, que arrecadou US$ 2,7 bilhões mundialmente. “Nós criamos um cenário abrangente para o meio ambiente do filme. Não apenas em Pandora, mas em todo o sistema solar Alfa Centauro AB. E nós vamos incorporar mais à história, expandindo por esse sistema – não necessariamente no segundo filme, mas também em um terceiro”, revelou.

“Vou explicar melhor. A continuação vai explorar Pandora, mas um novo ambiente no planeta. Vou focar a história nos oceanos, que serão igualmente ricos em detalhes e cheios de diversidade. Claro que vamos rever alguns ambientes que já vimos, mas veremos muitos outros também. Não será focado em uma floresta tropical”, concluiu.

Cameron disse que pretende gastar metade do orçamento e do tempo de produção na sequência. “Avatar” será lançado em uma versão estendida, em novembro, com quatro discos, e terá relançamento nos cinemas IMAX em agosto, com seis minutos de cenas inéditas. Em vez de “Avatar 2”, a sequência se chamará ‘Na’vi’. Uma versão 3-D está programada para ser lançada em 2011.

ELEIÇÕES 2026

Patrimônio de candidatos ao Senado em MS vai de zero a quase R$ 56 milhões

Reinaldo Azambuja lidera lista de bens declarados à Justiça Eleitoral; juntos, seis concorrentes informaram patrimônio de R$ 63,3 milhões

12/08/2026 11h03

Os seis candidatos ao Senado que já divulgaram o patrimônio à Justiça Eleitoral são Vander Loubet (PT), Soraya Thronicke (PSB), Reinaldo Azambuja (PL), Daniel Junior (Agir), Capitão Contar (PL) e Beto do Movimento (PSOL)

Os seis candidatos ao Senado que já divulgaram o patrimônio à Justiça Eleitoral são Vander Loubet (PT), Soraya Thronicke (PSB), Reinaldo Azambuja (PL), Daniel Junior (Agir), Capitão Contar (PL) e Beto do Movimento (PSOL) Montagem

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Os seis candidatos que disputam as duas vagas de Mato Grosso do Sul no Senado Federal nas eleições deste ano apresentam realidades patrimoniais bastante distintas. 

Enquanto o ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) declarou quase R$ 56 milhões em bens, Daniel Junior (Agir) informou à Justiça Eleitoral não possuir patrimônio. Somadas, as declarações dos seis concorrentes chegam a R$ 63.317.810,90. 

Desse total, R$ 55.976.398,48 pertencem a Azambuja, candidato pela coligação “Fazendo o Futuro Acontecer”. O valor representa aproximadamente 88,4% de todo o patrimônio informado pelos postulantes ao Senado no Estado.

A análise foi feita pelo Correio do Estado com base no patrimônio já divulgado pelos seis candidatos no DivulgaCandContas, portal administrado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e que reúne informações sobre todos os candidatos registrados nas eleições brasileiras, além das prestações de contas de campanha.

A diferença fica ainda mais evidente quando o patrimônio do ex-governador é comparado ao dos demais candidatos. Juntos, o deputado federal Vander Loubet (PT), o ex-deputado estadual Capitão Contar (PL), Beto do Movimento (PSOL), a senadora Soraya Thronicke (PSB) e Daniel Junior declararam R$ 7.341.412,42.

Dessa forma, Azambuja possui patrimônio cerca de 7,6 vezes superior ao total informado pelos cinco adversários somados. O segundo maior patrimônio declarado é do deputado federal Vander Loubet, candidato pela coligação “Por um MS do Povo”. 

Ele informou possuir R$ 4.122.759,55 em bens, montante equivalente a cerca de 6,5% do patrimônio total dos seis concorrentes. Na terceira posição aparece Capitão Contar, que também concorre pela coligação “Fazendo o Futuro Acontecer”, que declarou patrimônio de R$ 1.660.693,63.

Beto do Movimento, candidato da “Federação PSOL-Rede”, aparece em seguida, com R$ 945 mil em bens declarados. A atual senadora Soraya Thronicke, que disputa a reeleição pela coligação “Por um MS do Povo”, informou patrimônio de R$ 612.959,24, o segundo menor entre os seis candidatos. Daniel Junior, do Agir, é o único concorrente ao Senado por Mato Grosso do Sul que declarou não ter bens à Justiça Eleitoral.

Considerando os dois extremos da lista, a diferença patrimonial entre Reinaldo Azambuja e Daniel Junior é de R$ 55.976.398,48. A corrida pelas duas cadeiras de Mato Grosso do Sul no Senado reúne seis candidatos.

Além de Azambuja e Contar, concorrem Soraya Thronicke, Vander Loubet, Beto do Movimento e Daniel Junior. Como duas vagas estão em disputa neste ano, cada eleitor poderá escolher dois candidatos ao Senado. Os dois mais votados no Estado serão eleitos para mandatos de oito anos.

Confira o patrimônio declarado pelos seis candidatos ao Senado em MS:

Reinaldo Azambuja — R$ 55.976.398,48
Vander Loubet — R$ 4.122.759,55
Capitão Contar — R$ 1.660.693,63
Beto do Movimento — R$ 945.000,00
Soraya Thronicke — R$ 612.959,24
Daniel Junior — R$ 0,00
Total declarado: R$ 63.317.810,90

RECURSOS PÚBLICOS

Fiscalização mira R$ 17,4 milhões de "emendas Pix" de Soraya

Auditorias apontam falhas nos planos de trabalho, falta de rastreabilidade, risco de desperdício e até mesmo superfaturamento

12/08/2026 07h40

Emendas da senadora Soraya Thronicke são alvos de investigação

Emendas da senadora Soraya Thronicke são alvos de investigação Foto: Carlos Moura/Agência Senado

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“Emendas Pix” que somam R$ 17,4 milhões indicadas pela senadora Soraya Thronicke (PSB) entraram no radar de órgãos de controle em diferentes procedimentos, relacionados à transparência, à rastreabilidade e à execução dos recursos públicos.

Conforme apuração do Correio do Estado, o montante milionário reúne dois conjuntos distintos, sendo o principal deles formado por duas emendas, que somam R$ 15,4 milhões, destinadas ao Instituto de Desenvolvimento Socioambiental (IDS) e submetidas à auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU). 

Os outros R$ 2 milhões correspondem a transferências destinadas a quatro municípios de Mato Grosso do Sul que apresentaram problemas relacionados aos planos de trabalho e às informações necessárias para permitir o acompanhamento da aplicação do dinheiro.

Os casos ganham novo destaque diante da ofensiva do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), para ampliar a transparência e a rastreabilidade das emendas parlamentares. 

O ministro considera que ainda persiste um “estado de inconstitucionalidade” na execução dessas verbas e tem determinado providências para permitir que os recursos sejam acompanhados desde a indicação parlamentar até o beneficiário final.

Em uma frente distinta, auditoria recente do Tribunal de Contas da União (TCU) examinou 100 transferências especiais, conhecidas como “emendas Pix”, destinadas a dezenas de entes públicos e que somavam aproximadamente R$ 198 milhões. Foram identificadas mais de 200 ocorrências irregulares e dezenas de milhões de reais em potenciais prejuízos.

A parcela mais significativa dos recursos envolve duas emendas de Soraya destinadas ao IDS nos anos de 2023 e 2024.

Uma delas, de aproximadamente R$ 7,48 milhões, tinha como finalidade promover capacitação e ações de fortalecimento da agricultura e da pecuária em Mato Grosso do Sul, com ênfase em Naviraí.

A segunda, de aproximadamente R$ 8 milhões, previa ações para promover produção, transferência de conhecimento, tecnologia e inovação por meio de feiras e qualificação de produtores rurais de Aquidauana, Coxim e Naviraí.

Os recursos foram empregados em iniciativas que incluíram eventos denominados Cozinha Show, concursos de merendeiras e ações relacionadas ao Pantanal Tech.

Na auditoria, a CGU considerou pouco detalhados os planos de trabalho apresentados pelo IDS. Entre os problemas encontrados estavam a ausência de metas e de indicadores capazes de permitir a avaliação dos resultados obtidos com a aplicação do dinheiro.

Outro ponto destacado pelos auditores foi a ausência ou insuficiência de extratos bancários. Segundo a CGU, a deficiência compromete a transparência e a rastreabilidade dos recursos públicos e dificulta a comprovação de que todo o dinheiro foi utilizado conforme os respectivos planos de trabalho.

Na avaliação do órgão, os problemas aumentam o risco de má aplicação do dinheiro. O relatório também apontou riscos de desperdício de recursos públicos e superfaturamento.

Além dos R$ 15,4 milhões destinados ao IDS, Soraya aparece como autora de outro conjunto de “emendas Pix”, no valor total de R$ 2 milhões, destinadas diretamente a quatro municípios.

A maior transferência foi para Aparecida do Taboado, que recebeu R$ 1,5 milhão. Outros R$ 200 mil foram para Corumbá, divididos em duas transferências de R$ 100 mil, Campo Grande recebeu R$ 200 mil e Dourados, R$ 100 mil.

Nesse conjunto, os questionamentos estão relacionados principalmente à apresentação dos planos de trabalho e das informações necessárias para assegurar a transparência e também a rastreabilidade das transferências.

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