Política

TSE

Bancada de MS questiona uso de assinatura eletrônica

Tribunal Eleitoral deve decidir amanhã se aprova método para fundar novas agremiações

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Os deputados federais sul mato-grossenses divergem sobre o uso da coleta de assinaturas digitais de apoio para a criação de novos partidos políticos, tema em votação no  Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A decisão vai definir os rumos do Partido Aliança pelo Brasil, que o presidente da República Jair Bolsonaro está criando – após briga no PSL que o fez desfiliar do partido - para a legenda ter condições de lançar candidatos nas eleições do próximo ano. 

Na sessão administrativa do TSE da última terça-feira (26), o ministro Og Fernandes votou pelo não conhecimento da consulta formulada pelo deputado federal Jerônimo Pizzolotto Goergen (PP-RS), na qual ele questiona o Tribunal sobre a possibilidade do uso de assinaturas digitais no processamento de apoiamentos para a criação de novos partidos políticos. Após o voto do relator, o ministro Luis Felipe Salomão pediu vistas e o processo está parado até amanhã.

Sobre esta consulta, o parlamentar Fábio Trad (PSD/MS), que é integrante da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, afirmou que “a Resolução 23.571/2018 do Tribunal Superior Eleitoral não prevê a hipótese de assinatura digital para criação e registro de partidos políticos. Portanto, só se  nesta consulta o TSE alterar a resolução admitindo essa modalidade. Caso contrário, não há amparo legal”.

Os deputados Beto Pereira e Rose Modesto (PSDB/MS) têm opiniões parecidas sobre esta consulta no TSE. “Essa é uma questão que o TSE tem de se posicionar. Pelo sistema atual, a Justiça Eleitoral já está preparada para conferir as assinaturas, garantir a lisura do processo. E no eletrônico, já existe este mecanismo?  Se não tiver sou contra”, disse Pereira.

Rose Modesto enfatiza também que “na votação da consulta o TSE precisa informar a sociedade se tem condições de garantir que as assinaturas obtidas eletronicamente são legítimas. O tribunal precisa responder como vai verificar meio milhã de assinaturas e quanto tempo vai levar para isso. É uma questão administrativa.  Se assegurar que são legítimas, não tem como  questionar”.

O deputado federal Dr. Luiz Ovando (PSL/MS) que faz parte do grupo de parlamentares do PSL que são defensores do presidente no Congresso Nacional, disse que tem interesse que a consulta seja favorável a coleta eletrônica de assinaturas porque viabiliza o novo partido rapidamente. “Eu sou totalmente a favor porque é meu interesse. Não poderia ser contra”, emendando que: “a legalidade, eu não sei sobre a legislação”.

Ovando disse que depende da decisão do TSE  para definir seu rumo partidário. É que ele defendeu Eduardo Bolsonaro para o cargo de líder do PSL na Câmara. Isso dividiu o partido e Ovando já afirmou que não tem espaço na legenda. Fica no PSL até que seja criado o Partido Aliança pelo Brasil. 

Na sessão da última terça-feira, o ministro Og Fernandes afirmou que a consulta do deputado federal Jerônimo Goergen abrange apenas aspectos administrativos internos da Justiça Eleitoral, como é o caso do processamento de apoiamentos à criação de novas legendas. Como a consulta apresentada não trata de interpretação da legislação eleitoral vigente, Og Fernandes votou pelo seu não conhecimento.

“A jurisprudência do TSE entende que a consulta é cabível para sanar dúvidas em matéria eleitoral strictu sensu. Dessa maneira, os questionamentos que se voltam apenas à organização ou à administração da Justiça Eleitoral destoam da finalidade do instituto”, justificou o ministro.

Questionamento

Na consulta apresentada no ano passado o deputado federal Jerônimo Goergen pergunta ao TSE sobre a possibilidade em aceitar a assinatura eletrônica “legalmente válida dos eleitores que apoiem dessa forma a criação de partidos políticos nas listas e/ou fichas expedidas pela Justiça Eleitoral”.

Em sua fundamentação, o parlamentar cita que assinaturas eletrônicas certificadas pela Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-Brasil) e regulamentadas pelo Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI) já são amplamente utilizadas em diversos documentos públicos e particulares, como,por exemplo, as petições encaminhadas ao Poder Judiciário por meio do Processo Judicial Eletrônico (PJE).

Os deputados Dagobeto Nogueira (PDT), Loester Trutis (PSL), Bia Cavassa (PSDB) e Vander Loubet (PT) foram procurados pela reporagem mas não deram retorno. 

Articulação

De olho na direita radical, Azambuja busca trazer prefeitos para campanha de Contar

Ex-governador articula transferir ao candidato do PL a base municipal que trabalhava pela reeleição do senador Nelsinho

11/08/2026 07h35

Os candidatos ao Senado Capitão Contar e Reinaldo Azambuja

Os candidatos ao Senado Capitão Contar e Reinaldo Azambuja Reprodução

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O ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) já começou a trabalhar nos bastidores para levar prefeitos que estavam comprometidos com a reeleição do senador Nelsinho Trad (PSD) para a campanha do ex-deputado estadual Capitão Contar (PL) ao Senado.

Conforme apuração do Correio do Estado, Azambuja iniciou conversas com lideranças municipais para consolidar nos municípios a chapa Eduardo Riedel (PP) para a reeleição ao governo e Reinaldo Azambuja e Capitão Contar para as duas vagas ao Senado.

A movimentação ocorre depois de Nelsinho desistir da própria candidatura à reeleição e acertar sua participação como primeiro suplente de Azambuja.

Com a nova composição definida, o esforço agora é direcionado para evitar a dispersão do segundo voto ao Senado entre os prefeitos e as lideranças que estavam comprometidos com Nelsinho.

Azambuja assumiu a missão de aproximar Contar desse grupo e tentar fazer com que os prefeitos incorporem o ex-deputado estadual quando forem pedir votos nos seus municípios.

A estratégia também passa pela tentativa de ampliar a presença dos nomes de Azambuja e Riedel entre os eleitores identificados como a direita mais radical. 

Contar construiu sua trajetória eleitoral ligado ao bolsonarismo e pode funcionar como uma ponte entre a ampla estrutura política reunida em torno de Riedel e Azambuja e de uma parcela do eleitorado mais ideologicamente alinhada à direita.

Ao mesmo tempo, o desafio está no caminho inverso: fazer com que Contar avance entre prefeitos e lideranças políticas que estavam ligados a Nelsinho e que não necessariamente mantinham relação política próxima com o ex-deputado estadual.

Com Nelsinho agora integrado à chapa de Azambuja, a avaliação entre interlocutores do ex-governador é de que existe espaço para que a estrutura municipal que apoiava o senador seja incorporada à campanha dos dois candidatos do PL ao Senado.

A operação é considerada importante porque Nelsinho mantinha uma extensa rede de prefeitos e lideranças municipais comprometidos com sua tentativa de conquistar um novo mandato. 

Com sua saída da disputa, abriu-se uma concorrência pelo destino desse segundo voto. É justamente nesse espaço que Azambuja pretende avançar com o nome de Contar.

A orientação trabalhada nos bastidores é para que os prefeitos da base façam campanha pelo conjunto da chapa, apresentando ao eleitor Riedel para governador e Azambuja e Contar como os dois candidatos ao Senado.

O movimento representa uma nova etapa da reorganização eleitoral provocada pela desistência de Nelsinho.

Se inicialmente o acordo resolveu a composição da chapa de Azambuja, com o senador ocupando a primeira suplência, agora começa o trabalho para transferir aos candidatos que permaneceram na disputa a estrutura política que estava organizada em torno da reeleição do senador.

Para Contar, a articulação pode representar acesso a uma capilaridade municipal que sua candidatura, isoladamente, teria maior dificuldade para construir. 

Os prefeitos são considerados peças importantes nas campanhas majoritárias pela capacidade de mobilização de vereadores, lideranças comunitárias e cabos eleitorais.

Para Azambuja, fechar a base em torno de Contar também reduz o risco de prefeitos aliados a Riedel e ao próprio ex-governador utilizarem o segundo voto para fortalecer candidatos adversários ao Senado.

A estratégia procura, portanto, unir duas forças diferentes dentro da mesma chapa: de um lado, a identificação de Contar com o eleitorado mais radical da direita e, de outro, a estrutura política e municipal construída por Nelsinho.

* Saiba 

Nas eleições deste ano, Mato Grosso do Sul terá duas das três cadeiras do Estado no Senado em disputa. Isso ocorre porque o mandato de senador dura oito anos e a renovação da Casa é feita alternadamente por um terço e dois terços das 81 vagas.

Cada eleitor poderá votar em dois candidatos diferentes ao Senado. Serão eleitos os dois mais votados no Estado, independentemente de partido ou coligação.

surto

Há crise de sarampo porque a turma do Tarcísio fala mal de vacina, diz Haddad

Declarações foram dadas durante a chamada Sabatina CNN, na noite desta segunda-feira. SP está fazendo mutirão de vacinação contra o sarampo

11/08/2026 07h08

Segundo Haddad,

Segundo Haddad, "inventaram que um cientista americano mentiu sobre a vacina. Distorceram a fala do cara".

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O candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira, 10, que integrantes do grupo político do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) difundem críticas às vacinas nas redes sociais, o que contribui para a queda da cobertura vacinal no Estado.

"Estamos tendo crise de sarampo em São Paulo porque essa turma do Tarcísio fica na internet falando mal da vacina", disse o petista durante sabatina da CNN Brasil. Haddad não citou nomes nem indicou publicações específicas.

Segundo o candidato, aliados do governador distorceram recentemente a declaração de um cientista americano para questionar a segurança dos imunizantes. "Agora inventaram que um cientista americano mentiu sobre a vacina. Distorceram a fala do cara. E a cobertura vacinal está caindo", afirmou.

Na semana passada, o Estado de São Paulo confirmou 23 casos de sarampo. Apesar de críticas de bolsonaristas à obrigatoriedade da imunização, Tarcísio disse que a vacina contra o sarampo é "consagrada e segura", antes do debate promovido pela Band TV no domingo, 9.

Haddad acusou ainda a extrema direita de construir um "universo paralelo" e de não lidar com a realidade. "Tem a ver com detergente, tem a ver com vacina, tem a ver com coisas incompreensíveis para uma pessoa de boa-fé", disse.

Nunes e o bolsonarismo

Na sabatina, Haddad também disse que o prefeito da capital paulista e aliado do governador Tarcísio de Freitas, Ricardo Nunes (MDB), integrava a base aliada de sua gestão municipal e passou por uma "transição para o bolsonarismo" nos últimos anos

Nunes e Haddad protagonizaram uma série de atritos recentes. Durante a convenção de Tarcísio, no dia 1º, o prefeito chamou o petista de "professorzinho de nariz empinado". Já no domingo, 9, após o debate promovido pela Band TV, Nunes abordou Haddad no estúdio e o segurou pelo braço para contestar acusações sobre as investigações envolvendo um contrato de R$ 108 milhões para a instalação de pontos de wi-fi na periferia da capital.

Durante sabatina da CNN Brasil, Haddad descreveu Nunes como um vereador "pacato" que liderava o MDB na Câmara Municipal e apoiava os projetos encaminhados pelo Executivo. O petista comandou a Prefeitura de São Paulo entre 2013 e 2016.

"Ele nunca votou contra um projeto de lei do Executivo enquanto fui prefeito. Para mim, essa é uma faceta nova do Ricardo, essa transição para o bolsonarismo", declarou.

Haddad citou como exemplos de propostas aprovadas com o apoio de Nunes a renegociação da dívida municipal, o Plano Diretor, o Código de Obras e a Lei de Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo

O candidato também contestou críticas do prefeito à atuação do governo federal e afirmou que, quando comandava o Ministério da Fazenda, autorizou empréstimos para a capital paulista às vésperas da eleição municipal de 2024. "Ele me ligou agradecendo os empréstimos que liberei na Fazenda. Deve estar registrado no telefone dele", disse.

Nunes possui a missão de atuar em prol da campanha de Tarcísio na capital, onde o atual governador perdeu para o petista em 2022.

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