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Barbalho é o mais faltoso e Tiririca o mais assíduo

Barbalho é o mais faltoso e Tiririca o mais assíduo

FOLHAPRESS

09/03/2014 - 00h00
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O índice de comparecimento dos parlamentares em 2013 foi praticamente o mesmo do ano anterior, quando as atividades no Congresso foram prejudicadas pelas eleições municipais.

Os dados são do site Congresso em Foco, que realizou pesquisa com base em números da Câmara e do Senado divulgados até janeiro de 2014.

De acordo com a pesquisa, cerca de 85% dos parlamentares participaram das 119 sessões plenárias no Senado. O número corresponde a mesma média de 2012, quando cada um dos 81 senadores compareceu a 107 (84,9%) das 126 sessões para votação. Na Câmara, o índice foi de 82,6% para os 113 dias de votação na Casa. No ano passado, o índice foi de 81,3% para 91 reuniões para votação.

Apesar dos altos índices de presença, parlamentares de ambas as Casas registraram elevado número de ausências. No Senado, por exemplo, aumentou o número de justificativas passando de 78%, em 2012, para 88% no ano passado. Na Câmara, os deputados aumentaram o índice de faltas que deixaram sem explicação: de 8% para 10% do total. Até o dia 15 de janeiro, a Casa não havia recebido esclarecimentos de 1.057 das 10.133 ausências acumuladas.

Ausências
No Senado, o ranking dos mais faltosos, pelo segundo ano consecutivo, é liderado pelo senador Jader Barbalho (PMDB-PA). De acordo com a pesquisa, Jader deixou de comparecer cerca de 38,6% das 119 sessões da Casa. Foram 46 faltas, sendo 37 delas justificadas. Contudo, o desempenho do senador paraense teve uma ligeira melhora. Em 2012, Jader teve percentual de 47%, faltando em 57 das 126 sessões.

Em segundo lugar, aparece o senador Zezé Perrella (PDT-MG), que teve o nome da família envolvido no transporte de cocaína em um helicóptero da empresa de seu filho, o deputado estadual Gustavo Perrella (SDD-MG). Contudo, a Polícia Federal descartou a participação da família Perrella. O senador teve 39 faltas, sendo 36 justificadas. Em terceiro lugar, aparece o senador Roberto Requião (PMDB-PR) com 35 ausências, sendo todas justificadas.

Na Câmara, a pesquisa aponta que 82,6% dos deputados participaram das 113 sessões. Apesar disso, 41 deputados deixaram de comparecer a mais de um terço dos dias de votação.

De acordo com a Constituição, se o parlamentar se ausentar a mais de um terço dos dias com votação sem justificar, pode perder o seu mandato. Ao todo, foram 10.133 faltas, tendo 9.076 ausências justificadas. Mas, como os parlamentares justificaram a quase totalidade das faltas, eles não correm o risco de cassação.

Segundo a pesquisa, quatro deputados se enquadram nesse caso. Em primeiro lugar, está o deputado Marcelo Aguiar (DEM-SP) que não compareceu a mais de 60% das sessões. Foram 68 faltas, sendo que 61 delas foram abonadas e transformadas em algum tipo de licença.

Em segundo lugar, aparece o deputado Márcio Bittar (PSDB-AC) com 67 faltas, mas todas justificadas. Em seguida vem os deputados Newton Cardoso (PMDB-MG) com 60 faltas, sendo 58 abonadas, e o ex-governador e ex-prefeito de São Paulo, o deputado Paulo Maluf (PP-SP), que registrou presença em apenas 55 dos 113 dias com votação na Câmara, mas teve todas as ausências justificadas.

Assíduos
De acordo com a pesquisa, 29 deputados não registraram nenhuma ausência na Câmara no ano passado, mas apenas 15 registraram presença em todas as 113 sessões da Casa. A diferença se deve porque uma parte desses parlamentares não exerceu mandato o ano inteiro.

Os 15 parlamentares mais assíduos em 2013 são: Alexandre Leite (DEM-SP), Amauri Teixeira (PT-BA), Antônio Brito (PTB-BA), Fábio Trad (PMDB-PR), Hermes Parcianello (PMDB-PR), Jutahy Junio (PSDB-BA), Lincoln Portela (PR-MG), Manato (SDD-ES), Onofre Santo Agostini (PSD-SC), Paulo Feijó (PR-RJ), Pedro Chaves (PMDB-GO), Policarpo (PT-DF),Reguffe (PDT-DF), Tiririca (PR-SP) e Valtenir Pereira (Pros-MT).

Desde que assumiram o mandato em fevereiro de 2011, seis deputados ainda não tiveram nenhuma ausência, segundo a pesquisa. São eles: Alexandre Leite (DEM-SP), Lincoln Portela (PR-MG), Manato (SDD-ES), Pedro Chaves (PMDB-GO), Reguffe (PDT-DF) e Tiririca (PR-SP).

No Senado, apenas três parlamentares deixaram de participar de 1 das 119 sessões da Casa no ano passado: José Pimentel (PT-CE), Paulo Paim (PT-RS) e Ruben Figueiró (PSDB-MS). De acordo com a pesquisa, Pimentel já havia sido o mais presente nos dois últimos anos: ele compareceu a todas as sessões de 2012 e faltou a apenas uma de 2011.  

quer respostas

CPI do tapa-buraco será aberta na Câmara Municipal de Campo Grande

Dentre os fatos determinados da investigação estão ausência de ações e respostas do Executivo diante das reclamações da população, prejuízos causados, redução dos investimentos, dentre outros

16/10/2026 18h04

CPI irá investigar onde estão sendo usados recursos para tapar buracos em Campo Grande

CPI irá investigar onde estão sendo usados recursos para tapar buracos em Campo Grande Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Com a assinatura de 24 vereadores, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do tapa-buraco deverá ser aberta na Câmara Municipal de Campo Grande. A proposta é investigar possíveis irregularidades nos contratos e na execução dos serviços de tapa-buracos na Capital.

O requerimento para a criação da CPI foi apresentado pela vereadora Luiza Ribeiro (PT), na sessão do dia 13 de agosto deste ano.

Até o começo desta sexta-feira (16), nove parlamentares haviam assinado o requerimento, número que saltou para 24 após uma reunião realizada nesta tarde na Casa de Leis. 

Para que a CPI seja aberta, é necessário o apoio de no mínimo um terço dos vereadores. Como a Câmara de Campo Grande tem um total de 29 vereadores, eram necessárias 10 assinaturas, mas houve mais do que o dobro. Segundo Luiza, os cinco que ainda não assinaram manifestaram apoio positivo.

"Campo Grande não consegue entender porque nós temos tanto recurso aplicado no tapa-buraco e não conseguimos que esse serviço efetivamente chegue as vias públicas e pare de atrapalhar a vida das pessoas", disse a vereadora Luiza Ribeiro após a reunião.

Segundo ela, o documento que reúne as assinaturas já foi entregue ao presidente da Câmara Municipal, Papy, que irá encaminhar para a procuradoria jurídica, para que sejam feitos os atos de instauração da CPI.

O nome de todos os vereadores que assinaram o requerimento não foi divulgado até a publicação desta reportagem. Antes da reunião, já haviam assinado a própria Luiza, Jean Ferreira (PT), Landmark (PT),  Marquinhos Trad (PV), Maicon Nogueira (PP), André Salineiro (PL), Vererinário Francisco (União Brasil), Flávio Cabo Almi (PSDB) e Ronilço Guerreiro (Podemos).

CPI do tapa-buraco

O requerimento estabelece como fatos determinados da investigação a ausência de ações e respostas do Executivo diante das reclamações da população, os prejuízos causados pela falta de manutenção adequada, a redução dos investimentos, os casos de possíveis irregularidades e a ausência de resposta ao requerimento aprovado pelo Plenário.

Um dado apresentado no requerimento é que, das 24.673 indicações encaminhadas pela Câmara ao Executivo no primeiro semestre de 2026, quase 9 mil foram destinadas à realização de serviços de tapa-buraco em diferentes regiões do Município.

Outro ponto destacado no documento é a redução da dotação destinada ao projeto de Modernização e Requalificação das Vias Urbanas, cujos investimentos previstos passaram de mais de R$ 132 milhões em 2025 para pouco mais de R$ 40 milhões em 2026, uma redução de quase 70%.

O requerimento também aponta que o Ministério Público de Mato Grosso do Sul investiga ações relacionadas ao serviço de tapa-buracos em Campo Grande e cita a Operação “Buraco Sem Fim”, que apurou suspeitas de fraudes em contratos, incluindo possíveis irregularidades em medições de serviços e pagamentos por obras parcialmente executadas ou não realizadas.

Por fim, é mencionado o acompanhamento do tema pelo Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul (TCE-MS).

“Não estamos falando apenas de buracos nas ruas. Estamos falando de dinheiro público, de qualidade dos serviços prestados à população e da necessidade de saber por que Campo Grande chegou a essa situação. A Câmara precisa cumprir seu papel de fiscalização e investigar”, defende Luiza Ribeiro.

A proposta solicita a criação da CPI pelo prazo inicial de 120 dias, com a definição dos fatos a serem investigados, composição da comissão e prazo para conclusão dos trabalhos após a adoção das providências regimentais.

Para Luiza Ribeiro, a questão central é garantir transparência. “A população de Campo Grande precisa saber quanto está sendo gasto, como os serviços são executados e por que os problemas persistem. Afinal, a manutenção das ruas é um serviço público essencial, e a população tem o direito de saber como seu dinheiro está sendo aplicado ", argumenta. 

Eleições 2026

A uma semana do 2º turno, quem não votou pode voltar às urnas

Em MS 483,2 mil eleitores faltaram no primeiro turno; ausência não impede nova votação, mas precisa ser justificada até 3 de dezembro

16/10/2026 16h03

Mulher votando nas Eleições 2026

Mulher votando nas Eleições 2026 Foto: Paulo Ribas

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Quem não votou no primeiro turno das Eleições 2026 poderá votar normalmente no segundo turno, marcado para 25 de outubro, mesmo que ainda não tenha justificado a ausência. Em Mato Grosso do Sul, 483.210 eleitores não compareceram às urnas em 4 de outubro, o equivalente a 23,87% do eleitorado, conforme dados publicados pelo Correio do Estado, apoiado nos números do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A ausência na primeira etapa não impede a participação na próxima votação, desde que o título eleitoral esteja regular, sem suspensão ou cancelamento. A regra é do TSE, que considera cada turno uma eleição independente.

No segundo turno, os eleitores de todo o país voltam às urnas para escolher o presidente da República. Em Mato Grosso do Sul, a disputa pelo Governo do Estado foi definida no primeiro turno, com a reeleição de Eduardo Riedel. Por isso, a votação de 25 de outubro no Estado será destinada à escolha entre os dois candidatos à Presidência que avançaram para a etapa final.

Prazo

Quem faltou no primeiro turno e não justificou a ausência no dia da votação tem até 3 de dezembro de 2026 para regularizar a situação. O procedimento pode ser feito pelo aplicativo e-Título, pelo Autoatendimento Eleitoral do TSE ou presencialmente em qualquer cartório eleitoral.

Pela internet ou pelo aplicativo, o eleitor deve preencher as informações solicitadas e apresentar documentação que comprove o motivo da ausência. O pedido será analisado pela Justiça Eleitoral.

É importante lembrar que votar no segundo turno não elimina a necessidade de justificar a falta no primeiro. Cada ausência deve ser regularizada separadamente.

Quem também deixar de votar em 25 de outubro terá até 8 de janeiro de 2027 para justificar a ausência referente ao segundo turno.

De acordo com o TSE, quem não justificar a ausência dentro do prazo ou tiver o pedido rejeitado poderá pagar multa de R$ 3,51 por turno.

A falta de votação, justificativa e pagamento das multas pode gerar pendências eleitorais. Em caso de três eleições consecutivas sem votar, justificar ou quitar os débitos, contando cada turno como uma eleição, o título poderá ser cancelado, conforme as regras eleitorais.

 

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