Política

eleições 2024

Barbosinha deve substituir PP pelo PSB para disputar a prefeitura de Dourados

Vice-governador já sabe que o atual partido definiu que Alan Guedes disputará a reeleição no município no próximo ano

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De olho na eleição para prefeito de Dourados no próximo ano, o vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha, deve trocar o PP pelo PSB, já que o seu atual partido bateu o martelo que no 2º maior município de Mato Grosso do Sul o plano A é a reeleição do prefeito Alan Guedes.

Segundo fontes ouvidas pelo Correio do Estado, Barbosinha, que no ano passado trocou o PSDB pelo PP para ser o candidato a vice-governador na chapa encabeçada por Eduardo Riedel, agora pretende fazer o mesmo para tentar realizar o sonho de comandar Dourados.

A reportagem apurou que o vice-governador já teria sido informado de que o PP não abre mão de que Alan Guedes tente a reeleição em 2024, pois a chance de vitória é mais factível do que qualquer outra liderança do partido – leia-se Barbosinha. 

Além disso, conforme interlocutores próximos, Barbosinha acredita que disputando o cargo de prefeito de Dourados se valorizaria mais, mesmo em caso de derrota, e, em caso de vitória nas urnas, trocaria um cargo no qual não tem nenhum poder de decisão, por um em que terá a “caneta” nas mãos.

No entanto, ainda de acordo com fontes ouvidas pelo Correio do Estado, caso o vice-governador realmente tome a decisão de trocar o PP pelo PSB para disputar as eleições municipais do próximo ano em Dourados, estaria dando um tiro no pé, pois já tentou uma vez e foi derrotado.

Entretanto, Barbosinha teria provocado uma situação incômoda dentro da atual legenda e seria melhor para ambas as partes que ele procurasse novos ares, se assim desejar. Procurado pela reportagem, o vice-governador não retornou até o fechamento desta matéria, porém, o espaço continua aberto para que possa se manifestar.

CONVIDADO

O Correio do Estado procurou o presidente do PSB em Mato Grosso do Sul, o ex-deputado estadual Paulo Duarte, que confirmou ter feito o convite para que Barbosinha se filiasse ao partido.

“Conversei com ele na semana passada e aproveitei para convidá-lo para se filiar ao partido, que está de portas abertas. O Barbosinha me disse que teria uma conversa com a senadora Tereza Cristina e depois me retornaria, mas ainda não o fez”, revelou Paulo Duarte, completando que ele teria ficado de pensar no convite.

O dirigente partidário reforçou que o vice-governador será muito bem-vindo ao PSB. “Reafirmo que as portas estão abertas, entretanto, sobre a possibilidade de ser o escolhido pelo partido para ser o nosso candidato a prefeito de Dourados vai depender de outros fatores”, argumentou.

No entanto, Paulo Duarte reforçou que Barbosinha seria um nome importante para o fortalecimento do PSB em Mato Grosso do Sul. “Já trabalhamos juntos na Assembleia Legislativa como deputados estaduais e trata-se de uma figura ímpar e que só viria a somar dentro do PSB”, declarou.

Nos bastidores, conforme apurou a reportagem, o PSB pensa em fazer uma aliança com o PSDB no município de Dourados e apoiar o candidato tucano, que ainda não definiu se o escolhido será o deputado federal Geraldo Resende ou os deputados estaduais Lia Nogueira e Zé Teixeira.

Caso essa aliança seja concretizada, os planos de Barbosinha de trocar o PP pelo PSB para sair candidato a prefeito de Dourados podem ir por água abaixo, pois deixaria uma legenda já fortalecida para ingressar em outra que está sendo reconstruída. 

A exemplo de Campo Grande, a disputa pela prefeitura de Dourados também deve ser grande, já que, além dos nomes citados, também estão de olho no pleito o ex-vice-governador Murilo Zauith (União Brasil), o atual superintendente do Patrimônio da União, Tiago Botelho (PT), e o radialista Marçal Filho, que atualmente está no PP, mas já estaria de malas prontas para ingressar no PSDB, no qual terá de enfrentar os três deputados.

ELEIÇÕES 2026

Tereza entra na campanha e reforça apoio à candidatura de Santullo à Assembleia Legislativa

Senadora afirma que trabalho conjunto ajudou na destinação de emendas para saúde, educação, infraestrutura, assistência social e agricultura familiar

19/09/2026 10h41

O candidato a deputado estadual Marco Aurélio Santullo com a senadora Tereza Cristina, ambos do PP

O candidato a deputado estadual Marco Aurélio Santullo com a senadora Tereza Cristina, ambos do PP Divulgação

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A senadora Tereza Cristina (PP) decidiu colocar o próprio nome no centro da campanha de Marco Aurélio Santullo, candidato a deputado estadual pelo PP. Em vídeo divulgado nas redes sociais, ela aparece ao lado do ex-assessor, destaca o trabalho realizado pelos dois nos últimos anos e pede voto diretamente para “Santullo da Tereza”, nome adotado por ele nas urnas.

A estratégia vai além de uma declaração convencional de apoio. Santullo incorporou o nome da senadora à própria identidade eleitoral e tenta transformar a parceria construída nos bastidores da articulação política e da liberação de recursos federais em um dos principais ativos de sua candidatura à Assembleia Legislativa.

“Nos últimos dois anos, eu e o Santullo, que é um municipalista nato, trabalhamos duro. Me auxiliou a garantir muitas emendas para vários municípios do nosso Estado”, afirmou Tereza Cristina.

Segundo a senadora, os recursos foram destinados a áreas como saúde, educação, assistência social, infraestrutura e agricultura familiar. Ela ressaltou que as demandas foram apresentadas por prefeitos, vereadores e lideranças municipais.

“Cada uma dessas demandas foi levantada de perto, junto com o prefeito, vereadores e lideranças. Não é sobre número, é sobre gente sendo atendida”, declarou.

Santullo reforça justamente a ligação com os municípios como um dos pilares da campanha. Ele afirma ter percorrido as cidades sul-mato-grossenses durante a atuação como assessor da senadora, mantendo contato direto com prefeitos, vereadores e representantes políticos locais.

“Como assessor, fui a cada município e continuo andando o Estado todo, vendo de perto o que precisa ser feito. Meu dever é trazer para a senadora todos os pleitos de todos os municípios do Estado”, disse.

No vídeo, Tereza e Santullo apresentam a candidatura à Assembleia como uma continuidade dessa atuação conjunta. “Essa parceria já provou que funciona”, afirmou o candidato. A senadora respondeu que o trabalho poderia avançar ainda mais com Santullo ocupando uma cadeira no Legislativo estadual.

Ao final da gravação, Tereza faz o pedido de voto de forma direta: “Para deputado estadual, Santullo da Tereza, onze mil. Tamo juntos”.

O apoio explícito reforça a tentativa de Santullo de se apresentar ao eleitor como um nome diretamente ligado à senadora. Além de utilizar “Santullo da Tereza” nas urnas, o candidato tem concentrado sua comunicação eleitoral na experiência acumulada ao lado da parlamentar e no relacionamento desenvolvido com gestores municipais.

Em suas redes sociais, ele afirma conhecer os 79 municípios de Mato Grosso do Sul e diz ter participado de reuniões com prefeitos, vereadores e lideranças para identificar necessidades nas áreas de estradas, saúde, educação e infraestrutura.

Santullo também apresenta como credencial uma trajetória de 44 anos no serviço público. Segundo o candidato, boa parte desse período foi dedicada à articulação para fazer recursos federais chegarem aos municípios. Agora, a campanha procura converter essa experiência de bastidor e a ligação com uma das principais lideranças do PP no Estado em votos para a Assembleia Legislativa. 

FRENTE A FRENTE

Promessa de Catan de entregar celular a 190 mil alunos custa R$ 2,28 bilhões

O candidato a governador pelo Novo também defendeu valorização de professores, tabela estadual do SUS e redução de impostos

19/09/2026 08h00

O deputado estadual João Henrique Catan (Novo) é candidato a governador de Mato Grosso do Sul

O deputado estadual João Henrique Catan (Novo) é candidato a governador de Mato Grosso do Sul Foto: Paulo Ribas/Correio do Estado

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Candidato a governador pelo Novo, o deputado estadual João Henrique Catan prometeu distribuir celulares de última geração aos estudantes da rede estadual de ensino caso seja eleito. 

A proposta foi apresentada durante o Frente a Frente, rodada de entrevistas promovida por Correio do Estado, Campo Grande News, SBT MS, TV Guanandi, JD1 Notícias e A Crítica com os candidatos ao governo do Estado.

“Nós vamos levar a tecnologia para dentro da escola. Eu vou colocar computador, vou colocar celular de última geração na mão dos estudantes”, afirmou Catan durante a sabatina.

A promessa surgiu após o candidato criticar a estrutura das unidades estaduais e dizer que escolas ainda enfrentam problemas básicos, como falta de computadores e dificuldades até mesmo para manter aparelhos de ar-condicionado funcionando.

A dimensão financeira da proposta, porém, dependeria diretamente do modelo escolhido e das condições de uma eventual compra pública. Afinal, a Rede Estadual de Ensino de Mato Grosso do Sul começou este ano letivo com cerca de 190 mil estudantes, distribuídos por 352 escolas nos 79 municípios, segundo a Secretaria de Estado de Educação (SED).

Catan não especificou durante a entrevista qual aparelho considera “de última geração”, nem apresentou uma estimativa do custo do programa. Porém, apenas como referência de mercado, o iPhone 18 Pro, lançado pela Apple neste mês, parte de R$ 11.999 no Brasil e, se um aparelho desse valor fosse adquirido para cada um dos cerca de 190 mil estudantes, a conta chegaria a aproximadamente R$ 2,28 bilhões.

Outro ponto que precisaria ser considerado na implementação da proposta são as regras atualmente existentes para o uso de celulares nas escolas. Desde janeiro de 2025, a Lei Federal nº 15.100 proíbe o uso, pelos estudantes, de aparelhos eletrônicos portáteis pessoais durante as aulas, recreios e intervalos em escolas públicas e privadas de educação básica. 

A legislação, entretanto, permite a utilização em sala de aula para finalidades estritamente pedagógicas ou didáticas, sob orientação dos profissionais de educação, além de prever exceções relacionadas à acessibilidade, inclusão, saúde e garantia de direitos fundamentais.

Em Mato Grosso do Sul, a Resolução/SED nº 4.388, de 5 de fevereiro de 2025, regulamentou a restrição especificamente nas unidades da Rede Estadual de Ensino. Dessa forma, uma eventual distribuição de smartphones pelo governo teria de ser acompanhada da definição das regras de utilização dos equipamentos nas escolas e de sua finalidade pedagógica.

SAÚDE

Na Saúde, Catan propôs uma tabela estadual do SUS, com repasses aos hospitais baseados em produtividade, número de leitos e especialistas. Para zerar em 12 meses as filas de consultas, exames e cirurgias, defendeu contratar a rede privada em horários ociosos, inclusive de madrugada. “Eu prefiro que uma pessoa que esteja passando por dificuldade faça na madrugada, mas resolva com um custo menor para o Estado”, disse.

Na Economia, prometeu reduzir impostos, rever incentivos fiscais e reformular o Fundersul e a pauta fiscal do ICMS. “Nós vamos acabar com o imposto garantido e com a pauta fiscal realizada com o intuito de apenas arrecadar”, afirmou.

Catan também defendeu maior transparência nas renúncias fiscais e mais incentivos para pequenos e médios produtores. Na área ambiental, propôs ampliar o pagamento por serviços ambientais aos proprietários que preservarem áreas. “Aquele que preserva vai receber por estar preservando”, disse. Ao relacionar a pecuária à prevenção de incêndios, afirmou que “o boi é o bombeiro do Pantanal”.

Em Segurança Pública, prometeu valorização das forças policiais, aumento do auxílio-alimentação e investimentos em tecnologia e investigação, além de ampliar a estrutura das polícias na fronteira com Paraguai e Bolívia para o combate ao crime organizado.

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