Política

Campo Grande

Beto Pereira deve ficar neutro e PSDB se aproxima de Adriane

O terceiro colocado nas eleições da Capital, anunciará seu comportamento no segundo turno nesta terça-feira

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O deputado federal Beto Pereira não deve declarar apoio a nenhuma de suas adversárias que foram ao segundo turno das eleições para prefeito de Campo Grande, apurou o Correio do Estado. Apesar disso, o PSDB, partido do qual ele faz parte, está muito próximo da atual prefeita Adriane Lopes.

Beto Pereira agendou uma entrevista coletiva para esta terça-feira (8), quando anunciará seu posicionamento para o segundo turno das eleições, que será disputado entre Rose Modesto e Adriane Lopes. A votação está marcada para o dia 27.

Lideranças do PSDB já tratam de um possível apoio do partido a Adriane Lopes no segundo turno. O partido mantém relações indiretas com as duas candidatas.

Enquanto Adriane Lopes é afilhada da senadora Tereza Cristina (PP), aliada histórica do governador Eduardo Riedel (PSDB) e do ex-governador Reinaldo Azambuja (PSDB), Rose Modesto foi vice-governadora de Reinaldo Azambuja em seu primeiro mandato, ficou em segundo lugar nas eleições para prefeito de Campo Grande em 2016, mas foi se desgastando no partido à medida que seu desejo de ser prefeita permanecia, enquanto o partido tinha outras preferências: em 2020, optou por uma aliança com Marquinhos Trad e, agora, entendeu que seria a vez de Beto Pereira.

É esse contexto de feridas abertas que empurra o PSDB em direção a Adriane e deve afastá-lo de Rose Modesto neste segundo turno.

A candidata a prefeita pelo PP, inclusive, deve adotar, no segundo turno, a estratégia de receber poucos apoios, para navegar pelo centro em meio a um cenário polarizado. Ela não quer o PT no palanque para não perder o apoio da direita, e também não deve adotar muitos princípios da direita, para não afastar os eleitores com viés progressista.

Nas eleições deste domingo (6), o resultado foi o seguinte: 

  • Adriane Lopes (PP)                            140.913 votos (31,67%)
  • Rose Modesto (União Brasil)         131.525 votos (29,56%)
  • Beto Pereira (PSDB)                           115.516 votos  (25,96%)
  • Camila Jara (PT)                                   41.966 votos (9,43%)
  • Beto Figueiró (Novo)                          10.885 votos (2,45%)
  • Luso de Queiroz (PSOL)                    3.108 votos (0,70%) 
  • Ubirajara Martins (DC)                      1.067 votos (0,24%)

 

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Decisão

Comissão da Câmara aprova projeto que libera saque do FGTS para compra de armas

Proposta é de autoria do deputado federal Marcos Pollon (PL/MS)

12/05/2026 18h02

Deputado federal Marcos Pollon

Deputado federal Marcos Pollon Foto: Divulgação

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A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira, 12, um projeto de lei que autoriza o saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para a aquisição de arma de fogo.

A proposta autoriza que trabalhadores possam sacar os valores anualmente, na data de seu aniversário ou dia útil subsequente.

Para isso, será necessária a apresentação da autorização de compra de arma e regularidade no Sistema Nacional de Armas (SINARM) ou no Sistema de Gerenciamento Militar de Armas (SIGMA)

De autoria do deputado Marcos Pollon (PL-MS), a proposta limita o saque ao valor necessário para a aquisição da arma, cota anual de munições correspondentes à arma comprada e outros acessórios

Na justificativa, o deputado alegou que o projeto "harmoniza os princípios constitucionais da dignidade da pessoa humana, do direito à autodefesa e da liberdade individual, com a função social do FGTS".

Segundo Pollon, o texto assegura aos cidadãos o "pleno exercício de sua legítima defesa".

O relator da proposta, deputado Paulo Bilynskyj (PL-SP), foi favorável ao projeto sob a justificativa de que o uso da arma de fogo "aumenta o custo da ação criminosa e reduz a vulnerabilidade da vítima".

O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) foi criado em 13 de setembro de 1966, com o objetivo de proteger o trabalhador demitido sem justa causa, mediante a abertura de uma conta vinculada ao contrato de trabalho.

Atualmente, é permitido o saque somente em situações específicas, como em demissões sem justa causa, doenças graves, aposentadoria e compra da casa própria.

Também é permitido aos trabalhadores o saque em casos de calamidade, o que permite ao trabalhador sacar parte do valor em casos de desastres naturais como alagamentos, deslizamento e fortes chuvas.

Brasil

Lula diz que criará Ministério da Segurança após Senado aprovar PEC

Texto foi aprovado na Câmara e agurda votação no Senado

12/05/2026 14h45

Marcelo Câmara/Agência Brasil

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira (12) que o governo criará o Ministério da Segurança Pública assim que o Senado Federal aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 18/25, conhecida como PEC da Segurança Pública, já aprovada pelo plenário da Câmara dos Deputados.

“Sempre recusei aprovar o Ministério da Segurança Pública enquanto a gente não tivesse definido qual seria o papel do governo federal na segurança pública”, completou.

Durante o lançamento do programa Brasil Contra o Crime Organizado, Lula lembrou que, na Constituição de 1988, “quase toda a responsabilidade” no que diz respeito à segurança pública foi repassada aos governos estaduais.

“A gente estava, naquela época, com muita necessidade de nos livrar, no governo federal, porque era sempre um general de quatro estrelas que tomava conta da segurança pública”.

“Agora, estamos sentindo a necessidade de o que o governo federal volte a participar ativamente, mas com critérios e com determinação. A gente não quer ocupar o espaço dos governadores, nem o espaço da polícia estadual. O dado concreto é que, se a gente não trabalhar junto, a gente não consegue vencer. E o crime organizado se aproveita da nossa divisão.”

Entenda

Preparada pelo governo federal após consulta aos governadores, a PEC da Segurança Pública, entregue em 2025 pelo então ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, busca desburocratizar e dar maior eficiência ao trabalho de autoridades no combate a organizações criminosas, inclusive por meio da aproximação de entes federativos com o governo federal.

Um dos pilares da proposta é o de dar status constitucional ao Sistema Único de Segurança Pública, criado em 2018 por lei ordinária. 

A fim de desburocratizar procedimentos que, no formato atual, dificultam a ação das autoridades, está prevista uma maior integração entre União e entes federados para elaborar e executar as políticas voltadas à segurança pública.

Para tanto, prevê a padronização de protocolos, informações e dados estatísticos, em um contexto em que, com 27 unidades federativas, acaba-se tendo 27 certidões de antecedentes criminais distintas, 27 possibilidades de boletins de ocorrências e 27 formatos de mandados de prisão.

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