Política

MELHOR CENÁRIO

Beto Pereira prefere cumprir mandato e nega secretaria de Riedel

De olho na disputa pela prefeitura da Capital em 2024, deputado federal reeleito não vê vantagem em assumir uma Pasta no governo em 2023

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A possibilidade de o deputado federal reeleito Beto Pereira (PSDB) assumir a Secretaria de Estado de Direitos Humanos e Assistência Social (Sedhas) na gestão do governador eleito Eduardo Riedel (PSDB) está definitivamente descartada.

Em conversa com a reportagem do Correio do Estado durante evento no Parque de Exposições Laucídio Coelho, na noite de quinta-feira, o parlamentar explicou a decisão de não assumir a Pasta porque ficaria apenas um ano e três meses no cargo, pois teria de renunciar para concorrer à Prefeitura de Campo Grande em 2024.

Além disso, conforme Beto Pereira, ao deixar de cumprir o mandato para qual foi reeleito, estaria traindo a confiança dos 97.872 eleitores que votaram nele nas eleições gerais deste ano.

“Acredito que será mais produtivo cumprir o meu mandato, pois poderia contribuir com todos os municípios do Estado. Caso assumisse uma secretaria, teria minhas ações mais limitadas”, disse, referindo-se às articulações necessárias para a viabilização da sua candidatura nas eleições municipais de 2024.

DESDOBRAMENTOS

O posicionamento do deputado federal reeleito coloca por terra a possibilidade de o primeiro-suplente, o vereador de Campo Grande Juari Lopes, mais conhecido como Professor Juari (PSDB), assumir a vaga na Câmara Federal.

No início deste mês, fontes de dentro do “ninho tucano” davam como certa as articulações para acomodá-lo na Casa de Leis no lugar de Beto Pereira, que assumiria a Sedhas ficando mais próximo da população de Campo Grande.

Com 20.634 votos conquistados, Juari Lopes é professor de História na rede pública de ensino e ingressou na política em 2012, como candidato a vereador, não sendo eleito, e, em 2016, tentou novamente uma vaga no Legislativo da Capital, mas também não teve sucesso, o que só veio a acontecer na eleição de 2020, quando conquistou uma cadeira na Câmara Municipal, com 4.199 votos.

Em conversa com a reportagem do Correio do Estado, quando ainda existia a possibilidade de assumir uma vaga na Câmara dos Deputados, Professor Juari reforçou que não tinha nada nesse sentido, porém, caso viesse a acontecer, estaria mais do que preparado para representar Mato Grosso do Sul na Casa de Leis. “Se acontecer, estou pronto”, garantiu.

Ele completou que, no Congresso Nacional, traria mais recursos para Campo Grande.

“Como vereador, sei das dificuldades que é para buscar emendas em Brasília”, disse, frisando que durante a campanha eleitoral defendeu a valorização do magistério e que deseja ser um representante da educação lá na Câmara dos Deputados.

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DEMOCRACIA

Azambuja ficou em 1º em 66 municípios na disputa ao Senado em MS

Nos oputros 13, inclusive em Campo Grande, o primeiro colocado na disputa foi o Capitão Contar, também do PL

05/10/2026 13h28

O ex-governador Reinaldo Azambuja ficou em iprimeiro inclusive em municípios nos quais o presidente Lula superou Flávio Bolsonaro

O ex-governador Reinaldo Azambuja ficou em iprimeiro inclusive em municípios nos quais o presidente Lula superou Flávio Bolsonaro

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Com o discurso municipalista desde o primeiro mandato como governador e com apoio da maior parte dos prefeitos na disputa ao Senado neste ano, Reinaldo Azambuja (PL) foi o primeiro colocado em 66 dos 79 municípios neste domingo (34). Ele obteve 903.554, o que represanta 34,64% dos votos válidos.

Nos demais municípios, o vencedor foi o Capitão Contar, que recebeu 32,82% dos voto, ou 856.042. Preferido entre os “bolsonaristas raiz”, o militar aposentado venceu em municípios que estão entre os primeiros na produção agrícola, como Chapadão do Sul, São Gabriel do Oeste e Sidrolândia.

Campo Grande foi outro município que deu a maioria dos votos ao ex-militar. Foram 281.204 (32,76%). Azambuja, que é do mesmo partido, ficou perto disso, 272.817 (31,78%).

Desempenho semelhante ele obteve em Três Lagoas, cidade que está em terceiro lugar no ranking dos municípios com o maior número de eleitores. A diferença foi de apenas 586 votos. Foram 35.921 (34,44%) para o Capitão Contar e 35.335 (33,88%) para o ex-governador.

Entre as 13 cidades nas quais o chamado “bolsonarista raiz” se saiu melhor foi em Ivinhema, cidade comanda pelo prefeito youtuber Juliano Ferro, tradicional aliado de Reinaldo Azambuja e um dos poucos prefeitos que declaradamente disse estar apoiando o petista Vander Lubet para o Senado.

Os números das urnas mostraram que prestígio nas redes sociais está longe de ser sinônimo de transferência de votos. Ele tem mais de dois milhões de seguidores nas redes sociais, mas o deputado federal Vander Loubet conseguiu apenas 13,03% dos votos, ou 3.368. O percentual ficou abaixo, inclusive, à média estadual do petista, que fechou com 13,88% dos votos, um total 361.920.

E, mesmo sendo preterido pelo prefeito Juliano Ferro, Contar ficou em primeiro lugar em Ivinhema, conseguindo 34,63% dos votos, ou 8.949.  São 147 votos a mair que o ex-governador, que ficou com 34,06% dos votos válidos, 8.802  

Reinaldo Azambuja (PL) e Capitão Contar (PL) foram eleitos senadores por Mato Grosso do Sul neste domingo (4). Com 100% das seções apuradas, Azambuja teve 903.554 votos, sendo 34,64%, e 856.045, 32,82%.

O município no qual Reinaldo Azambuja teve o melhor desempenho foi em Aral Moreira, na fronteira com o Paraguai. Dos votos válidos, recebeu 42,9% dos votos, o que equivale a 4.986. A vantagem sobre o colega de partido por de 1.222 votos.

Azambuja venceu até mesmo em Japorã, município onde o presidente Lula superou Flávio Bolsonaro na disputa à presidência, com 67,26% (3.273) contra 29,84% (1.452 ). Umas principais explicações é que em torno da metade do eleitorado é composto por indígenas e por conta disso o deputado Vander Lubet ficou em segundo lugar para o Senado, superando Contar.

Em outras cidades com vitória de Lula no primeiro turno também deixaram o Capital Contar para trás. Em Miranda, ele ficou em terceiro, mas com Azambuja em Primeiro. Em Dois Irmãos do Buriti, o mais bem votado foi Azambuja, seguido por Soraya Tronicke, Vander Loubet e Capital Contar.

RIVAIS HISTÓRICOS

Após 30 anos, Zeca derrota Puccinelli nas urnas pela primeira vez

Depois de protagonizarem embates em pleitos para o cargo de prefeito e governador, petista conseguiu vitória sobre André em eleição onde não eram 'rivais' diretos apesar das provocações

05/10/2026 10h40

Após iniciarem a década de 90 como contemporâneos na Assembleia Legislativa, ambos voltam à Casa de Leis

Após iniciarem a década de 90 como contemporâneos na Assembleia Legislativa, ambos voltam à Casa de Leis Gerson Oliveira e Marcelo Victor/Montagem Correio do Estado

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Concorrendo dessa vez na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa do Mato Grosso do Sul, José Orcírio Miranda dos Santos, o Zeca do PT, conseguiu a primeira vitória em 30 anos contra seu rival histórico André Puccinelli. Com ambos disputando para deputado estadual, o petista teve 42.714 contra 40.602 votos válidos. 

Segundo o resultado oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) após todas as urnas apuradas no último domingo (05), a diferença entre os rivais históricos nas Eleições 2026 foi de 2.112 votos válidos. Com Zeca pelo Partido dos Trabalhadores (PT) e Puccinelli pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB), ambos conseguiram uma cadeira na Assembleia Legislativa. 

Após iniciarem a década de 90 como contemporâneos na Assembleia Legislativa do Mato Grosso do Sul, ambos buscavam voltar à Casa de Leis, depois de travarem embates em pleitos para o Governo do Estado e também para o Executivo da Capital, Campo Grande, ainda em 1996, o que marcou o início dessa rivalidade.

Neste ano Mato Grosso do Sul alcançou o feito histórico pois estava sem reeleger governador no primeiro turno há 16 anos, ocasião justamente em que André Puccinelli conseguiu sua segunda vitória direta sobre Zeca, em 2010. 

2 a 1

Já em março deste ano, em entrevista à rádio Rede Top FM, André relembrou a disputa contra o petista e provocou, afirmando que Zeca poderia "pedir música no Fantástico" após o resultado das urnas nas eleições de 2026. 

Nessa entrevista Puccinelli relembrou o pleito disputado em 1996, o qual André e Zeca disputavam pela cadeira de prefeito de Campo Grande e que o emedebista venceu no segundo turno por 131.124 contra 130.713, uma diferença de 411 votos válidos. 

"Ele ainda tem dor de cotovelo porque eu ganhei por 411 votos de diferença. Até hoje o Zeca reclama que ganhei roubando a eleição dele". 

Depois disso passaram um tempo sem se enfrentarem diretamente, com um sempre "surfando na onda" da candidatura do outro pelo embate histórico, e com cada um conseguindo derrotar o projeto político apoiado pelo rival quando não estavam frente a frente nas urnas. 

Foi o que aconteceu em 2022, por exemplo, quando Zeca do PT conseguiu se reeleger governador por Mato Grosso do Sul no segundo turno em cima de Marisa Serrano, com mais de 81 mil votos válidos à frente da candidata apoiada à época por Puccinelli. 

Como já estava dois mandatos consecutivos como chefe do Executivo de MS, Zeca não pôde disputar a eleição de 2006, mas viu o candidato por ele apoiado, Delcídio do Amaral, ser esmagado por Puccinelli já no primeiro turno com uma diferença de 276.059 votos válidos.  

Dados compilados pelo Tribunal Regional Eleitoral do Mato Grosso do Sul (TRE-MS), sobre a eleição de 2010, mostram que André faturou o pleito em questão com uma larga margem sobre seu rival Zeca do PT, sendo 704.407 contra 534.601 votos válidos. 

Neste caso eles disputavam um retorno para o cargo de Governador, com a vitória do emedebista consolidada por 169.806 votos de diferença. "Ou seja, está 2x0 para o André Puccinelli, lavada de novo", afirmou em março deste ano. 

Porém, neste ano o petista conseguiu superar o desafio público feito por André e "descontar no placar". Na mesma entrevista em março deste ano, Puccinelli afirmou que conseguiria mais votos que Zeca e ainda daria uma vantagem para o adversário. 

"Faço um desafio público: Zeca, vou lhe dar 15 mil votos de lambuja no Estado e, mesmo assim, tenho certeza que farei mais votos que você. E você poderá pedir música no fantástico, pois será a terceira derrota para mim", disse Puccinelli em tom de ironia. 

 

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