Cidades

OPERAÇÃO NO TEC-MS

TCE-MS tem presidente e dois conselheiros afastados, mas se cala sobre a decisão

Afastamento foi determinado dentro da operação da Polícia Federal que mira desvios de verbas públicas

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Diante do afastamento do então presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul (TCE-MS),Iran Coelho das Neves, o órgão não se manifestou oficialmente sobre a operação deflagrada pela Polícia Federal (PF). Também foram afastados os conselheiros Waldir Neves Barbosa e Ronaldo Chadid.

Ao Correio do Estado, a assessoria de comunicação do órgão afirmou que não emitirá um posicionamento porque não tiveram acesso aos autos do processo, no qual consta a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) sobre o afastamento dos membros do TCE-MS.

A assessoria ainda disse que não pode confirmar se posteriormente haverá uma manifestação oficial. Além disso, o Tribunal também não confirmou quem irá substituir Waldir Neves Barbosa e Ronaldo Chadid.

Conforme publicado pelo Correio do Estado, por causa do afastamento do presidente, quem assumirá a chefia do órgão será o vice, Jerson Domingos. 

AFASTAMENTO DE SERVIDORES 

Conforme a decisão do STJ, além de envolver os dois conselheiros e o presidente do TCE-MS, também participavam do esquema pelo menos dois servidores estaduais que atuavam no local. 

Segundo relatado no processo, os dois participavam dos trâmites burocráticos para que valores fossem desviados sem qualquer rastro.

Inclusive, de acordo com o processo, a Polícia Federal teve mandado de buscas nas estações de trabalho ocupadas pelos servidores no prédio do Tribunal.

Ainda é apontado que entre as diversas participações que tinham no esquema como um todo, determinados funcionários ainda compareceram à reuniões paralelas para negociações com empresas privilegiadas pelas licitações fraudulentas. 

A operação da PF, em conjunto com a Receita Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU).

INVESTIGAÇÃO

Médico que encontrou esposa morta foi autuado por posse irregular de arma e fraude processual

Exame residuográfico, técnica que busca partículas de pólvora no suspeito, foi realizado e afastou a hipótese de feminicídio

19/05/2026 10h30

A fisioterapeuta Fabíola Marcotti foi encontrada morta pelo marido, o cardiologista João Jazbik, em uma propriedade rural na Chácara dos Poderes

A fisioterapeuta Fabíola Marcotti foi encontrada morta pelo marido, o cardiologista João Jazbik, em uma propriedade rural na Chácara dos Poderes Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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O advogado José Belga Assis Trad, que representa a defesa do médico João Jazbik, divulgou uma nota em sua rede social, a qual afirma que o cardiologista foi autuado em flagrante pelos crimes de posse irregular de arma de fogo e fraude processual.

Ainda segundo o posicionamento publicado na manhã desta terça-feira (19), foi realizado exame residuográfico (técnica forense que busca identificar partículas de pólvora e metais nas mãos, roupas ou superfícies do suspeito), mas foi afastada qualquer hipótese de feminicídio, inicialmente considerada pela investigação.

Na tarde de ontem (18), João Jazbik foi levado pela Polícia Civil para prestar esclarecimentos sobre a morte da sua esposa, a fisioterapeuta Fabíola Marcotti. A mulher foi encontrada morta com ferimento de tiro, dentro de casa, uma propriedade rural na Chácara dos Poderes, em Campo Grande.

O médico cardiologista foi quem encontrou Fabíola, já em óbito, e logo após acionou a polícia.

No local dos fatos, a delegada Analu Ferraz, da Deam, evitou dar declarações, afirmando que o caso ainda não estava fechado, testemunhas seriam ouvidas e mais análises seriam feitas.

"A gente ainda não fechou se foi suícidio, se foi feminicídio, então ainda não tem esse fechamento", disse a delegada, acrescentando que demais informações serão repassadas posteriormente, por meio de nota.

O médico foi detido por ter armas sem registro. Documentação foi apreendida e será analisada.

Nota da defesa

A respeito dos fatos veiculados pela imprensa no dia 18/05/2026, a defesa informa que o Dr. João Jasbik Neto foi autuado em flagrante por posse irregular de arma de fogo e fraude processual, em meio a uma grande tragédia pessoal e familiar.

Apesar do luto e do sofrimento de que padece neste momento, o Dr. João Jasbik se colocou à inteira disposição da autoridade policial, prestando todos os esclarecimentos e concordando com a realização do exame residuográfico, afastando qualquer suspeita da hipótese de feminicídio, inicialmente considerada pela investigação. 

Do mesmo modo, ficará à disposição do Poder Judiciário, para onde o Auto de Prisão em Flagrante deve ser encaminhado para deliberações.

INTERIOR

MS separa R$5 milhões para reformar antigo prédio de prefeitura no Pantanal

Alvo da licitação trata-se de edifício construído ainda no século XX, que fica na Rua Treze de Maio com a Rua 15 de Novembro, na popular Cidade Branca de Corumbá

19/05/2026 10h02

Construído ainda no século XX, pelas mãos do italiano Martino Santa Lucci, o prédio foi erguido para abrigar o luxuoso Hotel Royal.

Construído ainda no século XX, pelas mãos do italiano Martino Santa Lucci, o prédio foi erguido para abrigar o luxuoso Hotel Royal. Reprodução/Arquivo/Prefeitura de Corumbá

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Por meio do Diário Oficial Eletrônico (DOE) de Mato Grosso do Sul de hoje (19), o Governo do Estado publicou um aviso de licitação de pouco mais de R$5 milhões em busca de uma empresa para elaborar um projeto e executar as obras de restauração do prédio da antiga prefeitura de Corumbá, localizada no coração do Pantanal.

Esse modelo de certame se dará através da chamada "licitação com inversão de fases", onde basicamente acontece primeiro a etapa de julgamento das propostas para somente depois ocorrer a verificação dos documentos para habilitação da empresa. 

Ao todo, o Governo do Estado estima desprender exatos R$5.091.322,73, em uma concorrência que têm o menor preço global como critério de julgamento. 

O prazo para recebimento dos documentos de habilitação e das propostas segue aberto até o dia 03 de junho, às 09h29. Isso porque, a partir das 09h30 desta mesma data acontecerá a sessão pública para julgamento. 

Sobre esse certame "com inversão de fases", estabelecido através da nova lei de licitações que data de 2021, na prática acontece primeiro a publicação de edital, apresentação das propostas e disputa de lances e o julgamento, sendo somente a empresa com melhor oferta a que passará pela verificação das documentações. 

Em resumo, essa atualização da lei de 93 proporciona maior agilidade e economia de tempo.

Monumento histórico

Prédio histórico da antiga Prefeitura de Corumbá, o alvo desta licitação trata-se do edifício localizado na Rua Treze de Maio com a Rua 15 de Novembro, na popular Cidade Branca de Corumbá. 

Construído ainda no século XX, pelas mãos do italiano Martino Santa Lucci, o prédio foi erguido para abrigar o luxuoso Hotel Royal.

Ainda em 2013 foi prometida sua restauração, junto do antigo Hotel Internacional e da Casa do Artesão, através do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Cidades Históricas, como confirmado pelo próprio Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Há mais de 10 anos também, o espaço que chegou a ganhar a construção de anexos sem que fossem perdidas suas características originais, têm seu estado de conservação descrito como "muito ruim", sendo que à época a promessa era que o edifício abrigaria tanto o receptivo do gabinete do prefeito como o Centro de Atendimento ao Turista (CAT). 

 

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