Política

EM CAMPO GRANDE

Bolsonaro defende redução de reservas e dispara contra "parte podre da Igreja"

Deputado está na Capital para lançamento de campanha de coronel David

KLEBER CLAJUS

10/06/2016 - 12h16
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Diante do que considera “interesses escusos”, o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC) defendeu a redução de reservas indígenas durante sua passagem por Campo Grande. Ele participou, hoje, de evento do pré-candidato a prefeitura e deputado estadual Carlos Alberto David dos Santos, o coronel David.

“Há interesses escusos [nas demarcações]. Eles atacam buscando inviabilizar o agronegócio. Índios não querem latifúndios. Se depender de mim, essa política unilateral de demarcar terra indígena por parte do Executivo vai deixar de existir. A reserva que puder diminuir, eu farei”, pontuou Bolsonaro, ao Portal Correio do Estado, em referência a conflitos agrários no Estado.

Sobre a atuação do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), investigado por comissão de inquérito na Assembleia Legislativa, o deputado fluminense classificou a instituição como “parte podre da Igreja Católica”.

“Não podemos deixar desamparados, especificamente em Antônio João, gente que tem a titularidade da terra de 200 anos simplesmente ser tomadas por grupos indígenas que são insuflados pelo Cimi, pela [Conferência Nacional dos Bispos do Brasil] CNBB. Não brigo com os católicos, mas com os comandantes deles”, opinou.

Em relatório da CPI do Cimi, finalizado em maio, se imputou ao conselho uso de financiamento internacional para as chamadas “retomadas” de áreas rurais privadas e de táticas de guerrilha na invasão e reintegração de posse da Fazenda Buriti, em Sidrolândia, há três anos. Nesta ocasião, a resistência resultou na morte do indígena Oziel Gabriel.

Confira a entrevista do deputado:

Eleições 2026

Em MS, Flávio Bolsonaro tem 52,4% e Lula, 37,43%, diz pesquisa

Pesquisa IPR/Correio do Estado mostra vantagem de candidato do PL em Mato Grosso do Sul

02/10/2026 06h40

Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro

Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro

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Em Mato Grosso do Sul, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) lidera as intenções de voto para presidente da República com 52,54% dos votos válidos, conforme cálculo sobre o último levantamento estimulado contratado pelo Correio do Estado e realizado pelo Instituto de Pesquisa Resultado (IPR) antes das eleições gerais do próximo domingo.

Ainda de acordo com a pesquisa, realizada de 26 a 30 de setembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 37,43%, diferença de 15,11 pontos porcentuais (p.p.). O recorte de votos válidos considera apenas os entrevistados que indicaram algum candidato, excluindo indecisos e respostas de voto branco ou nulo.

Bem atrás aparece o escritor Augusto Cury (Avante), com 4,04%, seguido pelo ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), com 3,29%, por Renan Santos (Missão), com 1,95%, por Samara (UP), com 0,30%, pelo ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), com 0,20%, e por Wilson Grassi (Democrata) e Rui Costa Pimenta (PCO), com 0,15% cada, enquanto Clariana Barão (DC), Edmilson Costa (PCB), Hertz Dias (PSTU) e Leonardo Avalanche (PRTB) não receberam indicações na pesquisa estimulada.

Juntos, Flávio Bolsonaro e Lula concentram 89,97% dos votos válidos apurados no levantamento. Considerando todos os entrevistados, antes da exclusão de brancos, nulos e indecisos, o senador tem 44,77% e o presidente 31,89%, enquanto indecisos somam 8,29% e os votos brancos e nulos representam 6,51%.

ESPONTÂNEA

Na pesquisa espontânea para presidente da República, quando os nomes dos candidatos não são apresentados, Flávio Bolsonaro lidera, com 34,57% das intenções de voto, seguido por Lula, com 26,15%, enquanto Augusto Cury foi mencionado por 1,79%, Ronaldo Caiado registrou 1,40%, e Renan Santos, 0,89%; os indecisos somaram 31,51% e os votos brancos e nulos representaram 3,70%.

Sobre a rejeição, Lula apresentou o maior índice, com 41,33% dos entrevistados afirmando que não votariam nele de jeito nenhum, enquanto Flávio Bolsonaro apareceu em seguida, com 29,08%. Zema registrou rejeição de 0,64% e Clariana Barão, Leonardo Avalanche, Renan Santos e Ronaldo Caiado tiveram 0,26% cada.

Augusto Cury, Samara e Wilson Grassi apareceram com 0,13% cada. Edmilson Costa, Rui Costa Pimenta e Hertz Dias não receberam citações nesse quesito.
Outros 18,37% dos entrevistados afirmaram não rejeitar nenhum dos candidatos, enquanto 5,23% disseram rejeitar todos. Os indecisos somaram 2,68%, e as respostas de branco ou nulo representaram 1,28%.

A pesquisa ouviu 784 pessoas em Mato Grosso do Sul, com margem de erro informada de 3,5 pontos porcentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%. O levantamento presidencial está registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-09073/2026.

ANÁLISE

Para o diretor do IPR, Aruaque Fressato Barbosa, a disputa presidencial apresenta o cenário mais definido entre as três eleições analisadas em Mato Grosso do Sul. “A disputa presidencial apresenta preferências mais estruturadas e uma maior concentração entre dois nomes”, avaliou.

Um dos indicadores desse comportamento é a redução da indefinição quando os candidatos são apresentados. Na pesquisa espontânea, os indecisos representam 31,51%, porcentual que cai para 8,29% na estimulada.

“Uma parcela importante do eleitorado reconhece alternativas quando é confrontada com a lista de candidatos, embora ainda não as cite espontaneamente”, explicou Aruaque.

No levantamento espontâneo, Flávio Bolsonaro é mencionado por 34,57% dos entrevistados, enquanto Lula recebe 26,15% das citações. Os dois também concentram as preferências nesse cenário.

O diretor ressalta que o cálculo dos votos válidos deve ser entendido como um retrato das escolhas manifestadas durante as entrevistas. “Os votos válidos mostram como estão distribuídas as preferências entre aqueles que efetivamente indicaram algum candidato. Esse cálculo não deve ser interpretado como previsão do resultado da eleição”, afirmou.

Ao comparar os três cargos pesquisados, Aruaque identifica diferentes estágios de definição do eleitorado. “Na Presidência há uma preferência mais estruturada; no governo, uma concentração maior quando os nomes são apresentados; e, no Senado, permanece um espaço mais amplo para a definição das duas escolhas”, concluiu.

Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio BolsonaroEscreva a legenda aqui

IPR/Correio do Estado

Azambuja e Contar abrem vantagem na disputa pelo Senado em MS, indica pesquisa

Às vésperas da eleição, ex-governador tem 35,5% dos votos válidos e ex-deputado, 31,19%

02/10/2026 06h20

Capitão Contar e Reinaldo Azambuja, do PL

Capitão Contar e Reinaldo Azambuja, do PL Reprodução

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O ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) e o ex-deputado estadual Capitão Contar (PL) devem ser os candidatos eleitos para ocuparem as duas vagas de Mato Grosso do Sul para o Senado.

De acordo com a última pesquisa estimulada contratada pelo Correio do Estado e realizada pelo Instituto de Pesquisa Resultado (IPR) antes das eleições gerais de domingo, Azambuja registrou 35,35%, enquanto Contar teve 31,19%, considerando apenas os votos válidos, ou seja, excluindo as respostas de eleitores indecisos, bem como os votos brancos e nulos.

A senadora Soraya Thronicke (PSB) apareceu bem atrás de ambos, com 12,95%, seguida pelo deputado federal Vander Loubet (PT), com 11,25%, por Beto do Movimento (PSOL), com 3,21%, pelo advogado Roberto Oshiro (Novo), com 2,55%, por Daniel Junior (Agir), com 1,70%, por Valter da Comagran (PRD), com 0,85%, e por Luiz Lemes (DC) e Valderi Garcia (PCO), com 0,47% cada.

Os porcentuais foram calculados sobre as indicações de candidatos registradas na soma do primeiro e do segundo voto da pesquisa estimulada. Portanto, representam a participação de cada nome no total de escolhas válidas e não o porcentual de entrevistados que o citou.

A diferença entre Azambuja e Contar nesse recorte é de 4,16 pontos porcentuais (p.p.). O desempenho dos dois, entretanto, varia conforme a ordem da escolha apresentada pelo entrevistado.

Na primeira opção estimulada, considerando a totalidade da amostra, Contar teve 27,93% e Azambuja 24,23%, enquanto na segunda Azambuja registrou 23,47%, enquanto Contar apareceu com 14,16%.

ESPONTÂNEA

Na pesquisa espontânea, em que os nomes não são apresentados, 77,81% dos entrevistados estão indecisos no primeiro voto, enquanto na segunda escolha esse porcentual chega a 85,08%.

Mesmo com a apresentação dos candidatos, a indefinição permanece: 19,90% estão indecisos na primeira opção. Na segunda, as duas categorias de indecisão discriminadas pelo relatório somam 28,70%.

Com relação à rejeição, Capitão Contar apresentou o maior índice, com 8,93% dos entrevistados afirmando que não votariam nele de jeito nenhum. Soraya Thronicke registrou 8,67%, seguida por Vander Loubet, com 8,16%, e Reinaldo Azambuja, com 2,17%.

Beto do Movimento teve rejeição de 0,89%, enquanto Roberto Oshiro registrou 0,51%. Daniel Junior, Luiz Lemes, Valter da Comagran e Valderi Garcia apareceram com 0,26% cada.

Outros 52,68% dos entrevistados afirmaram não rejeitar nenhum dos candidatos, enquanto 8,55% disseram rejeitar todos. Os indecisos somaram 6,12% e as respostas de branco ou nulo representaram 2,30%.

O levantamento ouviu 784 pessoas em Mato Grosso do Sul e está registrado na Justiça Eleitoral sob o número MS-08995/2026. A margem de erro informada para a pesquisa é de 3,5 p.p., para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

ANÁLISE

“O comportamento entre as duas escolhas é um dos principais pontos do levantamento. Capitão Contar concentra porcentual maior como primeira opção, enquanto Reinaldo Azambuja amplia sua participação entre os segundos votos”, explicou o diretor do IPR, Aruaque Fressato Barbosa.

Segundo ele, a análise da disputa exige atenção às duas indicações, já que o eleitor pode ter uma escolha consolidada e ainda não ter definido a outra.

“É no Senado que permanece um espaço mais amplo para definição das duas escolhas. O eleitor pode ter definido um candidato e ainda não ter decidido em quem dará o segundo voto”, afirmou.

“A eleição de 2026 renovará duas das três cadeiras de cada Estado no Senado. Assim, a distribuição do segundo voto pode ter peso importante na configuração da disputa”, analisou Aruaque.

Para o diretor, esse contingente mantém possibilidades de mudança até a votação. “Quanto maior esse contingente, maior a possibilidade de alteração na distribuição das intenções de voto até o momento da eleição”, ressalta.

Capitão Contar e Reinaldo Azambuja, do PL

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