Política

EM SILÊNCIO

Bolsonaro pode quebrar "tradição" da mensagem de Natal em rede de televisão

Até às 17h (pelo horário de Brasília), Planalto não havia manifestado qualquer indicação de que o presidente mantivesse o costume de anos anteriores, ao ocupar a cadeia de rádio e televisão para uma "fala natalina"

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Até pouco antes das 17h desta véspera de Natal, não há qualquer indicação de que o presidente Jair Bolsonaro (PL) vá manter a tradição de usar a cadeia nacional de rádio de televisão para fazer um pronunciamento, como ocorreu na noite da data nos três anos anteriores.

Vale ressaltar que, esse tipo de manifestação é comum a líderes em vários países e, no Brasil, também já foi adotada por outros presidentes.

De 2019 a 2021, Bolsonaro interrompeu a programação das emissoras para passar uma mensagem natalina, sempre ao lado da primeira-dama, Michelle.

No ano passado, inclusive, o presidente também falou em cadeia nacional na véspera do Ano Novo. Até agora, não há qualquer informação sobre o assunto.

O Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, entrou em contato com o Palácio do Planalto, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.

Bolsonaro tem evitado aparições públicas desde que perdeu a eleição para Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O presidente eleito se manifestou sobre a data pelas redes sociais.

Bolsonaro esteve apenas em eventos da área militar desde o resultado da eleição e falou com apoiadores na frente do Palácio do Alvorada, residência oficial em Brasília. É de lá que tem despachado e cumprido a maior parte de suas agendas.

Mensagem de Natal de Lula

Lula usou o twitter para publicar sua mensagem de natal, onde expressou seus desejos de "reconciliação" e criticou o "ódio político" que teria dividido as famílias brasileiras.

"Desejo que o Natal seja o da reconciliação das famílias, e da reconciliação do Brasil consigo mesmo. Vou trabalhar mais do que trabalhei nos governos anteriores para que o Natal de todos, em especial dos que mais precisam, seja melhor no próximo ano", escreveu.

Lula está em São Paulo desde ontem, onde deverá passar o Natal com a sua mulher, a socióloga Janja da Silva. Há pouco, um carro deixou a casa no bairro do Alto de Pinheiros, onde o petista mora desde o casamento com Janja, mas não foi possível ver os ocupantes do veículo.

Pelo Twitter, Lula aproveitou para tecer críticas sobre os resultados do governo Jair Bolsonaro (PL), seu adversário nas últimas eleições, na gestão da pandemia de Covid-19 e na economia. "Sei que, infelizmente, muitas famílias não terão o que comemorar, porque estão sofrendo com a fome, o desemprego, a inflação e o endividamento", diz o texto.

 

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Política

TSE determina remoção de vídeo que associa Lula ao PCC e ao CV

Caso foi julgado no plenário virtual

16/08/2026 20h00

TSE

TSE Reprodução/TSE

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou, por cinco votos a dois, que seja retirado do ar um vídeo publicado por Flávio Bolsonaro que associa o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao Comando Vermelho (CV).

A ação foi movida pela Federação Brasil da Esperança, formada pelo PT, PC do B e PV. O pedido acusou Flávio de propaganda eleitoral antecipada contra Lula, além de associar falsamente o presidente a organizações criminosas.

O caso foi julgado no plenário virtual do tribunal, e os ministros divergiram da posição de Nunes Marques, presidente do TSE, que rejeitou, no dia 26 de julho, o pedido de liminar para a remoção do vídeo das redes sociais.

Votaram a favor da retirada do vídeo os ministros Estela Aranha, Ricardo Villas Bôas Cueva, Dias Toffoli, Floriano de Azevedo Marques e Antonio Carlos Ferreira. Apenas André Mendonça e o próprio Marques votaram contra a retirada.

O TSE também determinou que a rede social X remova a publicação contra Lula.

O tribunal ainda deixou de apreciar uma ação do ministro André Mendonça que determinava que a Federação Brasil da Esperança entregasse à Corte gravações integrais de seu 8º Congresso Nacional e também do lançamento do projeto Porta-Vozes de Lula, assim como notas fiscais, comprovantes e contratos ligados a estes dois eventos.

O TSE reconheceu a inadequação da distribuição do processo e determinou redistribuição entre os membros competentes do Tribunal. Os ministros que divergiram de Mendonça e de Dias Toffoli foram Antonio Carlos Ferreira, Ricardo Villas Bôas Cueva, Floriano de Azevedo Marques, Estela Aranha e Nunes Marques.

relações diplomáticas

Governo Trump discute novas sanções contra Alexandre de Moraes, diz FT

Moraes já havia sido incluído na lista de sancionados pela Lei Magnitsky em julho de 2025

16/08/2026 19h00

Ministro do STF, Alexandre de Moraes

Ministro do STF, Alexandre de Moraes Divulgação

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O governo dos Estados Unidos voltou a discutir a possibilidade de impor sanções ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em mais um sinal de deterioração das relações diplomáticas entre Washington e Brasília. A informação foi publicada neste domingo, 16, pelo Financial Times, que ouviu pessoas familiarizadas com as discussões no governo do presidente Donald Trump.

Segundo o jornal britânico, a administração Trump considera voltar a aplicar contra Moraes sanções previstas na Lei Global Magnitsky, mecanismo usado pelos Estados Unidos para punir estrangeiros acusados de corrupção ou graves violações de direitos humanos. Ainda não há, porém, decisão sobre a adoção da medida nem prazo para que isso ocorra.

Moraes já havia sido incluído na lista de sancionados pela Lei Magnitsky em julho de 2025. Na ocasião, o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, acusou o ministro de promover uma campanha de censura, detenções arbitrárias e processos politizados, incluindo ações contra o ex-presidente Jair Bolsonaro.

As sanções foram retiradas em dezembro de 2025, menos de cinco meses depois de terem sido aplicadas. A decisão ocorreu durante um período de aproximação entre Trump e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e também alcançou a mulher de Moraes e uma empresa ligada à família do ministro.

Agora, de acordo com o FT, a atenção do governo americano sobre Moraes voltou a crescer, em parte, por causa de uma investigação que reacendeu o debate sobre liberdade de imprensa no Brasil. O ministro autorizou operações policiais contra um jornalista e duas pessoas apontadas como possíveis fontes de reportagens envolvendo o ministro Flávio Dino e familiares dele.

Moraes sustentou que as informações teriam sido obtidas e divulgadas ilegalmente e que sua publicação colocaria em risco a segurança da família do magistrado. Segundo o Financial Times, o Departamento de Estado e a Casa Branca não responderam aos pedidos de comentário. O STF também não havia se manifestado até a publicação da reportagem.

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