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Bolsonaro pode ser barrado também da eleição de 2030 por casos criminais e TCU

Ex-presidente está na mira da corte de contas e de investigações criminais sob relatoria de Alexandre de Moraes

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O TCU (Tribunal de Contas da União) pode estender a inelegibilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para as eleições de 2030 e até a de 2032.

Essa inelegibilidade pode ser levada ainda mais adiante com eventuais condenações criminais do ex-presidente nos casos relatados pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

No âmbito da corte de contas, deve ser aberto um processo a partir da decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que considerou ter havido abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação na reunião com embaixadores em que Bolsonaro desacreditou as urnas eletrônicas, ocorrida em julho de 2022.

O TSE ainda prepara o despacho que será mandado para o TCU. As informações do processo também serão enviadas para municiar inquéritos criminais que tramitam no STF.

A Lei da Ficha Limpa determina que gestores públicos que tiverem as contas reprovadas por irregularidade que configure ato doloso de improbidade ficam os oito anos seguintes da decisão impedidos de disputar eleições.

Como o Tribunal de Contas ainda tem de receber a decisão do TSE e iniciar um processo interno para avaliar o tema, a ação deve demorar para ter um desfecho no TCU para, só depois, começar a contagem do período de inelegibilidade.

No entanto, em representação, o subprocurador-geral do Ministério Público junto ao TCU, Lucas Rocha Furtado, já pede uma apuração de dano aos cofres públicos no contexto da decisão tomada pelo TSE.

Ele encaminhou o pedido de apuração de "dano ao erário decorrente do abuso de poder político e do uso indevido dos meios de comunicação, especialmente por meio de canal público" ao presidente do TCU, Bruno Dantas.

Nos bastidores de tribunais superiores e do próprio TCU, é visto como improvável que o tribunal não condene o ex-presidente.

A corte irá analisar o tema porque o relator da ação contra Bolsonaro no TSE, ministro Benedito Gonçalves, além de votar pela condenação do ex-mandatário, também determinou que o caso seja enviado ao Tribunal de Contas a fim de avaliar o uso indevido de prédios públicos no encontro com representantes estrangeiros.

O entendimento em conversas reservadas em tribunais de Brasília é o de que a mais alta corte eleitoral do país já decidiu que se tratou de um ato ilegal de pré-campanha e que será difícil o TCU não tomar uma decisão no mesmo sentido e determinar a devolução dos recursos públicos usados na realização do evento.

Do ponto de vista legal, uma saída para Bolsonaro para não ter a inelegibilidade estendida seria se antecipar e devolver de antemão o dinheiro usado a fim de ganhar um argumento jurídico consistente.

Na decisão do TSE, a inelegibilidade de Bolsonaro vale por oito anos a partir de 2 de outubro de 2022, o que deve permitir que ele concorra às eleições em 2030. Já uma eventual decisão do TCU teria como data inicial da inelegibilidade o momento do fim da ação, o chamado trânsito em julgado.

Há, ainda, possibilidade de ele ser punido também na esfera criminal nos próximos meses.

Ao votar no julgamento do TSE, o ministro Alexandre de Moraes, que também integra o Supremo, citou milícias digitais durante sua manifestação e fez referências a elas ao menos duas vezes.

O inquérito das milícias digitais reúne todas as investidas golpistas de Bolsonaro contra as instituições e sua atuação na disseminação de fake news e desinformação ao longo do mandato.

Ao indicar a relação dos casos, Moraes indica que apontará Bolsonaro como um dos autores intelectuais dos ataques, além de relacionar o 8 de janeiro como mais um dos eventos atrelados à organização criminosa investigada naquele inquérito.

Além de aplicar a condenação a Bolsonaro, o TSE mandou a decisão para a PGR (Procuradoria-Geral da República) e para Moraes, na condição de relator dos inquéritos que investigam suposto vazamento de informações sigilosas de suposto ataque ao sistema do TSE e sobre a convocação de atos antidemocráticos.

Também mandou ao ministro Luiz Fux, relator de um processo no qual deputados federais afirmam que Bolsonaro praticou crime contra o Estado democrático de Direito, crime de responsabilidade e eleitoral e atos de improbidade administrativa devido à reunião com embaixadores.

Por isso, a hipótese de Bolsonaro se tornar inelegível em caso de determinadas condenações criminais, como previsto na Lei da Ficha Limpa, também não é improvável.

"Na hipótese de condenação criminal, a inelegibilidade surge com a decisão colegiada ou com o trânsito em julgado, mas o prazo se prolonga para oito anos após o cumprimento da pena", diz Marcelo Peregrino, advogado especialista em direito eleitoral e membro da Abradep (Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político).

O criminalista especializado em direito penal empresarial Thiago Nicolai lembra que os crimes estão elencados na Lei da Ficha Limpa, e que incluem abuso de autoridade e crimes contra a lei eleitoral.

"A partir do momento que essa matéria for analisada em órgão colegiado, como Tribunal de Justiça ou Tribunal Regional Federal ou em caso de ação penal originária, no STJ ou STF, isso já vale [a inelegibilidade por oito anos]", acrescenta.

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Veja

"Mais louco do Brasil" curte Barretão após polêmica por apoio à petista

Em vídeo, prefeito "troca de roupa" com sua equipe para a faixa noturna do evento

25/08/2026 14h30

Prefeito Juliano Ferro curte festa do peão de Barretos

Prefeito Juliano Ferro curte festa do peão de Barretos Foto: Divulgação

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Após declarar apoio à candidatura do petista Vander Loubet ao Senado, Juliano Ferro (PL), prefeito de Ivinhema autointitulado "Mais louco do Brasil" curte a 71ª festa do peão de Barretos, evento acompanhado por mais de 1,1 milhão de seguidores no Instagram. 

Na tarde desta segunda-feira (25), dançou sem camisa e de pés descalços em meio a diversos carros de som automotivo espalhados pelo camping do evento realizado no Parque do Peão da cidade homônima. À noite, postou um vídeo também polêmico com parte de sua equipe, onde ao lado de dois outros homens e uma mulher "troca de roupa" para a faixa noturna da festa sertaneja, frequentada por ele todos os anos. 

Iniciada no último dia 20 deste mês, a festa do peão de Barretos é a mais aguardada pela comunidade do agronegócio brasileiro.

Evento realizado anualmente desde 1955, reúne artistas de todo o país. Com shows em três períodos, a festa deste ano segue até o próximo domingo (30) com as apresentações de nomes consagrados do sertanejo: César Menotti & Fabiano, Simone Mendes, Loubet, Bruno & Marrone, Gustavo Mioto, Gusttavo Lima, Luan Pereira e Michel Teló ainda se apresentam neste ano.  

Polêmica

Aós apoio a Vander, Juliano Ferro disse que o partido pode expulsá-lo, mas que mesmo assim manterá apoio àqueles que sempre os ajudaram duranto a construção de seu mandato.

Na manhã da última quinta-feira (13), a candidata a deputada estadual Vivi Tobias (PL) foi até a sede estadual do partido, em Campo Grande, e protocolou um pedido de expulsão de Juliano Ferro por "infidelidade partidária". 

Amplamente identificado com a ala bolsonarista, a declaração de apoio a Vander em detrimento da candidatura de Capitão Contar, do mesmo partido, não foi bem acolhida por grande parcela de seus eleitores, fato que provocou uma enxurrada de declarações negativas de sua própria base eleitoral.  

Em suas redes sociais, reiterou o apoio a Vander Loubet e disse que o petista é o único da esquerda que decidiu apoiar, mantendo assim apoio para Flávio Bolsonaro à presidência, Riedel para Governador, Mara Caseiro na disputa pela Câmara Federal, Zé Teixeira, candidato a deputado estadual e Reinaldo Azambuja, sua primeira escolha no Senado. 

"Eu não estou fazendo "desfidelidade (sic) partidária não, eu não sou candado a deputado estadual e nem federal, não sou candado a nada, eu sou prefeito. Se quiserem me tirar do partido, tirem!"

Na sequência, diz que a escolha por Vander se deu como uma espécie de gratidão ao fato do atual deputado federal auxiliá-lo com recursos federais. Tenho que apoiar quem ajudou a construir o mandato, quem hoje atende a "necessidade da população", falou. 

"E eu não vou pelo partido, vou pelas melhores propostas pelo nosso estado, eu vou por queles que me ajudaram a conduzir o meu mandato. Fui reeleito com 82%, então antes de falar de mim vai lá e pergunta em Ivinhema como que é o nosso mandato." No mesmo vídeo, diz que a candidatura do do outro candidato ao Senado pelo PL (Capitão Contar) não o convenceu. Além de Ferro, Júlio Buguelo (PSD) prefeito de Glória de Dourados e Nelson Cintra (PSDB) prefeito de Porto Murtinho, também declararam apoio a Vander. 

VANDALISMO ELEITORAL

Rodolfo Nogueira denuncia ataque a comitê de campanha em Dourados

Deputado federal, candidato à reeleição, diz que imóvel foi atingido por ovos e tinta vermelha e afirma que câmeras podem identificar os responsáveis

25/08/2026 11h05

Rodolfo Nogueira mostra danos no comitê de campanha em Dourados e afirma que o local foi alvo de vandalismo durante a madrugada

Rodolfo Nogueira mostra danos no comitê de campanha em Dourados e afirma que o local foi alvo de vandalismo durante a madrugada Reprodução

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O deputado federal Rodolfo Nogueira (PL-MS), candidato à reeleição, denunciou nesta terça-feira (25) que seu comitê de campanha, em Dourados (MS), foi alvo de vandalismo durante a madrugada. 

Segundo o parlamentar, o local foi atingido por ovos e tinta vermelha, além de ter recebido cartazes. Em vídeo divulgado nas redes sociais, Nogueira mostrou a fachada do imóvel e afirmou que procuraria a Polícia Civil para registrar boletim de ocorrência. 

Ele classificou o episódio como uma tentativa de intimidação e disse que as imagens das câmeras de segurança poderão ajudar na identificação dos responsáveis.

“Dá uma olhada como é que ficou meu comitê nessa madrugada aqui, nesse vandalismo, nessa tentativa de intimidação”, declarou.

Durante a gravação, o deputado atribuiu o ataque a adversários políticos ligados à esquerda, embora não tenha apresentado, no vídeo, provas sobre a autoria do ato. “Vieram aqui, jogaram ovo, tinta vermelha, cartaz, urinaram aqui, mais tinta. Esse é o vandalismo”, afirmou.

Nogueira também declarou que o episódio não irá mudar sua atuação durante a campanha eleitoral e fez críticas ao PT. “Vocês não me intimidam. Nós vamos vencer essa batalha na urna dia 4 de outubro”, disse o parlamentar.

O deputado afirmou ainda que pretende entregar à Polícia Civil as imagens registradas pelas câmeras instaladas no local. “As câmeras vão falar quem são os bandidos que vieram nessa madrugada aqui para fazer esse terrorismo. Vocês não vão intimidar”, declarou.

Até o momento da manifestação de Nogueira, não havia informação apresentada pelo parlamentar sobre a identificação dos responsáveis pelo vandalismo, entretando, ele foi até a delegacia da Polícia Civil para registrar o boletim de ocorrência e para entregar as imagens.

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