Política

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Bolsonaro: respeito as instituições, mas acima delas está o povo

Bolsonaro: respeito as instituições, mas acima delas está o povo

DAS AGÊNCIAS

01/07/2019 - 09h52
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Na noite deste domingo (30), o presidente Jair Bolsonaro enviou uma mensagem para “as autoridades” por meio de sua conta no Twitter. Ele parabenizou os manifestantes de várias partes do país que participaram de protestos em apoio à Operação Lava-Jato e ao ministro da Justiça, Sergio Moro, e depois disse que o povo está acima das instituições.

“Parabéns a todos que foram às ruas nesse 30/06. A mensagem de vocês é para todas as autoridades: "não parem o Brasil, combatam a corrupção, apoiem quem foi legitimamente eleito em 2018." Respeito todas as Instituições, mas acima delas está o povo, meu patrão, a quem devo lealdade”, escreveu o presidente. Os atos ocorreram em 88 cidades em 26 estados e Distrito Federal.

Mais cedo, Bolsonaro já tinha cumprimentado seus apoiadores no Twitter pelas manifestações.

"Aos que foram às ruas hoje manifestar seus anseios, parabéns mais uma vez pela civilidade. A população brasileira mostrou novamente que tem legitimidade, consciência e responsabilidade para estar incluída cada vez mais nas decisões políticas do nosso Brasil", escreveu, em uma rede social.

De manhã, ao chegar no Palácio da Alvorada, retornando de viagem ao Japão onde participou do G-20, Bolsonaro disse apenas que estava acompanhando as manifestações e que era um direito do povo.

"Estou aguardando. Já tive informações. Aqui em Brasília estou mais ligado. É um direito do povo se manifestar", disse o presidente.

OS PROTESTOS

Manifestantes saíram ontem às ruas em pelo menos 70 cidades dos 26 Estados, além do Distrito Federal, em defesa do ministro da Justiça, Sergio Moro, da Operação Lava Jato e da aprovação da reforma da Previdência - uma das principais bandeiras do governo Os atos também foram marcados por novos ataques ao Congresso e a ministros do Supremo Tribunal Federal. No Twitter, o presidente Jair Bolsonaro citou a "civilidade" e "legitimidade" dos movimentos, enquanto o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência, general Augusto Heleno, discursou em um carro de som ao lado do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) em Brasília.


Quatro bonecos foram inflados em frente ao Congresso Nacional, em Brasília. Dois deles simbolizando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Lula (ambos com roupa de presidiário), um de Moro vestido de super-homem e o último unindo Lula, o ex-ministro do PT José Dirceu e o ministro Gilmar Mendes, do STF. Na avenida Paulista, lugar escolhido pelos manifestantes em São Paulo, bonecos e faixas também traziam críticas ao Supremo e ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). A PM não divulgou estimativa de público em São Paulo e Rio de Janeiro, que concentraram as mobilizações mais numerosas.

Os protestos foram convocados depois que o site The Intercept Brasil passou a divulgar supostas trocas de mensagens entre Moro e procuradores da Lava Jato em Curitiba. Essas mensagens sugerem a intervenção do então juiz federal na condução da operação, inclusive com a indicação de possíveis testemunhas. 

A iniciativa dos atos coube a grupos como o MBL e o Vem Pra Rua. Atuantes durante o processo de impeachment da presidente cassada Dilma Rousseff, eles não participaram das manifestações pró-Bolsonaro de maio passado - marcadas, como ontem, por ataques ao Supremo e ao Congresso. O Nas Ruas, criado pela deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP), também teve participação ativa na organização de ontem. 

Tumulto. Integrantes do MBL chegaram a ser hostilizados por outros ativistas, após seremchamados de "traidores". Em São Paulo, cerca de 20 pessoas ligadas ao DireitaSP foram até o caminhão do MBL estacionado em frente ao Masp para gritar contra o grupo. Houve um princípio de tumulto e a PM teve de agir para evitar uma briga generalizada. No Rio, também houve ataques entre integrantes de grupos diferentes. "A gente não puxa o saco do Bolsonaro e somos críticos ao governo", disse Renato Battista, coordenador nacional do MBL. 

Na avenida Paulista, que teve quatro quadras ocupadas por manifestantes vestindo principalmente verde e amarelo, o carro de som do Nas Ruas foi o ponto de encontro mais "governista" do ato. Entre os oradores, além de Zambelli, estavam o empresário Luciano Hang, dono da Havan, o senador Major Olimpio (PSL) e o cantor Latino. "Nós apoiamos o ministro Sérgio Moro, o pacote anticrime e o governo Bolsonaro", afirmou Tomé Abduch, porta-voz do Nas Ruas. 

'Eu vejo'

Após a publicação das supostas mensagens pelo The Intercept Brasil, Moro se apresentou em audiência no Senado. Com isso, ele buscou esvaziar articulação de partidos de esquerda que falavam em criar uma CPI. O ministro nega qualquer interferência nas investigações quando era juiz e coloca em dúvida o teor das mensagens.

Ontem, ele usou o Twitter para se referir às manifestações. "Eu vejo, eu ouço, eu agradeço. Sempre agi com correção como juiz e agora como ministro", escreveu ele, em uma das mensagens. Em outra, agradeceu o apoio de Bolsonaro. "Sou grato ao PR (presidente da República) e a todos que apoiam e confiam em nosso trabalho. Hackers, criminosos ou editores maliciosos não alterarão essas verdades fundamentais. Avançaremos com o Congresso, com as instituições e com o seu apoio."

No Rio, o ato chegou a ocupar cerca de seis quadras da Avenida Atlântica, em Copacabana. Teve Hino Nacional e palavras de ordem como "O STF é uma vergonha", "Rodrigo Maia se acha 1.º ministro", "Fora PT e a velha política". Em Porto Alegre, o ato foi realizado no centro, apesar da chuva e do frio de 16 graus. Foram registradas ainda manifestações em capitais como Belo Horizonte (MG), Recife (PE), Goiânia (GO) e Curitiba (PR), e cidades do interior paulista, como Campinas e Sorocaba. Em Boston (EUA), o ato reuniu cerca de 20 pessoas. A frase "In Moro We Trust" (Em Moro nós confiamos) apareceu em cartazes. 

Política

Polícia Federal apreende R$ 2,8 milhões no primeiro turno das eleições

Foram registradas ocorrências em 23 estados e no DF

05/10/2026 23h00

Divulgação

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A Polícia Federal (PF) apreendeu R$ 2,8 milhões durante o primeiro turno das eleições, realizado nesse domingo (4). Do total, R$ 520 mil foram em espécie. O restante foi em forma de bens. A PF atuou na prevenção e repressão de crimes eleitorais.

Até as 23h59 do domingo foram instaurados 49 inquéritos policiais e lavrados 100 termos circunstanciados de ocorrência (TCs) para apurar a prática desse tipo de crime. Durante todo o dia, 204 pessoas foram conduzidas a delegacias.

Os principais crimes registrados ontem foram compra de votos e propaganda eleitoral irregular.

Foram registradas ocorrências no Distrito Federal e em 23 estados: Bahia, Rio de Janeiro, Alagoas, Espírito Santo, Pernambuco, Minas Gerais, Sergipe, Roraima, Acre, Rondônia, Amapá, Maranhão, Amazonas, Mato Grosso, Rio Grande do Sul, São Paulo, Paraíba, Santa Catarina, Piauí, Pará, Paraná, Rio Grande do Norte e Tocantins.

Durante todo o ano de 2026, foram abertos 1.342 inquéritos para investigar crimes eleitorais. A maior parte foi no Rio de Janeiro (156), seguido do Maranhão (135), Ceará (120) e de São Paulo (98).

A PF disponibiliza um link para acompanhar quantas investigações de crime eleitoral estão em andamento no país.

Eleições 2026

Agora é segundo turno, ao lado de Flávio Bolsonaro, diz Tereza Cristina

A senadora e ex-ministra da Agricultura destacou o desempenho do candidato em Mato Grosso do Sul

05/10/2026 22h00

Tereza Cristina e Flávio Bolsonaro

Tereza Cristina e Flávio Bolsonaro Foto: Divulgação

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A senadora e ex-ministra da Agricultura Tereza Cristina (PP-MS) convocou apoiadores para a disputa de segundo turno ao lado do candidato à Presidência, o senador Flávio Bolsonaro (PL) Em publicação na rede social X nesta segunda-feira, 5, a parlamentar destacou o desempenho do candidato em Mato Grosso do Sul.

"Obrigada, Mato Grosso do Sul, por mostrar a força da direita! O presidenciável Flávio Bolsonaro obteve quase 60% dos votos do nosso Estado", escreveu a senadora. "Agora é segundo turno, ao lado do Flávio Bolsonaro."

Ainda na publicação, Tereza Cristina afirmou que o resultado das urnas impôs ao Senado Federal a tarefa de pautar o controle de órgãos judiciais. "As urnas deram um recado claro: o Senado Federal precisa discutir os mecanismos de fiscalização e controle do Poder Judiciário.

Todos nós, políticos, devemos ser avaliados pela sociedade brasileira - e fomos ontem, pelo voto", disse a senadora. "Nenhuma autoridade está acima da lei. Esse é um debate necessário, maduro e que o Senado não pode mais adiar", declarou.

No âmbito regional, a ex-ministra comemorou o resultado do pleito em seu Estado natal, agradecendo ao eleitorado sul-mato-grossense pela renovação do mandato do governador Eduardo Riedel (PP) e pela eleição dos senadores eleitos Reinaldo Azambuja (PL) e Capitão Contar (PL). "Quero agradecer a todos que renovaram ontem o mandato do nosso competente governador Eduardo Riedel, e aos que confiaram em Reinaldo Azambuja e no Capitão Contar", afirmou.

Tereza Cristina concluiu a mensagem afirmando estar "muito animada" e prometeu seguir mobilizada para a etapa decisiva da eleição presidencial.

 

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