Política

CASCALHOS DE AREIA

Câmara cria comissão para investigar casos de empreiteiras que recebiam milhões sem concluírem obras

Vereadores de Campo Grande vão atrás de provas que evidenciem o suposto esquema de corrupção

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Dois meses depois de deflagrada a Cascalhos de Areia, operação conduzida pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul que detonou um suposto esquema de corrupção abarcando servidores da prefeitura de Campo Grande e empreiteiras contratadas para cuidar de vias não pavimentadas na cidade, o assunto, enfim, atraiu o interesse da Câmara dos Vereadores.  

Por meio do Diário Oficial do legislativo municipal, foi anunciado na edição desta segunda-feira (14) a criação de uma comissão especial para “analisar” os contratos firmados entre a prefeitura e as empreiteiras que arrecadaram em torno de R$ 300 milhões de reais que deveriam para quitar serviços como manutenção de vias sem asfalto, com revestimento primário, em vias urbanas da cidade. 

Conforme o Ministério Público, há a suspeita de empreiteiras contratadas terem sido inscritas em nomes de laranjas. Além disso, casos investigados apontam quem nem as obras eram efetuadas, embora o dinheiro tenha sido sacado dos cofres da prefeitura. 

Pelo publicado, a “análise” recai justamente sobre os contratos tidos como suspeitos, segundo o MPMS, firmados de 2018 para cá pela prefeitura. 

Vereadores da cidade devem investigar os seguintes contratos e empresas: 

Engenex Construções e Serviços Eirelli - EPP (Região do Lagoa), contrato número 194, de 19 de julho de 2018;  

Gradual Engenharia e Consultoria LTDA (Região do Segredo), contrato número 214, de 27 de julho de 2018; 

Engenex Construções e Serviços Eirelli - EPP (Região do Imbirussu), contrato número 215, de 27 de julho de 2018;  

Rial LTDA - EPP (Região do Anhanduizinho), contrato n. 216, de 27 de julho de 2018;  

A.L. dos Santos & Cia LTDA (Região do Prosa), contrato n. 217, de 27 de julho de 2018;  

Construtora Rial LTDA - EPP (Região do Bandeira), contrato n. 221, de 27 de julho de 2018. 

Ainda segundo o Diário Oficial vão atuar na investigação dos contratos os vereadores: 

Clodoilson Pires, do Podemos; Ademir Santana, do PSDB; Sílvio Pitu, do PSD; Ayrton Araújo, do PT e Doutor Jamal, do MDB. 

Diz também o publicado, assinado pelo presidente da Câmara, Carlos Augusto Borges, do Carlão, do PSB, que os parlamentares têm dois meses para apresentar um relatório sobre as supostas irregularidades identificadas nas investigações. 

Pelo apurado pelo MPMS, há casos que as empreiteiras eram contratadas para cuidar da manutenção de vias sem asfalta, mas isso não acontecia. Também descobriu-se que uma empreiteira recebeu dinheiro para "cascalhar" uma avenida já asfaltada há década, como a Avenida Prefeito Lúdio Coelho.  

Há, também, casos em que donos de empreiteiras nem sequer “sabiam” que eram empresários. 

Num deles, segundo o MPMS, Adir Paulino Fernandes, 65, que seria dono da JR Comércio e Serviços, empreiteira criada em 2011, disse em depoimento à polícia que tocava sua vida como dono de sítio e recebia em torno de dois salários-mínimos [R$ 2,6 mil]. A remuneração saia da venda de queijos, por exemplo.  

Ocorre que a JR Comércio de Serviços, cujo dono diz ser proprietário de uma pequena chácara situada em Terenos e a prefeitura celebraram de 2017 com o cronograma para expirar em 2024, ano que vem indicam que a empresa de Adir, movimenta negócios que giram em torno R$ 224,5 milhões.  

OS CRIMES 

De acordo com a 31ª Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público e Social de Campo Grande, os implicados no suposto esquema das fraudes em licitação a ser "analisado" pelos vereadores, devem responder por prática de "crimes de peculato, corrupção, fraude à licitação e lavagem de dinheiro, relativos a contratos para manutenção de vias não pavimentadas e locação de maquinário de veículos junto ao município [prefeitura de Campo Grande]. 

Um dos donos de empreiteira, a AL Santos, de André Luiz dos Santos, conhecido como Patrola, seria o responsável pela ligação com os políticos que lhe garantiam os principais contratos.  

A empresa de Patrola está na mira da comissão especial da Câmara dos Vereadores de Campo Grande. É o que diz o publicado do Diário Oficial. 

Empresa de Patrola também presta serviços à prefeituras do interior do MS, principalmente a de Corumbá. 

Na investigação do MPMS aparecem nomes de empreiteiros, ex-secretários e engenheiros, além servidores públicos.. 

 

Barragem

STF valida proibição de devedor contumaz pedir recuperação judicial

Regra foi confirmada pelo plenários por unanimidade

25/08/2026 21h00

Supremo Tribunal Federal (STF)

Supremo Tribunal Federal (STF) Crédito: Fábio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil

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O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu confirmar a validade da regra do Código de Defesa do Contribuinte (Lei Complementar 225/2026) que proibiu empresas que são devedoras contumazes de solicitarem recuperação judicial. A decisão foi tomada no dia 21 deste mês.

Por unanimidade, o plenário virtual da Corte rejeitou ação protocolada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para suspender esse trecho da norma. Para a entidade, a proibição impede o acesso à Justiça e representa uma forma coercitiva de cobrança de impostos.

Prevaleceu no julgamento o voto do relator, ministro Flávio Dino. No entendimento do ministro, a lei criou uma proteção para que o Estado possa se proteger de empresas que não pagam impostos de forma reiterada.

"O princípio da preservação da empresa deve recair sobre unidades que operam sob a égide da boa-fé e da lealdade fiscal, hipótese que não se coaduna com o agir do devedor contumaz, o qual incorpora o não pagamento de tributos, reitero, ao seu modelo de negócios", afirmou o relator.

O entendimento pela validade da lei foi seguido pelos ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Edson Fachin, André Mendonça, Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Luiz Fux e Nunes Marques. 

Devedor contumaz 
A lei aprovada pela Câmara em dezembro criou a figura do devedor contumaz. A categoria abrange empresas que praticam inadimplência reiterada, utilizando a prática como estratégia de negócio. 

De acordo com a Receita Federal, a medida busca fortalecer a conformidade tributária, estimular a concorrência leal e dar mais transparência às ações de fiscalização.

O órgão ressalta que a iniciativa não tem como foco empresas que enfrentam dificuldades financeiras temporárias, mas casos em que a inadimplência é planejada para gerar vantagem competitiva.

Pelas regras, quem for comprovadamente um devedor contumaz fica impedido de receber benefícios fiscais, contratar com o Poder Público e não é beneficiado com extinção de punibilidade em crimes tributários caso pague o tributo. 

Um processo administrativo é aberto para que o contribuinte possa se defender antes de ser considerado devedor contumaz. Até julho, a Receita Federal já enquadrou 22 pessoas jurídicas nessa categoria. 

Oportunidade

IFMS oferece 2,2 mil vagas em 12 municípios; saiba como se inscrever

Inscrições devem ser feitas na Página do Candidato da Central de Seleção do IFMS até 1º de setembro

25/08/2026 17h45

Divulgação/IFMS

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Com 2,2 mil vagas, estão abertas as inscrições no Exame de Seleção 2027, processo seletivo para ingresso nos cursos técnicos integrados do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS). São 2.270 vagas em 11 opções de cursos gratuitos ofertados em 12 municípios, com início das aulas no 1º semestre de 2027.

As inscrições devem ser feitas na Página do Candidato da Central de Seleção do IFMS até 1º de setembro. A taxa de inscrição é de R$ 20, e deve ser paga até 2 de setembro via PagTesouro, (Pix, cartão de crédito ou boleto).

Há vagas para os cursos técnicos integrados em Administração, Agropecuária, Alimentos, Agricultura, Desenvolvimento de Sistemas, Edificações, Eletrotécnica, Informática, Informática para Internet, Mecânica e Metalurgia. A oferta abrange os municípios de Amambai, Aquidauana, Campo Grande, Corumbá, Coxim, Dourados, Jardim, Naviraí, Nova Andradina, Paranaíba, Ponta Porã e Três Lagoas.

Para se inscrever no exame de seleção é preciso concluir o 9° ano do ensino fundamental até a data da matrícula no IFMS, prevista para janeiro do próximo ano. Outra regra é ter o Cadastro de Pessoa Física (CPF) em seu próprio nome.

Os interessados que não têm acesso à internet podem ir à Central de Relacionamento (Cerel) dos campi do IFMS, ou aos Centros de Referência Amambai e Paranaíba, e solicitar o uso de um computador para fazer a inscrição. Confira os endereços e horários de funcionamento de cada unidade.

Quem tiver a solicitação indeferida (negada), deverá pagar a taxa de inscrição até a data limite para poder fazer a prova.

Ações Afirmativas

Metade das vagas ofertadas no Exame de Seleção 2027 é reservada a estudantes que cursaram todas as séries do ensino fundamental em escola pública ou em escola comunitária conveniada com o poder público que atue no âmbito da educação do campo. 

As vagas reservadas serão distribuídas para candidatos com renda familiar per capita menor que um salário mínimo e para candidatos com qualquer renda familiar. Nesses dois grupos ainda há reserva para negros e pardos, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência.

Os candidatos serão classificados de acordo com a nota na prova, observados os critérios de desempate. 

Exame de Seleção

O exame de seleção é uma prova de múltipla escolha, que será aplicada no dia 27 de setembro em todos os municípios, com 30 questões de Língua Portuguesa (10), Matemática (10) e Ciências da Natureza (10).

O conteúdo da prova pode ser consultado no anexo X do edital de abertura do processo seletivo.

No hotsite do Exame de Seleção 2027 é possível consultar provas e gabaritos de edições anteriores do processo seletivo.

Serviço: dúvidas sobre o edital ser encaminhadas ao e-mail [email protected].

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