Política

Sem fogo amigo

Caravina freia especulações e diz que completará 1 ano no governo

Mandatário da Segov não nega desejo de assumir mandato de deputado, mas ainda não definiu data

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Titular da Secretaria de Estado de Governo e Gestão Estratégica (Segov), Pedro Caravina (PSDB) está prestes a atingir 1 ano no cargo em 1º de janeiro. E segundo ele mesmo disse em entrevista ao Correio do Estado, completará 1 ano no cargo a despeito daqueles que vêm especulando sua demissão há quase seis meses.

“Não existe isso de que eu marquei data para deixar a secretaria [Segov], que eu sairei ainda em dezembro, ou de que eu serei exonerado em breve. O que eu conversei com o governador Eduardo Riedel [PSDB], que antes de qualquer outra coisa é um grande amigo e uma pessoa pela qual tenho muita confiança, foi que eu precisaria de mais tempo no próximo ano para viver a experiência de ser deputado estadual e também para cuidar de alguns projetos eleitorais”, confirmou o secretário.

Apesar de ter conversado com Riedel sobre sua intenção de enfim assumir o mandato de deputado estadual para o qual foi eleito em 2022, Caravina garantiu ao Correio do Estado que não há uma data certa para que isso ocorra.

“Não tem uma data acertada, como muitos estão dizendo por aí. A única coisa que existe no momento é a minha intenção de exercer meu mandato de deputado estadual para me dedicar a alguns projetos no próximo ano. Mas ainda é um plano, uma intenção, pode ser que ocorra em fevereiro, pode ser em junho. Ainda não sabemos”, disse o secretário de Estado de Governo e Gestão Estratégica.

Fogo amigo

A fala de Caravina ao Correio do Estado ocorre em um momento em que as especulações sobre sua saída vêm aumentando. Normalmente, esses boatos têm origem entre os próprios aliados do governo: alguns deles, inclusive, correligionários.

O fogo amigo contra o titular da Pasta de Governo e Gestão Estratégica passou a ser disparado ainda mesmo no primeiro semestre, quando Caravina e até mesmo Eduardo Riedel ainda estavam alinhando os projetos e o plano de governo da atual administração.

A origem desse fogo amigo, ao que tudo indica, está no descontentamento de políticos que tinham acordos, cargos e uma certa liberdade no mandato de Reinaldo Azambuja (PSDB), porém, que não os têm mais na gestão Riedel.

Apesar de ser um governo do mesmo partido, são mandatos de pessoas diferentes, e os que se sentem desconfortáveis na gestão atual, por questão estratégica, preferem reclamar de Pedro Caravina do que necessariamente de Eduardo Riedel.

Reforma administrativA

A saída de Caravina do governo de Mato Grosso do Sul pode escapar do contexto de uma possível reforma administrativa estadual que está sendo esperada para o primeiro trimestre de 2024. Aliás, pode ser que ela nem sequer ocorra da forma que se espera.

É que as saídas e as entradas podem não acontecer em bloco. Da mesma forma que Caravina disse ao Correio do Estado que não há uma data certa para assumir de vez seu mandato de deputado estadual, também não há nenhuma definição sobre seu substituto. “Nem eu, e acredito que nem mesmo o governador Eduardo Riedel, tenho isso como prioridade no momento”, comentou.

Sobre as outras saídas e entradas do governo, elas devem ocorrer entre janeiro e abril. Alguns secretários podem deixar o governo por motivos de saúde, enquanto outros para também se dedicarem a projetos eleitorais.

eleições 2026

Adesivo eleitoral pode levar à perda da cobertura de seguro

Seguradoras alertam sobre mudanças no veículo durante campanhas

10/08/2026 14h30

Carros que colocarem adesivos eleitorais devem avisar a seguradora previamente

Carros que colocarem adesivos eleitorais devem avisar a seguradora previamente Foto: Joédson Alves / Agência Brasil

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Motoristas que pretendem adesivar veículos com propaganda eleitoral ou utilizá-los em atividades de campanha nas eleições 2026 devem informar previamente a seguradora para evitar problemas em caso de sinistro. O alerta é da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg).

Segundo a vice-presidente da Comissão de Seguro Auto da entidade, Keila Farias, a adesivação com material eleitoral e o uso do automóvel em atividades de campanha podem ser considerados pelas seguradoras como aumento de risco, devido à maior exposição a acidentes, vandalismo e circulação em eventos públicos.

A FenSeg acrescenta que mudanças no perfil de uso do veículo sem atualização da apólice podem resultar em recusa de indenização por roubo, furto ou colisão.

As seguradoras argumentam que a utilização do carro para transporte de material de campanha, deslocamento de equipes ou atividades de apoio altera as condições avaliadas quando o contrato foi firmado.

A entidade também destaca que danos a adesivos, plotagens e envelopamentos geralmente não estão cobertos pelos seguros convencionais. Além disso, prejuízos decorrentes de tumultos, motins e atos de vandalismo costumam estar entre as exclusões previstas nos contratos.

Como evitar a perda da cobertura

  • Informar a seguradora antes de adesivar o veículo
  • Comunicar qualquer mudança na utilização do carro durante a campanha eleitoral
  • Consultar o corretor de seguros antes de prestar serviços a candidatos ou partidos
  • Solicitar um endosso para registrar formalmente a alteração na apólice, quando necessário
  • Verificar se o envelopamento exige atualização do registro do veículo junto ao Detran
  • Conferir quais danos e situações estão excluídos da cobertura contratada

COSTURA POLÍTICA

Secretário diz que acordo entre Azambuja e Nelsinho pode redesenhar disputa de 2028

Walter Carneiro Jr. reforça que aliança não é apenas eleitoral e vê condições para grupo permanecer unido no próximo pleito

10/08/2026 07h35

Walter Carneiro Júnior é o titular da Casa Civil do Estado

Walter Carneiro Júnior é o titular da Casa Civil do Estado Foto: Reprodução

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O acordo político que colocou o senador Nelsinho Trad (PSD) como primeiro-suplente de Reinaldo Azambuja (PL) na disputa pelo Senado pode ultrapassar as eleições deste ano e influenciar diretamente a formação das alianças para o pleito municipal de 2028.

A avaliação é do secretário de Estado da Casa Civil, Walter Carneiro Júnior, completando que a composição entre o ex-governador e o senador não deve ser vista apenas como uma solução para acomodar as forças políticas que integram a base do governador Eduardo Riedel (PP) na eleição deste ano, mas como parte de uma aliança com potencial para permanecer unida nos próximos pleitos.

"Esse time político não se uniu agora, há muito tempo já caminham juntos. O que está sendo construído é algo maior do que uma composição eleitoral pontual", afirmou ao Correio do Estado.

A declaração ganha peso diante do novo desenho político estabelecido após Nelsinho desistir da tentativa de reeleição ao Senado e aceitar ocupar a primeira-suplência de Azambuja.

A movimentação aproximou ainda mais duas das principais forças políticas da base governista e abriu espaço para que o entendimento firmado neste ano seja reproduzido nas eleições seguintes.

Walter Carneiro Jr. não confirmou, porém, nenhum acordo envolvendo nomes ou candidaturas para 2028. Segundo o secretário, a composição atual cria condições políticas para a continuidade da aliança, mas eventuais definições sobre a próxima eleição deverão ocorrer mais adiante.

"Vejo esse entendimento como um gesto de maturidade política. Reinaldo e Nelsinho estão demonstrando que é possível colocar o projeto de Estado acima das disputas individuais", declarou.

Para Carneiro Jr., a união de lideranças com experiência e presença política permite construir uma base que pode se consolidar ao longo do tempo e alcançar futuras eleições.

Além da perspectiva de continuidade da aliança, ele revelou que um dos principais fatores que pesou na desistência de Nelsinho foi um obstáculo jurídico envolvendo a candidatura à reeleição pelo PSD e a permanência do partido na coligação encabeçada por Riedel.

"O governador validou uma decisão tomada pelos nove partidos que fazem parte da nossa coligação, foi uma decisão colegiada apresentada pelos presidentes de partido. Uma decisão de cunho muito pessoal do senador Nelsinho, que enxergou um cenário muito difícil quando foi colocado que, juridicamente, ele não teria como disputar a reeleição pelo PSD coligado com a chapa encabeçada pelo governador Eduardo [Riedel]. Talvez esse tenha sido o maior entrave", explicou.

Walter Carneiro Jr. classificou a decisão de Nelsinho como um "ato de grandeza", por abrir mão de um projeto individual em favor da manutenção da unidade política.

A nova composição também amplia o espaço de Azambuja na campanha pela reeleição de Riedel. O secretário não chegou a apontar formalmente o ex-governador como coordenador político da campanha, mas deixou claro que ele terá posição estratégica.

"Ele já é o nome escolhido da nossa coligação para representar Mato Grosso do Sul no Senado. Trata-se de uma liderança política consolidada, com ampla experiência administrativa e reconhecida capacidade de diálogo e articulação", afirmou.

Na avaliação de Carneiro Jr., caso seja eleito, Azambuja também poderá desempenhar papel importante na articulação da bancada federal do Estado.

Ele afirmou ainda que os nove partidos reunidos em torno de Riedel caminharão com um único candidato à Presidência da República. "Em Mato Grosso do Sul, a realidade política é diferente, nossa base política de centro-direita está unida e caminhará de forma coesa. Teremos um único candidato à Presidência da República, que é o Flávio Bolsonaro [PL]", declarou.

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