Política

SOLUÇÃO SALOMÔNICA

Carlão resolve chamar suplente de Claudinho antes de pedido de licença

O ex-governador Reinaldo Azambuja vai conversar com o vereador para convencê-lo a solicitar 120 dias de licença do cargo

Continue lendo...

Um depois de o Correio do Estado publicar com exclusividade que um grupo de vereadores fez uma reunião a portas fechadas para pressionar sobre o afastamento do vereador Claudinho Serra (PSDB), o presidente da Câmara Municipal de Campo Grande, vereador Carlos Augusto Borges (PSB), o Carlão, resolveu anunciar ontem mesmo à reportagem que vai convocar o suplente.

“Já pedi informação ao Tribunal Regional Eleitoral do Estado (TRE-MS) para indicar quem é o suplente de Claudinho. Independentemente dele pedir licença de 120 dias, 30 dias, 20 dias ou 15 dias, assim que eu souber o suplente eu vou convocar”, garantiu Carlão ao Correio do Estado.

O presidente da Casa de Leis ainda disse à reportagem que só está faltando saber quem que é o suplente, pois, devido às trocas partidárias, tudo ficou muito confuso.

“Acredito que a resposta do TRE-MS deve chegar até amanhã (hoje) à Câmara Municipal. Ela chegando, eu já mando convocar o suplente para tomar posse”, afirmou.

Para Carlão, conforme o resultado da eleição, a vaga seria para Dr. Lívio, o melhor votado depois de Claudinho, mas, como ele se filiou ao União Brasil, ficou a dúvida.

“Me falaram que, como ele trocou de partido na janela partidária, isso poderia permitir que fique com o mandato, porém, ele não estava no exercício do mandato, então, fica a dúvida”, pontuou.

O Correio do Estado recebeu uma cópia da diplomação realizada no dia 29 de abril deste ano pelo presidente da Junta Eleitoral da 8ª Zona Eleitoral de Mato Grosso do Sul, juiz eleitoral Paulo Afonso de Oliveira, do 8º suplente Giancarlo Josetti Sandim (PSDB), o Gian Sandim, levando em consideração os resultados das eleições municipais de 15 de novembro 2020.

No entendimento de alguns juristas ouvidos pela reportagem, a decisão do magistrado colocaria fim ao imbróglio sobre quem seria o substituto de Claudinho Serra, pois ele já era suplente do suplente: o ex-vereador Ademir Santana renunciou ao cargo para atuar na campanha eleitoral de Beto Pereira e só estava no cargo porque o titular da cadeira, João César Mattogrosso, também tinha renunciado para assumir como suplente do deputado estadual Pedro Caravina, que, por sua vez, era secretário estadual.

Para que Claudinho Serra continuasse no cargo de vereador, Ademir Santana renunciou e foi trabalhar na pré-campanha eleitoral do deputado federal Beto Pereira. Porém, com a prisão de Claudinho, que já é o segundo-suplente da cadeira, e a grande possibilidade de renúncia, surgiu a dúvida sobre quem assumiria a vaga.

Com a eventual renúncia de Claudinho Serra, o Correio do Estado já tinha apurado que a vaga de vereador ficaria com o oitavo-suplente, Gian Sandim, que obteve 1.227 votos nas eleições municipais de 2020, bem menos que o terceiro-suplente, Lívio Viana de Oliveira Leite, o Dr. Lívio, que obteve 2.772 votos, mas trocou o PSDB pelo União Brasil.

E menos também que o quarto suplente, Elias Longo Júnior, que teve 2.579 votos, mas trocou o PSDB pelo Republicanos, e ainda menos que o quinto-suplente, Wellington de Oliveira, o Delegado Wellington, que obteve 1.811 votos, entretanto, trocou o PSDB pelo PP.

Gian Sandin também teve menos votos que o sexto-suplente, Antonio Ferreira da Cruz Filho, o Dr. Antonio Cruz, que obteve 1.497 votos, mas trocou o PSDB pelo MDB, e ainda menos que a sétima-suplente.

Maria Aparecida de Oliveira do Amaral, a Enfermeira Cida do Amaral, que obteve 1.281 votos, porém trocou o PSDB pelo Republicanos.

CONVERSA

O Correio do Estado também obteve a informação de que o presidente estadual do PSDB, o ex-governador Reinaldo Azambuja, deve se encontrar hoje com o vereador Claudinho Serra para sugerir que o parlamentar solicite à Câmara Municipal de Campo Grande uma licença de 120 dias para acalmar os ânimos na Casa de Leis em ano de eleições municipais.

Além disso, com a medida, o líder tucano impede que usem o fato de o vereador estar usando tornozeleira eletrônica desde que saiu da cadeia, no dia 26 de abril, onde ficou preso sob a acusação de chefiar esquema de corrupção na prefeitura de Sidrolândia, manche a Câmara Municipal e também a pré-candidatura do deputado federal Beto Pereira a prefeito da Capital.

Segundo apurou a reportagem, a reunião entre Azambuja e Claudinho é resultado da informação publicada ontem com exclusividade pelo jornal de que um grupo de vereadores fez uma reunião a portas fechadas com Carlão para tratar do assunto.

O Correio do Estado obteve a informação de que o ex-governador não concordaria com o pedido de renúncia, mas sim com uma solicitação de afastamento por 120 dias para que a poeira possa abaixar.

Afinal, caso o vereador renuncie, seria um reconhecimento de culpa dos crimes pelos quais está sendo acusado, afetando, dessa forma, sua defesa perante à Justiça. 

JULGAMENTO 

Durante o julgamento da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) realizado na tarde de ontem, foi mantida a liberdade do vereador Claudinho Serra (PSDB). Também foram mantidas as medidas cautelares estabelecidas pelo desembargador José Ale Ahmad Netto, como o uso de tornozeleira eletrônica, entre outras. 

“Houve vista apenas para análise da questão da competência. Pois, eu sustento que a Vara Criminal de Sidrolândia não tinha competência para analisar e deferir as medidas cautelares que quebra de sigilo, busca e apreensão e etc. Há um Provimento do TJMS que prevê que nestes casos de investigações realizadas por órgãos de combate à organização criminosa (como GECO, GAECO e outros) a competência é de uma das seis varas criminais de Campo Grande, com atribuição para atuarem em todo o Estado”, afirmou o advogado Tiago Bunning, que defende Claudinho Serra.

No dia 26 de abril, o desembargador José Ale Ahmad Netto, da 2ª Câmara Criminal do TJMS, concedeu habeas corpus para a libertação do vereador por entender que, apesar de a prisão preventiva contra o parlamentar ter fundamentos, não se justificava em razão da falta de elementos fortes o suficiente.

Na sessão de ontem, os demais desembargadores analisaram o mérito da soltura de Claudinho Serra, ou seja, Carlos Eduardo Contar, Ruy Celso Barbosa Florence e Luiz Gonzaga Mendes Marques acataram a decisão do colega.

ASSINE O CORREIO DO ESTADO

BASTIDORES DO PODER

Veteranos se unem para levar Londres à presidência da Assembleia Legislativa

Puccinelli, Teixeira, Zeca e Jerson articulam eleição do decano, enquanto Riedel avalia Caravina e Corrêa busca apoio de Azambuja

14/09/2026 07h55

Os candidatos Jerson Domingos, Zé Teixeira, Zeca do PT, André Puccinelli e Londres Machado

Os candidatos Jerson Domingos, Zé Teixeira, Zeca do PT, André Puccinelli e Londres Machado Foto: Montagem

Continue Lendo...

Uma articulação envolvendo alguns dos políticos mais experientes de Mato Grosso do Sul começa a desenhar a disputa pelo comando da Assembleia Legislativa de Mato Grosos do Sul (Alems) na próxima legislatura. 
Conforme apuração do Correio do Estado, o deputado estadual Londres Machado (PP), o ex-governador André Puccinelli (MDB), o deputado estadual Zé Teixeira (PL), o deputado estadual Zeca do PT e o ex-conselheiro Jerson Domingos (União Brasil), do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul (TCE-MS), já teriam se alinhado em torno de um acordo para entregar a presidência da Casa ao decano do Parlamento estadual.

Nos bastidores, de acordo com a reportagem, o grupo é chamado de “Bancada da Bengala”, em referência à idade e à longa trajetória política de seus integrantes, afinal, juntos, os cinco têm idade média de quase 80 anos. 

Zé Teixeira é o mais velho, com 86 anos, seguido por Londres Machado, de 84 anos, André Puccinelli, com 78 anos, Zeca do PT, com 76 anos, e Jerson Domingos, com 75 anos – ele completará 76 anos em novembro.

No entanto, a movimentação depende do resultado das urnas no dia 4 de outubro, pois, enquanto Londres, Zé Teixeira e Zeca tentam renovar os respectivos mandatos, Puccinelli e Domingos buscam retornar à Alems. 

Caso todos os três sejam reeleitos e os dois eleitos, o grupo pretende trabalhar para que Londres assuma novamente o comando do Legislativo, independentemente das preferências das principais lideranças políticas do Estado.

Embora Zé Teixeira seja o mais velho, Londres é considerado o decano em razão do número de mandatos e do tempo de atuação parlamentar. 

Ele tenta chegar ao 14º mandato de deputado estadual e acumula diversas passagens pela presidência da Alems.

A articulação antecipada pode contrariar os planos do governador Eduardo Riedel (PP), que tenta a reeleição, e do ex-governador Reinaldo Azambuja (PL), que busca uma cadeira no Senado, duas das principais forças políticas envolvidas na formação da futura Mesa Diretora.

Riedel cogitaria apoiar Pedro Caravina (PSDB) para a presidência. O deputado, entretanto, precisaria conquistar um novo mandato e construir maioria entre os parlamentares eleitos. 

No PL, Paulo Corrêa também estaria pressionando Azambuja para receber o apoio do partido na disputa pelo principal cargo da Casa.

PONTO PACÍFICO

Apesar das divergências em torno da presidência, há espaço para uma composição. O ponto considerado pacífico nas conversas é que Riedel e Azambuja poderiam participar diretamente da escolha do primeiro-secretário, segundo posto mais importante da Mesa Diretora e responsável pela administração da Alems.

Para a função, a preferência seria por Gerson Claro (PP), atual presidente da Alems. O parlamentar mantém bom trânsito tanto com Riedel quanto com Azambuja e também possui uma relação política próxima com Londres Machado. 

Essa condição permitiria que ele funcionasse como elo entre a bancada governista, o grupo ligado ao ex-governador e os parlamentares veteranos. 

A eventual chapa com Londres na presidência e Gerson Claro na primeira-secretaria surgiria, assim, como uma solução para acomodar os diferentes grupos. 

O arranjo preservaria o comando político da Alems com o decano, ao mesmo tempo que garantiria às duas principais lideranças influência sobre a administração da Casa.

Qualquer acordo, entretanto, continuará condicionado ao desempenho dos envolvidos nas eleições. 
Além de conquistarem os respectivos mandato, os integrantes do experiente grupo precisarão reunir votos dos outros 19 deputados estaduais que formarão a próxima legislatura.

* Saiba 

Presidente da Alems precisa ter 13 votos

A eleição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul será realizada no dia 1º de fevereiro de 2027, depois da posse dos 24 deputados estaduais. 

A votação será nominal e aberta, com possibilidade de disputa por chapa ou candidatura individual.
Para vencer no primeiro escrutínio, o candidato precisará de pelo menos 13 votos. 

Se ninguém alcançar esse número, haverá uma segunda votação por maioria simples. Em caso de empate, será eleito o candidato mais idoso.

Além do presidente, serão escolhidos três vice-presidentes e três secretários para mandatos de dois anos, com possibilidade de reeleição. 

Os interessados deverão registrar as chapas ou candidaturas individuais até o início da sessão, indicando o cargo que pretendem disputar.

O presidente eleito ficará responsável por conduzir as sessões e os trabalhos legislativos, além de participar do comando administrativo da Casa. 

As regras estão previstas no Regimento Interno da Alems.

Caso algum dos cargos não seja preenchido após o segundo escrutínio, será aberto um novo prazo de até 48 horas para inscrições, e outra eleição deverá ocorrer em até 72 horas. Até a definição, os trabalhos serão conduzidos provisoriamente.

BTG/NEXUS

Lula reage e fica numericamente à frente dos adversários no 2º turno

O petista reverteu as desvantagens numéricas que tinha diante do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e do escritor Augusto Cury (Avante)

14/09/2026 07h11

Pesquisas anteriores apontavam recuo do presidente Lula e avanço de Flávio Bolronaro

Pesquisas anteriores apontavam recuo do presidente Lula e avanço de Flávio Bolronaro

Continue Lendo...

 

O presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), aparece numericamente à frente de todos os adversários testados nos cenários de segundo turno da pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira, 14. O petista reverteu as desvantagens numéricas que tinha diante do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e do escritor Augusto Cury (Avante), embora permaneça tecnicamente empatado com os dois.

Na simulação contra Flávio, Lula registra 47% das intenções de voto, ante 46% do senador. Brancos, nulos ou eleitores que não escolheram nenhum dos dois somam 6%, enquanto 1% não sabe ou não respondeu. Na pesquisa anterior, divulgada em 8 de setembro, o cenário era inverso: Flávio tinha 46% e Lula, 45%, também em empate técnico.

Lula também passou à frente de Cury numericamente, com 45% contra 42%. Como a diferença está dentro da margem de erro, de dois pontos porcentuais para mais ou para menos, os dois estão tecnicamente empatados. Na rodada anterior, Cury tinha 45% e Lula, 43%. Brancos, nulos ou nenhum somam agora 11%, e 2% não souberam responder.

Na disputa com o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), Lula venceria por 47% a 41%. A vantagem do petista passou de três para seis pontos porcentuais: na pesquisa anterior, Lula tinha 46% e Caiado, 43%, em empate técnico. Brancos, nulos ou nenhum dos candidatos representam 11%, e 1% não sabe ou não respondeu.

A maior vantagem de Lula ocorre nos confrontos com o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) e com o ativista Renan Santos (Missão). O presidente venceria Zema por 49% a 38%, ante 47% a 40% na rodada anterior. Contra Renan, Lula marca 48% e o adversário, 37%; anteriormente, o placar era de 47% a 39%. Os que escolheriam branco, nulo ou nenhum somam 11% no cenário com Zema e 14% na disputa com Renan.

PRIMEIRO TURNO

O presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), lidera as intenções de voto para o primeiro turno das eleições presidenciais, com 42%, segundo pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira, 14. Na rodada anterior, de 8 de setembro, o petista tinha 39%. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece em seguida, com 37%, ante 35% na pesquisa anterior.

A vantagem numérica de Lula sobre o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro passou de quatro para cinco pontos porcentuais.

O escritor Augusto Cury (Avante) vem perdendo pontos, mas continua ocupando a terceira posição, com 6% das intenções de voto. Na semana passada, ele registrava 9% e na pesquisa de 31 de agosto, chegou a 11%.

O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) tem 5%, ante 4% na rodada anterior.

O ativista Renan Santos (Missão) aparece com 2%, mesmo porcentual da pesquisa anterior.

O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) registra 1%, também estável.

Os demais candidatos somam 1%.

Brancos, nulos ou eleitores que não escolheram nenhum candidato representam 4%, enquanto 2% não sabem ou não responderam.

A Nexus entrevistou 2.003 eleitores com 16 anos ou mais, por telefone, entre os dias 11 e 13 de setembro.

A margem de erro é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-04076/2026.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).